sábado, 3 de março de 2012

UOL Notícias.

Serra barra renovação política no PSDB, dizem especialistas

Andréia Martins
Do UOL, em São Paulo


A entrada de José Serra na disputa interna que definirá o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo impede a renovação política no berço do principal partido de oposição brasileira. Esta é a opinião de cientistas políticos ouvidos pelo UOL Notícias após o ex-governador paulista anunciar oficialmente que deseja disputar as prévias tucanas com o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e com o deputado federal Ricardo Trípoli.

O anúncio de Serra provocou o adiamento das prévias do dia 4 para o dia 25 de março e a desistência de outros dois postulantes à vaga, os secretários estaduais Bruno Covas (Meio Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura).

Ainda segundo os analistas, a entrada de Serra deve nacionalizar o debate, ofuscando a discussão de temas importantes para a cidade.

O sonho presidencial de José Serra

Foto 1 de 10 - 20.fev.2002 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e José Serra, no gabinete da Presidência. Serra assumiu o Ministério da Saúde no governo FHC em busca de visibilidade para pleitear a vaga de candidato do partido à Presidência da República em 2002 Lula Marques/Folhapress

A entrada de Serra adia o processo de renovação no PSDB?

Carlos Melo
Desde 1996, Serra reveza com Alckmin (atual governador de São Paulo) as indicações tucanas ao posto municipal. Ou seja, só temos esses dois nomes no partido? Precisamos pensar nas lideranças a longo prazo e a eleição em São Paulo caminhava para um cenário interessante. A entrada de Serra impede essa renovação na polícia municipal e até em nível nacional.
Fernando Abrucio
O que se falava era que essas prévias tinham um discurso voltado à ideia de que o PSDB precisava se renovar. Ou seja, era a renovação do PSDB que levaria o partido a ter outra postura e recuperar a posição de hegemonia política no Brasil, que foi tomada desde a eleição do presidente Lula. Esse projeto fracassou. A partir do momento em que o Kassab procurou o PT para fazer uma aliança, o sentimento nas principais lideranças do PSDB foi de que não era possível renovar agora.
Carlos Ranulfo
A entrada de Serra abortou a chance de renovação dentro do PSDB e o partido volta ao velho estilo. Fica claro que a renovação vai ter que esperar. Por outro lado, o partido vem com um candidato mais forte. Serra é forte na arrancada da eleição, mas apresenta um índice de rejeição alto.

Qual a principal motivação para Serra se candidatar?

Carlos Melo
Serra precisava desesperadamente de uma máquina, até para saber se 2014 vai "existir" para ele. Do jeito que estava não seria positivo. O importante agora é ele garantir a máquina, para recuperar espaço político.
Fernando Abrucio
Acho que essa mudança no cenário político teve muito a ver com aquela ação do Kassab (prefeito de São Paulo e presidente do PSD) de buscar o PT para disputar a prefeitura. Naquele momento, em várias lideranças do PSDB surgiu o sentimento de que a guerra era muito mais ampla do que a Prefeitura de São Paulo. Era uma questão de petismo e antipetismo, de se ter uma oposição no Brasil.
Bolivar Lamounier
Creio que a motivação é se contrapor ao projeto lulo-petista de hegemonia total no país. O Lula e os petistas não fazem segredo a esse respeito. Sabem que para dominar totalmente o quadro político do país precisam liquidar o PSDB a pó. Isto obviamente requer o controle do município e do Estado de São Paulo.
Carlos Ranulfo
Me parece uma motivação local. A essa altura, seria desgastante Serra anunciar planos para 2014.

O que muda nas estratégias de campanha?

Carlos Melo
O PT vai precisar criar uma boa estratégia para a coligação, para tentar garantir mais tempo na TV, já que é unânime a ideia de que, frente aos demais candidatos, Serra é o mais conhecido e favorito. Entre os pré-candidatos, o peemedebista Gabriel Chalita pode ganhar uma fatia do eleitorado tucano que não apoia Serra.
Carlos Ranulfo
Deve ocorrer uma mudança na estratégia. Serra será um alvo prioritário na campanha. Os demais candidatos terão que se contrapor com o Serra na tentativa de alcançá-lo.
Bolivar Lamounier
É muito cedo para qualquer previsão.

São Paulo ganha ou perde com a nacionalização do debate?

Carlos Melo
A campanha municipal aponta para um debate nacional. Isso é ruim.
Fernando Abrucio
O PSDB transformou esse processo em um processo de luta nacional. Os eleitores paulistanos talvez prefiram candidatos para a Prefeitura de São Paulo. Novamente São Paulo está se submetendo a uma lógica nacional, o que eu acho, como paulistano, não ser o melhor cenário.
Carlos Ranulfo
A tendência é que a eleição tenha um debate local. Eleição municipal é sempre municipal. É claro que com um candidato como o Serra, eventualmente o debate pode ser mais amplo. Mas se os candidatos forem sérios vão concentrar a eleição no debate local.

Essa candidatura aponta qual cenário para 2014?

Carlos Melo
A candidatura de Serra à prefeitura não quer dizer que ele esteja necessariamente preso a [ideia de sair candidato à Presidência em] 2014.
Fernando Abrucio
Uma candidatura Serra, vencendo ou não, significa declarar que a candidatura do Aécio é para 2014. Esse lance do xadrez político brasileiro já revelou quem será o candidato do PSDB à presidência em 2014. Em parte, isso delimita também que será mais difícil ganhar a eleição presidencial, já que se trata de uma reeleição. Depois desse ato, é quase impossível Serra ser candidato à presidente.
Bolivar Lamounier
Há no PSDB uma tendência crescente no sentido de lançar o Aécio à presidência. Além disso, o Serra explicitamente abdicou de uma nova candidatura.

De uma pessoa a quem respeito sobremaneira, a expressão de sua discordância sobre o post em que manifesto minha atitude diante do manifesto militar.

Como sempre lhe digo surpreendo-me como temos posições convergentes em muitos assuntos partindo de diferentes (e muitas vezes conflitantes) visões do mundo... Hoje discordo de sua posição sobre o manifesto dos militares. Odeio ditaduras de qualquer coloração (a "cor" me parece sem sentido quando lembramos o pacto Hitler Stalin, ou a atual união de Fidel com um fascista/golpista como Hugo Chaves, ou o casamento dos "ex-querdistas do PT com os Sarneys da vida na nossa pindoramica "democracia"). Minha discordância com voce é que entendo que há uma lei que permite aos militares da reserva se manifestarem livremente. Puní-los por isto, na minha visão, é um ato ditatorial e apoiar a punição é apoiar o arbítrio.....Apoiar manifestos que dizem o que pensamos é facil, mas os verdadeiros democratas (como voce) têm que defender o direito dos que pensam diferente, por mais asqueroso que seja o pensamento cuja expressão sejamos obrigados a defender... Como respeito e muito você, tomei a liberdade de colocar minha visão, pois tive dificuldade ao ler seu blog de diferenciar sua repulsa aos signatarios, da posição de defender o arbitrio do governo....

Do amigo Alvaro Caputo, uma contribuição relevante. Publiquei o texto dos infanticidas mencionados em post anterior.

La defensa del infanticidio reabre la polémica sobre el aborto

Por: | 03 de marzo de 2012

La defensa del infanticidio o “aborto después de nacer”, por parte de los especialistas en bioética, Alberto Giublini y Francesca Minerva, está creando una polvareda en Brasil donde el tema del aborto se ha vuelto también político y no sólo ético o religioso.


Revista Medical Ethics
La provocación científica lanzada en la revista Jornal of Medical Ethics, bajo el titulo “After-birth: why should the baby live” ( Aborto después del nacimiento: ¿por qué el bebé debería vivir?) por Giublini y Minerva, les ha costado ya a los dos científicos amenazas de muerte.

En Brasil, quien con más dureza y agudeza ha tratado lo que él llama un “texto abyecto”, ha sido el bloguero de VEJA, Reinaldo Azevedo en un post titulado “Ellos ya han llegado allí: una pareja de especialistas defiende el derecho de asesinar también a los recién nacidos”.

Azevedo, que ha sido siempre contrario al aborto, según él no sólo por razones religiosas sino también éticas y morales, ha puesto de relieve, con la sutileza de sus argumentos, lo fácil que es pasar de una defensa alegre del aborto al infanticidio. De hecho es lo que han presentado en su trabajo los dos especialistas en bioética. Ellos argumentan que según un sondeo realizado en un grupo de países europeos sólo el 64% de los casos de Sindrome de Down fueron detectados en los exámenes pre natal y que en aquellos países habían nacido 1.700 bebés con esa sindrome sin que los padres lo supieran previamente, dando a entender que de haberlo sabido habrían recurrido todos al aborto.

Los autores del estudio sobre “el aborto después de nacer”, es decir, del infanticidio, llegan a defender que mejor aún que una posible adopción de un recién nacido “sin potencial para una vida sana” o incluso “con potencial para una vida sana, pero que pone en riesgo el bienestar de la familia”, sería eliminarlo. Ellos afirman que hay quien se pregunta, en efecto, “¿Para qué matar a un recién nacido sano cuando entregarlo en adopción no violaría el derecho de nadie y aún haría la felicidad de las personas involucradas?

La respuesta sin embargo, es sorprendente. Para ellos lo más importante es “considerar los intereses de la madre, que puede sufrir angustia psicológica al tener que dar el hijo en adopción”. Y explican: “Existen graves informaciones sobre las dificultades que las madres tienen de elaborar sus pérdidas. Sí, es verdad: ese sentimiento de dolor y de pérdida pueden acompañar a la mujer tanto en el caso del aborto después de nacer (infanticidio) y de la adopción, pero ello no significa que la última alternativa (la adopción) sea la menos traumática”.

Es increíble y escalofriante, pero los dos especialistas llegan a defender que a veces para la madre puede ser menos doloroso matar al hijo recién nacido que darlo en adopción. Lo hacen con estas palabras: “La madre que sufre por la muerte del niño debe aceptar la irreversibilidad de la pérdida, pero la madre natural (que en trega el hijo en adopción) sueña con que su hijo va a volver. Eso le hace difícil aceptar la realidad de la pérdida porque no sabe si ella es o no definitiva”.

Azevedo-veja

Como apostilla Acevedo en su blog
: “Desde el punto de vista de la mujer, matar a un hijo recién nacido es “psicológicamente más seguro” que entregarlo en adopción. Minerva y Giublini acabaron así con la máxima de Salomón. En lugar del rey , esos dos potenciales asesinos de bebés, habrían partido el niño a la mitad’.

Azevedo saca también una lógica y terrible conclusión: Según los expertos en biogenética, moralmemte hablando no existe diferencia entre el anencéfalo y el recién nacido sano. Son apenas personas potenciales. Y afirma: “para esa gente quien aún no tiene historia (aunque ya haya nacido), no tiene derecho a la existencia”.

El bloguero concluye con un raciocinio lleno de lógica y que hace poner la carne de gallina: “¿Por qué entonces, no deberíamos empezar a producir niños para hacer, por ejemplo, transplantes de órganos?”

¿Cómo no darle tristemente razón? El nazismo sigue vivo. Los hornos crematorios aún no fueron apagados. Me gustaría saber lo que las mujeres y madres piensan de esto que Azevedo y yo con él, consideramos vergonzoso y cruel.