Marta Bellini: lembrei-me da música que melhor poderia dar conta do que você pensa e sente, neste mundo virado de ponta cabeça...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Contrariando a maré....

E segue a letra da música, muito irônica e certeira:

RIO - Os quatro policiais militares vão receber diploma, homenagens e passarão o dia dos pais de folga, em casa com a família. Eles foram responsáveis pela prisão, na madrugada desta quinta-feira, de um rapaz de 18 anos que tentou suborná-los, oferecendo R$ 19 para escapar do flagrante por estar dirigindo sem habilitação. A iniciativa foi tomada pelo tenente-coronel Luiz Carlos Leal Gomes, novo comandante do 9º BPM (Rocha Miranda). O coronel quer mostrar à tropa que tais iniciativas são bem-vindas:
- Nossa orientação aqui no 9º BPM, assim como do comando da corporação, é tolerância zero com o crime. Seja ele qual for. Combate ao criminoso respeitando as leis.
O 2º sargento Sidnei Moraes, os cabos Waldemir Martins e Alexandre Vilares e o soldado Alan dos Santos, faziam uma blitz na Travessa da Amizade, na Vila da Penha, na madrugada desta quinta. O local é usado como rota de passagem de traficantes, que costumam assaltar e roubar carros nas região. Os PMs pararam o Peugeot 207 dirigido por Allan Souza Anjos. Sem habilitação, ele teria entregue aos policias sua carteira de identidade juntamente, com R$ 19 escondidos. E, antes de qualquer manifestação dos militares, perguntou: "Tá Bom?"
- Os policiais disseram 'sim, tá bom! Você está preso em flagrante por tentativa de suborno.' Na delegacia (o caso foi encaminhado à 38 DP, no Irajá), o pai do rapaz ainda tentou intimidar os policiais afirmando que era influente e que conhecia muitos outros policiais. Não adiantou: o rapaz ficou preso, acusado de corrupção ativa - lembrou o major André Silveira, subcomandante do 9º BPM.
Propina no caso do skatista teria revoltado a tropaO batalhão de Rocha Miranda tem cerca de 800 policiais para patrulhar uma área como mais de 90 comunidades carentes. A ideia é reforçar o policiamento em vias usadas como rotas de fuga dos criminosos, principalmente impedindo os chamados "bondes" (caravana de carros roubados com criminosos armados no interior.
Para o tenente-coronel e o major, o caso dos dois policiais militares acusados de cobrar R$ 10 mil de propina de Rafael Bussamra, atropelador do filho de Cissa Guimarães, "respingou em toda a corporação".
A solenidade que irá prestar homenagem aos quatro policiais militares ainda não tem data, mas o comandante do º9 BPM informou que os parentes dos militares serão convidados.
Na opinião de Roberto Romano, professor de ética pública e filosofia política da Unicamp, a polícia é uma instituição em crise, a tal ponto que quem se depara com um policial honesto leva um susto.
“A essência do jogo é a obediência à regra. Aquele que é trapaceiro suspende o jogo imediatamente. O esporte passa a ter menor credibilidade popular. Veja a quantidade de pessoas que dizem que não vão mais acompanhar as corridas porque acreditam que se trata de marmelada. Isso prejudica a totalidade do esporte”
30 de Julho de 2010
Roberto Romano, professor de Filosofia Política e Ética da Unicamp, conversa com Mirella D'Elia sobre as discussões éticas presentes na morte de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. O esporte também entra em pauta: os casos de Felipe Massa, que cedeu a vitória a Felipe Alonso; e a não-contratação de Muricy Ramalho como técnico da seleção brasileira de futebol são abordados
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Valentín Mejillones foi preso em casa processando a droga vestido com suas roupas cerimoniais
O Estado de S. Paulo/Veja
Valentín Mejillones, o sacerdote aimará que abençoou a posse de Evo Morales em janeiro, foi preso com 240 quilos de cocaína líquido, ao lado de um casal de colombianos, nesta quinta-feira, 29.
De acordo com o diretor do departamento antinarcóticos da polícia boliviana, ele foi detido na noite de terça-feira em sua casa, em El Alto, na Grande La Paz, processando cocaína, vestindo suas roupas cerimoniais. O filho do sacerdote e um casal de colombianos ainda não identificado pela polícia estavam no local do crime.
"Fui enganado pelos colombianos, não tenho nada a ver com isso. Lhes fiz um favor, me disseram que iam fazer pastilhas de ervas e pomadas", disse o acusado.
"Não importa quem seja, a pessoa que cometeu irregularidades deve submeter-se à lei", disse o vice-presidente Alvaro Garcia. "Não foi escolhido pelo presidente, mas pelos religiosos andinos".
Nota de Pesar
A Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo lamenta profundamente o crime de homicídio ocorrido na cidade de Campinas, no último domingo, dia 25 de julho, tendo vitimado a militante travesti Camille Gerin.
Camille tinha destacada atuação no movimento LGBT do Estado de São Paulo, tendo sido integrante do Grupo E-Jovem e da organização não governamental Identidade – Grupo de Luta pela Diversidade Sexual.
Como instrumento de promoção de políticas para a população LGBT do Estado, repudiamos com veemência todos os crimes de natureza homofóbica. Neste sentido, empenhando os esforços para a total elucidação dos fatos, já acionamos os órgãos competentes para investigação e acompanhamento judicial, bem como para o devido amparo aos familiares da vítima.
O respeito aos direitos da diversidade sexual deve ser assegurado como pressuposto à afirmação da cidadania de todos, independentemente da orientação sexual e identidade de gênero de cada pessoa.
Apresentamos aos familiares, militantes, colegas e amigos enlutados nossos sentimentos de pesar e consternação.
São Paulo, 28 de julho de 2010.
Dimitri Sales
Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual
Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania
Governo do Estado de São Paulo
Agosto, mês do cachorro louco. Mês dos leoninos. Minhas irmãs (três, Marilza, Teresa e Maria Helena) diziam que eu era do mês do cachorro louco. Provocação. Eu sabia que era de leão. rau! Rau! rau! Filha mais velha, primogênita (predileta do avô Joaquim). Nasci com pai e mãe (não se assustem, há muitas crianças que nascem sós). Ambos com 24 anos. No século passado era assim. Fui adotada pelo meu avô Joaquim. Grande avô. Quando eu nasci ele disse para minha avó Benedita: "A Rosinha teve uma filha linda. A mais bonita que eu já vi". Minha mãe era a dileta de meu avô. Ela me contou. Eu me lembro do avô Joaquim pela serenidade. Cada vez que me visitava em Porto Ferreira (morava em Descalvado, terra em que morou também Ligia Fagundes Telles, segundo o Drumond), ele levava uma caneca de presente; levava jaboticabas em uma cesta feita a mão. Na pequena cozinha de minha mãe ele fazia bolinha de pão para eu comer. Tirava o miolo e fazia bolinhas. Paciência de Jó. Morreu aos 62 anos com câncer de estômago. Eu tinha 6 anos. E nunca mais tive um companheiro daqueles. Voltei para a casa de minha mãe. Cheia de irmãos (o povo irmão, me desculpem!). Sem Joaquim. Sem caneca, sem jaboticaba. Mas, leonino não desiste. Fui à luta. Encontrei muitos joaquins e joaquinas na vida. Viver é bom. O encontro ocorreu no gabinete do então ministro, Luiz Felipe Lampreia, que relatou ter recusado a oferta
No final de 1999, o hoje assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia pediu uma audiência oficial no Ministério das Relações Exteriores. O encontro ocorreu no gabinete do então ministro, Luiz Felipe Lampreia. Garcia se ofereceu ao governo brasileiro para atuar como “ponte” com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Nos últimos dois dias, VEJA.com colheu relatos sobre o encontro.
Nesta quarta-feira, procurou o ex-ministro Lampreia, que confirmou a audiência. Servidor de carreira, com mais de 40 anos de Itamaraty, o ex-ministro não tem filiação partidária. “A proposta era de promover um encontro, uma relação, uma conversa”, afirmou.
Na última semana, o candidato a vice na chapa do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), provocou reações do PT ao dizer que o partido tem ligações com as Farc. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, chamou Indio de “desqualificado” e “medíocre”.
Em 1999, Garcia era o responsável pela área de assuntos internacionais do PT. Lampreia confirmou a conversa. “Ele pediu uma hora oficialmente, está na agenda”, relata. “Ele me fez essa oferta. Eu agradeci o espírito com que ele fez a oferta, um espírito respeitoso. Mas disse que não aceitava. Como chanceler não tinha nenhum interesse em ter contatos com representantes das Farc. A organização estava combatendo um governo constitucional, amigo do Brasil.”
Lampreia disse a VEJA.com que, recusada a oferta, Garcia não apresentou mais detalhes, nem disse qual seria o representante das Farc escalado para falar com o governo brasileiro. Naquele ano, as Farc tinham muito mais força do que hoje. Seus guerrilheiros se aproximavam da capital, Bogotá, e tinham chances de tomar o poder.
Posted by Carlos Fiolhais at 03:04
Labels: Astronomia, cinema, ficção científica, literatura
Um pormenor apenas, "Also sprach Zarathustra" é de Richard... mas com o apelido "Strauss", não se foi lapso do livro ou do post. De resto gostei muito do post, pois o livro não li.
Obrigado, já emendei o lapso.
Carlos Fiolhais
Acolhendo pedido do Ministério Público de São Paulo, o juiz da 1ª Vara de Itapecerica da Serra, Antonio Augusto Galvão Hristov, determinou o adiamento do júri de Marcos Roberto Bispo dos Santos, um dos acusados da morte de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André. O júri, que estava marcado para 3 de outubro, deve ser realizado em 18 de novembro, logo após o segundo turno das eleições.
O julgamento dos outros seis acusados ainda não tem data prevista. Cinco deles ingressaram com recurso contra a sentença que os leva a júri. A Justiça entende que pesam contra eles indícios suficientes de autoria para que sejam submetidos ao conselho de sentença.
O MP paulista publicou designação para que o promotor de justiça Francisco Cembranelli, que atua no 2º Tribunal do Júri da Capital, atue no julgamento de todos os réus no caso. Cembranelli se notabilizou depois da condenação do casal Nardoni pela morte da menina Isabella.
A Procuradoria-Geral de Justiça trata o julgamento do caso Celso Daniel como um dos mais importantes na esfera criminal. Por causa disso indicou uma “tropa de choque” que, além de Cembranelli, terá na tribuna de acusação outros promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do ABC paulista. A tese a ser sustentada é a de que o crime nada tem a ver com latrocínio (roubo seguido de morte) ou extorsão, mas que foi planejado e executado por motivação política.
Entenda o julgamento
O MP denunciou oito pessoas por envolvimento no crime – mas apenas sete vão a júri. Para a promotoria, o assassinato do prefeito foi encomendado por motivo torpe (por promessa de recompensa) e o juiz reconheceu que houve essa motivação.
Estarão no banco dos réus Ivan Rodrigues da Silva, José Edson da Silva, Itamar Messias dos Silva Santos, Marcos Roberto Bispo dos Santos, Rodolfo Rodrigues dos Santos Oliveira e Elcyd Oliveira Brito.
O júri será comandado pelo juiz Antonio da França. Os acusados serão julgados pelo crime de extorsão seguido de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa da vítima). A pena máxima é de 30 anos.
No entanto, o principal suspeito apontado pelo Ministério Público como mandante do crime, Sérgio Gomes da Silva, não irá a julgamento. O processo contra ele foi desmembrado e o andamento da acusação depende da entrega de provas solicitadas pela defesa. Sérgio Gomes nega participação no crime.
O caso
O ex-prefeito foi encontrado morto em 2002, numa estrada de terra de Juquitiba (SP), com marcas de tortura e alvejado por oito tiros. Ele estava sequestrado havia dois dias. Celso Daniel e Sérgio Gomes da Silva haviam jantado em um restaurante em São Paulo e voltavam para Santo André em uma Pajero blindada.
No caminho, o carro foi interceptado e o prefeito foi levado por sete homens armados. Para o Ministério Público, o sequestro foi simulado pelo empresário, que encomendou a morte do amigo. Gomes da Silva, que responde em liberdade, nega com veemência a acusação e afirma também ter sido vítima no caso.

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A guerra de Chávez
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Uma mulher de 34 anos foi morta na manhã de domingo (25) em um abrigo para pessoas que ficaram sem casa após as enchentes em Alagoas. Segundo a polícia, ela foi esfaqueada por seu companheiro, com quem vivia há um ano.
Após enchentes, vítimas de tragédia em Alagoas vivem em situação precária
Uma filha da vítima, de dez anos, presenciou o crime. Outras duas testemunhas, que também estavam abrigadas, ainda serão ouvidas pela polícia. No abrigo, uma escola pública de Rio Largo (29 km de Maceió), estavam outras sete famílias.
De acordo com as investigações, o companheiro da vítima, embriagado, começou uma discussão, dizendo que ela o estava traindo. Durante a briga, atingiu o peito da mulher com uma faca de cozinha.
Conforme depoimento da filha à polícia, a lâmina ficou cravada no corpo da vítima, que mesmo ferida conseguiu arrancá-la. O companheiro fugiu após o ataque. Um carro de polícia que passava pelo local levou-a ao hospital, mas ela morreu antes de ser atendida.
Segundo a polícia, a mulher dizia à família que era constantemente agredida pelo companheiro e que ele a ameaçava de morte. O suspeito está foragido.
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Roberto Romano, 57, é professor titular de ética e filosofia política na Unicamp e autor de "Moral e Ciência - a Monstruosidade no Século XVIII" (ed. Senac/São Paulo), entre outras obras. |
Opinião Roberto Romano
Certa feita , na biblioteca da Unicamp, eu lia os pensadores antigos, como recomenda Maquiavel. Toca o telefone. Era o responsável pelo boletim periódico do PT, de circulação interna. Após os salamaleques veio o pedido: "Queremos um artigo seu sobre ética na política". Estranhei o convite: "Não sou filiado ao partido, melhor falar com acadêmicos militantes". Réplica: "Desejamos que o texto seja feito por alguém exterior aos quadros partidários, para maior isenção". Fui levado, na sede do partido, para uma sala cheia de papéis, jornais antigos etc. No meio do aposento, majestosa pilha na qual se equilibravam pastas de tamanhos variados. Pediram-me que abrisse qualquer uma delas. Fi-lo e percorri o conteúdo da maior parte. Estupefato, segui a ladainha das cartas enviadas por militantes: "Nunca pensei que no PT ocorressem tais coisas". E seguiam denúncias em administrações petistas. Uma pasta reunia casos de Santo André. Nada contra Celso Daniel, pela primeira vez na prefeitura, mas denúncias sobre integrantes de seu governo. Escrevi um texto amplo, no qual afirmava que agremiações humanas erram. Mesmo no PT poderia existir falta de ética. O artigo suscitou interesse e foi citado por Carlito Maia para potenciar sua crítica de outros militantes. Muitos petistas afirmavam que a ética morava só no PT. Os demais partidos? "Farinha do mesmo saco." Arrogância é letal em política. Publiquei vários textos nesta Folha advertindo contra o angelismo do partido. Logo depois ocorreu o seminário "O PT e o Marxismo". Os organizadores, após o evento, levaram-me para o almoço. Aproveitei para lhes perguntar sobre as denúncias que li. "Não peço explicações de ordem sociológica, digam apenas o que imaginam ser a causa do fenômeno." A resposta foi honesta e forneceu algum sentido lógico: "Veja, professor, muitos de nossos políticos têm origem humilde, recebem salários pequenos, não possuem casas próprias. De repente, encontram-se nos cargos, recebem o título de Excelência, carros são postos ao seu dispor, o pagamento triplica etc. No primeiro mandato, normalmente, recusam meios errados para se reeleger. Mas perdem as eleições, recaem na penúria. Aprendem". Essa conversa ocorreu bem antes do poder abençoar o PT . Muitos "aprenderam a lição". A pista ajuda a identificar a origem dos que hoje ascendem na escala social usando o antigo Partido dos Trabalhadores, hoje "Partido dos Cargos em Comissão". E também a definir o que Francisco de Oliveira indicou como o "ornitorrinco". O aparelhamento do Estado serve aos fins dos atuais governantes, mas favorece os arrivistas que ontem foram operários, bancários etc. A sua voracidade foi potenciada ao máximo com o controle dos palácios. Se eles constituem uma nova classe é incerto. Mas o tamanho de sua goela mede-se pela violência dos atos que protagonizam.O Brasil não tem mobilidade social. O "andar de cima" (sigo Elio Gaspari) é hermético. O governo oferece vias de acesso. O poder gera insensibilidade aos sofrimentos deixados nas periferias. O escalador social age pior do que os antigos palacianos. As medidas recentes contra idosos centenários, obrigando-os às filas para exibir sua existência, provam a anestesia ética dos nossos poderosos com alma de Barry Lindon em figura de Macunaíma. Extenso número de petistas neófitos, velhos partícipes da vida pública brasileira, engrossam (em todos os sentidos) a "base aliada". Se militantes heróicos escreviam cartas contra a quebra da ética em administrações do PT, hoje a tendência segue o rumo do pior. Existem na agremiação pessoas honradas que ocupam cargos em governos e Legislativos e operam na cúpula partidária. Conheço várias delas pessoalmente. Mas é impossível olvidar (e não por moralismo) as zonas cinzentas que obnubilam o vermelho do partido. As reações, nos inquéritos sobre a morte de Celso Daniel, são melancólicas. Ministério Público e Justiça devem ser incentivados pelos líderes partidários. Caso oposto, ficaremos no lugar-comum: "o medo venceu a esperança". Mas ainda acredito na esperança que levou o eleitorado a votar nas mudanças éticas prometidas pelo PT. Publicado na Folha de São Paulo, 22/01/04 |