quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Marta Bellini...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

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O poder das palavras, de Rui bebiano, em seu Blog A terceira noite


Nas últimas linhas de um dos derradeiros textos que ditou para a New York Review of Books, quando as palavras lhe corriam fluídas pelo cérebro ao mesmo tempo que sentia já dificuldade em pronunciá-las com a clareza que sempre procurou, Tony Judt ainda reflectia sobre os problemas da comunicação contemporânea: «Se as palavras se deterioram, o que poderá substituí-las? Elas são tudo aquilo que nos resta.» Não se referia, porém, ao seu problema pessoal, que sabia irrevogável: no artigo «Words» falava sobretudo da preocupação com o recuo do antigo modelo de educação humanista que tanto tem vindo a ser desacreditado pelos arrogantes campeões do «saber técnico». Falava da perda de voz dos que usam a língua, central nesse modelo que formou o seu e o nosso mundo, para conhecer sem coacções, para ocupar os espaços públicos do debate, para transformar a controvérsia num factor de dignidade e de liberdade. Falava da perda do lugar central da «fala pela fala», como processo de aproximação e de verdadeiro conhecimento. Dessa perda que, neste tempo que privilegia o o pragmático, o lógico, o eficaz, o «útil», muitos de nós sentimos, todos os dias, com dor e com preocupação. Dessa perda que observava mesmo em lugares, como as universidades, justamente concebidos para impedi-la de acontecer: «A “profissionalização” do discurso académico – e a deliberada apreensão por parte dos humanistas da segurança da “teoria” e da “metodologia” – favorece o obscurantismoJudt via nas palavras, no uso e no abuso das palavras, na sua troca sem compromissos, um espaço de resistência perante a incompreensão e o individualismo. E foi isso que, com elas já a fugirem-lhe, nos procurou ainda dizer.

Marta Bellini...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pseudo-tempo


Pseudo-intelectuais do Blog (muito bom) A TERCEIRA NOITE de Rui Bebiano


Não começou ontem o hábito de usar o qualificativo de «pseudo-intelectual» como maneira de desconsiderar alguém. Mas o costume vulgarizou-se nos últimos tempos, associado à depreciação pública do próprio conceito de intelectual. Numa sociedade na qual o nível de escolarização média e superior cresceu consideravelmente, mas onde o saber técnico é continuamente privilegiado em relação à cultura de base humanística, detecta-se um conflito entre aquilo que resta do antigo prestígio dos intelectuais – combatentes com voz por um saber engagé – e a atitude de um grande número de pessoas que ainda recolhe um eco desse prestígio mas é incapaz de o compreender. Por este motivo, tem alastrado um enorme equívoco capaz de levar a que alguém que ainda transporte consigo algumas das marcas desse antigo intelectual se transforme facilmente num «pseudo-intelectual», num ser caprichoso, especialista em pomposas futilidades. Ou seja, por definição, quem esgrime publicamente por ideias, quem cria e se esforça por fazer ecoar aquilo que criou, passou a ser para muitas pessoas de cultura mediana e standard um «falso intelectual». Com manias de sê-lo sem a percepção de que o será apenas para si e para uns quantos próximos. Se tanto.

Sem entrar no debate, já com décadas, sobre o hipotético fim dos intelectuais ou a indesmentível reformulação do seu lugar social, interessa aqui rememorar algumas banalidades fundadoras da sua condição resvaladiça. O Dicionário Houaiss destrata a palavra reduzindo-a à condição precária do adjectivo, aplicando-a apenas àquele «que vive predominantemente do intelecto» – e se opõe, portanto, a quem viva da actividade manual – ou então ao que demonstra «gosto e interesse pronunciados pelas coisas da cultura, da literatura, das artes». Exclui pois, ou pelo menos ignora, o sentido histórico e substantivo, que contribuiu para reforçar o prestígio original do intelectual, associando-o à experiência da cidadania, atribuindo-lhe um lugar central na agitação das ideias ou na legitimação das causas, assegurando um papel fulcral na vida cultural, não como simples espaço de devaneio e divertimento mas como território para a afirmação de um dever e de uma necessidade, fundamentais para a existência e o progresso das sociedades complexas.

Deste ponto de vista, André Malraux terá sido um protótipo do intelectual em estado bruto: escritor, resistente, aventureiro, teórico da arte, iniciador das «maisons de la culture» e inventor do primeiro Ministério da Cultura. Sartre foi-o também, como modelo do intelectual empenhado, defendendo que o escritor não é neutro frente à realidade histórica e social: «O escritor empenhado sabe que palavra é acção, sabe que desvendar é mudar e que não se pode desvendar senão fazendo por mudar». Para o filósofo existencialista, e durante algum tempo proto-marxista, no contexto da sociedade capitalista será aliás impossível manter o sonho da imparcialidade diante da condição humana. Na sua opinião, «a função do escritor é fazer com que ninguém possa ignorar o mundo e considerar-se inocente diante dele». O escritor pensa, fala, escreve então assumindo essa experiência como resultado de uma necessidade, de um impulso sem o qual não pode ser verdadeiramente escritor. E o intelectual é-o como expressão de um destino socialmente partilhado, indispensável para a mudança do mundo.

O uso indiscriminado da noção de «pseudo-intelectual» advém pois do recuo desta ideia. Não tanto de uma abordagem objectiva da relação justa ou injusta de alguém com uma criação projectada no social ou com o combate público por certas ideias. Nos últimos tempos, o abuso do qualificativo – e a blogosfera é particularmente rica neste particular – tem correspondido pois, quase sempre, mais a uma desvalorização do pensamento livre e livremente comunicado do que a uma crítica, que até poderia ser justa, aplicada directamente a quem, «pseudo», «falso», exponha ideias que são apenas um simulacro de reflexão, conhecimento, ousadia e convicção.
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COMENTÁRIO: Minha opinião. Nos dias de hoje, 2010 e cia, a Thompson transforma os intelectuais em mercadores. Os mercadores mais afoitos em pseudos. Pseudos homens, professores e pesquisadores. Qual dimensão você escolheria: uma formação decente, honesta, forte aos seus alunos ou a cultura dos fast-foods? Livros abundantes, artigos mil, todos idiotamente transformados em currículo Lattes. Semana passada dediquei-me a ler e CORRIGIR livros dessa ordem. A máquina moe. Malraux não é mais exemplo para o nsso século. Intelectual como pessoa resistente, aventureiro, teórico da arte e impulsionador da cultura... esses não existem mais. Estamos f* .

Image & Visions : Vale a pena lutar pelos direitos humanos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O lider negro Martin Luther King na 1º viagem de um ônibus não segregado

© Foto de Ernest C. Withers. Martin Luther King na primeira viagem de um ônibus não segregado em Montgomery. Alabama (EUA), 1956.

A fotografia acima de autoria de Ernest C. Withers mostra Martin Luther King fazendo a primeira viagem de um ônibus não segregado em Montgomery. Alabama (EUA), em 1956. Por mais de um ano, os cidadãos negros de Montgomery haviam boicotado o sistema de ônibus que não só forçou os negros a andar na parte de trás do ônibus, mas os obrigava desistir de seus lugares para os brancos, se não houvesse mais lugares disponíveis.

Observatório da Imprensa, 26/08/2010.



Quinta-feira, 26 de agosto de 2010
ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 604 - 24/8/2010
Jornal de Debates




OI NA TV
Pedras para Sakineh Ashtiani

Por Lilia Diniz em 26/8/2010

Condenada a morrer por apedrejamento, a iraniana Sakineh Ashtiani comove o mundo. Acusada de adultério em duas ocasiões e de participação no assassinato de seu companheiro, Sakineh luta para reverter a sentença. Em 2006, após confessar ter mantido um relacionamento ilícito quando já era viúva, a iraniana recebeu 99 chibatadas. O processo contra ela foi reaberto quando as investigações sobre a morte de seu marido apontaram que Sakineh teria cometido adultério ainda durante o casamento. Os filhos e o advogado de Sakineh, que movem uma campanha internacional para a revisão da sentença, alegam que há falhas no processo e que a confissão teria sido forçada.

A punição imposta a Sakineh não é rara em países de maioria muçulmana. No Irã, outras 25 pessoas aguardam a morte por apedrejamento, de acordo com uma organização não-governamental que luta contra este tipo de execução. A morte por lapidação, prevista na lei islâmica, a sharia, pode ser aplicada em casos de adultério praticados por homens ou mulheres e em casos de homossexualismo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mantém relações cordiais com o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, ofereceu asilo à iraniana, mas o presidente iraniano não aceitou a proposta. O Observatório da Imprensa exibido ao vivo pela TV Brasil na terça-feira (24/8) discutiu a repercussão da condenação de Sakineh no Brasil e no mundo.

Antes do debate no estúdio, na coluna "A Mídia na Semana", Alberto Dines comentou a conflituosa relação entre governo e imprensa em dois países vizinhos, a Venezuela e a Argentina; a passeata realizada por humoristas domingo (22/08), no Rio de Janeiro, em protesto contra as restrições ao humor previstas na legislação eleitoral para o rádio e a televisão; e a intenção da Associação Nacional de Jornais (ANJ) de criar o projeto de um conselho de autorregulamentação, anunciada durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais.

Mídia menos vibrante

Em editorial, Dines relembrou outros julgamentos que atraíram a opinião pública mundial e ressaltou que o caso de Sakineh tem ligações com uma causa política porque expõe na imprensa "aberrações" cometidas em nome da fé. "A mídia hoje é mais forte e também mais fraca porque não consegue dedicar à massa de fatos a mesma intensidade e a mesma vibração que antes usava quando a sua pauta era mais restrita", avaliou.

Para discutir esta questão, Alberto Dines recebeu no estúdio de São Paulo o filósofo Roberto Romano e o jornalista Roberto Lameirinhas. Professor Titular da Unicamp na área de Ética e Filosofia Política, Romano escreveu diversos livros e artigos sobre Ética e Teoria do Estado, publicados no Brasil e no exterior. Lameirinhas é editor de Internacional de O Estado de S.Paulo. Nos últimos anos, cobriu processos eleitorais e políticos em vários países e quase todos os da América Latina. No Rio de Janeiro, o convidado foi Eugênio José Guilherme de Aragão, subprocurador-geral da República. Doutor em Direito pela Ruhr-Universität de Bochum, na Alemanha, é professor adjunto da Universidade de Brasília.

A reportagem produzida pelo programa entrevistou Sami Armed Isbelle, representante da Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM). Sami explicou que a estrutura familiar é um dos valores mais importantes das sociedades de maioria muçulmana. As leis que protegem a família são para coibir qualquer desestruturação desta instituição e, assim, assegurar uma sociedade sadia. As leis, de acordo com Sami, contribuem para evitar o sexo fora do casamento e o adultério. Ao contrário do que é propagado no Ocidente, no Islã o casamento é consensual e tanto o homem quanto a mulher podem pedir o divórcio e casar novamente. Sami também destacou que não há exposição a conteúdo visual erótico e as pessoas vestem-se de forma mais recatada.

"A imprensa brasileira está reproduzindo o que está vindo de fora, através das agências de notícias que mandam informações para o mundo inteiro. Na verdade, o que ela poderia fazer seria justamente estar checando estas informações", criticou. Sami avalia que a mídia no Brasil está dando voz a apenas um lado da questão e não busca ouvir fontes que tenham representatividade no mundo islâmico para mostrar a sua versão dos fatos.

Preconceito arraigado

Roseli Fischmann, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), criticou a estereotipização do mundo muçulmano e disse que a associação entre terrorismo e islamismo é uma brutalidade. "A relação da mídia com o mundo islâmico é sempre bastante complexa e me parece que não é só no Brasil. Ao contrário, eu acho que no Brasil tem havido até uma abertura um pouco maior nos últimos vinte anos, nos últimos dez em particular, mas ainda existe muita dificuldade. No campo internacional, eu acho que o mundo islâmico tem sido bastante brutalizado porque o islã não se reduz a esta situação que é específica do Irã", disse.

Para Roseli, o caso de Sakineh mostra com clareza que é cada vez mais relevante que o Estado moderno seja laico. "O Estado precisa garantir a liberdade de crença e de consciência de todos – dos que crêem e dos que não crêem – mas ao mesmo tempo ele precisa garantir estas opções individuais que surgem para que os direitos individuais sejam respeitados para todos e todas", argumentou.

Rose Marie Muraro, escritora e defensora dos direitos da mulher, comentou que a questão do apedrejamento de mulheres acusadas de adultério é milenar. "Já no Evangelho, Jesus Cristo dizia para os que estavam apedrejando a adúltera: ‘Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra’ e foi todo mundo embora. E até hoje elas são apedrejadas", lembrou. Rose Marie classificou a questão das mulheres na atualidade como "impensável". Na Índia, por exemplo, mães colocam grãos de veneno no bico do seio para que, ao mamar, as filhas não sobrevivam e, assim, não sofram maus tratos por parte dos futuros maridos.

Direitos básicos

No debate no estúdio, Dines comentou que o caso de Sakineh envolve questões como direitos humanos, democracia, Estado teocrático e comunicação. O filósofo Roberto Romano disse que o melhor enfoque para o caso neste momento é o do valor absoluto da individualidade e da proteção que a sociedade e o Estado precisam dar a esta individualidade. "Eu tenho visto comentários de colegas seus da imprensa, tenho visto cartas de leitores em grande quantidade falando que não existem direitos absolutos. Existem sim. O primeiro direito absoluto é o da vida. O direito que decorre daí é o direito da vida digna, da vida incólume, no corpo e na alma", assegurou.

Roberto Lameirinhas disse que o processo jornalístico tem abolido a dependência das agências estrangeiras como única fonte de informação, principalmente em assuntos de política internacional. Esta tem sido uma grande luta da imprensa brasileira, mas em algumas situações não há como evitar, como no caso da Sakineh. Para vencer as barreiras impostas pelo regime iraniano, sites e blogs também estão sendo usados na cobertura. "No que diz respeito ao envolvimento do Itamaraty e do governo brasileiro especificamente, conseguimos romper esta dependência e fizemos apurações próprias", disse.

Eugênio Aragão explicou que o Brasil adota o princípio da não-intervenção em assuntos internos. Aceita claramente a atuação das organizações internacionais na agenda de direitos humanos, mas tem sido refratário à ingerência de um Estado em outro Estado. Em outros cenários de graves violações dos direitos humanos, como em Cuba, o governo brasileiro evita adotar uma postura agressiva. "Nós não costumamos aceitar críticas, por exemplo, do governo americano, nos seus relatórios anuais sobre a situação de direitos humanos no Brasil. Nós aceitamos, porém, a ação das Nações Unidas. O Brasil admite que a questão de direitos humanos seja uma agenda tratada multilateralmente, mas tem fortes resistências ao tratamento bilateral", afirmou.

Opinião pública anestesiada

Para Roberto Romano, em termos de "razão de Estado", é compreensível a adoção de políticas e de alianças; no entanto, as outras esferas da sociedade não estão se mobilizando e refletindo o suficiente. "O que está ocorrendo com a imprensa, a opinião pública, que perdeu ou está perdendo muito fortemente a capacidade de indignação? Se você não tem esta capacidade de indignação, que é um elemento ético fundamental, efetivamente você tem o processo da barbárie tecnológica funcionando rapidamente", disse. Em um mundo pautado pela velocidade, dramas como os constantes massacres que ocorrem no continente africano são deixados para trás.

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Pena de morte para Sakineh

Alberto Dines # editorial do Observatório da Imprensa na TV nº 560, exibido em 24/8/2010

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

O julgamento da iraniana Sakineh Ashtiani não é o primeiro que empolga a opinião pública mundial. Pode-se dizer que a era moderna começou no fim do século 19 com o julgamento do capitão francês Alfred Dreyfus, que repercutiu nos quatro cantos do mundo, inclusive no Brasil, com implicações políticas que se estenderam ao início da Segunda Guerra Mundial.

Nos anos 1920, o julgamento dos anarquistas italianos Sacco e Vanzetti, afinal condenados à morte na cadeira elétrica nos Estados Unidos, agravou a radicalização política. Na segunda-feira, 23 de agosto, completaram-se 83 anos do clamoroso erro judicial.

O caso de Sakineh Ashtiani não tem ingredientes políticos – seria uma trágica história de amor ou desamor – mas associa-se à uma causa essencialmente política ao trazer para as primeiras páginas as aberrações cometidas pelos Estados teocráticos em nome de Deus e da fé.

Rui Barbosa indignou-se com a palhaçada judicial francesa que condenou Dreyfus, mas a Águia de Haia era naquele momento um exilado político, refugiado na Inglaterra, nada podia fazer. Desta vez houve gestões oficiais, mas tíbias e ambíguas. Deram em nada, aparentemente não convenceram o governo de Ahmadinejad a suspender a ameaça da execução por apedrejamento.

A mídia mundial acompanha o caso dentro dos padrões contemporâneos: a cobertura é intermitente, fragmentária, dispersiva. Nenhum veículo abraçou a causa de Sakineh como aconteceu com o francês L’Aurore, em 1898, onde uma carta aberta do escritor Emile Zola ao presidente da República francesa produziu a mais importante manchete de todos os tempos – "J’accuse", "eu acuso". A mídia hoje é mais forte e também mais fraca porque não consegue dedicar à massa de fatos a mesma intensidade e a mesma vibração que antes usava quando a sua pauta era mais restrita.

No momento em que a ONU lança um programa denominado "Aliança das Civilizações" para contrapor-se à desastrosa teoria do choque de civilizações, o caso Sakineh escancara as diferenças, agrava os conflitos e evidencia a falta de escritores-jornalistas do porte de Emile Zola para denunciar as injustiças.

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A mídia na semana

** Dois vizinhos do Brasil, a Venezuela e a Argentina, estão novamente às turras com a imprensa. Hugo Chávez ficou arrepiado com as fotos de cadáveres empilhados num morgue de Caracas e proibiu o jornal El Nacional de publicar fotos que possam alterar o bem-estar psicológico de crianças e jovens. Censura deslavada. Na Argentina, o casal Kirchner não desiste de enquadrar os maiores jornais do país, La Nación e Clarín, que lhe fazem oposição. O governo agora quer tomar a fábrica de papel que fornece matéria prima para os jornais, sob o pretexto de que ela foi expropriada pelos militares e agora deve retornar aos antigos donos. Los hermanos ao norte e ao sul não conseguem mirar-se no exemplo brasileiro. Deveriam.

** Uma eleição sem graça. Mas este título não exprime a verdade porque todas as eleições são muito animadas. Sem eleições não há mudanças. A falta de graça vai por conta da lei que proíbe fazer humor com os candidatos. Indignados, e com toda a razão, os humoristas foram à rua para manifestar a sua indignação com o apoio entusiasmado dos seus leitores. Sem sátira não há política, sem caricaturas os políticos ficam insuportáveis.

** Pela primeira vez, desde a sua criação em 1981, a ANJ, Associação Nacional de Jornais, apresenta-se dividida perante a sociedade brasileira. A unanimidade que tanto a prejudicou nestes quase 30 anos, finalmente dissolveu-se. O pivô da divergência é o projeto da criação de um Conselho de Autorregulamentação da atividade jornalística. Os jornalistas que fazem parte da ANJ reprovaram a ideia, os empresários querem adotá-la logo para comprovar que a imprensa está atenta à qualidade da informação. A desinteligência é extremamente salutar, com uma ANJ do B, tudo ficará mais transparente.

De como a universidade serve para muita coisa boa, inclusive para acalmar tucanos em depressão...

Edição do dia 25/08/2010

25/08/2010 12h45 - Atualizado em 25/08/2010 13h26

Cientistas comprovam que maracujá traz muitos benefícios para a saúde

Cientistas de uma universidade do interior de São Paulo comprovaram os benefícios do maracujá.

Sabor azedinho e a fama de calmante natural, fazem dele um dos preferidos nas casas de sucos. Só que nem todos sentem os benefícios do maracujá.

Agora, ao tomar um copo de suco de maracujá, além de sentir o sabor, já se pode ter certeza de estar ingerindo propriedades medicinais importantes para saúde. Pesquisadores da Unicamp comprovaram que o maracujá realmente acalma e descobriram vários outros benefícios.

Em laboratório, cientistas estudaram quatro tipos do fruto, incluindo o azedo, o mais comum. A casca que sempre vai parar no lixo também foi avaliada. “Parte dela se aproveita para a produção de uma farinha que é recomendada para pessoas que têm nível elevado de glicose para reduzir, pelo menos, de 15% a 20% este teor”, garante Glaucia Pastori, pesquisadora da UNICAMP.

Na polpa há vitaminas do complexo B, C, vitamina A, sais minerais além de um potente vermífugo identificado nas sementes. “Essas propriedades passam para o suco. Quando a pessoa ingere o suco, está consumindo”, explica.

A combinação de todos os nutrientes dão ao maracujá o poder antioxidante, o que melhora o funcionamento do organismo.

Apesar de não ter contra indicações os especialistas lembram que exageros devem ser evitados. O poder sedativo do maracujá é real e pode baixar a pressão.

Suco de maracujá

Ingredientes:

- polpa de 1 maracujá
- gostas de limão
- água Mineral
- mel para adoçar
- um pedaço de anis estrelado

Modo de preparo: bater no liquidificador e servir gelado. Pode ser coado.

Marta Bellini...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Uia, escola, cuidado!


O REMÉDIO É AMARGO, MAS CURA.
Da Cremilda Teixeira
O candidato do PT perguntando ao candidato do PSDB: QUEM QUER COLOCAR SEU FILHO NA ESCOLA PÚBLICA ?
Todos deveriamos querer colocar os nossos filhos na escola pública. Uma vez que ela é uma escola que pagamos a vida inteira para nossos filhos usarem poucos anos. Deveria pelo preço que custa, ser da melhor qualidade. Temos um dos maiores impostos do mundo e a escola pública além do imposto tem muita verba que vem de empresas privadas e até do exterior. Uma escola miserável com verba milionários por falta de fiscalização.
Uma escola corrupta, que desvia dinheiro de merenda quando não a joga no lixo. Uma escola que joga material didático no lixo, quando os professores não fazem uma montanha e queimam na frente da Secretaria de Educação de São Paulo, sem que ninguém seja punido.
Bons professores mal aproveitados e acuados na escola
, tomada pela desordem, os maus profissionais contaminando a rede toda.
Aluno considerado como estorvo.
A grande imprensa maravilhada pelo poder absoluto do Sindicato dos Professores, só divulgam a violência pelo víes da corporação e demonizam o aluno. Aliás a imprensa só divulga o que o sindicato lhes passa sem ouvir os pais e alunos.
Até as brigas normais entre criança e adolescente e divulgado como se fosse um crime hediondo.
O aluno transformado em réu e culpado pela má qualidade do ensino e pela violência da escola.
Quem sabe qual o melhor professor é o aluno .
Pergunte o que é uma escola boa e uma direção exemplar ? Pergunte aos pais.
Os pais, verdadeiros donos da escola, e que pagam a conta toda, nunca são ouvidos.
Não temos e nunca tivemos uma instância desatrelada da corporação para investigar as denúncias dos pais. Denúncia contra mau professor não dá em nada. O professor símbolo da impunidade que é hoje Coordenador da Escola Estadual Adelaide Ferraz de Oliveira, foi promovido depois de ser acusado de promover o bulliyng. A diretoria de Ensino Leste 4 declarou em documento oficial que era normal professor chamar aluno de “bicha”, no caso um aluno reagiu e foi espancado.
Na escola pública se redescobriu a lei da gravidade. Se os pais baterem muito em um fruto podre ele sobe ao invéz de cair….
Esquecem do aluno, esquecem do educador.
Claro que se houver punição, os abusos tendem a dimunuir até o limite do suportável, até desaparecer de vez e a escola pública vir a ser melhor que escola particular.
Então tem jeito….
Jeito tem, falta coragem e vontade politica.
O remédio para curar a escola pública no seu estertor e em estado de coma, é amargo, mas cura.
fonte : cremildadentrodaescola.wordpress.com
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COMENTÁRIO: Cremilda, não é consolo o que vou dizer. Pelo contrário. A cara de pau de professores que não dão aulas é a mesma na universidade ... Sem contar outras histórias.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Marta Bellini...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sublime!


A THING OF BEAUTY de Leonardo Ferrari, psicanalista, Curitiba


Beryl Bainbridge por Dmitri Kasterine em Londres, 1977, na retrospectiva de seu trabalho na National Portrait Gallery, Londres, de 11 de setembro a 3 de abril de 2011.

O que é esse retrato de Beryl Bainbridge pintado, esculpido, surpreendido, capturado por esse ferreiro chamado Dmitri Kasterine? Essa mulher com nome de ponte, amante das palavras cruzadas, das palavras sussurradas, das palavras escritas, das palavras cantadas, essa mulher só pode ser aquilo que Keats disse uma vez assim, a thing of beauty is a joy for ever, tão lindo isso, o que há de belo nessa mulher, é para sempre, há de ser for ever a jóia, joy, minha alegria.

It´s about nothing...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O cabidaço de empregos continua e o rombo também

Pacotão do Ministério da Defesa cria mais de 700 cargos no governo

Evandro Éboli
O Globo

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quarta-feira pacote que cria 647 novos cargos de confiança no Ministério da Defesa e reestrutura as Forças Armadas. São os pilares da chamada Estratégia Nacional de Defesa. Lula vai sancionar, na mesma solenidade, projeto que cria 67 cargos temporários de militares que atuarão no V Jogos Mundiais Militares, que acontecerá em julho do ano que vem, no Rio.
A despesa mensal desse pessoal será de R$ 207,6 mil. Serão 22 cargos de chamados Direção e Assessoramento Superior (DAS) 4, com salário de R$ 6,8 mil cada; três DAS 3, vencimento de R$ 4 mil; e 42 gratificações, que variam de R$ 600 a R$ 1,3 mil. Ao todo, serão criadas 714 vagas no ministério.
O Ministério da Defesa conta hoje com 931 cargos de DAS, para os quais são nomeados funcionários sem concurso, de livre escolha do ministro. Esses 647 novos postos representam 70% da atual estrutura. Um contingente que representa quase um novo ministério.
Na justificativa, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirma que as atribuições do ministério hoje são outras e serão ainda maiores com a reformulação em curso. O ministro argumentou, para convencer o Ministério do Planejamento a aumentar seu pessoal, que o Ministério da Defesa continua com a mesma estrutura desde que foi criado, há dez anos, considerada insuficiente.
Ao todo serão assinados sete atos na solenidade, todos preparados por Jobim. Lula enviará ao Congresso Nacional mensagem do projeto de lei, e o texto deve ser votado na Câmara e no Senado em 2011.
Amigo de Jobim será chefe do Estado Conjunto das Forças Armadas

Ainda nesta quarta-feira, Lula criará o cargo do chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas e, num decreto, nomeará o general da reserva José Carlos de Nardi, gaúcho, para ocupar esse importante posto, equivalente ao de comandante da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Esse cargo estará vinculado diretamente ao ministro e será responsável pela coordenação de ações do ministério, como as ações de militares brasileiros no Haiti.
O general De Nardi, amigo de Jobim, já ocupou a Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa. Em novembro de 2008, assumiu a função de Comandante Militar do Sul. Em abril deste ano, De Nardi foi para reserva. Lula assinará ainda outros dois decretos que criam a Estrutura Militar de Defesa e a Política de Ensino de Defesa.
Apesar de a criação dos cargos da nova estrutura do ministério depender de aprovação do Congresso, Jobim fez questão de garantir, desde já, a nomeação do Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, que receberá salário equivalente ao de um comandante, em torno de R$ 13 mil.
Também serão criadas duas secretarias: de Produtos de Defesa e a de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto. Os dois titulares poderão ser anunciados e nomeados também hoje. Cada cargo é de DAS 6, com salário de cerca de R$ 10 mil.

Além da farra com dinheiro público e com os carguinhos para a companheirada, imagine uma espécie de pasta paralela militar com petistas. Se com comissionados e simpatizantes na Receita Federal vasculharam a vida de 300 adversários o que farão com uma pasta destas na mão? Estamos em franca ditadura.

Jornal Brasil Economico


Entrevista

"São os partidos que caçam as celebridades"

Maeli Prado (mprado@brasileconomico.com.br)
25/08/10 10:06


"Seria fundamental a exigência de que o candidato seja filiado ao partido há pelo menos cinco anos", disse Romano

A crítica a candidaturas como as do cantor Tiririca e da performer Mulher Pêra nas eleições deste ano recai sobre essas celebridades, ou subcelebridades, como vêm sendo chamados.

O que muita gente esquece é que são os partidos políticos, de olho no chamado voto de protesto, que vão atrás de candidatos sem o menor conhecimento ou preparo para atuar em cargos públicos.

O ideal seria que somente fossem aceitas candidaturas de filiados há no mínimo cinco anos a determinado partido, defende o filósofo e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano.

O fenômeno de candidaturas como a de Tiririca e da Mulher Pera está pior nessas eleições do que nas anteriores?

O voto de protesto burro sempre existiu. Teve o Cacareco, o rinoceronte que ganhou as eleições em São Paulo, e um bode que foi eleito no Recife.

O eleitor acha que, votando nessas pessoas, vai protestar. Mas o que é complicado nisso tudo é o oportunismo sem fim dos partidos políticos brasileiros.

Todas essas candidaturas são endossadas por partidos políticos, que aceitam essas candidaturas para conseguir mais vantagem no cômputo geral da votação.

Não é que está pior, o que acontece é que com a internet há uma divulgação muito maior dessas candidaturas.

Isso tem como ser evitado?

No estabelecimento dos partidos, seria fundamental a exigência básica de que o candidato tivesse filiação nessa legenda há pelo menos cinco anos.

Quando chega a época das eleições, esses partidos políticos, principalmente as legendas menores, saem à caça dessas celebridades.

O Maluf não pode se candidatar por causa do Ficha Limpa. Estamos em um momento mais ético na política?

O Ficha Limpa é um avanço. Vamos ver se esse veto à candidatura dele não vai cair nas instâncias superiores. O Maluf é um símbolo de hetedoroxia na ética política, e o fato de ter sido barrado é um aviso fortíssimo para os peixes menores.

É o começo de um processo, muitos erros serão cometidos, mas é uma reação saudável de cidadania. Cerca de 2 milhões de pessoas se empenharam no Ficha Limpa, isso é muita coisa. Já vi muitas campanhas, e nota-se uma sensível melhoria.

Muita gente fala da inutilidade dos debates, apontando que são monótonos, mas acho que a qualidade no geral melhorou.

Folha On Line

25/08/2010 - 16h19

Relatório da CIA vazado pelo WikiLeaks diz que EUA "exportam" terrorismo


DE SÃO PAULO

Um relatório sigiloso sobre terrorismo vazado pela WikiLeaks e criado pela unidade especial "Red Cell", da CIA (agência de inteligência dos EUA), cita diversos casos em que cidadãos americanos financiaram atividades terroristas.

O documento também analisa os efeitos para Washington caso os Estados Unidos passassem a ser vistos como um "exportador de terrorismo".

Datado de 5 de fevereiro de 2010, o relatório aponta que a própria CIA já admite que cidadãos americanos financiam, planejam ou participam ativamente de atentados terroristas e manifesta preocupação caso a comunidade internacional enxergue o país --que na última década lançou uma campanha global contra o terror-- como patrocinador de atividades terroristas.

"Ao contrário do senso comum, a exportação americana de terrorismo ou terroristas não é um fenômeno recente, e nem tem sido associado unicamente com radicais islâmicos ou pessoas de origens étnicas do Oriente Médio, África ou Sul da Ásia. Esta dinâmica desmente a crença americana de que nossa sociedade multicultural livre, aberta e e integrada diminui o fascínio dos cidadãos americanos pelo radicalismo e pelo terrorismo", diz o primeiro parágrafo do relatório da CIA.

A equipe do site WikiLeaks, que já anunciara na terça-feira à noite o vazamento de um relatório secreto da CIA para esta quarta-feira, diz que a agência de inteligência americana cita diversos casos em que ataques perpetrados por terroristas judeus, muçulmanos e ligados ao nacionalismo irlandês que eram baseados em território americano ou financiados por cidadãos dos EUA.

IMPACTOS

O texto da própria CIA nas primeiras páginas do relatório aponta graves consequências para Washington caso os EUA passem a ser vistos como um exportador de terrorismo. Entre elas:

  • Parceiros internacionais poderiam ter menos disposição em cooperar com os Estados Unidos em atividades envolvendo extradições jurídicas, incluindo a detenção, transferência e interrogatórios de suspeitos em outros países.
  • Alterando o status de "vítima de terrorismo" --o que concede aos EUA grande espaço de manobra para pressionar outras nações a extraditar cidadãos suspeitos-- para "exportador de terrorismo", outros países poderiam exigir uma política recíproca de Washington.
  • Outros países poderiam exigir que os EUA concedessem informações sobre supostos terroristas ou até extraditassem cidadãos ligados a atividades terroristas. Caso o governo americano se negasse a cooperar, tais nações poderiam se recusar a entregar suspeitos procurados por Washington, afetando alianças e relações bilaterais.

ESTADO. A V I D A D O S O U T R O S...VIVA A STASI/PT!

Receita vasculhou sigilos de mais 3 pessoas ligadas a Serra e FHC

Investigação revela que Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado também tiveram sigilos quebrados

25 de agosto de 2010 | 14h 28
Leandro Colon e Rui Nogueira/ BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Investigação interna da Receita Federal revela que acessos suspeitos aos sigilos fiscais de adversários do PT foram além do manuseio dos dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Os documentos mostram que, no mesmo dia, de um mesmo computador e em sequência, servidores do Fisco abriram os dados sigilosos de Eduardo Jorge e de mais três pessoas ligadas ao alto comando do PSDB. São elas: Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado.

Veja também:

linkSerra vincula quebra de sigilo de Eduardo Jorge ao aparelhamento político do Estado

linkReceita afastou servidora suspeita de quebrar sigilo fiscal de tucano

linkEduardo Jorge pede na Justiça acesso à investigação da Receita

O Estado teve acesso a informações do processo aberto pela Corregedoria da Receita para saber quem acessou e por que os dados de Eduardo Jorge foram abertos em terminais da delegacia da Receita Federal em Mauá (SP). Essas informações foram parar num dossiê que teria sido montado por integrantes do comitê de campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). A oposição acusa funcionários do governo de violarem os sigilos fiscais de tucanos para fabricar dossiês na campanha eleitoral.

Os dados da investigação revelam que as declarações de renda de Eduardo Jorge e dos outros três tucanos foram acessadas do mesmo computador, por uma única senha, entre 12h27 e 12h43 do dia 8 de outubro do ano passado. O terminal usado foi a da servidora Adeilda Ferreira Leão dos Santos. A senha era de Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. Às 12h27, foi aberta a declaração de renda de 2009 de Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações do governo de Fernando Henrique Cardoso. Três minutos depois, às 12h30, acessaram os dados do empresário Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima de José Serra. Às 12h31, a declaração de Renda de Ricardo Sérgio foi aberta. Ele é ex-diretor do Banco do Brasil no governo FHC. Às 12h43m41s daquele mesmo dia, o mesmo terminal acessou a declaração de renda de 2009 de Eduardo Jorge. Quatorze segundos depois, os dados referentes a 2008 foram abertos por um servidor da Receita.

Os nomes dos tucanos foram destacados pela própria investigação da Receita Federal, como "contribuintes que despertaram interesse na apuração". O trabalho de apuração da Receita compreendeu os acessos ocorridos naquela delegacia entre 3 de agosto e 7 de dezembro de 2009. Em depoimento à corregedoria da Receita, as duas funcionárias negam envolvimento na abertura desses dados. Dona da senha usada, Antonia Aparecida alega que repassou o código a outras duas colegas e que não sabe quem fez essas consultas.

Enviado por Paulo Araújo...

Maria Adelaide Amaral solta o verbo contra censura em entrevista a respeito da novela Ti-TI-TI remake. O original de 1985 é de autoria de Cassiano Gabus Mendes.Na entrevista, o jornalista pergunta sobre eventualidade de um remake de um outro texto de Gabus Mendes, “Que Rei Sou Eu?”. Essa telenovela foi exibida em 1989 e escrita por Cassiano Gabus Mendes e Luís Carlos Fusco. A ação é passada no ano de 1786, três anos antes da Revolução Francesa. Após a morte do rei Petrus II, o trono do reino de Avilan é assumido pela rainha Valentine, uma histérica que não estava preparada para o governo. No entanto, em seu testamento, o falecido rei revela haver deixado um filho bastardo, que teve com a camponesa Maria Fromet, e seria o herdeiro do trono. Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais coroam o mendigo Pichot, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II. A armação é obra do misterioso Ravengar, o feiticeiro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Que_Rei_Sou_Eu%3F

Na entrevista, Maria Adelaide diz que adoraria fazer o remake, mas alerta para uma inviabilidade que sequer seria imaginada em 1989: “Não dá mais [...] não temos situação política para isso [...]. Uma coisa que eu poderia falar há dez anos atrás livremente, dar os nomes aos bois, hoje em dia eu tenho medo de falar.” Dica do blog Mosca Azul, com link para o áudio da entrevista

http://moscaazul.wordpress.com/2010/08/24/mais-um-relato-sobre-a-censura-dos-cinicos/

Enviado por Paulo Araújo...


Entrevista de Singer a Salon

Por antonioaraujo

No fim da vida Isaac Bashevis Singer costumava escrever pela manhã. À tarde, ele caminhava pela Upper Broadway. Parava na avenida para comer uma comida vegetariana e alimentar os pássaros. Carregava talão de cheques e milhares de dólares em seus bolsos, no caso de precisar fugir de Nova Iorque às pressas. Ele acredita que “isto” poderia acontecer novamente.

Nascido de uma linhagem de grandes rabinos considerados tão santos que faziam milagres, o jovem do shtetl de Radzymin, Polônia, se rebelou contra a lei Judaica. Ele idolatrava seu irmão mais velho, o escritor secular de iídiche Israel Joshua Singer, e seguiu seu caminho, primeiro ao clube de escritores de Varsóvia, e depois finalmente à América. Adotou o nome hebraico de sua mãe, Bathsheba, e o tornou seu nome de escritor em iídiche, Bashevis. Fugindo de Hitler, Singer chegou à América em 1935 sem um centavo e sabendo somente uma única frase em inglês.

Singer dizia que servia a dois ídolos – o ídolo da literatura e o ídolo do amor. Mas, dizia ele, “a necessidade de crer em Deus é mais forte que a necessidade de sexo”.

Críticos chamam-no de “Scheherazade iídiche”. Ele publicava uma ou duas estórias, ou capítulos, por semana no “The Forward”, um jornal iídiche, por mais de 40 anos. Publicou 45 volumes de contos, novelas, fábulas para crianças, peças e memórias, traduzidos. Em 1978 a Academia Sueca o premiou com o Nobel de literatura.

Singer escreveu sobre cabalistas e hassidim de vilas camponesas em “Gimpel, o tolo” e “Satã em Gorai”, sobre escritores, criminosos, comunistas, acadêmicos e místicos de Varsóvia em “Escória” e “O Spinoza da rua do Mercado”, e sobre sobreviventes de Nova Iorque e Telavive em “Inimigos: uma estória de amor” e o recém traduzido “Sombras sobre o rio Hudson”

Em sua última entrevista, em uma invernal sexta-feira de 1987, Singer sentou-se em seu apartamento da Broadway emoldurado pela luz cinzenta entre duas janelas, o sol se pondo sobre o rio Hudson, o Sabath se aproximando.

Os dilemas árduos da vida inspiraram sua carreira. Como coisas tão terríveis acontecem? As tragédias são desígnios de Deus? Fazemos o mal por livre vontade? Somos possuídos por demônios?

“Claro que eu acredito em livre-arbítrio”, diz Isaac Bashevis Singer; “não tenho escolha”.

A saúde de Singer desmoronou logo após aquela tarde. Ele se sentava à piscina na Flórida com olhar perdido. Ele chorava por seu falecido irmão. Não reconhecia familiares ou amigos. Mas tradutores continuam a levar seus trabalhos ao mercado editorial após Bashevis não poder mais escrever. Aliás, mesmo depois de sua morte.

“Sombras sobre o rio Hudson”, sua quarta novela póstuma, traça dois anos nas vidas de sobreviventes em busca de sentido neste mundo ou no além, no dinheiro, amor, judaísmo, ciência ou no sobrenatural.

Em suas estórias e entrevistas, você mostra que acredita em livre-arbítrio no homem e na mulher, mas…

Acredito em livre-arbítrio de homens e mulheres. Aliás, acredito até que há um elevado intelecto ou livre-arbítrio nos animais.

E você ainda é conhecido por acreditar em espíritos e demônios. Em sua obra, imps destroem as pessoas utilizando suas paixões contra elas mesmas. Eles usam sexo, amor, dinheiro e até – em “Uma coroa de penas” – a paixão pelo conhecimento de Deus.

Eu diria que acredito em livre-arbítrio e acredito em destino ao mesmo tempo. Parece contraditório mas não é. Em outras palavras, todas as nossas paixões e tudo o mais não foram criados por nós. Foram criados por poderes superiores. Ao mesmo tempo nos são dadas escolhas para fazer. Temos de fazer estas escolhas entre o bem e o mal. Senão, não poderíamos existir.

Como distinguimos o que é bom do que é mau?

Não sabemos. Porque não estou certo de que Deus tenha se revelado a um homem ou outro e dito exatamente o que ele considera bom e o que ele considera mau. Entretanto, todos sentimos que aquilo que destrói a sociedade, que destrói a civilização, que faz nossas vidas miseráveis, é ruim, e aquilo que ajuda as pessoas a viver e a progredir é bom. Eu sei que isto não é muito objetivo, mas não temos outra maneira de medir, ou outra informação, então confiamos nisto.

Você disse em uma entrevista que o livre-arbítrio é um dos maiores presentes de Deus a nós, mas que não o usamos. Como deveríamos usá-lo?

Vou te dizer. Deveríamos ser capazes de tomar decisões e mantê-las. E cumpri-las. Não é suficiente tomar decisões, o mais importante é cumpri-las. Os dez mandamentos são um tipo de decisão, que Moisés e outros judeus assumiram. Não a cumprimos até o fim. Quando eles chegaram a Israel, várias vezes fizeram o oposto. Os dez mandamentos são um bom exemplo de quais decisões deveríamos tomar, se fôssemos realmente cumpri-las.

Eu li que você faz pequenos experimentos a respeito de sua própria capacidade de decisão: hoje sentarei e trabalharei somente por três horas. Ou não perderei tempo lendo o jornal de ontem, ou olhando pela janela por horas, ou falando no telefone.

Decisões são muito importantes. Se você pode cumpri-las, você tem mais poder. Se não, tudo o que posso dizer é: tente novamente. Não podemos relaxar nunca. Não podemos nunca deixar de continuar tentando. Devemos tentar de novo, de novo e de novo. O próprio fato de que você está aqui, de que está falando comigo, de que é um jornalista, de que você tem um emprego, significa que você cumpriu certas decisões. Se você pudesse deixar de lado, estaria em um asilo, ou Deus sabe onde. Isto é verdade quanto a você ou a quaisquer pessoas. Se não mantivéssemos nossas decisões, se não pudéssemos cumpri-las, estaríamos perdidos.

Você disse que a literatura deve em primeiro lugar entreter – do contrário, quem a leria?

Claro. Os escritores que choram nos ombros dos leitores e não fazem nada além disto, não informam o suficiente e não entretêm o suficiente. Portanto, por causa disso, todos os seus experimentos se tornam sem valor.

Mas deixe-me perguntar: você já disse que a literatura tem um valor pragmático. Qual é o valor pragmático da literatura?

Vou dizer. A informação é pragmática. O fato mesmo de que quando você lê uma novela, você aprende a respeito de um país, ou a respeito de um ambiente, já fez algo por sua educação. E se ao mesmo tempo seu espírito se entretém, o escritor chegou a seu objetivo.

Mas este valor pragmático que você menciona é muito mais mundano do que eu esperava. Não há esperança em seu coração de que seu trabalho abrirá nossos olhos de alguma forma, ou nossos corações?

Pessoalmente, quando sento para escrever, não digo que vou escrever algo que abrirá os corações ou mentes e fazer melhores seres humanos. Mas eu sei a partir de centenas de cartas e entrevistas e encontros que meu trabalho fez algo à vida das pessoas. Porque todas essas cartas de amor que eu recebo têm algum significado. Não quero dizer amor sexual. Elas dizem que foi bom eu ganhar o Nobel, que eu deveria ter recebido mais prêmios e coisas. Estas pessoas são tão gratas, que vejo que fiz algo por elas. Enquanto não faço com intenção, há alguma intenção oculta. Porque acredito em algo mais que não mencionamos até o momento. Que Deus está por trás de tudo.

Deus está por trás de tudo?

Ele está por trás de tudo. Mesmo quando fazemos algo contra Ele, Ele está lá. Não importa o quê. Como um pai que vê seus filhos fazendo coisas idiotas, ruins. Ele está bravo com eles, ele os pune. Ao mesmo tempo, são seus filhos. Acredito neste tipo de poder divino. Então nada está completamente perdido porque o Pai está olhando seus filhos, não importa o que estejam fazendo.

Você diz que se fosse para inventar uma religião, inventaria uma religião de protesto.

Vou explicar o que eu quis dizer: porque a natureza humana e a natureza em geral não indicam, não nos revelam claramente ou abstratamente o que devemos fazer, o que fazemos é só chute. Somos obrigados a chutar quando realmente não podemos chutar. Aliás, muita da nossa moralidade é fazer coisas contra a natureza. A natureza diz que se vires uma mulher bonita, jogue-a no chão e a estupre. Isto pode ser a natureza humana. Mas algo maior que isto nos diz que se fizer isto, você destrói a sociedade, destrói a si mesmo, seus filhos e muitas gerações adiante.

Por isto, de certa forma, não podemos agradecer a Deus a todo momento, louvá-lo e dizer “Você é bom”. Nós temos este sentimento de revolta. Por que ele criou esse imenso ordálio para sofrermos? Acredito que alguém pode admirar Deus, admirar sua sabedoria, e ao mesmo tempo protestar contra sua neutralidade. Não acho que a religião seja contra isto. Os grandes líderes religiosos protestavam cada um à sua maneira. O livro de Jó é um livro de protesto. E assim são muitos grandes livros e grandes revelações.

Notei que você diz “O homem nasceu para sofrer; dê a ele meia chance e ele espatifará seus miolos nas pedras”.

É claro.

Por que escolhemos a miséria?

Porque em um dado momento amamos; em outro momento odiamos. Em um momento você quer ajudar; em outro você quer destruir. Nós somos amaldiçoados por emoções que criam desordem em nossas vidas. Por causa destas emoções, não há nunca descanso. Para servir à humanidade, à civilização, você deve ser mais forte que suas emoções. E esta é uma luta tão árdua e terrível que nunca estamos livres dela. Mas devemos continuar a lutar.

Não acha que nos arriscamos a perder o amor romântico se dominamos nossas emoções?

Arriscamo-nos a perder tudo. Arriscamo-nos a perder nosso amor, nossa cama, nossa casa, nossa comida. A vida em si é um grande risco do começo ao fim, e talvez o livre-arbítrio venha em nosso socorro.

Por que vejo pouca menção ao Holocausto em sua obra?

Sim, eu o menciono várias vezes em meu livro “Inimigos: uma estória de amor”. O único porém é que eu acredito que a história humana inteira é um grande Holocausto. Não somente a história judaica. Podemos chamar a história humana de história do holocausto humano. Se russos são mortos, ou alemães, ou judeus ou árabes, ou outros povos, é um único imenso Holocausto. Isto é o que fazemos da vida porque não escolhemos nada melhor e não mantemos nossas promessas. Não agimos de acordo com nossas escolhas.

Nós não agimos de acordo com nossa vontade?

Nós não escolhemos bem, e quando escolhemos bem, não agimos de acordo com nossas escolhas.

SALON | April 28, 1998

Experiência interessante: o chat mantido pelo Observatório da Imprensa enquanto o debate ocorre na tela. O apedrejamento no Irã.

Observatório da Imprensa discute a pena de morte da iraniana Sakineh Ashtiani

Iraniana foi condenada à morte pelo crime de adultério, cuja pena é o apedrejamento

O Observatório da Imprensa da próxima terça (24) vai falar do caso Sakineh Ashtiani, uma iraniana condenada à morte pelo crime de adultério, cuja pena é o apedrejamento. Apelos pelo cancelamento da sua execução foram emitidos por várias personalidades mundiais, a exemplo da Anistia Internacional e a Human Rights Watch, uma ONG americana que advoga no campo dos direitos humanos.

Mãe de dois filhos, e com 43 anos, Sakineh Mohammadi Ashtiani foi condenada em maio de 2006 a receber 99 chibatadas por ter um “relacionamento ilícito” com um homem acusado de assassinar o marido dela. Sua defesa diz que Sakineh era agredida pelo marido e não vivia como uma mulher casada havia dois anos, quando houve o homicídio.

Em 31 de julho, o presidente Lula pediu ao líder do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que deixasse Sakineh receber asilo no Brasil, mas o presidente iraniano descartou a hipótese. Os jornalistas no Irã estão proibidos de noticiar o caso. Mas o resto da mídia mundial está de olho no desenlace desse caso. Graças à globalização e à rapidez da circulação pela internet, o mundo pôde tomar consciência do fato e reagir contra esta prática cruel, que já vitimou tantas outras mulheres.

Mas a mídia vem fazendo a sua parte? Está sabendo tratar de um caso tão delicado como esse? Guardadas as devidas proporções, o episódio lembra o Caso Dreyfuss. Em 1894, o oficial Alfred Dreyfuss foi condenado na França por alta traição. O processo fraudulento foi conduzido a portas fechadas e gerou protestos em diversos países, inclusive do Brasil, através de Ruy Barbosa.

Para analisar esse assunto, o Observatório da Imprensa vai receber em seus estúdios o filósofo Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Unicamp; e o jornalista Roberto Lameirinhas, editor internacional do jornal O Estado de São Paulo.




22:03
Observatório da Imprensa:
Boa noite. Estamos ao vivo. Por favor, enviem suas perguntas com nome e cidade.
terça 24 de agosto de 2010 22:03 Observatório da Imprensa
22:09
[Comentário de Raquel Maia -Fortaleza-CeRaquel Maia -Fortaleza-Ce: ]
Olá boa noite!
terça 24 de agosto de 2010 22:09 Raquel Maia -Fortaleza-Ce
22:15
[Comentário de Rafael QueresRafael Queres: ]
Boa noite! Afinal, a pena de morte deve ser mesmo a melhor solução para a punição da iraniana? Que tipo de ação, mais enérgica, poderia partir dos países sulamericanos? Acho que o apedrejamento é humilhante demais, é desumano, não faz sentido no século XXI.
terça 24 de agosto de 2010 22:15 Rafael Queres
22:41
[Comentário de mayara araújo Pi-Teresinamayara araújo Pi-Teresina: ]
devemos olhar a cultura do outro com esse olhar de recriminação?
terça 24 de agosto de 2010 22:41 mayara araújo Pi-Teresina
22:44
[Comentário de reinaldo rjreinaldo rj: ]
quantas pessoas são eletrocutadas ou recebem
terça 24 de agosto de 2010 22:44 reinaldo rj
22:44
[Comentário de reinaldo rjreinaldo rj: ]
quantas pessoas são condenadas a morte no mundo legalmente por dia:
terça 24 de agosto de 2010 22:44 reinaldo rj
22:49
[Comentário de GuestGuest: ]
O presidente Lula deixa transparecer uma trajetória de política por política, sem escrúpulos e sem balizas éticas... não surpreende a sua atitude ante o caso em tela, mesmo o contraste com a posição política adotada em relação ao Irã: o defende ante a comunidade internacional no assunto da manipulação de energia atômica e se abstém no caso de desrespeito a dignidade humana, pilar do Brasil.... em tese. A propósito gostaria de perguntar, no nosso âmbito doméstico, como está o caso daquela cidadã brasileira que foi posta a ferros numa prisão do estado para que fosse estrupada pelos cerca de 30 detentos? Acho que é uma causa de direitos humanos, não seria?
terça 24 de agosto de 2010 22:49 Guest
22:53
[Comentário de joão batista-São GonçaloJjoão batista-São GonçaloJ: ]
É muito louvável o interesse da imprensa brasileira neste caso,porém me causa desconforto assim como no Dines que no Brasil haja tantas aberrações jurídicas,tantas impunidades,tantos descalabros,por parte dos governantes e eu não vejo a imprensa se desarvorar em defesa do oprimidoPenso eu, leigo que sou que já passou da hora de a imprensa deste país se assumir da forma que se apresenta..
terça 24 de agosto de 2010 22:53 joão batista-São GonçaloJ
22:53
[Comentário de RibamarRibamar: ]
Boa Noite. Pergunta para Dr. Roberto Romano: qual o denominador comum entre a universalidade dos direitos humanos e os antagonismos culturais encontrados ao redor do mundo? Por que a visão ocidental parece ser a mais justa e aceitável?
terça 24 de agosto de 2010 22:53 Ribamar
22:57
[Comentário de Gisele, RSGisele, RS: ]
Caro Ribamar, acho que a questão não está em torno do desrespeito a culturas específicas e sim, mais globalmente o desrespeito ao ser humano e à mulher (para não dizer aos direitos humanos, já que esta é uma visão ocidental).
terça 24 de agosto de 2010 22:57 Gisele, RS
22:58
Observatório da Imprensa:
Estamos encerrando nosso chat de hoje. Obrigada pela participação de todos. Boa noite.