quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Talvez ele seja um Pangloss, talvez um ser preocupado com a paz. De qualquer modo, vale a pena ler o que ele escreve, para aceitar ou não.

THE WASHINGTON POST, 08/01/2009


An Unnecessary War

An Israeli artillery piece firing into the southern Gaza Strip on Tuesday.
An Israeli artillery piece firing into the southern Gaza Strip on Tuesday. (By Anja Niedringhaus -- Associated Press)

By Jimmy Carter
Thursday, January 8, 2009; Page A15

I know from personal involvement that the devastating invasion of Gaza by Israel could easily have been avoided.


After visiting Sderot last April and seeing the serious psychological damage caused by the rockets that had fallen in that area, my wife, Rosalynn, and I declared their launching from Gaza to be inexcusable and an act of terrorism. Although casualties were rare (three deaths in seven years), the town was traumatized by the unpredictable explosions. About 3,000 residents had moved to other communities, and the streets, playgrounds and shopping centers were almost empty. Mayor Eli Moyal assembled a group of citizens in his office to meet us and complained that the government of Israel was not stopping the rockets, either through diplomacy or military action.

Knowing that we would soon be seeing Hamas leaders from Gaza and also in Damascus, we promised to assess prospects for a cease-fire. From Egyptian intelligence chief Omar Suleiman, who was negotiating between the Israelis and Hamas, we learned that there was a fundamental difference between the two sides. Hamas wanted a comprehensive cease-fire in both the West Bank and Gaza, and the Israelis refused to discuss anything other than Gaza.

We knew that the 1.5 million inhabitants of Gaza were being starved, as the U.N. special rapporteur on the right to food had found that acute malnutrition in Gaza was on the same scale as in the poorest nations in the southern Sahara, with more than half of all Palestinian families eating only one meal a day.

Palestinian leaders from Gaza were noncommittal on all issues, claiming that rockets were the only way to respond to their imprisonment and to dramatize their humanitarian plight. The top Hamas leaders in Damascus, however, agreed to consider a cease-fire in Gaza only, provided Israel would not attack Gaza and would permit normal humanitarian supplies to be delivered to Palestinian citizens.

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After extended discussions with those from Gaza, these Hamas leaders also agreed to accept any peace agreement that might be negotiated between the Israelis and Palestinian Authority President Mahmoud Abbas, who also heads the PLO, provided it was approved by a majority vote of Palestinians in a referendum or by an elected unity government.

Since we were only observers, and not negotiators, we relayed this information to the Egyptians, and they pursued the cease-fire proposal. After about a month, the Egyptians and Hamas informed us that all military action by both sides and all rocket firing would stop on June 19, for a period of six months, and that humanitarian supplies would be restored to the normal level that had existed before Israel's withdrawal in 2005 (about 700 trucks daily).

We were unable to confirm this in Jerusalem because of Israel's unwillingness to admit to any negotiations with Hamas, but rocket firing was soon stopped and there was an increase in supplies of food, water, medicine and fuel. Yet the increase was to an average of about 20 percent of normal levels. And this fragile truce was partially broken on Nov. 4, when Israel launched an attack in Gaza to destroy a defensive tunnel being dug by Hamas inside the wall that encloses Gaza.

On another visit to Syria in mid-December, I made an effort for the impending six-month deadline to be extended. It was clear that the preeminent issue was opening the crossings into Gaza. Representatives from the Carter Center visited Jerusalem, met with Israeli officials and asked if this was possible in exchange for a cessation of rocket fire. The Israeli government informally proposed that 15 percent of normal supplies might be possible if Hamas first stopped all rocket fire for 48 hours. This was unacceptable to Hamas, and hostilities erupted.

After 12 days of "combat," the Israeli Defense Forces reported that more than 1,000 targets were shelled or bombed. During that time, Israel rejected international efforts to obtain a cease-fire, with full support from Washington. Seventeen mosques, the American International School, many private homes and much of the basic infrastructure of the small but heavily populated area have been destroyed. This includes the systems that provide water, electricity and sanitation. Heavy civilian casualties are being reported by courageous medical volunteers from many nations, as the fortunate ones operate on the wounded by light from diesel-powered generators.

The hope is that when further hostilities are no longer productive, Israel, Hamas and the United States will accept another cease-fire, at which time the rockets will again stop and an adequate level of humanitarian supplies will be permitted to the surviving Palestinians, with the publicized agreement monitored by the international community. The next possible step: a permanent and comprehensive peace.

The writer was president from 1977 to 1981. He founded the Carter Center, a nongovernmental organization advancing peace and health worldwide, in 1982.

SIMPLES ASSIM: TRATA-SE DE MAIS UM DITADOR ORDINÁRIO, COM APOIO DA EX-QUERDA BRASILEIRA, TAMBÉM ORDINÁRIA

São Paulo, quinta-feira, 08 de janeiro de 2009



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VENEZUELA

Chávez diz que precisa de mais 10 anos no poder

DA EFE

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que precisa ficar pelo menos mais dez anos no poder "para consolidar a revolução bolivariana, de transformação do capitalismo ao socialismo".

Chávez, no poder desde 1999 e com mandato até 2013, está impulsionando um referendo para permitir a reeleição indefinida. Nesta semana, ele anunciou que estenderá o benefício a governadores e prefeitos, buscando assim mais apoios à medida.

QUANDO ATÉ O ANTIGO "PARTIDÃO"SE PRONUNCIA, A COISA ESTÁ FEIA...



São Paulo, quinta-feira, 08 de janeiro de 2009



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TENDÊNCIAS/DEBATES

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

A fala de Tarso

ROBERTO FREIRE


Se a democracia é a questão central da construção dos novos institutos da globalização, inquieta a todos nós o tom do ministro

QUE OS velhos bolcheviques se intimidassem diante de Stálin é compreensível. Aqueles do círculo stalinista mais próximo e não tão próximo assim corriam risco de morte se dissessem a palavra errada, se dessem um passo em falso ou se incorressem num suposto "desvio". Um risco nada metafórico, como se sabe.
Diferente é o caso do ministro Tarso Genro em relação a Lula. Não corre risco algum, salvo o de perder o emprego. Por isso, é espantoso que atribua ao presidente o monopólio da fala "alternativa" na atual crise do sistema econômico e financeiro global. Disse o ministro que "nós [a esquerda em geral] estamos incrivelmente quietos.
Só Lula fala. Sejamos solidários. Falemos junto com Lula" ("Fala, D'Alema", "Tendências/Debates", 4/1). O ministro da Justiça escreveu isso como se não houvesse uma enorme movimentação política das esquerdas na cena mundial; e como se o próprio D'Alema também não fizesse parte de um esforço de reinvenção da esquerda italiana, corporificado pelo Partido Democrático, o herdeiro mais importante do velho PCI.
Mas, para o ministro, ninguém fala.
Ninguém busca perceber o "novo" ou a ele dar voz. Só Lula. Além da crise, começamos mal 2009.
Apesar de tudo, e sabujice à parte, é bom ver o ministro empenhado na defesa de um "novo republicanismo" e até mesmo na incorporação dos temas do liberalismo político ao novo horizonte utópico que propõe.
E empenhado também na proclamação dos direitos humanos, que devem ter uma aplicação efetivamente universal, sem nenhum tipo de discriminação. Aplicam-se, por exemplo, a casos "menores", como o de atletas que pretendam eventualmente se valer de competições internacionais para escapar dos seus países de origem, nos quais a liberdade de ir e vir é fortemente cerceada.
Para essa cultura de direitos, se for possível escolher para ela uma data simbólica, só poderíamos escolher a promulgação da Constituição de 1988, marco no qual alguns poucos anos depois se completaria a nossa democracia política, com a ascensão ao poder do partido ao qual pertence o ministro. Tudo dentro das regras do jogo, que também permitem uma forte intervenção pública nos rumos da sociedade e da economia.
O governo liderado pelo PT fez algumas dessas intervenções, e isso deixa o ministro compreensivelmente feliz, mas deixou de fazer inúmeras outras no controle dos juros obscenos, que sangram a capacidade de investimentos públicos e privados, no disciplinamento forte dos mercados por meio das agências reguladoras, no comportamento nada republicano do governo e do PT, envolvidos em episódios de corrupção que passaram à nossa história política com o nome de mensalão, no controle quase absoluto dos movimentos sociais pelo Estado, e na ocupação e no aparelhamento, por meio de milhares de cargos comissionados, da máquina federal.
Tudo isso não é desvio acidental de rumo, tem raízes mais profundas: um desprezo mal disfarçado pela democracia e um desrespeito pelas instituições. Nesse sentido, seria bom que o ministro explicasse um fato absolutamente decisivo: a atitude dúbia do seu partido quando da aprovação da Constituição de 88. São duas décadas -um tempo histórico razoável em que foi revelada uma cultura política antidemocrática e não republicana.
Nas palavras do Lula de então (que, de resto, nunca veio a público para se explicar cabal e formalmente; nem ele nem seu partido!), o texto constitucional era pouco mais do que imprestável e o PT deveria votar contrariamente a ele. E votou, assinando-o com muita tibieza.
Naquele momento decisivo, "Nosso Guia" só faltou dizer que estávamos diante de uma "democracia burguesa", como nos tempos daquele outro guia genial dos povos. E, por sua vez, a hipótese de que se tratava de alguma das famosas "bravatas" é ainda mais penosa. Simplesmente não se pode brincar de "radical" quando se trata de refundar um moderno Estado democrático de Direito após um duríssimo período de eclipse das liberdades.
Se a democracia é a questão central da construção dos novos institutos da globalização -e sem dúvida o é-, inquieta a todos nós o tom do artigo do ministro. Ao mesmo tempo, o trágico déficit teórico e político das esquerdas no seu conjunto, tantas vezes envolvidas com projetos autoritários de mudança social, inclusive no presente momento e muito especialmente na América Latina, e para além das bravatas tão ao gosto do chefe, há bons temas que mereceriam desenvolvimento teórico e comportamento político coerente (o socialismo como ideia reguladora em sociedades pluriclassistas, por exemplo).
Seria interessante ver o PT e seus intelectuais como estimuladores de um campo teórico que tivesse como divisa a incorporação, sem ambiguidade, dos valores da democracia política como condição irrenunciável para ir muito além do status quo -e, dessa vez, sem guias geniais, sem ditaduras de partido único e sem caudilhos popularescos.


ROBERTO JOÃO PEREIRA FREIRE, 66, advogado, é presidente nacional do PPS (Partido Popular Socialista). Foi deputado federal e senador da República pelo PPS-PE.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

IMPORTANTE DE SER LIDO E PENSADO

CANAL TERRA

ONG judaica diz que PT é solidário ao anti-semitismo

A organização judaica Centro Simon Wiesenthal protestou nesta quarta-feira contra a declaração do PT de que Israel praticava um "terrorismo de Estado" em Gaza, e afirmou que o partido brasileiro é "solidário ao anti-semitismo e ao terrorismo". A sede regional da entidade emitiu em Buenos Aires um comunicado no qual assinalou que "é irônico que um partido como o PT, reconhecido por sua tradição democrática e que chegou à Presidência do Brasil respeitando as regras do Estado de direito, ataque desse modo outra democracia".

O PT publicou recentemente em seu site uma nota de condenação "ao terrorismo de Estado do Governo de Israel contra o povo palestino", e qualificou o ataque a Gaza como uma "prática nazista".

O diretor de Relações Internacionais do Centro Wiesenthal, Shimon Samuels, e o representante do centro para a América Latina, Sergio Widder, enviaram hoje uma nota de protesto ao presidente e ao secretário de Relações Internacionais do PT, Ricardo Berzoini e Valter Pomar, respectivamente.

"O comunicado do PT é escandaloso, mas não surpreendente totalmente, em razão de seu acordo de cooperação com o Partido Baath Árabe Socialista da Síria. Lembremos que sob o regime do Baath, a Síria deu refúgio ao criminoso nazista Alois Brunner, o braço direito de Adolf Eichmann na implementação da 'Solução Final'. Isso sim é cumplicidade com o nazismo", criticou a entidade judaica em sua nota.

Samuels considerou que se o PT "realmente busca a paz, então sua melhor contribuição seria condenar o anti-semitismo do Hamas e protestar contra a chuva de foguetes que essa organização dispara contra civis israelenses, assim como contra seu abuso de civis palestinos ao utilizá-los como escudos humanos".

"O Hamas tem como propósito apagar do mapa o Estado de Israel, e cita em seu Estatuto um panfleto anti-semita da Rússia czarista, os Protocolos dos Sábios de Sião. O PT está, com isso, demonstrando solidariedade com o anti-semitismo e o terrorismo", acrescentou Widder.

O Centro Simon Wiesenthal é uma ONG judaica internacional de direitos humanos com mais de 400 mil membros no mundo todo.




PRESIDENTE DA CONIB SE MANIFESTA DIRETAMENTE AO PRESIDENTE E A LIDERANÇA DO PT

Prezado Deputado Berzoini,

Causou-nos profundo espanto o teor do comunicado assinado por V. Exa., em nome do Partido dos Trabalhadores, relativamente ao atual conflito no Oriente Médio. Isto acontece, não só por se tratar de um manifesto de um Partido que se inspira nos ideais de justiça social, mas sobretudo por partir de uma pessoa por quem nossa comunidade guarda respeito e estima. A nota não leva em conta os fatos que ocorrem no Oriente Médio e, particularmente, na Faixa de Gaza, atendo-se apenas a questões recentes e de forma tendenciosa, sem levar em consideração fatores históricos de longo prazo.

Deputado Berzoini:

Se existem resoluções da ONU desrespeitadas, há que se retroagir seu exame a 1947, quando o eminente brasileiro Oswaldo Aranha conduziu a assembléia que deu origem ao Estado de Israel. Naquela época, a partilha da Palestina previa a criação de dois Estados, o que jamais foi aceito pelas linhas mais radicais do movimento palestino, como é o caso do Hamas, organização considerada terrorista também pela União Européia e pelos Estados Unidos. A afirmação de que o apoio a Israel restringe-se aos Estados Unidos não condiz com a realidade. Nem os países árabes, nem a própria Autoridade Palestina – legítima autoridade em Gaza, de onde foi expulsa pelo Hamas - até o presente momento, não tomaram atitudes drásticas contra Israel, assim como inúmeros países da Europa, que qualificaram a ação israelense como um movimento de legítima defesa. A comparação da resposta dada por Israel, após seguidos meses de ataques feitos pelo Hamas com morteiros e foguetes que mataram civis na região de Sderot, demonstra parcialidade e desconhecimento dos fatos.

É direito de toda nação garantir as condições de segurança de seus cidadãos e exigir que seus vizinhos tenham um comportamento adequado. Israel retirou-se da Faixa de Gaza em 2005 e, de lá para cá, vem se confrontando com o Hamas que se nega a reconhecer a existência do Estado de Israel, promovendo ações contra civis e não aceitando acordos feitos anteriormente com os próprios representantes palestinos. Assim, não restou alternativa senão responder com a força, contra quem não deseja dialogar, mas prega a extinção de um Estado membro da ONU, o que, até o momento, não foi objeto da atenção de seu Partido. Também, estranhamos o fato de o senhor, líder de um Partido surgido na luta contra a ditadura militar, alinhar-se no Oriente Médio às forças políticas da região que recusam a democracia.

Rejeitamos ainda sua comparação de qualquer movimento por parte de Israel com o exército nazista. Convido-o a conhecer um pouco da Historia dos campos de extermínio. Ali, as minorias assassinadas não carregavam morteiros e nem foguetes, não detinham conhecimento de técnicas terroristas nem se escondiam atrás de civis, de forma covarde, como fazem os líderes do Hamas. Muito pelo contrário, eram pessoas absolutamente desprotegidas que, por conta de um mundo que ficou em silêncio e que não tinham para onde ir, pagaram com suas vidas apenas pelo fato de terem nascido judias. Israel tem o direito de se defender e nós, cidadãos do mundo, o dever de lutar pela paz. E, para haver paz faz-se necessário que ambos os lados se respeitem e se aceitem, o que não é o caso do Hamas.

Cordialmente,

Cláudio Luiz Lottenberg
Presidente CONIB

A NOTA DO PT, NO SITE OFICIAL DO PARTIDO

NOTÍCIAS
04/01/2009 - 12:22
T
PT condena terrorismo de Estado do governo de Israel contra o povo palestino

Leia abaixo nota do Partido dos Trabalhadores sobre os ataques israelenses ao territótio palestino

PT condena ataques criminosos
Os ataques do exército de Israel contra o território palestino, que já causaram milhares de vítimas e centenas de mortes, além de danos materiais, só podem ser caracterizados como terrorismo de Estado.

Não aceitamos a "justificativa" apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques.

Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista: Lídice e Guernica são dois exemplos disso.

O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU. Até agora, conta com apoio do governo dos Estados Unidos, que se realmente quiser tem os meios para deter os ataques.

Feitos sob pretexto de "combater o terrorismo", os ataques de Israel terão como resultado alimentar o ódio popular e as fileiras de todas as organizações que lutam contra os EUA e seus aliados no Oriente Médio, aumentando a tensão mundial.

O Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques que estão sendo perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino e convoca seus militantes a engrossarem as manifestações contra a guerra e pela paz que estão sendo organizadas em todo o Brasil e no mundo.

O PT reafirma, finalmente, seu integral apoio à causa palestina.

Ricardo Berzoini


Presidente nacional do PT


Valter Pomar


Secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores

NO BLOG IT'S ABOUT NOTHING.

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SERIA PRECISO ALGUM COMENTÁRIO ?

RR

http://aboutnotthing.blogspot.com

Quem for honesto, leia até o fim.

POR INDICAÇÃO DE UM AMIGO, PAULO ARAÚJO, SEGUE A CARTA DE FUNDAÇÃO DO HAMAS. NELA FICA BEM CLARO O ALVO: EXTIRPAR ISRAEL DO MAPA. E OUTRAS COISAS EXTRAÍDAS DA PROPAGANDA NAZISTA CONTRA OS JUDEUS. QUE SE LEIA O PROPÓSITO DOS INTEGRANTES DO HAMAS E DEPOIS SE DIGA SER POSSÍVEL DIZER QUE ELES SERIAM APENAS LUTADORES PELA LIBERDADE DE SUA TERRA. A PALAVRA TERRORISMO BROTA DOS LÁBIOS EM CADA NOVO PARÁGRAFO DO TEXTO

http://martinito.blogspot.com/2006/01/la-carta-fundacional-de-hams.html

NO MESMO SITE (MARTINITO) É POSSÍVEL ENCONTRAR A VERSÃO INGLESA DO MESMO TEXTO.

RR.



2006/01/24

La Carta fundacional de Hamás

La organización terrorista Hamás se presenta a las elecciones legislativas de mañana en Palestina con la actitud que retrata esta entrevista de ABC a su capitoste Mahmud al-Zahar.
Si existe en la red una traducción al español de la Carta fundacional de Hamás, esto es, de su hasta ahora vigente declaración de principios, no hemos sido capaces de encontrarla. Así que pusimos manos a la obra, y ofrecemos a continuación el documento íntegro traducido literalmente de la versión oficial inglesa, que puede verse, junto con los inspiradores logotipos de la organización, aquí. El estilo de la Carta en inglés es tan malo como sus intenciones; esperamos que también en español se note. En las citas del Corán (C) damos la numeración de la edición española de Cortés, cuya versión sólo hemos utilizado en la medida en que fuera compatible con la fidelidad a las lecturas que da el propio documento.

Pacto del Movimiento de Resistencia Islámica (HAMAS) – Palestina


Palestina,
1 Muharram 1409 Hégira
18 de agosto de 1988

En el nombre de Alá, el Misericordioso

“Sois la mejor nación que jamás haya sido dada a la humanidad: ordenáis lo justo y prohibís lo injusto, y creéis en Alá. Y si los que han recibido las escrituras hubieran creído, les habría ido mejor: hay entre ellos creyentes, pero la mayoría son transgresores. Os dañarán, pero poco; y si os combaten, os volverán la espalda y no se les auxiliará. Han sido humillados dondequiera que se ha dado con ellos, excepto los protegidos por un pacto con Alá o por un pacto con los hombres. Han incurrido en la ira de Alá y se les ha señalado la miseria. Así sufrirán, por no haber creído en los signos de Alá y por haber matado a los profetas sin justificación; por haber desobedecido y violado la ley.” (C 3:109-111)

“Israel existirá y seguirá existiendo hasta que el islam lo aniquile, como antes aniquiló a otros.” (El Mártir, imán Hassan al-Banna, de venerada memoria)

“El mundo islámico está ardiendo. Cada uno de nosotros debe derramar algo de agua, por poca que sea, para extinguir lo que pueda sin esperar a los demás.” (Jeque Amjad al-Zahawi, de venerada memoria)

En el nombre de Alá, el Misericordioso

Introducción

Loado sea Alá, a quien acudimos en busca de ayuda, y de quien imploramos perdón, guía y apoyo; Alá bendiga al Profeta y le dé la salvación, y a sus compañeros y seguidores, y a quienes difundieron su mensaje y adoptaron sus leyes; plegarias perpetuas y salvación mientras subsistan la tierra y el cielo.

Oh Pueblo:

Del cerco de las tribulaciones y el mar de sufrimiento, de las palpitaciones de corazones fieles y brazos limpios; del sentido del deber y en respuesta al mandato de Alá, ha brotado la llamada que convoca al pueblo y le lleva a seguir los caminos de Alá, conduciéndole a tener resolución para desempeñar su cometido en la vida, vencer todos los obstáculos y superar las dificultades del camino. Se ha mantenido la preparación constante, como también la disposición a sacrificar por Alá la vida y cuanto existe de valioso.

Así se formó el núcleo (del movimiento) y comenzó a abrirse camino a través del tempestuoso mar de esperanzas y expectativas, de deseos y anhelos, de tribulaciones y obstáculos, de dolor y desafíos, tanto en el interior como en el exterior.

Cuando la idea hubo madurado, la semilla creció y la planta echó raíces en el suelo de la realidad, lejos de las emociones pasajeras y de la precipitación odiosa. El Movimiento de Resistencia Islámica surgió para llevar a cabo su cometido a través del esfuerzo por su Creador, entrelazados sus brazos con los de todos los combatientes por la liberación de Palestina. Los espíritus de sus combatientes se unen a los espíritus de todos los combatientes que han sacrificado sus vidas sobre el suelo de Palestina, desde que fuera conquistada por los compañeros del Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, y hasta el día de hoy.

Este Pacto del Movimiento de Resistencia Islámica (HAMAS) clarifica su imagen, revela su identidad, define su posición, explica sus objetivos, habla de sus esperanzas y exhorta a apoyarlo, adoptarlo y engrosar sus filas. Nuestra lucha contra los judíos es muy grande y muy seria. Exige todos los esfuerzos sinceros. Es un paso al que inevitablemente habrán de seguir otros. El Movimiento no es más que un escuadrón que debe ser apoyado por más y más escuadrones de este vasto mundo árabe e islámico, hasta que el enemigo sea vencido y se realice la victoria de Alá.

Los vemos, pues, perfilarse en el horizonte, “y ya os enterareis”. “Alá ha escrito: ¡Venceré, en verdad, yo y mis enviados! Alá es fuerte, poderoso”. (C 58:21)

“Di: Éste es mi camino: os llamo a Alá con pruebas evidentes, y los que me siguen también. ¡Gloria a Alá! Yo no soy de los asociadores.” (C 12:108)

Capítulo primero

Definición del movimiento

Puntos de partida ideológicos

Artículo 1) El Movimiento de Resistencia Islámica: El programa del Movimiento es el islam. De él extrae sus ideas, sus maneras de pensar y su comprensión del universo, de la vida y del hombre. A él remite el juicio en toda su conducta, y en él se inspira como guía de sus pasos.

Relación del Movimiento de Resistencia Islámica con el grupo Hermandad Musulmana:

Artículo 2) El Movimiento de Resistencia Islámica es uno de los brazos de la Hermandad Musulmana en Palestina. El Movimiento de la Hermandad Musulmana es una organización universal que constituye el mayor movimiento islámico de los tiempos modernos. Se caracteriza por su conocimiento profundo, su comprensión exacta y su adhesión completa a los conceptos islámicos de todos los aspectos de la vida, la cultura, el credo, la política, la economía, la educación, la sociedad, la justicia y el juicio, la difusión del islam, la educación, el arte, la información, la ciencia de lo oculto y la conversión al islam.

Estructura y formación

Artículo 3) La estructura básica del Movimiento de Resistencia Islámica está formada por musulmanes que han hecho entrega de su lealtad a Alá y le adoran sinceramente –“Yo no he creado a los genios y a los hombres sino para que me adoren”-, que conocen sus deberes para consigo mismos, sus familias y su país. En todo ello temen a Alá y alzan el estandarte de la Yihad frente a los opresores, a fin de liberar a la tierra y al pueblo de su impureza, su vileza y sus males.

“Pero opondremos la verdad a la vanidad, y la confundirá; vedlo, se disipará.” (C 21:18)

Artículo 4) El Movimiento de Resistencia Islámica acoge a todo musulmán que abrace su fe y su ideología, siga su programa, guarde sus secretos y quiera pertenecer a sus filas y cumplir con el deber. Alá ciertamente le dará su recompensa.

Extensión del Movimiento de Resistencia Islámica en el tiempo y el espacio:

Artículo 5) Extensión del Movimiento de Resistencia Islámica en el tiempo: Adoptando el islam como modo de vida, el Movimiento se remonta a la época del nacimiento del mensaje islámico, de los virtuosos antepasados, porque Alá es su meta, el Profeta es su ejemplo y el Corán es su constitución. Su extensión en el espacio alcanza a todo lugar del mundo donde haya musulmanes que abracen el islam como modo de vida. Por consiguiente, se extiende hasta las entrañas de la tierra y se eleva hasta el cielo.

“¿No has visto cómo propone Alá un símil, asemejando una buena palabra a un árbol bueno, cuya raíz está firme y cuyas ramas se elevan hasta el cielo, que da fruto en toda estación, por voluntad de su Señor? Alá propone símiles a los hombres, por ver si así se dejan amonestar.” (C 14:24-25)

Características e independencia:

Artículo 6) El Movimiento de Resistencia Islámica es un distinguido movimiento palestino, que entrega su lealtad a Alá, y cuyo modo de vida es el islam. Lucha por alzar el estandarte de Alá sobre cada pulgada de Palestina, pues bajo la protección del islam los seguidores de todas las religiones pueden coexistir con toda seguridad en lo que se refiere a sus vidas, posesiones y derechos. En ausencia del islam abunda la discordia, se extiende la opresión, prevalece el mal y estallan cismas y guerras.

Cuán excelente se mostró el poeta musulmán Mohamed Ikbal al escribir: “Si se pierde la fe, no hay seguridad y no hay vida para el que no se adhiere a la religión. El que acepta la vida sin religión ha tomado a la aniquilación por compañera de su vida”.

La universalidad del Movimiento de Resistencia Islámica:

Artículo 7) Dado que los musulmanes que se adhieren a los principios del Movimiento de Resistencia Islámica se despliegan por todo el mundo, recaban apoyo para él y sus posiciones, se afanan en potenciar su lucha, el Movimiento es universal. Está bien equipado para ello por la claridad de su ideología, la nobleza de su propósito y la altura de sus objetivos.Sobre esa base debe ser contemplado y valorado el Movimiento, y reconocido su cometido. El que deniega su derecho, rehúye apoyarlo y cierra los ojos a los hechos, ya sea voluntaria o involuntariamente, despertará para ver que los acontecimientos se le han adelantado, y que ninguna lógica justifica su actitud. Ciertamente hay que aprender de los ejemplos del pasado. La injusticia del pariente próximo es más dura de soportar que el golpe de la espada india. “Te hemos revelado la Escritura con la verdad, en confirmación y como custodia de lo que ya había de la Escritura. Decide, pues, entre ellos según lo que Alá ha revelado y no sigas sus pasiones, que te apartan de la verdad que has recibido. A cada uno os hemos dado una norma y una vía. Alá, si hubiera querido, habría hecho de vosotros una sola comunidad, pero quería probaros en lo que os dio. ¡Rivalizad, pues, en buenas obras! Todos vosotros volveréis a Alá. Ya os informará él de aquello en que discrepabais.” (C 5:48)

El Movimiento de Resistencia Islámica es uno de los eslabones de la cadena de la lucha contra los invasores sionistas. Se remonta a 1939, a la aparición del mártir Izz al-Din al-Kissam y sus hermanos los combatientes, miembros de la Hermandad Musulmana. Se extiende para unirse con otra cadena que abarca la lucha de los palestinos y la Hermandad Musulmana en la guerra de 1948 y las operaciones de Yihad de la Hermandad Musulmana en 1968 y después.

Si los eslabones han estado distantes unos de otros, y si obstáculos puestos en el camino de los combatientes por quienes son lacayos del sionismo entorpecieron la continuación de la lucha, el Movimiento de Resistencia Islámica aspira a la realización de la promesa de Alá, en tanto tiempo como haga falta. El Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, ha dicho: “El Día del Juicio no llegará hasta que los musulmanes combatan contra los judíos (matando a los judíos), cuando el judío se esconderá detrás de piedras y árboles. Las piedras y los árboles dirán: Oh musulmanes, oh Abdulla, hay un judío detrás de mí, ven a matarlo. Sólo el árbol gharkad (evidentemente cierta clase de árbol) no lo hará, porque es uno de los árboles de los judíos”. (Narrado por al-Bukhari y Moslem)

El lema del Movimiento de Resistencia Islámica:

Artículo 8) Alá es su meta, el Profeta es su modelo, el Corán su constitución: la Yihad es su senda, y la muerte por Alá es su más alto anhelo.

CAPITULO SEGUNDO

OBJETIVOS

Incentivos y objetivos:

Artículo 9) El Movimiento de Resistencia Islámica se encontró en una época en la que el islam ha desaparecido de la vida. De ahí que las normas se tambalearan, los conceptos se trastocaran, los valores cambiaran y gente perversa tomara el control, que prevalecieran la opresión y las tinieblas, que los cobardes se hicieran tigres: que los territorios fueran usurpados, el pueblo dispersado y empujado a vagar por el mundo, que el estado de justicia desapareciera y el estado de falsedad lo reemplazara. Nada permaneció en su lugar debido. Así, cuando el islam está ausente del escenario, todo cambia. De este estado de cosas se derivan los incentivos.

En cuanto a los objetivos: son luchar contra lo falso, derrotarlo y vencerlo para que pueda prevalecer la justicia, se recuperen los territorios y de sus mezquitas brote la voz del muecín declarando el establecimiento del estado del islam, para que las gentes y las cosas retornen cada cual a su lugar debido y Alá sea nuestro auxilio. “Si Alá no hubiera rechazado a unos hombres valiéndose de otros, la tierra se habría ya corrompido; pero Alá es bienhechor hacia sus creaturas.” (C 2:251)

Artículo 10) A medida que el Movimiento de Resistencia Islámica allane su camino, respaldará a los oprimidos y apoyará a las víctimas de la injusticia con todas sus fuerzas. No ahorrará esfuerzo por establecer la justicia y derrotar a la injusticia, de palabra y de obra, en este lugar y dondequiera que pueda llegar y tener influencia.

CAPITULO TERCERO

ESTRATEGIAS Y MÉTODOS

ESTRATEGIAS DEL MOVIMIENTO ISLÁMICO DE RESISTENCIA:

PALESTINA ES WAQF ISLÁMICO:

Artículo 11) El Movimiento de Resistencia Islámica considera que la tierra de Palestina es un Waqf islámico consagrado a las futuras generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio. Ni ella, ni ninguna parte de ella, se puede dilapidar; ni a ella, ni a ninguna parte de ella, se puede renunciar. Ni un solo país árabe ni todos los países árabes, ni ningún rey o presidente, ni todos los reyes y presidentes, ni ninguna organización ni todas ellas, sean palestinas o árabes, tienen derecho a hacerlo. Palestina es un territorio Waqf islámico consagrado a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio. Siendo esto así, ¿quién podría arrogarse el derecho de representar a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio?

Ésta es la ley que rige para la tierra de Palestina en la sharía (ley) islámica, e igualmente para todo territorio que los musulmanes hayan conquistado por la fuerza, porque en los tiempos de las conquistas (islámicas) los musulmanes consagraron aquellos territorios a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio.

Sucedió así: Cuando los jefes de los ejércitos islámicos conquistaron Siria e Iraq, mandaron consultar al Califa de los musulmanes, Omar bin-el-Khatab, acerca de la tierra conquistada: si debían repartirla entre los soldados, o dejarla a sus dueños, o qué. Luego de consultas y debates entre el Califa de los musulmanes, Omar bin-el-Khatab, y compañeros del Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, se decidió que la tierra debía dejarse a sus dueños, que podrían beneficiarse de sus frutos. En cuanto a la propiedad real de la tierra y a la tierra misma, debía ser consagrada a las generaciones musulmanas hasta el Día del Juicio. Quienes viven sobre la tierra sólo están ahí para beneficiarse de sus frutos. Este Waqf perdura mientras perduren la tierra y el cielo. Todo procedimiento que contradiga la sharía islámica, en lo que concierne a Palestina, es nulo y sin valor. “Es algo, sí, absolutamente cierto. ¡Glorifica, pues, el nombre de tu Señor, el Grandioso!” (C 56:95-96)

El territorio y el nacionalismo desde el punto de vista del Movimiento de Resistencia Islámica en Palestina:

Artículo 12) El nacionalismo, desde el punto de vista del Movimiento de Resistencia Islámica, forma parte del credo religioso. Nada es más significativo o más profundo en el nacionalismo que en el caso de que un enemigo pise tierra musulmana. Resistir al enemigo y eliminarlo pasa a ser el deber individual de todo musulmán, hombre o mujer. Una mujer puede marchar a combatir contra el enemigo sin el permiso de su marido, e igualmente el esclavo, sin el permiso de su amo.

Nada semejante se encuentra en ningún otro régimen. Esto es un hecho indiscutido. Mientras que otros movimientos nacionalistas están ligados a causas materialistas, humanas o regionales, el nacionalismo del Movimiento de Resistencia Islámica tiene todos esos elementos, así como el elemento más importante que le da alma y vida. Está ligado a la fuente del espíritu y al dador de la vida, izando en el cielo de la nación el estandarte celestial que une tierra y cielo con fuerte atadura.

Cuando Moisés llega y tira su cayado, la brujería y la magia se anulan.

“Ahora la buena dirección se distingue manifiestamente del engaño: por consiguiente, quien niegue a los taguts y crea en Alá, ese tal se ase de un asidero firme, que no se romperá; Alá es el que oye y ve.” (C 2:256)

Soluciones pacíficas, iniciativas y conferencias internacionales:

Artículo 13) Las iniciativas, y las llamadas soluciones pacíficas y conferencias internacionales, están en contradicción con los principios del Movimiento de Resistencia Islámica. El insulto a cualquier parte de Palestina es insulto dirigido contra una parte de la religión. El nacionalismo del Movimiento de Resistencia Islámica forma parte de su religión. Sus miembros se han nutrido de eso. Para izar el estandarte de Alá sobre su patria combaten. “Alá será el triunfador, pero la mayoría no lo sabe.”

De vez en cuando se llama a convocar una conferencia internacional que busque maneras de resolver la cuestión (palestina). Unos aceptan la idea, otros la rechazan por esto o por aquello, poniendo condiciones para acceder a que se convoque la conferencia y participar en ella. Conociendo a las partes que constituyen la conferencia, sus actitudes pasadas y presentes hacia los problemas musulmanes, el Movimiento de Resistencia Islámica no considera que tales conferencias sean capaces de satisfacer las demandas, restaurar los derechos ni hacer justicia a los oprimidos. Esas conferencias sólo son maneras de instalar a los infieles en la tierra de los musulmanes en calidad de árbitros. ¿Desde cuándo han hecho justicia los infieles a los creyentes? “Pero los judíos no estarán satisfechos de ti, ni los cristianos tampoco, mientras no sigas su religión. Di: La dirección de Alá es la dirección verdadera. Y ciertamente si sigues sus deseos, después del conocimiento que te ha sido dado, no tendrás protector ni defensor frente a Alá.” (C 2:120)

No hay solución para la cuestión palestina si no es a través de la Yihad. Las iniciativas, las propuestas y las conferencias internacionales son todas una pérdida de tiempo y empresas vanas. El pueblo palestino hace bien en no consentir que se juegue con su futuro, sus derechos y su destino. Como se dice en el honorable Hadiz: “El pueblo de Siria es el azote de Alá en la tierra. Él se cobra venganza por medio de ellos contra quien le place entre sus esclavos. Es impensable que quienes de ellos son hipócritas prosperen sobre los fieles. Ciertamente se extinguirán de dolor y desesperación.”

Los Tres Círculos:

Artículo 14) La cuestión de la liberación de Palestina está unida a tres círculos: el círculo palestino, el círculo árabe y el círculo islámico. Cada uno de ellos tiene su cometido en la lucha contra el sionismo. Cada uno tiene sus deberes, y es un grave error y señal de ignorancia profunda pasar por alto cualquiera de esos círculos. Palestina es una tierra islámica que posee la primera de las dos qiblas (dirección hacia la que se vuelven los musulmanes para orar), el tercero de los sagrados santuarios (islámicos) y el punto de partida para el viaje nocturno de Mahoma a los siete cielos (es decir, Jerusalén). “¡Gloria a quien trasladó a su siervo de noche, desde el sagrado templo de La Meca hasta el templo más lejano de Jerusalén, cuyo circuito hemos bendecido, para mostrarle algunos de nuestros signos; pues Alá es quien oye y ve.” (C 17:1) Siendo esto así, se deduce que la liberación de Palestina es un deber individual para todo musulmán, dondequiera que esté. Sobre esta base se ha de considerar el problema. Esto lo debe comprender todo musulmán.

El día en que se acometa el problema sobre esta base, cuando los tres círculos movilicen sus capacidades, el estado de cosas presente cambiará y el día de la liberación estará más cerca. “En verdad sois vosotros más fuertes que ellos, por el terror que Alá infunde en sus pechos. Esto es porque son gente que no comprende.” (C 59:13)

La Yihad por la liberación de Palestina es un deber individual:

Artículo 15) El día en que los enemigos usurpan una parte de la tierra musulmana, la Yihad pasa a ser deber individual de todo musulmán. Frente a la usurpación judía de Palestina es obligatorio alzar el estandarte de la Yihad. Para ello es preciso propagar la conciencia islámica en las masas, a nivel tanto regional como árabe e islámico. Es necesario instilar el espíritu de Yihad en el corazón de la nación, para que se enfrenten a los enemigos y engrosen las filas de los combatientes.

Es necesario que los científicos, los educadores y los maestros, los trabajadores de la información y de los medios, así como las masas instruidas, en especial los jóvenes y los jeques de los movimientos islámicos, participen en la operación de despertar (a las masas). Es importante que se introduzcan cambios básicos en los programas escolares, para purgarlos de los residuos de la invasión ideológica que los afectó por obra de los orientalistas y misioneros que se infiltraron en la región tras la derrota de los Cruzados a manos de Salah el-Din (Saladino). Los Cruzados comprendieron que era imposible vencer a los musulmanes sin que antes una invasión ideológica preparase el terreno trastornando sus pensamientos, desfigurando su legado y profanando sus ideales. Sólo después podrían invadir con soldados. Esto, a su vez, allanó el camino para la invasión imperialista que hizo que Allenby declarase al entrar en Jerusalén: “Ahora han acabado las Cruzadas”. El general Guru [sic por Gouraud] dijo ante la tumba de Salah el-Din: “Hemos vuelto, Salah el-Din”. El imperialismo ha ayudado a reforzar la invasión ideológica robusteciendo sus raíces, y sigue haciéndolo. Todo esto ha preparado el terreno para la pérdida de Palestina.

Es imperativo instilar en las mentes de las generaciones musulmanas que el problema palestino es un problema religioso, y que hay que acometerlo sobre esa base. Palestina contiene lugares santos islámicos. En ella se encuentra la Mezquita al-Aqsa, que está unida a la gran Mezquita de La Meca con un lazo indisoluble mientras el cielo y la tierra hablen del Isra (el viaje nocturno de Mahoma a los siete cielos) y el Miraj (la ascensión de Mahoma a los siete cielos desde Jerusalén).“Un día de servidumbre por Alá es mejor que el mundo y todo lo que hay en él. El sitio que ocupa el látigo en el Paraíso es mucho mejor que el mundo y todo lo que hay en él. La ida y la venida de un devoto al servicio de Alá es mejor que el mundo y todo lo que hay en él.” (Narrado por al-Bukhari, Moslem, al-Tarmdhi e Ibn Maja) “Juro por quien guarda el alma de Mahoma que quisiera invadir y ser muerto por Alá, y después invadir y ser muerto, y después invadir otra vez y ser muerto.” (Narrado por al-Bukhari y Moslem)

La educación de las generaciones:

Artículo 16) Es imperativo seguir la orientación islámica al educar a las generaciones islámicas de nuestra región, enseñando los deberes religiosos, el estudio completo del Corán, el estudio de la Sunna del Profeta (sus dichos y hechos), y la historia y el legado islámicos según sus fuentes auténticas. Esto deben hacerlo personas especializadas y doctas, utilizando un plan de estudios que forme saludablemente los pensamientos y la fe del estudiante musulmán. Junto a esto también se debe incluir un estudio completo del enemigo, sus capacidades humanas y financieras, sus puntos débiles y fuertes y las fuerzas que le apoyan y le ayudan. También es importante estar al tanto de los sucesos de actualidad, seguir lo que hay de nuevo y estudiar el análisis y los comentarios que se hagan de esos sucesos. Planear para el presente y para el futuro, estudiar cada una de las tendencias que aparecen, es indispensable para que el musulmán combatiente viva conociendo su meta, su objetivo y su senda en medio de lo que sucede a su alrededor.

“Oh hijo mío, en verdad toda materia, buena o mala, aunque sea del peso de un grano de mostaza y esté escondida en una roca, en los cielos o en la tierra, Alá la sacará a luz; porque Alá es sutil y sabedor. Oh hijo mío, sé constante en la azalá, y ordena lo justo y prohíbe lo injusto, y ten paciencia en las aflicciones, porque es un deber que incumbe absolutamente a todos los hombres. No tuerzas la cara por desprecio a los hombres, ni vayas por la tierra con insolencia; porque Alá no ama a nadie que sea arrogante, jactancioso.” (C 31:16-18)

El cometido de la mujer musulmana:

Artículo 17) La mujer musulmana tiene un cometido no menos importante que el del hombre musulmán en la batalla de liberación. Es la hacedora de hombres. Su cometido en la guía y la educación de las nuevas generaciones es grande. Los enemigos han comprendido la importancia de su cometido. Consideran que si pueden dirigirla y educarla como ellos quieren, lejos del islam, habrán ganado la batalla. Por eso se les ve atender constantemente a esos intentos a través de campañas de información, películas y programas escolares, utilizando con ese fin a sus lacayos infiltrados a través de organizaciones sionistas bajo distintos nombres y figuras, tales como masonería, clubs de Rotarios, grupos de espionaje y otros, que no son sino células de subversión y saboteadores. Estas organizaciones poseen amplios recursos que les permiten desempeñar su papel dentro de las sociedades con el objeto de alcanzar los objetivos sionistas y robustecer los conceptos que sirven al enemigo. Estas organizaciones actúan cuando el islam está ausente y alejado del pueblo. Los pueblos islámicos deben cumplir su cometido enfrentándose a las conspiraciones de estos saboteadores. El día en que el islam controle la dirección de los asuntos de la vida, estas organizaciones, hostiles a la humanidad y al islam, serán aniquiladas.

Artículo 18) La mujer en el hogar de la familia combatiente, sea madre o hermana, desempeña el cometido importantísimo de cuidar de la familia, criar a los niños e imbuirles de valores morales y pensamientos derivados del islam. Ella tiene que enseñarles a cumplir los deberes religiosos en preparación para el cometido de combate que les espera. Por eso es necesario prestar gran atención a las escuelas y los planes de estudios aplicados a la educación de las niñas musulmanas, para que cuando crezcan sean buenas madres, conscientes de su papel en la batalla de liberación.

La mujer ha de tener conocimiento y comprensión suficientes en lo que se refiere a la realización de las tareas domésticas, porque la economía y la prevención del despilfarro del presupuesto familiar es uno de los requisitos para poder seguir avanzando en las difíciles circunstancias que nos rodean. Ella debe tener la vista puesta en que el dinero de que dispone es exactamente como la sangre, que debe correr sólo por las venas para que tanto niños como adultos continúen viviendo.

“En verdad, los musulmanes y las musulmanas, los creyentes verdaderos y las creyentes verdaderas, los devotos y las devotas, los veraces y las veraces, los pacientes y las pacientes, los humildes y las humildes, los que dan y las que dan limosna, los que y las que recuerdan mucho a Alá, para ellos Alá ha preparado perdón y una gran recompensa.” (C 33:35)

La función del arte islámico en la batalla de liberación:

Artículo 19) El arte tiene reglamentos y medidas para determinar si es arte islámico o preislámico (jahili). Las cuestiones de la liberación islámica necesitan un arte islámico que eleve el espíritu sin situar un lado de la naturaleza humana por encima del otro, sino situándolos todos armoniosamente en equilibrio.

El hombre es una creatura única y maravillosa, hecha de un puñado de barro y un hálito de Alá.

El arte islámico se dirige al hombre sobre esta base, mientras que el arte preislámico se dirige al cuerpo dando preferencia al componente de barro que hay en él.

Si el libro, el artículo, el boletín, el sermón, la tesis, el poema popular, la oda poética, la canción, la obra dramática y otras, contienen las características del arte islámico, entonces están entre los requisitos de la movilización ideológica, son sustento renovado para el viaje y recreación para el alma. El camino es largo y el sufrimiento es mucho. El alma se aburrirá, pero el arte islámico renueva las energías y resucita al movimiento, despertando en ellos intenciones elevadas y conducta apropiada. “Nada puede mejorar al espíritu si está en retirada, excepto pasar de un estado de ánimo a otro.” Todo esto es completamente serio y no es ninguna broma, porque los combatientes no bromean.

Responsabilidad social mutua:

Artículo 20) La sociedad musulmana es una sociedad mutuamente responsable. El Profeta, plegarias y alabanzas a él, dijo: “Benditos son los generosos, estén en poblado o en camino, que han reunido cuanto tenían y se lo han repartido a partes iguales.”

El espíritu islámico es el que debe prevalecer en toda sociedad musulmana. La sociedad que se enfrenta a un enemigo pérfido que actúa de manera similar al nazismo, sin diferenciar entre hombre y mujer, entre niños y ancianos, esa sociedad tiene derecho a este espíritu islámico. Nuestro enemigo confía en los métodos de castigo colectivo. Ha despojado a las personas de su tierra y de sus propiedades, las ha perseguido en sus lugares de exilio y reunión, quebrantando huesos, disparando contra mujeres, niños y ancianos, con o sin motivo. El enemigo ha abierto campos de detención donde hay miles y miles de personas recluidas y tenidas en condiciones infrahumanas. A eso se añade demoler casas, dejar a niños huérfanos, dictar sentencias crueles contra miles de jóvenes y hacer que gasten los mejores años de sus vidas en las mazmorras de las cárceles.

En su tratamiento nazi, los judíos no han hecho excepción para mujeres ni niños. Su política de amedrentamiento es para todos. Atacan a las personas en lo que concierne a su sustento, extorsionando su dinero y amenazando su honor. Tratan a las personas como si fueran los peores criminales de guerra. La deportación de la patria es una forma de asesinato. Para contrarrestar esas acciones, es necesario que en el pueblo prevalezca la responsabilidad social mutua. El pueblo debe hacer frente al enemigo como un solo cuerpo, en el que basta que un miembro se queje para que el resto del cuerpo responda sintiendo el mismo dolor.

Artículo 21) Responsabilidad social mutua significa dar asistencia, económica o moral, a cuantos se encuentran en necesidad, y participar en la ejecución del trabajo. Los miembros del Movimiento de Resistencia Islámica deben considerar los intereses de las masas como sus propios intereses personales. No deben escatimar esfuerzo para conseguirlos y preservarlos. Deben evitar todo juego sucio con el futuro de las generaciones venideras y todo aquello que pudiera ocasionar pérdida a la sociedad. Las masas son parte de ellos y ellos son parte de las masas. Suya es su fuerza y suyo es su futuro. Los miembros del Movimiento de Resistencia Islámica deben compartir la alegría y el dolor del pueblo, adoptar las demandas del público y todos aquellos medios que permitan satisfacerlas. El día en que ese espíritu prevalezca, la fraternidad se robustecerá, la cooperación, la solidaridad y la unidad se acrecentarán, y se compactarán las filas para hacer frente a los enemigos.

Fuerzas de apoyo tras las filas del enemigo:

Artículo 22) Durante mucho tiempo los enemigos han estado planeando, hábilmente y con precisión, para el logro de lo que han conseguido. Tomaron en consideración las causas que incidían en la marcha de los acontecimientos. Se esforzaron por amasar una grande y sustantiva riqueza material, que dedicaron a la realización de su sueño. Con su dinero tomaron el control de los medios de comunicación del mundo, las agencias de noticias, la prensa, las empresas editoriales, las emisoras de radio y otros. Con su dinero atizaron revoluciones en distintas partes del mundo para alcanzar sus fines y cosechar sus frutos. Estuvieron detrás de la Revolución Francesa, de la revolución comunista y de la mayoría de las revoluciones de las que hemos sabido y sabemos, aquí y allá. Con su dinero formaron sociedades secretas, tales como la masonería, los clubs de Rotarios y de Leones y otras en diferentes partes del mundo, para sabotear las sociedades y alcanzar los fines sionistas. Con su dinero lograron controlar los países imperialistas e instigarlos a colonizar muchos países para poder explotar sus recursos y extender en ellos la corrupción.

Dígase lo que se quiera de guerras regionales y mundiales. Ellos estuvieron detrás de la Primera Guerra Mundial, cuando lograron destruir el Califato islámico, obtener ganancias financieras y controlar recursos. Ellos consiguieron la Declaración Balfour, formaron la Sociedad de Naciones para dominar el mundo a través de ella. Ellos estuvieron detrás de la Segunda Guerra Mundial, mediante la cual obtuvieron enormes ganancias financieras con el comercio de armamentos, y prepararon el terreno para el establecimiento de su estado. Fueron ellos los que instigaron la sustitución de la Sociedad de Naciones por las Naciones Unidas y el Consejo de Seguridad, para poder dominar el mundo a través de ellos. No hay guerra que se libre en ninguna parte en la que ellos no hayan puesto el dedo. “Siempre que enciendan el fuego de la guerra, Alá lo apagará; y se darán a actuar corruptamente en la tierra, pero Alá no ama a los corruptores.” (C 5:64)

Las fuerzas imperialistas del Occidente capitalista y del Oriente comunista sostienen al enemigo con todas sus fuerzas, con dinero y con hombres. Esas fuerzas se turnan para hacerlo. El día en que apareciera el islam, las fuerzas de la infidelidad se unirían contra él, porque los infieles forman una sola nación.

“Oh creyentes verdaderos, no intiméis con nadie ajeno a vuestra comunidad, pues no dejarán de corromperos. Ellos desean lo que os haría perecer; su odio ya apareció en sus bocas, pero lo que ocultan sus pechos es aún más inveterado. Ya os hemos mostrado signos de la mala voluntad que os tienen, si comprendéis.” (C 3:118)
No en vano el versículo acaba con las palabras de Alá “si comprendéis”.

CAPITULO CUARTO

NUESTRAS ACTITUDES HACIA:

A. Los movimientos islámicos:

Artículo 23) El Movimiento de Resistencia Islámica contempla a otros movimientos islámicos con respeto y aprecio. Si disintiera de ellos en un punto u opinión, coincide con ellos en otros puntos y maneras de pensar. Considera que esos movimientos, si revelan buenas intenciones y dedicación a Alá, entran dentro de la categoría de los que se esfuerzan con ahínco porque actúan dentro del círculo islámico. Cada persona activa tiene su parte.

El Movimiento de Resistencia Islámica considera a todos esos movimientos como un fondo para sí mismo. Ruega a Alá que conceda guía y directrices para todos, y no escatima esfuerzo por mantener en alto el estandarte de la unidad, afanándose siempre por su consecución de acuerdo con el Corán y con las instrucciones del Profeta.

“Y aferraos todos al pacto de Alá, y no os apartéis de él, y recordad el favor de Alá para con vosotros: pues érais enemigos y él reconcilió vuestros corazones, y por su favor vinisteis a ser compañeros y hermanos; y estabais al borde de un abismo de fuego y os libró de él. Alá os explica sus signos para que seáis dirigidos.” (C 3:103)

Artículo 24) El Movimiento de Resistencia Islámica no tolera que se calumnie ni se hable mal de individuos ni de grupos, porque el creyente no se permite esas ruindades. Es necesario distinguir entre ese comportamiento y las posiciones adoptadas por ciertos individuos y grupos. Siempre que esas posiciones sean erróneas, el Movimiento de Resistencia Islámica se reserva el derecho de exponer el error y denunciarlo. Se esforzará por mostrar el camino recto y juzgar cada caso con objetividad. En efecto, la conducta acertada es la meta del creyente, que la sigue dondequiera que la descubra.

“A Alá no le gusta la maledicencia en público, a no ser que quien haya sido tratado injustamente pida asistencia; y Alá oye y sabe; ya sea que divulguéis una buena acción, o la ocultéis, o perdonéis el mal, en verdad Alá es perdonador y poderoso.” (C 4:148-149)

B. Los movimientos nacionalistas en el escenario palestino:

Artículo 25) El Movimiento de Resistencia Islámica respeta a estos movimientos y aprecia sus circunstancias y las condiciones que los rodean y afectan. Los alienta siempre que no entreguen su lealtad ni al Oriente comunista ni al Occidente cruzado. Confirma a cuantos se integran en él o se solidarizan con él que el Movimiento de Resistencia Islámica es un movimiento combatiente que tiene una visión moral y esclarecida de la vida y de la manera en que debe cooperar con los otros (movimientos). Detesta el oportunismo y desea únicamente el bien del pueblo, individuos y grupos por igual. No persigue ganancias materiales, fama personal ni recompensa de otros. Trabaja con sus propios recursos y todo aquello de lo que dispone, “y prepara para ellos todas las fuerzas que puedas”, para el cumplimiento del deber y para ganar el favor de Alá. Aparte de eso no desea nada más.

El Movimiento asegura, a todas las tendencias nacionalistas que operan en el escenario palestino para la liberación de Palestina, que existe para darles apoyo y asistencia. Nunca para más que eso, de palabra ni de obra, ahora y en el futuro. Existe para aunar y no para dividir, para preservar y no para dilapidar, para unificar y no para disgregar. Valora toda buena palabra, esfuerzo sincero y buenos oficios. Cierra la puerta a las disensiones marginales y no da oído a rumores y maledicencias, a la vez que ejerce plenamente el derecho de autodefensa.

Todo lo que sea contrario o contradictorio con esas tendencias es una mentira esparcida por los enemigos o sus lacayos para sembrar la confusión, romper las filas y ocuparlas con cuestiones marginales.

“Oh creyentes verdaderos, si un malvado os viene con una historia, mirad bien si es verdad; no sea que lastiméis al pueblo por ignorancia y os arrepintáis después de lo que hicisteis.” (C 49:6)

Artículo 26) Considerando de esta manera positiva a los movimientos nacionalistas palestinos que no prestan lealtad ni a Oriente ni a Occidente, el Movimiento de Resistencia Islámica no se abstiene de debatir las nuevas situaciones a nivel regional o internacional en lo que se refiera a la cuestión palestina. Lo hace de manera objetiva, revelando hasta qué punto está en armonía o en contradicción con los intereses nacionales a la luz del punto de vista islámico.

C. La Organización para la Liberación de Palestina:

Artículo 27) La Organización para la Liberación de Palestina es la más cercana al corazón del Movimiento de Resistencia Islámica. Contiene al padre y al hermano, al pariente y al amigo. El musulmán no rompe con su padre, su hermano, su pariente ni su amigo. Nuestra patria es una, nuestra situación es una, nuestro destino es uno y el enemigo es enemigo conjunto para todos nosotros.

Debido a las situaciones que rodearon a la formación de la Organización, a la confusión ideológica que prevalece en el mundo árabe como resultado de la invasión ideológica bajo cuya influencia ha caído el mundo árabe desde la derrota de los Cruzados, y que fue y sigue siendo intensificada a través de los orientalistas, los misioneros y los imperialistas, la Organización adoptó la idea de un estado secular. Y es así como nosotros lo vemos. El secularismo contradice totalmente la ideología religiosa. Las actitudes, la conducta y las decisiones brotan de las ideologías.

Es por eso que, con todo nuestro aprecio por la Organización para la Liberación de Palestina –y lo que puede llegara a ser–, y sin restar importancia a su papel en el conflicto árabe-israelí, no podemos cambiar la Palestina islámica presente o futura por la idea secular. La naturaleza islámica de Palestina es parte de nuestra religión, y todo el que se tome su religión a la ligera es un perdedor. “¿Quién sino el necio de espíritu puede sentir aversión a la religión de Abraham?.” (C 2:130)

El día en que la Organización para la Liberación de Palestina adopte el islam como modo de vida, nosotros seremos sus soldados, y combustible para su fuego que quemará a los enemigos.
Mientras llega ese día, y rogamos a Alá que sea pronto, la posición del Movimiento de Resistencia Islámica hacia la OLP es la del hijo hacia su padre, la del hermano hacia su hermano, la del pariente hacia el pariente, que sufre su dolor y le apoya en el enfrentamiento con los enemigos, deseando que sea prudente y bien guiado.“Tente junto a tu hermano, porque el que no tiene hermano es como el combatiente que va a la batalla sin armas. Tu primo es el ala con que vuelas: ¿podría el ave volar sin alas?”

D. Los países árabes e islámicos:

Artículo 28) La invasión sionista es una invasión pérfida. No se priva de recurrir a todos los métodos, utilizando todos los medios perversos y despreciables para alcanzar su fin. Se apoya fuertemente en sus operaciones de infiltración y espionaje en las organizaciones secretas a las que dio origen, tales como la masonería, los clubs de Rotarios y Leones y otros grupos de sabotaje. Todas esas organizaciones, sean secretas o declaradas, trabajan en favor del sionismo y siguiendo sus instrucciones. Buscan socavar las sociedades, destruir los valores, corromper las conciencias, deteriorar el carácter y aniquilar el islam. Están detrás del comercio de drogas y el alcoholismo en todas sus formas para facilitar su control y expansión.

A los países árabes que rodean a Israel se les pide que abran sus fronteras a los combatientes de las naciones árabes e islámicas para que puedan consolidar sus esfuerzos con los de sus hermanos musulmanes de Palestina.

En cuanto a los restantes países árabes e islámicos, se les pide que faciliten el tránsito de ida y vuelta de los combatientes [a Palestina], y es lo menos que pueden hacer.

No debemos dejar de recordarle a todo musulmán que cuando los judíos conquistaron la Ciudad Santa en 1967, en el umbral de la Mezquita al-Aqsa proclamaron que “Mahoma está muerto, y todos sus descendientes son mujeres”. Israel, el judaísmo y los judíos desafían al islam y al pueblo musulmán. “Ojalá los cobardes nunca duerman.”

E. Agrupaciones nacionalistas y religiosas, instituciones, intelectuales, el mundo árabe e islámico:

[Artículo 29:] El Movimiento de Resistencia Islámica espera que todas estas agrupaciones se alineen con él en todas las esferas, lo secunden, adopten su posición, respalden sus actividades y acciones, trabajen por conseguirle apoyos, de modo que el pueblo islámico sea para él una base y un puntal, proporcionándole cimientos estratégicos en todas las esferas humanas, materiales e informativas, en todo tiempo y lugar. Esto se debe hacer mediante la convocatoria de conferencias de solidaridad, la publicación de boletines explicativos, artículos favorables y opúsculos, la educación de las masas respecto a la cuestión palestina, aclarando lo que se la enfrenta y las conspiraciones tejidas a su alrededor. Deben movilizar a las naciones islámicas, ideológica, pedagógica y culturalmente, de manera que estos pueblos estén preparados para ejercer su cometido en la batalla decisiva de liberación, lo mismo que cuando vencieron a los Cruzados y a los tártaros y salvaron la civilización humana. De hecho eso no es difícil para Alá.
“Alá ha escrito: ¡Venceré, en verdad, yo y mis enviados! Alá es fuerte, poderoso”. (C 58:21)

Artículo 30) A los escritores, los intelectuales, los periodistas, los oradores, los educadores y maestros, y a todos los distintos sectores del mundo árabe e islámico, a todos ellos se les llama a desempeñar su cometido y cumplir con su deber, en razón de la ferocidad de la ofensiva sionista y de la influencia sionista en muchos países ejercida a través del control de las finanzas y de los medios, así como de las consecuencias que todo esto acarrea en la mayor parte del mundo.

La Yihad no consiste sólo en portar armas y enfrentarse al enemigo. La palabra eficaz, el buen artículo, el libro útil, el apoyo y la solidaridad –junto con la presencia de un propósito sincero de izar el estandarte de Alá cada día más alto–, todo ello son elementos de la Yihad por Alá.
“Todo el que moviliza a un combatiente por Alá es también combatiente. Todo el que apoya a los parientes de un combatiente, es combatiente.” (Narrado por al-Bukhari, Moslem, Abu-Dawood y al-Tarmadhi)

F. Seguidores de otras religiones:

El Movimiento de Resistencia Islámica es un movimiento humanista:

Artículo 31) El Movimiento de Resistencia Islámica es un movimiento humanista. Tutela los derechos humanos y se guía por la tolerancia islámica en el trato con los seguidores de otras religiones. A ninguna de ellas hostiliza, excepto que ella lo hostilice o se atraviese en su camino para dificultar sus movimientos e inutilizar sus esfuerzos.

Bajo la protección del islam es posible que los seguidores de las tres religiones –islam, cristianismo y judaísmo– coexistan en paz y tranquilidad unos con otros. La paz y la tranquilidad no serían posibles de otro modo que bajo la protección del islam. La historia pasada y presente es el mejor testimonio de ello.

Los seguidores de las otras religiones tienen el deber de dejar de disputar la soberanía del islam en esta región, porque el día en que esos seguidores tomaran el poder no habría más que matanzas, desplazamiento y terror. Cada uno de ellos discrepa de sus correligionarios, por no hablar de los seguidores de otras religiones. La historia pasada y presente está llena de ejemplos que lo demuestran.

“No combatirán unidos contra vosotros, sino en poblados fortificados o protegidos por murallas. Su fuerza en la guerra entre ellos es grande; los creéis unidos, pero sus corazones están divididos. Es que son gente que no razona.” (C 59:14)

El islam confiere a cada cual sus derechos legítimos. El islam impide la ingerencia en los derechos de los demás. Las actividades nazis sionistas contra nuestro pueblo no durarán mucho. “Pues el estado de injusticia sólo dura un día, mientras que el estado de justicia dura hasta el Juicio Final.”

“En cuanto a quienes no han tomado las armas contra vosotros a causa de la religión, ni os han expulsado de vuestros hogares, Alá no os prohíbe que seáis buenos y equitativos con ellos; porque Alá ama a los que son equitativos.” (C 60:8)

El intento de aislar al pueblo palestino:

Artículo 32) El sionismo mundial, juntamente con las potencias imperialistas, intenta, a través de un plan estudiado y una estrategia inteligente, sacar a un estado árabe tras otro del círculo de la lucha contra el sionismo, para que al final sólo tenga que enfrentarse al pueblo palestino. Egipto fue, en gran medida, sacado del círculo de la lucha mediante el traicionero Acuerdo de Camp David. Están intentando llevar a otros países árabes a acuerdos similares y sacarlos del círculo de la lucha.

El Movimiento de Resistencia Islámica llama a todas las naciones árabes e islámicas a adoptar la línea de una acción seria y perseverante que impida el éxito de este plan horrendo, que advierta a la gente del peligro resultante de salir del círculo de la lucha contra el sionismo. Hoy es Palestina, mañana será este o aquel país. El plan sionista es ilimitado. Después de Palestina, los sionistas aspiran a expandirse desde el Nilo hasta el Éufrates. Una vez que hayan digerido la región que ocuparon, aspirarán a una nueva expansión, y así sucesivamente. Su plan está enunciado en los “Protocolos de los Sabios de Sión”, y su conducta en la actualidad es la mejor prueba de lo que decimos.

Abandonar el círculo de la lucha con el sionismo es alta traición, y maldito sea el que lo haga. “Pues quien ese día les vuelva la espalda, a menos que se desvíe para combatir o se retire a otra tropa de los fieles, incurrirá en la indignación de Alá, y su morada será el infierno; mal viaje será ir allí.” (C 8:16). No hay otra salida que concentrar todas las potencias y energías en hacer frente a esta pérfida invasión nazi y tártara. La alternativa es la pérdida del país propio, la dispersión de los ciudadanos, la extensión del vicio sobre la tierra y la destrucción de los valores religiosos. Que cada cual sepa que es responsable ante Alá, pues “al que hace la más pequeña bondad se le paga en la misma moneda, y también al que hace la más pequeña maldad”.

El Movimiento de Resistencia Islámica se considera la punta de lanza del círculo de lucha contra el sionismo mundial y un paso en el camino. El Movimiento suma sus esfuerzos a los esfuerzos de cuantos actúan en el escenario palestino. Los pueblos árabes e islámicos deben contribuir con nuevos pasos por su parte; las agrupaciones islámicas de todo el mundo árabe deben hacer otro tanto, ya que todas ellas son las mejor equipadas para el papel futuro en la lucha con los belicistas judíos. “... y hemos suscitado entre ellos hostilidad y odio hasta el día de la resurrección. Siempre que enciendan el fuego de la guerra, Alá lo apagará; y se darán a actuar corruptamente en la tierra, pero Alá no ama a los corruptores.” (C 5:64)

Artículo 33) El Movimiento de Resistencia Islámica, estando basado en las ideas comunes, coordinadas e interdependientes de las leyes del universo, y fluyendo con la corriente del destino en cuanto a hacer frente y combatir a los enemigos en defensa de los musulmanes y de la civilización islámica y los lugares santos, el primero de los cuales es la Mezquita al-Aqsa, insta a los pueblos árabes e islámicos, a sus gobiernos, a las agrupaciones populares y oficiales, a temer a Alá en lo que concierne a su visión del Movimiento de Resistencia Islámica y sus tratos con él. Deben respaldarlo y apoyarlo, como Alá quiere que hagan, facilitándole más y más fondos hasta que se cumpla el propósito de Alá, cuando se cierren las filas, combatientes se unan a combatientes y en todo el mundo islámico las masas den un paso al frente en respuesta a la llamada del deber, proclamando en alta voz: Gloria a la Yihad. Su grito llegará a los cielos y seguirá resonando hasta que la liberación se logre, los invasores sean vencidos y se realice la victoria de Alá. “Y Alá auxiliará, ciertamente, al que esté de su lado; porque Alá es fuerte y poderoso.” (C 22:40)

CAPITULO QUINTO

EL TESTIMONIO DE LA HISTORIA

A lo largo de la historia haciendo frente a los invasores:

Artículo 34) Palestina es el ombligo del orbe y la encrucijada de los continentes. Desde los albores de la historia ha sido el objetivo de expansionistas. El mismo Profeta, que Alá le bendiga y le dé la salvación, apuntó a ese hecho en el noble Hadiz con que apeló a su honorable compañero Ma’adh ben-Jabal, diciendo: “Oh Ma’ath, Alá abra ante ti, cuando yo ya no esté, Siria desde Al-Arish hasta el Éufrates. Sus hombres, mujeres y esclavos permanecerán allí firmemente hasta el Día del Juicio. Aquel de vosotros que escoja una de las costas de Siria, o la Tierra Santa, estará en lucha constante hasta el Día del Juicio”.

Los expansionistas han puesto más de una vez sus ojos en Palestina, a la que atacaron con sus ejércitos para cumplir sus designios sobre ella. Así fue como los Cruzados vinieron con sus ejércitos, trayendo consigo su credo y portando su Cruz. Pudieron derrotar a los musulmanes por un tiempo, pero los musulmanes sólo fueron capaces de recuperar la tierra cuando se pusieron bajo la protección de su estandarte religioso, unieron su palabra, santificaron el nombre de Alá y se lanzaron a la lucha bajo el liderazgo de Salah ed-Din al-Ayyubi. Lucharon durante casi veinte años, y al final los Cruzados fueron derrotados y Palestina liberada. “Di a quienes no creen: Seréis vencidos y arrojados juntos al infierno; un mal lecho será.” (C 3:12)

Esa es la única manera de liberar a Palestina. No cabe ninguna duda acerca del testimonio de la historia. Es una de las leyes del universo y una de las reglas de la existencia. Nada sino el hierro puede vencer al hierro. Su credo falso y vano sólo puede ser derrotado por el recto credo islámico. A un credo sólo se le combate con un credo, y al final la victoria es para los justos, porque la justicia es ciertamente victoriosa.“Nuestra palabra ha sido ya dada anteriormente a nuestros siervos los enviados; que ciertamente serían auxiliados contra los infieles, y que nuestros ejércitos serán sin duda los conquistadores.” (C 37:171-173)

Artículo 35) El Movimiento de Resistencia Islámica contempla seriamente la derrota de los Cruzados a manos de Salah ed-Din al-Ayyubi y el rescate de Palestina de sus manos, así como la derrota de los tártaros en Ein Galot, el quebrantamiento de su poder a manos de Qataz y Al-Dhaher Bivers y la salvación del mundo árabe de la acometida tártara que se proponía destruir todo sentido de la civilización humana. El Movimiento extrae enseñanzas y ejemplos de todo esto. La presente acometida sionista también ha sido precedida por ataques de los Cruzados desde Occidente y otros ataques de los tártaros desde Oriente. Lo mismo que los musulmanes hicieron frente a esos ataques y planearon la manera de combatirlos y derrotarlos, deben ser capaces de hacer frente a la invasión sionista y derrotarla. Ciertamente no es ningún problema para Alá el Todopoderoso, siempre que las intenciones sean puras, que la determinación sea sincera y que los musulmanes aprendan de experiencias pasadas, se libren de los efectos de la invasión ideológica y sigan las costumbres de sus antepasados.

CONCLUSIÓN

El Movimiento de Resistencia Islámica se compone de soldados:

Artículo 36) Mientras allana su camino, el Movimiento de Resistencia Islámica subraya una y otra vez para todos los hijos de nuestro pueblo, para las naciones árabes e islámicas, que no persigue fama personal, ganancia material ni relieve social. No pretende competir con nadie de nuestro pueblo ni ocupar su sitio. Nada de eso en absoluto. No actuará contra ninguno de los hijos de los musulmanes ni contra aquellos no musulmanes que se muestren pacíficos hacia él, aquí o en cualquier otro lugar. Servirá únicamente como apoyo para todas las agrupaciones y organizaciones que actúan contra el enemigo sionista y sus lacayos.El Movimiento de Resistencia Islámica adopta el islam como modo de vida. El islam es su credo y religión. Quienquiera que tome el islam como modo de vida, ya sea una organización, una agrupación, un país o cualquier otra colectividad, el Movimiento de Resistencia Islámica se considera su tropa y nada más.

Pedimos a Alá que nos muestre el camino recto, que nos convierta en ejemplo para otros y que falle entre nosotros y nuestro pueblo con justicia. “Señor, falla según justicia entre nosotros y nuestro pueblo, pues tú eres el mejor juez.” (C 7:89)

Sea la última de nuestras plegarias la alabanza a Alá, el Dueño del Universo.

Do Blog de Marta Bellini, concordo em genero, número e caso.

Uau!



Creio que cap-tirei esta ilustração do Solda. Misquici. Mas, se tivermos, com Obama, a mesma surpresa que tivemos com Lula...

Comentário: há menos de um mes atrás, na Globo News, em debate sobre o exagero do Congresso quanto ao número de vereadores, um grão tucano, com ares de Infalível Santidade (o que é inevitável em intelectuais tucanos), me "corrigiu"quando eu disse que sem trocas no Parlamento entre Executivo e oligarquias, os prefeitos do interior ficariam sem verbas. Parece que outras pessoas, com informações idênticas às minhas, deveriam também receber "correções" do Vaticano tucanístico. No próprio programa o dogmático recebeu correções, sobre o mesmo assunto, de outra convidada. É assim o mundo: quando as "teses" (melhor dizendo, dogmas) devem ser impostas aos alheios às seitas, se ocorre de fato um debate os pontos fracos dos enunciados aparecem, para desespero dos que pensam ter à disposição apenas ouvidos obedientes. Os trechos sublinhados em vermelho se devem ao Blog República de Itapeva, e com eles concordo.
RR


"Viver de província"

MARCO ANTONIO VILLA, FOLHA SP


Apesar do grande progresso econômico e de concentrar parte expressiva do PIB, o interior continua marcado pelo provincianismo


NO FINAL do Império, em meio às turbulências políticas, Júlio Ribeiro -escritor, gramático e polemista republicano- cunhou a expressão "viver de província", nas suas "Cartas Sertanejas". Era uma definição sarcástica do pobre cotidiano político-cultural do interior de São Paulo. Depois de 120 anos, pouco mudou:apesar do grande progresso econômico e de concentrar parte expressiva do PIB brasileiro, o interior continua marcado pelo provincianismo.A inexpressividade política do interior é suprapartidária. Vez ou outra algum grupo tenta ter espaço regional, mas acaba fracassando. O último foi a conhecida "República de Ribeirão Preto", expressão cunhada para designar os aliados do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, em Brasília.

Porém, a denúncia de uso pouco ortodoxo de uma mansão, na capital federal, levou ao naufrágio do grupo, mesmo com a eleição de Palocci para deputado federal. E o interior, para o bem ou para o mal, continuou sem liderança expressiva.A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) poderia ser um palco para o aparecimento de lideranças interioranas. Contudo, das suas atividades pouco ou nada se sabe. Muitos nem sequer imaginam onde, na capital paulista, se localiza o prédio de um dos Poderes do Estado.

Dos seus 94 deputados, mesmo os que acompanham a política regional sabem, se tanto, o nome de meia dúzia. O noticiário político prioriza o Congresso Nacional. A Alesp é solenemente ignorada: só é notícia quando ocorre denúncia de um suposto escândalo administrativo. Outra possibilidade seria a ação de alguma administração municipal que se notabilizasse pela inovação. Mas, dos mais de 600 municípios interioranos, quais poderiam ser destacados pela originalidade administrativa?

A política estadual concentra-se na capital e, no máximo, na Grande São Paulo. Os líderes partidários que têm presença nacional também atuam nessa região. O interior é marcado pelo situacionismo, pela política do "sim, senhor". Os prefeitos mudam de partido acompanhando a base política do governador. Não têm opinião formada. E os deputados são cobrados pelos seus eleitores para trazer recursos para suas bases, e o preço é sempre apoiar o governo.

No campo cultural, apesar do grande número de faculdades e universidades instaladas no interior, não houve mudança. O conservadorismo local venceu a potencialidade transformadora da universidade.

Eventualmente professores universitários passaram a participar da política local, mas sempre buscando alguma forma de composição política com os poderosos locais. E, quando necessário, os conservadores utilizaram-se da violência para expulsar os professores indesejáveis, como em São José do Rio Preto, logo após o golpe de 1964, na faculdade local e que hoje é parte da Unesp.Há uma valorização absoluta do dinheiro e um desprezo pela cultura.

Em muitas cidades há mais joalherias que livrarias. As políticas culturais são fadadas ao fracasso. O poder público -tal qual a maioria dos eleitores- não tem interesse nas atividades culturais: elas não dão voto e, por vezes, dão problemas.Em Araraquara, depois do espetáculo "Mistérios Gozosos", de Oswald de Andrade, José Celso Martinez Corrêa e grupo foram processados, acusados de "vilipendiar atos e objetos de culto religiosos". O processo foi movido por araraquarenses incomodados "moralmente" com o trabalho de Zé Celso.

Uma "atividade cultural" muito conhecido no interior, espécie de marca regional, é o massacre anual de animais conhecido como Festa do Peão Boiadeiro, em Barretos. Como tudo que é ruim, prolifera rapidamente: os rodeios espalharam-se pelo Estado. No Vale do Paraíba, criaram até um rodeio para Cristo, que, certamente, deixaria o Nazareno horrorizado.A maioria dos jornais é subsidiada pelo poder público ou por algum potentado local. O nível das publicações é rasteiro. O espaço da coluna social é várias vezes superior ao destinado a temas políticos.

Quando surge uma imprensa independente, os jornalistas passam imediatamente a ser perseguidos e ameaçados. Basta recordar, entre tantos outros exemplos, dos tristes episódios de Marília, que envolveram um conhecido político local e o ataque criminoso às instalações do "Diário".Júlio Ribeiro morreu em 1890, aos 45 anos. Viu muito pouco do Brasil com que sonhou: sem escravos e republicano. Mas o interior não mudou: tal qual no final do século 19, continua impressionando pelo dinamismo econômico e pelo provincianismo.


MARCO ANTONIO VILLA, 52, é professor de história da Universidade Federal de São Carlos (SP) e autor, entre outras obras, de "Vida e Morte no Sertão - História das Secas no Nordeste nos Séculos 19 e 20" (Ática).