segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Algumas das teses orientadas por mim, na Unicamp

Aspectos lúdicos da perfectibilidade politica em Condorcet
Sidney Reinaldo da Silva vtls000189260 Idioma: Português Data de Publicação: 1999 Local de Publicação: Campinas, [SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Tese (doutorado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
100% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Rousseau e a fundamentamentação da moral : entre razão e religião
Genildo Ferreira da Silva vtls000343942 Idioma: Português Data de Publicação: 2004 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Tese (doutorado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
95% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

A arte social em Condorcet : luzes e democracia
Sidney Reinaldo da Silva vtls000079083 Idioma: Português Data de Publicação: 1994 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós Graduação ...
95% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Unidade e liberdade : o individuo segundo Jean-Jacques Rousseau
Claudio Araujo Reis vtls000115565 Idioma: Português Data de Publicação: 1997 Local de Publicação: Campinas [SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Tese (doutorado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em ...
94% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Filosofia da historia e Aufklarung : um estudo sobre a esperança de Kant
Edmilson Menezes Santos vtls000131471 Idioma: Português Data de Publicação: 1998 Local de Publicação: Campinas, [SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Tese (doutorado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
92% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

A leitura conservadora do conceito de religião civil de J.-J. Rousseau por Thales de Azevedo
Genildo Ferreira da Silva vtls000135518 Idioma: Português Data de Publicação: 1998 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Persuação e ordem : a escola de quadros do partido comunista do Brasil na decada de 50
Sergio Joaquim Ruckert vtls000018052 Idioma: Português Data de Publicação: 1987 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Educação Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Educação Mestre ...
89% » 27-07-2009 12:31 » Educação

Processo historico e noção de vida civilizada em Voltaire
Luiz Francisco Albuquerque de Miranda vtls000134403 Idioma: Português Data de Publicação: 1998 Local de Publicação: Campinas [SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

A pedagogia de Paulo Freire: questões epistemologicas
Sergio Amancio Cruz vtls000018056 Idioma: Português Data de Publicação: 1987 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Educação Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Educação Mestre ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Educação

A revelação da palavra de Deus nas sagradas escrituras e a subordinação da igreja a autoridade publica
Wagner de Mello Elias vtls000219932 Idioma: Português Data de Publicação: 2001 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Dilemas da escola renovada
Maria Amelia Marcondes Cupertino vtls000018178 Idioma: Português Data de Publicação: 1990 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Educação Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Educação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Educação

O engenho segundo Vico
Vladimir Chaves dos Santos vtls000288028 Idioma: Português Data de Publicação: 2002 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Imperio do 'Genio Maligno' : O imperio do direito, de Ronald Dworkin
Frank Tessier Dawe Junior 000439404 Idioma: Português Data de Publicação: 2008 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Program de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Etica no sistema de ideias de Noam Chomsky
Ramiro Correa Junior vtls000294459 Idioma: Português Data de Publicação: 2003 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas Nível: Dissertação (mestrado) Mestre em Filosofia Roberto Romano ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

A soberania no De Cive de Thomas Hobbes
Mariana Amaral Queiroz vtls000228750 Idioma: Português Data de Publicação: 2001 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

O conceito de engenho e de invenção na Scienza Nuova de Giambattista Vico
Vladimir Chaves dos Santos 000437590 Idioma: Português Data de Publicação: 2009 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Tese (doutorado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Cor unum et anima una. A doutrina catolica sobre a autoridade no Brasil, 1922-1935
Romualdo Dias vtls000064039 Idioma: Português Data de Publicação: 1993 Local de Publicação: Campinas [SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Tese (doutorado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Filosofia ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Considerações sobre alguns prismas de educação e trabalho em Kant e Marx
Edmilson Menezes Santos vtls000033334 Idioma: Português Data de Publicação: 1991 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Educação Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Educação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Educação

Jean Jacques Rousseau : da critica do progresso ao reclamo dos ideais iluministas
Arlei de Espindola vtls000188538 Idioma: Português Data de Publicação: 1999 Local de Publicação: Campinas, [SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Voltaire e a historia do estado civilizador
Luiz Francisco Albuquerque de Miranda vtls000302096 Idioma: Português Data de Publicação: 2003 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas Nível: Tese (doutorado) Unicamp: Doutor em Filosofia ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas


A relação entre o entendimento e a vontade na Etica de Espinosa
Maercio Antonio de Oliveira vtls000389373 Idioma: Português Data de Publicação: 2006 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Alguns aspectos do conceito de razão em Voltaire
Elizabeth de Assis Dias vtls000197650 Idioma: Português Data de Publicação: 2000 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Tese (doutorado) UNICAMP: Program de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas

Jogo de espelhos no seculo XVIII : Rousseau, teatro e sociedade
Karen Kazue Kawana vtls000266083 Idioma: Português Data de Publicação: 2002 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Programa de Pós-Graduação ...
89% » 24-05-2009 20:40 » Filosofia e Ciências Humanas


As moedas falsas : educação, moral e civica
Jose Vaidergorn vtls000017994 Idioma: Português Data de Publicação: 1987 Local de Publicação: Campinas, SP Orientador: Roberto Romano da Silva Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Educação Nível: Dissertação (mestrado) UNICAMP: Vaidergorn, José.PDF Educação moral e civica Desenvolvim ...
1% » 24-05-2009 20:40 » Educação




Arruda....

Redação Terra

Professor de Ética analisa esquema de propina no DF

30/11/2009

Brasil

Roberto Romano, da Unicamp, diz que Democratas tem moralismo udenista que ataca os outros e não vê a própria corrupção

09:30 30/11/2009 às 18:42 exibições: 291 1 Votos

Descrição

Roberto Romano, da Unicamp, diz que Democratas tem moralismo udenista

It´s about nothing

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lula espera bater os 100% de aprovação na próxima pesquisa: faça como o "menino do MEP", resista à base de cotoveladas

Nesta semana, segundo a revista Veja, Lula confidenciou a assessores próximos que espera bater os 100% de aprovação no período entre o natal e o ano novo. Além de demonstrar, mais uma vez, o perfil narcisista e egocêntrico do presidente, o desejo torna evidente que Lula sonha com o nirvana de todo tirano: os 100% de aprovação. Pois bem, se na próxima pesquisa de popularidade Lula ultrapassar a marca dos 90% (nunca conheci ninguém que tivesse respondido uma destas pesquisas ou mesmo que conhece alguém que respondeu) saberemos o quão sérias são tais pesquisas.
Neste caso quem não aderir ao charme de Lula fará o papel do “menino do MEP”. Segundo um dos fundadores do PT, César Benjamin, em artigo assinado na Folha de S. Paulo, Lula confidenciou em uma conversa que tentara “seduzir a força”, no curtíssimo período que esteve preso, um jovem militante de esquerda conhecido pela alcunha de “menino do MEP”. Lula teria ficado impressionado com a resistência do garoto ante suas investidas sedutoras (e obviamente, na mente de Lula seu irresistível charme) muitas vezes respondendo com cotoveladas. Pois bem, a parte da nação que resiste com cotoveladas às investidas políticas sedutoras do sapo barbudo deve surpreendê-lo com sua resistência, ou seja, somos todos meninos do MEP no paraíso idealizado pelo lulismo.
A história em questão não foi provada e o tal menino identificado como João Batista dos Santos declarou a revista Veja que não falaria à imprensa a respeito do caso, na realidade soltou um enigmático: "Isso tudo é um mar de lama. Não vou falar com a imprensa. Quem fez a acusação que a comprove"
Se a história é verídica ou se trata de uma fábula, apenas os envolvidos poderão esclarecer. Porém a metáfora é valida de toda forma, continuarei soltando o meu cotovelo em face das investidas eleitorais de Lula.

Afinal, todos sabemos que Lula não vive sem uma boquinha.

domingo, 29 de novembro de 2009

No It's abouth Nothing ...

domingo, 29 de novembro de 2009

Ainda sobre o "filho do inferno"

A peça publicitária que transforma Lula em uma espécie de divindade dos descamisados continua a repercutir. Vejo muitas pessoas, mesmo quando criticam – com razão – a “obra”, ressaltarem que a história de vida de Lula é digna de cinema, ou vitoriosa, pois na condição de um “imigrante pobre” chegou a presidência. Um clichê clássico, diga-se.
Oras, isto é o filme, ou ao menos, o efeito que se deseja com o mesmo. A história de Lula é a de milhares de brasileiros, não precisa ser nascido no agreste nordestino e tão pouco ser filho de “uma mãe analfabeta” para ter que lutar muito contra as probabilidades neste país. A grande maioria da população brasileira (na qual me incluo) luta com dificuldades para pagar seus estudos e conseguir uma boa oportunidade de emprego, são anos e anos de estudos: faculdade, pós-graduação, estudos de outros idiomas e mesmo em uma cidade grande é muito difícil encontrar um emprego que recompense este esforço todo. Todo mundo que vive esta realidade já passou por inúmeras frustrações de recusas e até de períodos de desemprego.
Lula trabalhou por muito pouco tempo em sua vida, possui a imensa sorte de viver em país onde sistema previdenciário considera uma pessoa que perdeu parte de seu dedinho inválida para o trabalho e apta a se aposentar, mesmo tendo contribuído tão pouco com a previdência. Lula nunca estudou em sua vida, nem quando teve todas as oportunidades, preferiu se encostar em um sindicato, formar um partido e concorrer em todas as eleições presidenciais desde a abertura democrática.
Como deputado seu desempenho foi abaixo da média. Durante a ditadura ficou muito pouco tempo encarcerado, muito menos que muitas outras pessoas que de fato lutaram pela liberdade e pelo fim do regime e não apenas por uma mera substituição de uma ditadura por outra.
Lula é realmente um filho do Brasil, como muitos outros filhos pródigos desta nação. Sem preocupações, sem esforço algum ou qualquer planejamento, foi se ajeitando com a ajuda de um compadre e de outro, no caso “companheiro”, sempre ao acaso, no melhor estilo: vamos ver no que dá.
Depois de insistir “bravamente” em seu projeto pessoal de se tornar presidente da República, conseguiu. Mas vencer um cargo eletivo (em especial no Brasil) não demanda nenhum esforço intelectual ou mesmo qualquer habilidade, basta criar um mito e mentir muito. Nisto o “filho desta mãe gentil, pátria amada, Brasil” é muito bom.

Existiu um homem que também saiu da pobreza, “lutou”, foi encarcerado e era extremamente popular, outro “pai do povo”, que também teve sua trajetória “vitoriosa, digna de filme “ retratada em várias peças de propaganda, disfarçadas de filmes. Este homem era Adolf Hitler. Não me entenda mal, não estou comparando Hitler com Lula. Afinal, o demônio austríaco se esforçou mais, escreveu uma porcaria de livro e lutou em uma guerra.
Lula é preguiçoso demais para qualquer uma destas coisas, para isto existe a criatividade da família Barreto.
O mais fantástico desta história toda é ver "uma autêntica representante da mídia golpista", rede Globo (na visão petista de mundo, claro) comprando o filme para passá-lo como minissérie em 2010.
É mais um "milagre" de Lula e sua luta sofrida...


sábado, 28 de novembro de 2009

No Blog De RERUM NATURA...

sábado, 28 de Novembro de 2009

Elogio Histórico da Razão


Texto de Voltaire de 1775 (na imagem a gravura de Goya sobre a razão):

Fez Erasmo, no século XVI, o elogio da Loucura. Vós me ordenais que vos faça o elogio da Razão. Essa Razão, com efeito, só costuma ser festejada duzentos ano após sua inimiga, e às vezes muito mais tarde; e existem nações onde ela ainda não foi vista.

Era tão desconhecida entre nós, no tempo do. druida, que nem sequer tinha nome em nossa língua. César não a levou nem à Suíça, nem a Autan, nem a Paris, que não passava então de uma aldeola de pescadores; e ele próprio quase a não conhecia.

Possuía tantas e tamanhas qualidades que a Razão não pode encontrar lugar em meio delas. Esse magnânimo insensato saiu de nosso país devastado para ir devastar o seu e para deixar-se mimosear com vinte e três punhaladas por vinte e três outros ilustres furiosos que estavam longe de emparelhar com ele.

O sicambro Clodvich, ou Clóvis, cerca de quinhentos anos depois, veio exterminar parte da nossa nação e subjugar a outra. Não se ouviu falar em razão, nem no seu exército nem nas nossas infelizes aldeias, a não ser na razão do mais forte.

Apodrecemos por muito tempo nessa horrível e aviltante barbárie, da qual as Cruzadas não nos tiraram. Foi essa, ao mesmo tempo a mais universal, a mais atroz, a mais ridícula e desgraçada das loucuras. A essas longínquas cruzadas, sucedeu a abominável loucura da guerra civil e sagrada que exterminou tanta gente da língua de oc e da língua de oil. A Razão não tinha como achar-se ali. Em Roma reinava então a Política, que tinha como ministras suas duas irmãs, a Velhacaria e a Avareza. Via-se a Ignorância, o Fanatismo, a Fúria, percorrerem sob suas ordens a Europa toda; a Pobreza lhes seguia o rastro; a Razão ocultava-se num poço, como a Verdade sua filha. Ninguém sabia onde ficava esse poço, e, se o farejassem, ali teriam descido para degolar mãe e filha.

Depois que os turcos tomaram Constantinopla, redobrando os espantosos males da Europa, dois ou três gregos, ao fugir, tombaram nesse poço, ou antes, nessa caverna, semimortos de fadiga, de fome e de medo.

A Razão recebeu-os com humanidade, deu-lhes de comer sem distinção de carnes (coisa que jamais haviam conhecido em Constantinopla). Receberam dela algumas instruções, em pequeno número: pois a Razão não é prolixa. Obrigou-os a jurar que não revelariam o local do seu retiro. Partiram, e chegaram, depois de muito andar, à corte de Carlos V e Francisco I.

Receberam-nos ali como a prestidigitadores que viessem fazer seus passes de mágica para distrair a ociosidade dos cortesãos e das damas, no intervalo de seus encontros galantes. Os ministros dignaram-se olhá-los nos momentos de folga que lhes pudessem permitir a lufa-lufa dos negócios. Chegaram até a ser acolhidos pelo imperador e pelo rei de França, que lhes lançaram um olhar de passagem, quando iam ter com suas amantes. Mas eles colheram melhor fruto nas pequenas cidades, onde encontraram alguns burgueses que ainda tinham, não se sabia como, algum vislumbre de senso comum.

Esses flébeis clarões se extinguiram em toda a Europa, entre as guerras civis que a assolaram. Duas ou três faíscas de razão não podiam aclarar o mundo no meio das tochas ardentes e das fogueiras que o fanatismo acendeu durante tantos anos. A Razão e sua filha ocultaram-se mais do que nunca.

Os discípulos de seus primeiros apóstolos suicidaram-se, com excepção de alguns que foram bastante desavisados para irem apregoar a Razão desarrazoadamente, e fora de tempo: isso lhes custou a vida, como a Sócrates; mas ninguém prestou atenção à coisa. Nada mais desagradável do que ser enforcado obscuramente. Por tanto tempo se havia a gente ocupado com noites de S. Bartolomeu, massacres da Holanda, cadafalsos da Hungria, e assassínios de reis, que não havia nem tempo, nem suficiente liberdade de espírito para pensar nos crimes miúdos e nas calamidades secretas que inundavam o mundo, de um extremo a outro.

A Razão, informada do que ocorria por alguns exilados que se haviam refugiado no seu retiro, sentiu-se tomada de compaixão, embora não passe por ser muito terna. Sua filha que é mais ousada do que ela, animou-a a que fosse ver o mundo e tratasse de curá-lo. Apareceram as duas, falaram mas encontraram tantos malvados interessados em contradizê-las, tantos imbecis a soldo desses malvados, tantos indiferentes apenas preocupados consigo mesmos e com o momento actual e que não se importavam nem com elas nem com seus inimigos, que resolveram ambas voltar muito sabiamente para o seu asilo.

Todavia, algumas sementes dos frutos que elas carregam sempre consigo, e que haviam espalhado, germinaram na terra; e até sem apodrecer.

Enfim, há algum tempo lhes deu vontade de ir em peregrinação a Roma, disfarçadas e anónimas, por medo da Inquisição. Logo de chegada, dirigiram-se ao cozinheiro do papa Ganganelli – Clemente XIV. Sabiam que era o menos ocupado cozinheiro de Roma. Pode-se até dizer que era, depois de vossos confessores, o homem mais folgado da sua profissão.

Esse homem, depois de ter servido às duas peregrinas uma refeição quase tão frugal quanto a do papa, levou-as à presença de Sua Santidade, a quem encontraram lendo os Pensamentos de Marco Aurélio. O papa reconheceu os disfarces e beijou-as cordialmente, apesar da etiqueta.

"— Minhas Senhoras, se eu pudesse imaginar que estavam neste mundo, ter-lhes-ia feito a primeira visita.”

Após os cumprimentos, trataram de negócios. Logo no dia seguinte, Ganganelli abulia a bula In coena Domini, um dos maiores monumentos da loucura humana, que por tanto tempo ultrajara a todos os potentados. No outro dia, tomou a resolução de destruir a companhia de Garasse, de Guiguard, de Garnet, de Busenbaum, de Malagrida, de Paulian, de Patouillet, de Nonnotte; e a Europa bateu palmas. No terceiro dia, diminuiu impostos de que o povo se queixava. Animou a agricultura e todas as artes; fez-se estimado de todos aqueles que passavam por inimigos de seu posto. Disseram então, em Roma, que não havia mais que uma nação e uma lei no mundo.

As duas peregrinas, atônitas e satisfeitas, despediram-se do papa, que lhes fez presente, não de agnus e de relíquias, mas de uma boa carruagem para continuarem a viajar. A Razão e a Verdade não tinham até então o hábito de andar a gosto.

Visitaram toda a Itália, e surpreenderam-se de encontrar, em vez do maquiavelismo, uma verdadeira emulação entre os príncipes e as repúblicas, desde Parma a Turim, para ver quem tornaria seus súbditos mais honrados, mais ricos e mais felizes.

Minha filha – dizia a Razão à Verdade, – creio que o vosso reinado bem poderia começar, após tão longa prisão. Alguns dos profetas que nos foram visitar no poço devem ter sido mesmo muito poderosos em palavras e obras, para assim mudarem a face da terra. Bem vês que tudo vem tarde. Era preciso passar pelas trevas da ignorância e da mentira antes de entrar em teu palácio de luz, de que foste escorraçada comigo durante tantos séculos. Acontecerá connosco O que aconteceu com a Natureza; esteve ela coberta de um véu, e toda desfigurada, durante inumeráveis séculos. Afinal chegou um Galileu, um Copérnico, um Newton, que a mostraram quase nua, fazendo os homens se enamorarem dela.

Assim conversando, chegaram a Veneza. O que consideraram mais atentamente foi um procurador de S. Marcos que segurava um grande par de tesouras, diante de uma mesa toda coberta de jarras, de bicos e de plumas negras.

Ah! – exclamou a Razão, – Deus me perdoe, lustrissimo Signor, mas creio que essa é uma das tesouras que levava para o meu poço, quando ali me refugiei com minha filha! Como a obteve Vossa Excelência, e que faz com ela?

— Lustrissima Signora – respondeu o procurador, – bem pode ser que a tesoura tenha pertencido outrora a Vossa Excelência; mas foi um chamado Fra Paolo que no-la trouxe há muito, e dela nos servimos para cortar as garras da Inquisição, que vedes espalhadas sobre esta mesa.

Essas plumas negras pertenciam a harpias que vinham comer o alimento da república; nós lhes aparamos todos os dias as unhas e a ponta do bico. Se não fora essa precaução, teriam acabado por devorar tudo; nada teria sobrado para os grandes, nem para os pregadi, nem para os cidadãos.

Se passardes pela França, talvez encontreis em Paris vosso outro par de tesouras, em poder de um ministro espanhol, que as empregava da mesma forma que nós em seu país, e que será um dia abençoado pelo género humano.

Depois de terem assistido à Ópera veneziana, partiram as duas viajantes para a Alemanha. Viram com satisfação esse país, que no tempo de Carlos Magno não passava de uma floresta imensa entrecortada de pântanos, coberto agora de cidades florescentes e tranquilas; esse país, povoado de soberanos outrora bárbaros e pobres, e agora todos polidos e magníficos; esse país, cujo sacerdócio, nos tempos antigos, só era constituído por feiticeiras, que então imolavam criaturas humanas sobre pedras grosseiramente talhadas; esse país que fora depois inundado por seu próprio sangue, para saber ao certo se a coisa era in, cum, sub, ou não; esse país que enfim acolhia ao seio três religiões inimigas, espantadas de viver pacificamente juntas.

“Louvado seja Deus! – disse a Razão. – Essa gente veio afinal a mim, à força de demência.”

Conduziram-nas à presença de uma imperatriz muito mais que sensata, pois era generosa. Tão contentes ficaram com ela as peregrinas, que não levaram em conta alguns costumes que as chocaram; mas ambas se enamoraram do imperador seu filho.

Redobrou-lhes o espanto ao chegarem à Suécia. “Como!” – diziam, – “uma revolução tão difícil e no entanto tão rápida! tão perigosa e no entanto tão pacifica! E, desde esse grande dia, nem um só dia perdido para a prática do bem, e tudo isso na idade que é tão raramente a da razão! Bem fizemos em sair de nosso esconderijo quando esse grande acontecimento enchia de admiração a Europa inteira!”

Dali, atravessaram às pressas a Polónia. “Ah! minha mãe, que contraste! – exclamou a Verdade. – Dá-me até vontade de voltar para o poço. Eis no que dá ter esmagado sempre a mais útil porção do gênero humano e tratado aos lavradores – pior do que eles tratam aos animais que os servem! Esse caos de anarquia só podia redundar em ruína: já o haviam predito claramente. Lamento um monarca virtuoso, sábio e humano; e ouso esperar que ele seja feliz, pois os outros reis começam a sê-lo, e as vossas luzes se comunicam gradualmente.

“Vamos ver – continuou ela – uma transformação mais favorável e surpreendente. Vamos a essa imensa região hiperbórea, tão bárbara há oitenta anos e hoje tão esclarecida e invencível. Vamos contemplar aquela que cumpriu o milagre de uma nova criação...” Lá acorreram, e confessaram que não lhes haviam exagerado.

Não cessavam de admirar o quanto mudara o mundo em alguns anos. Concluíram que talvez um dia o Chile e as Terras Centrais fossem o centro da civilização e do bom gosto e que se teria de ir ao pólo antárctico para aprender a viver.

Chegadas que foram à Inglaterra, disse a Verdade à sua mãe:

— Parece-me que a felicidade desta nação não é constituída como a das outras; foi mais louca, mais fanática, mais cruel e mais infeliz do que qualquer uma das que eu conheço; e eis que instituiu um governo único, no qual conservou tudo o que a monarquia tem de útil e tudo o que uma república tem de necessário. É superior na guerra, nas leis, nas artes, no comércio. Apenas a vejo embaraçada com a América setentrional, que conquistou num extremo do universo, e com as mais belas províncias da Índia, subjugadas no outro extremo. Como carregará ela esses dois fardos da sua felicidade?

— O peso é considerável – disse a Razão, – mas, desde que ela me escute um pouco, há de encontrar alavancas que o tornarão mais leve.

Afinal a Razão e a Verdade passaram pela França, onde já haviam feito algumas aparições, tendo sido dali escorraçadas. “Não vos lembrais – dizia a Verdade à sua mãe – do grande desejo que tivemos de nos estabelecer entre os franceses nos belos dias de Luís XIV? Mas as impertinentes querelas dos jesuítas e dos jansenistas nos obrigaram a fugir em seguida. Não mais nos chegam agora os apelos contínuos do povo. Ouço as aclamações de vinte milhões de homens que abençoam os Céus. Este acontecimento, dizem uns, é tanto mais jubiloso porquanto não nos custa nada essa alegria. Bradam outros: O luxo não é mais que vaidade. Os empregos acumulados, as despesas supérfluas, os lucros extraordinários, tudo isso vai ser cortado. E têm razão. Todo e qualquer novo imposto será abolido. E nisso não têm razão: pois cumpre que cada particular pague alguma coisa em proveito da felicidade geral.

As leis vão ser uniformes. Nada mais desejável, mas nada tão difícil. Vão ser distribuídos, aos indigentes que trabalham, e sobretudo aos pobres operários, os bens imensos de certos ociosos que fizeram voto de pobreza. Essa gente de mão-morta não mais terá, por sua vez, escravos de mão-morta. Não mais se verão esbirros de monges escorraçar da casa paterna órfãos reduzidos à mendicidade, para enriquecerem com os seus despojos a um convento no gozo de direitos senhoriais, que são os direitos dos antigos conquistadores. Não mais se verão famílias inteiras pedindo inutilmente esmola à porta do convento que as despoja. Praza aos Céus. Nada é mais digno de um rei. O rei da Sardenha acabou com esse abominável abuso, Queira Deus que esse abuso seja exterminado em França.

Não ouvis, minha mãe, todas essas vozes que dizem: Os casamentos de cem mil famílias úteis ao Estado não mais serão considerados concubinagens; e os filhos não mais serão declarados bastardos pela lei? A natureza, a justiça e vós, minha mãe, tudo reclama para esse assunto um sábio regulamento, que seja compatível com o repouso do Estado e com os direitos de todos os homens.

“Tornar-se-á a profissão de soldado tão digna que ninguém mais será tentado a desertar. A coisa é possível mas delicada".

“As pequenas faltas não serão punidas como grandes crimes, pois que em tudo é preciso proporção. Uma lei bárbara, obscuramente enunciada, mal interpretada não mais fará perecer nas barras de ferro e nas chamas a jovens indiscretos e imprudentes, como se tivessem assassinado os próprios pais."

Deveria ser este o primeiro axioma da justiça penal.

Não mais serão confiscados os bens de um pai de família, pois os filhos não devem morrer de fome por causa das faltas dos pais, e o rei não tem nenhuma necessidade desse miserável confisco. Maravilhoso! Isso é digno da magnanimidade do soberano.

“A tortura, inventada outrora pelos ladrões de estrada para forçar as vítimas a revelar seu tesouro, e empregada hoje em pequeno número de nações, para salvar o culpado robusto e perder o inocente fraco de corpo e de espírito, só será utilizada nos crimes de lesa-sociedade, na pessoa do chefe, e somente para conseguir a revelação dos cúmplices. Mas tais crimes jamais serão cometidos. Nada melhor. Eis os votos que ouço por toda parte, e escreverei todas essas grandes mudanças nos meus anais, eu que sou a Verdade."

Ouço ainda proferir em torno de mim, em todos os tribunais, estas palavras notáveis: Não citaremos jamais os dois poderes, pois só pode existir um: o do, rei, ou da lei, em uma monarquia; o da nação, em uma república. O poder divino é de natureza tão diferente, tão superior, que não deve ficar comprometido por uma mescla profana com as leis humanas. O infinito não se pode juntar ao finito. Gregório VII foi quem primeiro ousou chamar o infinito em seu auxílio, nas suas guerras, até então inauditas, contra Henrique IV, imperador demasiado finito; quero dizer: limitado. Por muito tempo essas guerras ensangüentaram a Europa; mas, afinal separaram essas entidades veneráveis, que nada têm em comum: e é o único meio de garantir a paz."

“Essas coisas, que proferem todos os ministros das leis, me parecem assaz fortes. Sei que não se reconhecem dois poderes nem na China, nem na Índia, nem na Pérsia, nem em Constantinopla, nem em Moscou, nem em Londres, etc... Mas fio-me em vós, minha mãe. Nada escreverei que não me seja ditado por vós.”

Respondeu-lhe a Razão:

— Bem vês, minha filha, que eu sinto mais ou menos as mesmas coisas, e muitas outras Tudo isso demanda tempo e reflexão. Sempre fiquei muito contente quando, em meio às minhas dores, consegui parte do alívio que desejava.

“Não te lembras do tempo em que quase todos os reis da terra, estando em completa paz, se divertiam em decifrar enigmas, e em que a bela rainha de Sabá ia em pessoa propor logogrifos a Salomão?”

— Sim, minha mãe; bom tempo aquele, mas não durou muito.

Pois bem – tornou a mãe, – este é infinitamente melhor; só se pensava então em mostrar um pouco de espírito; e vejo que há dez ou doze anos os europeus se vêm empenhando nas artes e virtudes que abrandam a amargura da vida. Parece que em geral se combinaram para pensar mais solidamente do que o haviam feito durante milhares de séculos. Tu, que nunca pudeste mentir, dize-me que tempo terias preferido ao presente para morar na França.

— Tenho a reputação – respondeu a filha – de gostar de dizer coisas assaz duras às pessoas entre as quais me encontro; mas confesso que só tenho a louvar o tempo presente, a despeito de tantos autores que só louvam o passado.

“Devo atestar à posteridade que foi nesta época que os homens aprenderam a garantir-se de uma doença terrível e mortal, tornando-a menos funesta na transmissão; a restituir à vida aqueles que a perdem por afogamento; a governar e desafiar ao raio; a prover ao ponto fixo que em vão se deseja do ocidente ao oriente. Muito mais se fez em moral. Ousou-se pedir justiça às leis contra leis que haviam, condenado a virtude ao suplício; e essa justiça foi algumas vezes obtida. 0usou-se, enfim, pronunciar o nome da tolerância.”

Pois bem, minha filha, gozemos destes belos dias; fiquemos por aqui, se durarem; e, se vierem tempestades, voltemos a nosso poço.

Uma boa idéia do deputado. Já fui vítima deste golpe e acho que os bancos deveriam proteger os seus usuários.

No site do deputado Vanderlei Siraque


http://www.siraque.com.br/site/index.php


Siraque propõe lei para acabar com golpe da ‘saída de banco’

Golpe é cada vez mais freqüente no estado e assusta usuários de agências bancárias

O objetivo é garantir a privacidade dos usuários que precisam sacar quantias altas ou efetuar pagamentos. No projeto as agências, enquanto fornecedoras de serviços, serão obrigadas a instalarem divisórias entre os caixas e o espaço reservado às pessoas que aguardam atendimento, proporcionando maior segurança nas transações bancárias. “A finalidade deste Projeto de Lei é proporcionar segurança aos usuários de banco no Estado”, disse Siraque.

Modalidade criminosa crescente em São Paulo, no golpe da ‘saidinha de banco”, o bandido “olheiro” observa silenciosamente as pessoas que estão na fila, para identificar as que fazem saques e que possuem algum tipo de vulnerabilidade. Feita a identificação da vítima, a mesma é seguida por seus comparsas até algum ponto que os permita praticarem o delito com menores riscos de serem pegos, muitas vezes nas mediações ou até mesmo no próprio estacionamento do estabelecimento bancário. Podendo o assaltante agir com a utilização de armas de fogo ou não.

O objetivo maior do Projeto de Lei é garantir o sigilo das operações de seus clientes e impedindo a visualização pelo assaltante “olheiro” das operações efetuadas por clientes em atendimento, independentemente de ser saque, pagamento ou uma simples consulta ao atendente. “Dessa maneira é possível impedir que a prática do golpe continue se espalhando por São Paulo”, afirmou Siraque.

Os estabelecimentos bancários, enquanto fornecedores de serviços devem prestar segurança ao seu usuário consumidor, o que significa dizer que uma vez prestando o serviço na própria agência bancária, deverão sim arcar com a segurança de sua prestação, sob pena de responsabilização civil e criminal pelos prejuízos de seus clientes, baseada no Código de Defesa do Consumidor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009




Lula, o bobageiro: a oposição é como casal sem filhos, com inveja dos que tem filhos. Tolice é pouco.

26/11/2009 - 21h10
Lula compara oposição a "casal sem filhos"; obstetra critica declaração

da Folha Online

Durante inauguração do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou a oposição e a comparou a um "casal que não consegue ter filhos". Segundo Lula, os opositores "são invejosos e ficam olhando o casal vizinho. Quando nasce a criança, diz: ah, mas ele nem falar fala".

Para Newton Eduardo Busso, ginecologista e obstetra, casais que não podem ter filhos muitas vezes sofrem calados com comentários deste tipo. "Todos [comentários] trazem muito desconforto ao casal que não pode ter filhos e isso pode gerar problemas emocionais e até de relacionamento na sociedade", destaca o especialista.

Segundo o professor de ética e política da Unicamp, Roberto Romano da Silva, Lula cometeu uma imprudência. "Jamais ele diria isso na frente de um casal sem filhos. O presidente feriu um princípio ético que é o respeito do chefe de Estado pelos governados", completou o professor.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Gazeta de Ribeirão


Publicada em 26/11/2009

Cidade
CONFIDENCIAL

GUTO SILVEIRA
antonio.silveira@gazetaderibeirao.com.br

As emendas e o sistema federativo

A prefeita Dárcy Vera (DEM) passou um dia em Brasília com a missão de correr atrás de deputados federais e pedir a apresentação de emendas ao Orçamento da União que resultem em recursos para obras na cidade. Não foi a única, certamente, a fazer tal périplo. E nem será a última vez que chefes de Executivo de todo o País farão isso. Todos os anos é preciso repetir o “passeio” em busca de recursos federais para os municípios. Em troca, os deputados fazem campanha com as verbas conquistadas. O pior é saber que prefeitos e deputados não têm culpa nesta história. A culpa é do torto sistema federativo que obriga os entes federados a se humilharem para conseguir tais verbas. Se os municípios conseguem, é porque têm direito aos recursos. Não é sem motivo que há anos Roberto Romano, professor de ciência política da Unicamp, critica o sistema federativo. Mais fácil seria a distribuição justa dos valores pertencentes aos municípios. Sem transformar prefeitos em pedintes e deputados em despachantes de verbas. E sem provocar injustiças na divisão. Porque municípios com maior representação política nas esferas superiores do Legislativo acabam obtendo vantagem sobre os demais. Mas enquanto isso não muda -e não deve mudar nunca- as emendas de deputados federais e estaduais continuam bem aceitas pelos prefeitos. Em alguns casos, são até essenciais.

Jovem Pan, o "novo" presidente do PT, mensaleiros, Roberto Romano


26/11/09 - 07h31
Publicado Por: Bruna Gavioli

Dutra é novo presidente nacional do PT

Apuração deve ser concluída nesta quinta-feira, mas "matematicamente" o ex-senador já está eleito


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O ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra (SE) foi confirmado nesta quarta-feira, como o novo presidente nacional do PT. Com 85, 9% das urnas apuradas, José Eduardo Dutra reuniu mais de 236 mil votos ou 57, 9% do total.

Na manhã desta quarta-feira, Dutra já participou da primeira reunião para tratar da aliança eleitoral com o PMDB para 2010. Ele integra a chapa ‘Construindo um Novo Brasil’, a mesma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff.

Em entrevista à Jovem Pan, o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, defendeu os mensaleiros e ainda exaltou a importância de Dirceu e outros companheiros do partido. Questionado sobre qual o melhor adversário, se José Serra ou Aécio Neves, Dutra desconversou e disse que não cabe ao PT a escolha. “Nós vamos conclamar a população a fazer uma comparação entre dois projetos e dois modelos diferentes de governo. Nós temos condições de ganhar as eleições sem salto alto”, explicou Dutra.

A corrente Mensagem ao Partido, do ministro Tarso Genro, obteve o segundo lugar com o deputado federal paulista, José Eduardo Cardozo. A coesão do partido em torno de Dilma é uma forma do PT evitar rachas internos que possam enfraquecer a negociação com aliados.

O professor de Política e Ética da Unicamp, Roberto Romano, explicou que os mensaleiros nunca deixaram de mandar no PT. Para Romano, essas pessoas nunca deixaram de militar na política e com isso, a verdade do PT está vindo à tona. “O que ocorre neste momento é a perda da prudência”, afirmou Romano.

Ao vencedor cabe a missão de engajar filiados e agregar aliados na primeira eleição presidencial sem Lula, desde a fundação da sigla, em 1980. As eleições internas foram realizadas domingo para escolha dos presidentes nacional, estaduais e municipais nos próximos dois anos.



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Baixaria cultural, o fascismo mostra as garras

A declaração abaixo fede a vulgaridade. Sempre que o fascismo arregaça seus beiços, a baixaria domina a cena. Certa feita André Malraux (este merecia o título de ministro da cultura) deixou de ter a coragem de se manter na defesa da liberdade, de imprensa e de cinema. Ocorreu quando o filme "A Religiosa" foi proibido na França. O cineasta Godard enviou uma carta ao grande escritor e ministro, dizendo que, aceita a censura, ele se metamorfoseava em Ministro da Kultura. O sabor nazista do K feriu o eminente político e intelectual. O filme de Rivette foi liberado, apesar das seitas autoritárias que imaginavam mandar na opinião pública. Vale a pena assistir a pelicula, um primor de percepção do romance diderotiano. Vale ainda mais ler a carta de Godard a Malraux, pois ela fez o grande intelectual ruborizar pela fraqueza diante da censura.

Aqui, os Tonton Macoute da censura petista não têm do que se envergonhar, como no caso de Malraux, porque eles são nulos no mundo espiritual. Só lhes resta o suporte do presidente, a força da grana que destrói coisas belas, a truculência física e verbal, além do conúbio com notórios arrivistas cuja finura máxima reside em consumir champanhe com lingüiça.

Usar termos chulos, como "tenho aquilo roxo", era apanágio de filhotes de coronéis. Hoje eles estão na "base aliada" lulista. E, pelo visto, encontram companhia à sua altura, ou baixeza.

Sr. Ministro: o ouvido da cidadania não é penico!

RR



“Meu pinto, meu coração, meu estômago e meu cérebro é [sic] uma linha só. Não sou um cara fragmentado, entendeu? Fui desrespeitado pela imprensa, que reverberou sem investigar, e por dois ou três parlamentares. É um trabalho suprapartidário. Não trabalho com esse critério, a cultura é muito mais ampla do que a política.”




Uma conclusão sobre a ditadura de juizes censores.



Com as censuras aplicadas nos Blogs (o Prosa e Política, de Adriana Vandoni é um dos mais dramáticos e recentes) recordo a palestra que fiz, justamente sobre o papel dos juízes (alguns deles, representam papelões) na república. A palestra foi publicada no site da Unafisco Porto Alegre.

http://www.sindifisconacional-poa.org.br/noticia_ler.php?id=9605

Cito o final, premonitório do que assistimos, com muita tristeza, ou seja, uma quase ditadura do judiciário, subserviente, no entanto, ao Executivo e aos políticos que, no suposto Legislativo, se curvam aos ditadores de plantão.

RR



Todos os cidadãos devem começar uma luta urgente: exigir que o STF seja ocupado por magistrados de carreira, sem nenhuma indicação da presidência da República, cumprindo a plena autonomia entre os três poderes. Depois do julgamento histórico do STF, as causas dessa batalha são mais do que óbvias. Evandro Lins e Silva estará presente na memória da cidadania, que o evocará sempre com extrema gratidão. O mesmo não é possível dizer de várias outras togas, para nossa tristeza.



Juízes, um novo poder?


Para finalizar, cito um artigo que merece atenta solicitude, o escrito por Dominique Rousseau, professor de direito constitucional na Universidade de Montpellier (França), que analisa o papel do juiz nas sociedades modernas. Entre as coisas ditas por ele e que precisam ser discutidas, o professor aponta para a presença dos magistrados em tarefas que antes não eram usuais, como é o caso da Operação Mãos Limpas, ou o que faz Garzon na Espanha. O fato possui origens institucionais. Assistimos, diz Rousseau, o declínio de instituições que até agora exerciam um papel de contra poder, de controle, de sanção, tanto no domínio político quanto no econômico e civil. Outras explicações são de ordem sócio política, como por exemplo o fim dos “grandes relatos” sobre a sociedade, com a queda do muro de Berlim, que exige hoje de todos uma acurada responsabilidade individual.


Seria o poder novo dos juízes a prova de um declínio da democracia? Não necessariamente. A filosofia política moderna foi edificada, argumenta o professor, sobre um buraco negro relativo ao terceiro poder. O próprio Montesquieu, que teoriza a separação dos poderes, escreve a propósito do judiciário que ‘a potência do juiz é nula’, pois o direito é a boca da lei. O aumento do poder dos juízes no mundo mostra que tal idéia é falsa. De fato, a lei é ao mesmo tempo barulhenta e silente, no sentido de que ela é apenas constituída por palavras, mas é o juiz que dá um sentido preciso, um conteúdo concreto a tais palavras. Assim, quando a lei diz que todos os indivíduos que constituem uma ameaça para a ordem pública deve ser processado, ela não diz o que concretamente é uma ‘ameaça para a ordem pública’, é o juiz que, confrontado por tal ou tal situação, dá um sentido, um conteúdo, uma concretude às referidas palavras. É o juiz que finaliza a lei, que dela faz uma norma.


O aumento do poder dos juízes coloca interrogações sobre o paradigma democrático, cujo fundamento é o voto, finaliza o professor Rousseau. Pelo voto os eleitores exercem sua vontade que coincide com a dos eleitos. A legitimidade democrática exige o circulo entre as duas vontades, a do eleitor e a do eleito. Já o poder dos juízes é de inspeção, controle, mais do que os poderes cujo fundamento é o voto. A fusão suposta entre representados e representantes é negada, ou tida como insuficiente. Para que exista democracia é preciso, doravante, que ocorra um direito de controle e o exercício desse direito, entregue ao juiz. ([1]).


O que Dominique Rousseau descreve em poucas palavras pode ser uma saudável interferência na ordem pública, pelos magistrados. Mas quando ele relativiza como o faz a democracia eletiva em favor do controle judicial da coisa pública, sem que exista passagem pelo voto, é possível temer pelo futuro. Uma tirania, apenas porque é sapiente e togada, não é menos letífera do que as demais. É importante que os juízes deixem uma posição distante face aos problemas da república. Eles integram a essência mesma do Estado e não lhes cabe o alheamento. Mas disto não se pode inferir, sem muitas controvérsias e análises, que eles tem legitimidade para se imiscuir, sem votos e sem prestar contas ao povo, do que é entregue ao múnus dos demais poderes. Tal situação seria típica das ilegitimidades ex defectu tituli. E tal status se agravaria, ademais, com o exercício ilegítimo.


Com os exemplos do passado e do que assistimos no Brasil –basta recordar a notícia com que iniciei estas considerações– temos muitas e ponderáveis razões para exigir que o poder dos juízes receba fortes contrapesos dos demais poderes e, sobretudo, que eles sejam obrigados a prestar contas ao povo soberano. Aquele mesmo que nos textos jurídicos e nos discursos judiciários é dito “leigo” Ainda vivemos, infelizmente, no mundo hierarquizado de Dionisio Areopagita. Nele, o cosmos natural e político vai dos seres mais próximos do divino, anjos e arcanjos e deles aos sacerdotes. Abaixo dos quais vive o laós, composto pelos mortais comuns que só merecem receber lições e governo. Esta escala sagrada foi destruída por Lutero e pelas Revoluções inglêsa (século 17), norte-americana e francesa. Parece que em muitos setores do Estado, em especial no Judiciário, ainda estamos muito longe da Reforma e da moderna democracia.



[1] Dominique Rousseau : “Le rôle du juge dans les sociétés modernes” ( 25/08/ 2001) no sitio Histoire, Géographie, Éducation Civique in http://pedagogie.ac-amiens.fr/histoire_geo_ic/ spip.php?article250

Susan Boyle, fantástica.

Já comprei o CD, pela Amazon. Mas fiquei agradavelmente surpreso com a colher de chá da Rádio UOL, com a trilha de Susan Boyle, I Dreamed a Dream. Talvez dure, no site, algum tempo. Mas vale a pena ouvir. Ela apresenta um canto sublime. Eu, que sou cristão, fiquei emocionado com a performance de Boyle com Amazing Grace. Sem pieguice, sem apelações, apenas a pura voz angélica. Das poucas boas coisas deste maldito 20010. Escutem, será bom. RR


http://www.radio.uol.com.br/volume/susan-boyle/i-dreamed-a-dream/19142

Images & Visions. Paris, em foco dirigido. Quero ir logo para lá, embora ali eu não seja amigo do rei. O rei daqui está intragável.

http://1.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Sw1ML4RyX7I/AAAAAAAAI9o/cDTR8I7w5ro/s1600/claudio+edinger+trio.jpg

Cada um tem sua opinião. No entanto, seria muito interessante ouvir a opinião das vítimas.



São Paulo, quarta-feira, 25 de novembro de 2009



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TENDÊNCIAS/DEBATES

Carta aberta ao presidente Lula sobre Battisti

BERNARD-HENRI LÉVY


Eu amo o Brasil, senhor presidente, e ficaria consternado de ver "nosso" Lula macular a tradição de acolher os refugiados


PREZADO presidente Lula, Sei bem que o debate sobre o caso Cesare Battisti, antigo militante dos Proletários Armados pelo Comunismo, acusado de atos de terrorismo na Itália dos anos 70, tem despertado paixões no seu país.
Também sei que o jogo das instituições brasileiras, o esgotamento dos procedimentos previstos na sua democracia e a decisão apertada a favor da extradição, tomada pelo Supremo Tribunal Federal após longo julgamento, fazem com que agora caiba ao senhor, e ao senhor apenas, o poder de decidir se esse antigo militante, que se tornou um escritor de sucesso, deve ou não ser entregue à Itália.
Senhor presidente, inicialmente gostaria de lhe dizer que ninguém mais do que eu tem horror ao terrorismo. E desejo deixar claro que a luta contra esse terrorismo, a luta contra o direito que alguns se atribuem, nas democracias, de fazerem a lei eles próprios e de recorrerem às armas para fazer com que suas vozes sejam ouvidas é uma das constantes, senão a constante, de toda a minha vida de homem e de intelectual.
No entanto, se me dirijo a Vossa Excelência, é exatamente porque não está provado que Cesare seja esse terrorista que uma parte da imprensa italiana descreve e que, se tivesse cometido tais crimes, não mereceria nenhuma indulgência.
Ele foi condenado como tal, eu bem o sei, por um tribunal legalmente instituído, num país cujo caráter democrático não imagino, em nenhum momento, colocar em dúvida. Mas até as melhores democracias (a França sabe disso, pois, durante a guerra da Argélia, tomou liberdades com a liberdade, e os EUA de Bush, após o 11 de Setembro...) podem incorrer em erros e cometer injustiças.
O processo de Cesare Battisti, esse processo que o reconheceu culpado há 21 anos pelas mortes de Santoro e Campagna, levanta, nessa circunstância, ao menos três questões às quais um homem imbuído de justiça e de direito não pode ficar insensível.
A primeira diz respeito ao testemunho e às provas produzidas pela acusação e a partir do que Battisti foi condenado: trata-se, essencialmente, do testemunho de um arrependido, quer dizer, de um verdadeiro criminoso que trocou, à época, sua própria condenação pela denúncia premiada de alguns de seus camaradas.
Battisti havia fugido para o México e, depois, para a França quando o arrependido Pietro Mutti imputou-lhe a totalidades dos crimes da organização em que militavam. Todos os observadores que tiveram conhecimento do caso não acreditam ser possível nem verossímil que um jovem de 20 anos tenha cometido tais crimes.
A segunda questão diz respeito a um principio da Justiça italiana e ao fato de que, diferentemente do que se passa em vosso país ou no meu, os condenados à revelia não têm, mesmo se forem capturados, se se entregarem ou se forem extraditados, direito a um novo processo no qual possam se defender.
Assim, se Vossa Excelência decidir recusar a Battisti o status de refugiado e deixar, então, que ocorra o procedimento de extradição, ele irá, logo que voltar à Itália, direto para a prisão (perpétua, já que tal é a pena a que foi condenado, sem apelação, no processo à sua revelia) e será o único condenado à prisão perpétua que jamais terá tido a possibilidade de se encontrar com seus juízes para confrontá-los e responder, pessoalmente, cara a cara, a respeito dos crimes que lhe são imputados.
E acrescento, finalmente, esse detalhe sobre o qual o mínimo que se pode dizer é que não é apenas um detalhe: Battisti nega os crimes que lhe são imputados. Numerosos são os seus colegas escritores e numerosos são os juristas que, após o exame do processo, acreditam ser plausível sua inocência. De sorte que corremos o risco de ver terminar seus dias na prisão um homem cujo único crime seria, nesse caso, ter acreditado, durante sua juventude, nas teorias da violência revolucionária.
Eu amo o Brasil, sr. presidente. Amo o exemplo que ele dá ao mundo de uma política fiel aos ideais progressistas e, ao mesmo tempo, aos princípios de equilíbrio e sabedoria. Eu ficaria consternado -somos muitos que ficaríamos consternados- de ver "nosso" Lula macular a tradição de acolher os refugiados, que é um dos orgulhos de seu país.
Extraditar Battisti criaria um perigoso precedente. Não extraditá-lo mostraria ao mundo, que tem os olhos voltados para o Brasil e para Vossa Excelência, que existem princípios que nem a razão de Estado nem a lógica dos monstros sem emoção podem suplantar. Eu peço a Vossa Excelência que aceite, senhor presidente, a expressão de minha simpatia, de minha admiração e de minha esperança. Atenciosamente,

BERNARD-HENRI LÉVY, escritor e filósofo francês, é fundador da revista "La Règle du Jeu" e colunista da revista "Le Point" e de diversos jornais em diferentes países.