terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CBN, Noite Total, como Tânia Morales, entrevista de uma hora com Roberto Romano sobre temas éticos.

Segunda, 01/12/2014, 22:27

'Ética é hábito'

Roberto Romano, professor de Ética na Unicamp, fala sobre sinceridade, integridade, política e sociedade. Para ele, falar sempre verdades pode ofender o próximo.
Roberto Romano, professor de Ética na Unicamp (Crédito: Gabriela Rangel / CBN)  

Roberto Romano, professor de Ética na Unicamp
(Crédito: Gabriela Rangel / CBN)

duração: 56:28
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11 hrs ·

|CBN NOITE TOTAL|

Roberto Romano, professor de Ética na Unicamp, participa do programa. Vamos entender os princípios da ética, dos pequenos deslizes cotidianos à corrupção na esfera pública. Participe da nossa conversa pelo site da CBN. http://migre.me/nfiXW

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Open Secrets. O ridículo não habita apenas as moradas da esquerda...ele é onipresente, onívoro....

Tea Party Army: Self-Dealing Officers Prey on Small Donors

A sample "enrollment card" in the Tea Party Army, which the group's website says can be obtained via a $100 donation.
A sample “enrollment card” in the Tea Party Army, which the group’s website says can be obtained via a $100 donation.
The Tea Party Army’s fundraising appeals are not subtle. A recent e-mail sent by the group, a super PAC, warns the reader that when George W. Bush left office, there were 1.8 million Muslims living America, and now there are “close to 7 million.”
“This horde of new Muslims may be quiet for now,” the fundraising e-mail cautioned. “But they are simply doing what the mullahs in their mosques are telling them: Keep quiet, keep your heads down, collect your welfare checks, have lots of babies and try not to chop off your daughter’s head in an honor killing so the Americans won’t wise up to our rapidly growing numbers.”
It’s not clear that there are actually many new Muslim immigrants (the Wikipedia page cited by the group in related fundraising materials says there are 2.6 million Muslims in America), but the Tea Party Army’s message describes a secret plan to install Sharia law. Tea Party Army’s proposed solution?
Pay them to send faxes to members of Congress demanding action to stop it. For $11, Tea Party Army will fax a form letter written in the payer’s name to all 38 members of the House Judiciary committee. For $35, Tea Party Army will fax all 435 members of the House. Clearly anticipating elderly people will be on the receiving end of this opportunity, Tea Party Army advertises cheaper rates to send the faxes for seniors — $2 off.
Tea Party Army founder Charles Benninghoff.
Tea Party Army founder Charles Benninghoff.
Besides being provocative — even in an era of fundraising appeals that often seem hysterical — the offer to send mass faxes seems archaic. But it’s not the only unusual thing about Tea Party Army PAC. It hasn’t raised vast sums of money this cycle — just $25,054, as of Sept. 30 — but every last dime of the money raised has come from donors who gave less than $200 and every last dime has been paid to a firm run by the man who signs the fundraising appeals as the Tea Party Army’s founder: Charles Benninghoff.
This might be less notable if it weren’t for the fact that Tea Party Army is another in a long string of organizations tied to Benninghoff, or a close cadre of associates, that seem to specialize in raising money off conservative themes of the moment and then go on to pay this same small group of people almost all of the money raised.
For example, all of Tea Party Army’s funds were paid to a consulting firm called Grassroots Campaign Creations, Ltd., which is based at the same address as the super PAC itself, and which owns the faxing “technology” used to power Tea Party Army’s pay-to-protest service. Guess what? Benninghoff is the listed president of the consulting firm, according to Nevada state corporate records — just as he is for Tea Party Army and Pray For Us (another nonprofit that encourages people to pay the group to fax various offices on a variety of hot-button issues).
While it’s not uncommon for a small number of firms or highly sought-after insiders to be heavily involved with many campaigns, Benninghoff is a disbarred attorney who, in 1999, pleaded guilty to filing false tax returns and lying on loan applications, and was sentenced to one year in prison. He is not well-known in political circles and Grassroots Campaign Creations is not a firm that’s widely used by campaigns or other political committees. In fact, it has been hired by only one other group — a PAC called Republican Majority Campaign, whose listed treasurer is a man named Randy Goodwin.
randygoodwin_275Republican Majority Campaign, a name which implies it is directly involved in helping win a Republican majority, has a vague website that lacks any names or specific promises to act. Despite being thin on details, it has raised $3.7 million this election cycle. A grand total of $250 of that was donated to the campaign of a federal candidate (Kirk Jorgensen, an also-ran in California’s 54th Congressional District) and $1,620 was spent on independent expenditures supporting federal candidates (phone calls talking up a second-tier candidate in Alaska’s Senate race).
Much of the remaining $3.8 million spent this cycle (more was spent than was raised) was divided between a handful of vendors and closely related political committees:
  • $10,000 was donated to Justice-PAC, of which Goodwin is the treasurer
  • $3.3 million was paid to the vaguely named firm Political Advertising, of Mesa, Ariz.
  • $85,000 was paid directly to Goodwin
  • $49,000 was paid to a Nevada company, Landslide Communications
  • $16,100 was paid to Grassroots Campaign Creations
  • $36,000 was paid to a California attorney named Gary Kreep.
The web brings to mind a network of PACs that sprung up around the 2012 election. That year, Goodwin was the listed treasurer of a single-candidate super PAC called Draft Herman Cain — formed five months after Cain created his presidential exploratory committee — and then later changed its name to Beat Obama PAC. That committee ended up paying Benninghoff’s Grassroots Campaign Creations firm around $72,000 and Goodwin $6,100. Kreep and Landslide Communications each were paid $3,000.
At that time, Washington Times investigative reporter Luke Rosiak detailed the super PAC’s interactions with a firm known for selling “sucker lists” — email fundraising lists that target a donor demographic that includes “middle-class tea partyers, including those who only recently became acquainted with the political world. Their most common occupation is retiree, records show.”

Benninghoff did not respond to requests for comment.

Enviado por um colega.

MANIFESTAÇÃO SOBRE O RELATÓRIO DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

A Comissão Camponesa da Verdade, reunida em Brasília nos dias 24 e 25 de novembro de 2014, manifesta-se publicamente sobre o que veio a público em relação ao Relatório da Comissão Nacional da Verdade, especialmente a partir da entrevista do Comissionado Pedro Dallari, publicada no Portal UOL no dia 18 deste mesmo mês.

Registramos apoio e concordância com as recomendações anunciadas, particularmente a punição dos agentes do Estado que cometeram graves violações de direitos humanos e crimes de lesa-humanidade e a necessidade de continuidade dos trabalhos de investigação por outro órgão de Estado, para esclarecer casos e fatos não contemplados no Relatório.

Contudo, apontamos nossa preocupação com a informação de que a CNV reconhecerá oficialmente apenas um número aproximado de 430 mortos/as e desaparecidos/as, referentes em sua quase totalidade a nomes e casos já reconhecidos.

A se confirmar esta informação, se consagra a exclusão da maioria de camponeses e camponesas mortos/as e desaparecidos/as das políticas de reconhecimento oficial, dificultando o acesso à justiça de transição.

Destaca-se que a Comissão Camponesa da Verdade entregou relatório circunstanciado de graves violações de direitos humanos dos camponeses como subsídios à CNV, incluindo uma lista de 1.196 camponeses e camponesas mortos/as e desaparecidos/as.

Reivindicamos o reconhecimento oficial de todos os camponeses mortos e desaparecidos no Relatório da CNV.

Brasília, 25 de novembro de 2014
Comissão Camponesa da Verdade

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jornal do Commercio 24/11/2014. Porque Roberto Romano não é nada otimista com os avanços da Lava Jato e outras.

Brasília-DF Luiz Carlos Azevedo

 Denúncias e evolução


Há muitas questões a serem respondidas na Operação Lava-Jato. Algumas talvez deixem de ser mistério logo. Para outras, que dizem respeito aos efeitos do processo, por óbvio só teremos a resposta daqui a algum tempo. Qual será o valor da empresa depois da descoberta de todos os desvios de que foi vítima? Qual será o prejuízo político e eleitoral para os partidos envolvidos nas acusações?
Essa leva de indagações inclui uma que só daqui a anos será respondida, se é que será. Qual a influência no aprimoramento das instituições do país? O economista Claudio Porto é otimista. "Estamos passando por um processo que pode vir a se mostrar algo da importância da operação Mãos Limpas na Itália", compara.
Depois da prisão de Tommaso Buscetta no Rio de Janeiro, nos anos 1980, houve o desmantelamento da Cosa Nostra, a máfia da Sicília. "É claro que o crime se reorganizou depois, mas não conseguiu ocupar o espaço que tinha antes no país", relembra Porto, presidente da consultoria Macroplan.
Como consequência da Lava-Jato, ele prevê a queda dos preços das obras públicas, expurgadas as propinas, para patamares razoáveis. Isso permitirá ao país expandir a infraestrutura, o que tem imenso potencial de melhorar a produtividade, portanto o crescimento econômico.
É a visão de um otimista. O filósofo Roberto Romano pensa de modo diferente. "Ao condenar (Fernando) Collor no julgamento do Congresso, os parlamentares faziam discursos se dizendo orgulhosos e homenageando a família. Poucos meses depois, estavam fazendo aquelas mesmas maracutaias que atacaram", relembra.
Para Romano, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o problema do Brasil é estrutural, portanto não será resolvido com uma investigação. "A corrupção é um hábito. E como dizia (Jacques) Lacan, um hábito é algo muito difícil de modificar. É feito de valores e contravalores".
As raízes da falta de fronteira entre o público e o privado são históricas. No Brasil Colônia e no Império, os tributos eram integralmente enviados à Corte. O que garantia a construção de pontes e estradas nas áreas rurais eram as contribuições dos fazendeiros. Em contrapartida, quando precisavam de dinheiro, eles achavam natural usar uma parte do que havia sido recolhido, conta o filósofo.
Em uma ponta estão empresários, na outra agentes do Estado, que agem para se beneficiar mutuamente. "Em nenhum país que eu conheço há tantos privilégios para detentores de mandatos como no Brasil. Onde mais um vereador tem direito a carro com motorista? Nos Estados Unidos, os ministros da Suprema Corte vão trabalhar dirigindo os próprios veículos", compara.
Grande parte dos agentes do Estado, de forma ampla, é vinculada a partidos políticos, com mandatos ou nomeados com o apoio dos eleitos. A função deles é garantir benefícios ao partido que está no poder e aos seus membros. Isso não é privilégio de uma legenda, como alguns imaginam. Nem mesmo algo exclusivo do país.
Romano lembra que no início do século passado, era comum o partido Trabalhista e o Conservador trocarem quase todos os nomes nos cargos públicos ao se alternar no governo. Na Alemanha, a República de Weimar fez isso. E, mais tarde, quando os nazistas venceram as eleições, tiraram todo mundo de lá e colocaram seus partidários.
O fato de esses países terem evoluído indica, ao menos, que nós também podemos trilhar esse caminho. "Estamos conseguindo, mas a passos de tartaruga. Não podemos ser ingênuos", avalia Romano.
A solução, lembra, deve ser a mudança da sociedade. Não adianta esperar que uma reforma política resolva isso, ou mesmo a maior eficiência do Judiciário. E o exemplo da Operação Mãos Limpas na Itália? "Ela não impediu que o (Silvio) Berlusconi se tornasse primeiro-ministro", pondera.

Tesouro de origem incógnita
O alerta do filósofo, sem dúvida, faz todo o sentido. Mas é bom lembrar que uma das principais forças de transformação da sociedade é o aumento da renda e a universalização da educação, coisas que avançaram consideravelmente no Brasil nas últimas duas décadas.
Quando se aprende que o dinheiro do Estado não é um tesouro de origem incógnita, mas sim o resultado da soma dos esforços individuais, torna-se mais fácil cobrar o correto emprego dos recursos, tanto do ponto de vista da eficiência quanto da lisura.
Ainda assim, não é fácil confiar na evolução social e política do país. Sobretudo quando lembramos a incapacidade das denúncias, do julgamento e das condenações do Mensalão de inibir os desvios do Petrolão.

Roque


TV Gazeta. Nêumanne entrevista Roberto Romano sobre a nossa pretensa república.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Radio Jovem Pan

24 Novembro 201424º - 19ºSÃO PAULO - SPJP NEWS JP FM PODCASTS
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CENTRAL DE NOTÍCIAS BRASIL POLÍTICA

 - Atualizado em 

Especialista diz que discurso da oposição deve se inflamar com novas denúncias de desvios em estatal

Por Jovem Pan
A denúncia de que Dilma sabia de desvios na Petrobras deve piorar ainda mais clima político em plena montagem da equipe para o segundo mandato. Reportagem da Veja diz que a presidente, na época ministra-chefe da Casa Civil, foi informada por e-mail de irregularidades em três licitações da estatal.

O comunicado foi enviado pelo ex-diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa, apontado como parte do esquema investigado pela Polícia Federal. Costa pedia solução para que as obras não fossem paralisadas, e o governo conseguiu impedir a suspensão dos contratos no Congresso Nacional.

*Ouça os detalhes no áudio

Em nota, o Palácio do Planalto disse que as suspeitas foram encaminhadas para a Controladoria Geral da União, que não detectou problemas. O cientista político Rafael Cortez afirmou ao repórter Anderson Costa que o fato vai inflamar o discurso da oposição durante a reforma ministerial.

O Ministério Público entende que há elementos para pedir a condenação de 11 executivos de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. O professor de Ética da Unicamp, Roberto Romano, disse que falta lei específica sobre a função de lobista para que casos semelhantes não aconteçam.

Neste fim de semana, a Justiça Federal determinou o bloqueio de mais 34 milhões de reais de envolvidos no esquema do Petrolão. O valor incluiria aplicações, fundos de investimentos e planos de previdência privada de executivos de empreiteiras e empresas investigadas.