quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

NO BLOG IT'S ABOUT NOTHING...maroleiros rides again

Mantega diz que inadimplência não preocupa e pede a bancos que emprestem mais

EDUARDO CUCOLO

da Folha Online, em Brasília

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse hoje que o aumento da inadimplência das empresas e famílias brasileiras em janeiro e fevereiro é um movimento normal para esta época do ano.

A pesquisa de crédito do Banco Central, divulgada nesta quinta-feira (26), mostrou que a inadimplência das pessoas físicas atingiu 8,3% dos financiamentos, o maior patamar desde maio de 2002.Outro levantamento, da Serasa, mostrou hoje que a inadimplência das empresas subiu 12,5% em janeiro em relação a dezembro de 2008. Na pesquisa do BC, o aumento foi de 11%."Eu não vi a inadimplência super alta. Eu vi uma pequena elevação. É normal que em janeiro e fevereiro haja isso. Você tem vencimentos de pagamentos de IPTU, IPVA. Isso não significa nenhuma deterioração importante da economia brasileira", afirmou o ministro.Mais cedo, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, também afirmou que o indicador se encontra em um patamar baixo e considerado normal pelo governo.

Crédito

O ministro da Fazenda também cobrou dos bancos brasileiros o aumento dos empréstimos e a redução dos juros e spread bancário. O spread é a parcela que embute os custos dos empréstimos, o que inclui impostos, risco de calote e lucro dos bancos.Segundo a pesquisa do BC, no mês passado houve queda dos juros, dos spreads e aumento do crédito para pessoa física. Já para as empresas, os resultados foram no sentido contrário, com juros e spread mais altos e menos crédito.

"Os bancos estão emprestando de menos para o meu gosto. Deveriam estar emprestando mais e poderiam estar baixando mais as taxas de juros do que estão aí", afirmou. O ministro afirmou que os bancos estão fazendo previsões de aumento da inadimplência acima do que vem sendo verificado. Esse é um dos fatores que vem contribuindo para dificultar a queda dos juros e o aumento do crédito."O que tem acontecido é que eles [os bancos] têm sido pessimistas nas previsões de inadimplência e depois a inadimplência acaba sendo menor que a prevista, mas aí eles já cobraram o spread mais elevado por conta disso."

Crescimento

O ministro disse ainda que vai continuar perseguindo a meta de crescimento de 4% prevista no Orçamento deste ano. Ele criticou as previsões mais pessimistas de crescimento feitas per economistas dentro e fora do Brasil. Para Mantega, essas previsões refletem mais o cenário internacional do que a situação real da economia brasileira. "Continuo acreditando que vamos ter crescimento positivo neste ano. Vamos continuar perseguindo a maior taxa de crescimento possível", afirmou. "Eu tenho repetido que os 4% não é uma mera previsão de economista. É uma meta a ser alcançada a partir de um trabalho do governo. E também depende de outros condicionantes. Estamos esperando que os americanos consigam dar uma solução para a crise financeira, um encaminhamento aos problemas que eles criaram e até agora não foram solucionados."

Não havia dito em um post anterior que não demoraria muito para alguém do governo mentir para esconder a realidade? Pois é, Mantega apareceu e fez. Mentir já horroroso sobre muitos aspectos, mentiras propagadas por um governo são piores, pois mostra que não podemos e nunca devemos confiar em nossos governantes. Mantega toma todos por idiotas que não conhecem a realidade. Ter um ministro da fazenda mentiroso e covarde é preocupante, é o mesmo que o país se abraçar a uma âncora no lamaçal da crise.A inadimplência aumenta tradicionalmente em maio e não nos dois primeiros meses do ano, só para desmentir o ministro.

A crise já faz vítimas entre os empregados. Hoje é comum nas fábricas e principalmente no comércio turnos de 12 horas, sem horas extras. Grandes lojas de departamento, supermercados e Hipermercados são famosos por aplicarem esse expediente. Conheço pessoas que trabalham nesse ritmo. Aparece esse cidadão ridículo e seu chefe e dizem que está tudo bem. O governo Lula continua com sua tese da marola.

Entrevista sobre a política nacional. UOL TV

Entrevista sobre a política nacional. UOL TV

21/02/2009 - 07h00
Romano: “Na política, sensação é de Carnaval o ano inteiro”

Blog do Noblat.

Sem cabimento a representação da oposição contra Lula

O advogado-geral da União, José Antonio Tofoli, se reuniu nesta quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir sobre a defesa que será apresentada na representação ajuizada pela oposição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). DEM e PSDB acusam a ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff, e o presidente Lula de propaganda eleitoral antecipada no Encontro Nacional de Prefeitos, realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro. Tófoli saiu da reunião do Planalto fazendo coro à versão de todo o governo de que não houve propaganda eleitoral antecipada no encontro promovido pelo governo.

- É um total descabimento a ação. Ali não há propaganda eleitoral antecipada. Foi um ato de governo, uma ação institucional para os novos prefeitos, no sentido de apresentar-lhes os programas do governo federal para facilitar o intercâmbio de ações - defendeu.

(Comentário meu: O advogado geral da União é advogado da União ou do presidente da República e do governo? A União e o presidente são a mesma coisa?

Não respondam. Em qualquer hipótese acreditarei sempre no que disser o advogado geral da União. Ele está prontinho para ocupar uma das próximas vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal.)

Finalmente....

26/02/2009 - 15h32

Bispo que questionou Holocausto pede perdão às vítimas e à igreja

Folha Online

O bispo britânico Richard Williamson pediu perdão nesta quinta-feira às vítimas do Holocausto e à Igreja Católica pelas declarações em que havia negado a dimensão do massacre de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). As informações foram divulgadas pela agência católica de notícias Zenit.

"Para todas as almas que ficaram verdadeiramente escandalizadas com o que eu disse, diante de Deus, peço perdão", disse o bispo, em uma declaração feita depois de chegar a Londres, vindo da Argentina, onde sofria risco de expulsão. "Observando essas consequências, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito."

A polêmica teve início depois que a excomunhão dele e de outros três bispos ultraconservadores foi suspensa pelo papa Bento 16, em janeiro. Eles haviam sido expulsos da igreja por terem sido ordenados sem autorização do Vaticano, nos anos 80, pelo arcebispo ultraconservador Marcel Lefebvre. Lefebvre liderava religiosos que se opunham às mudanças na igreja introduzidas pelo Concílio Vaticano 2º, como o fim do uso do latim durante as missas.

O movimento do papa em favor da unidade da igreja, reabilitando os membros da Sociedade São Pio 10°, acabou nublado pela divulgação posterior de uma entrevista de Williamson à TV sueca sueca SVT na qual ele questionou o Holocausto. "Acredito que não existiram câmaras de gás e [apenas] entre 200 mil e 300 mil judeus sofreram nos campos de concentração", disse então.

Vários grupos judaicos reagiram com indignação às declarações. O rabinato de Israel cortou todos os laços com o Vaticano no fim de janeiro. Em uma carta enviada à Santa Sé, o diretor geral do rabinato, Oded Weiner, suspendeu um encontro entre judeus e cristãos programado para o início deste mês. "Sem uma desculpa pública será difícil continuar com este diálogo."

A igreja tentou diminuir os atritos. Ainda em janeiro, o cardeal Walter Kasper, responsável pelas relações da igreja com os judeus, chamou as declarações de "estúpidas" em um editorial do jornal do Vaticano, "L"Osservatore Romano", e disse que o antissemitismo "não é objeto de discussão". O próprio papa condenou qualquer tentativa de negar o Holocausto, e Williamson escreveu, em 30 de janeiro, uma carta em que pediu desculpas pelas "observações imprudentes", mas não pelo conteúdo de suas declarações.

O movimento, no entanto, foi insuficiente para conter as críticas. No dia 3 deste mês, a chanceler alemã, Angela Merkel, que é protestante, exigiu que o papa deixasse "bem claro" que rejeitava a negação do Holocausto --cerca de 34% dos alemães declaram-se católicos, e 34%, protestantes. No mesmo dia, o jornal "Bild", o mais vendido da Alemanha, afirmou que o papa "cometeu um erro grave" e que o "fato de ser um papa alemão torna a questão especialmente ruim". Na juventude, Bento 16 foi obrigado, na juventude, a servir no Exercito nazista, mas fugiu e foi feito prisioneiro de guerra. A família dele se opôs ao nazismo e um primo dele foi executado pelo governo alemão por ter síndrome de Down.

Um dia depois da pressão vinda da terra natal do papa, o Vaticano exigiu que Williamson negasse "de forma inequívoca e pública" seus questionamentos a respeito da dimensão do Holocausto como um requisito para ser reabilitado na Igreja Católica. O documento informou também que Bento 16 não sabia do posicionamento do bispo quando suspendeu a excomunhão dele e de mais três bispos tradicionalistas.

Na semana seguinte, Williamson afirmou à revista alemã "Der Spiegel" que estava disposto a "rever as evidências históricas", dizendo ter encomendado um livro sobre as câmaras de gás, mas que não visitaria o campo de Auschwitz. Anteriormente, ele dissera que só pediria desculpas pela negação do Holocausto se encontrasse provas de sua existência. Nesta quinta-feira, Williamson disse que se limitou a dar uma "opinião de uma pessoa que não é um historiador, uma opinião formada há 20 anos com base nas provas disponíveis então, e raramente expressa em público desde então".

A agência católica que noticiou o pedido de perdão não divulgou, no entanto, nenhuma declaração de Williamson admitindo os números comumente aceitos de vítimas judias do nazismo, em torno de 6 milhões.

Na última terça-feira, Williamson deixou a Argentina, sob ameaça de expulsão. O governo argentino alegou que ele exercia atividades de direção no seminário que a Fraternidade São Pio 10° possui na cidade de Moreno, nos arredores de Buenos Aires, mas informara oficialmente ser um empregado administrativo da Associação Civil La Tradición.

Tensão com os judeus

A polêmica envolvendo Williamson foi o mais recente episódio de choque com autoridades religiosas judaicas do atual papado. No início deste ano, as relações ficaram tensas depois das declarações do cardeal Renato Martino, o presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz do Vaticano, segundo o qual Gaza, sob ataque israelense, assemelhava-se a um "grande campo de concentração".

Em 2007, o papa enfureceu muitos judeus ao suspender restrições a missas em latim com o rito tridentino, que contém uma oração pela conversão dos judeus. A Associação dos Rabinos Italianos decidiu, em resposta à decisão sobre a missa, boicotar as celebrações do dia anual de diálogo interreligioso entre judeus e cristãos, no último dia 17, instituído pelo papa João Paulo 2º como uma forma de combater o antissemitismo.

Outra fonte de atrito entre o Vaticano e Israel é o processo de beatificação do papa Pio 12, que liderou a igreja na Segunda Guerra e é acusado por grupos judaicos de ter fechado os olhos à perseguição nazista aos judeus. Em 2008, Bento 16 barrou o processo que poderia levar o antecessor a ser declarado santo, pedindo um estudo aprofundado sobre o assunto. O atual papa destacou, no entanto, o que chamou de trabalho silencioso de Pio 12 em favor dos judeus, nos tempos do Holocausto

Folha on line. É bom para os que elegeram o maroleiro e nas "pesquisas"de opinião, fornecem legitimidade ao seu "governo".


TAXA DE INADIMPLÊNCIA...

EDUARDO CUCOLO

da Folha Online, em Brasília

A taxa de inadimplência das pessoas físicas subiu em janeiro pelo quarto mês seguido e alcançou o maior patamar desde maio de 2002. A alta foi puxada principalmente pelas linhas de financiamento de veículos, que fecharam o mês passado com a maior inadimplência da série histórica do BC, iniciada em 1991.

De acordo com o relatório de crédito do Banco Central divulgado nesta quinta-feira (26), a inadimplência do consumidor passou de 8% para 8,3%. Em maio de 2002, estava em 8,4%. Esse indicador vinha crescendo desde a piora da crise. Em setembro, estava em 7,3 pontos percentuais.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

O indicador nas linhas de aquisição de veículos passou de 4,5% para 4,7%. No cheque especial, recuou de 10,6% para 10,3%. No crédito pessoal, subiu de 5,5% para 5,7%.

A inadimplência geral, que inclui também pessoa jurídica, passou de 4,4% em dezembro para 4,6% em janeiro, a taxa mais alta de agosto de 2007 (4,7%).

Para o BC, esse crescimento não é uma tendência que preocupa o governo. "Ele é alto em relação ao padrão de 2007 e 2008, mas essa evolução mais recente não mostra uma aceleração tão significativa. A expectativa é que esse nível de inadimplência se estabilize nesse patamar e depois recue", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Também houve aumento na provisão dos bancos para devedores duvidosos, que cresceu 4% no mês, para R$ 67,8 bilhões. Nos últimos três meses, esse valor cresceu 10,6%. Em 12 meses, subiu 29,2%.

Por indicação do Blog Prosa e Política, a entrevista no Congresso em Foco.

Comentário: sem comentários. Resta apenas aguardar as bocas virulentas do PT acusando o entrevistado de golpismo, etc. Enfim, a lógica das seitas ultrapassa todas as lógicas. Mas algumas pérolas reiteradas trazem desconforto a que atenta para a história, como a seguinte : "O governo Lula, primeiro, foi muito sábio do ponto de vista da política econômica. Ele conseguiu controlar a inflação..." Custava dizer o evidente, que a "sábia"política econômica do atual governo é parte essencial da "herança maldita", tão falada interna corporis no PT...e na imprensa cooPTada ?
RR

Novas queixas de Frei Betto contra o governo

Ex-assessor do presidente diz que Bolsa Família se transformou em um manancial de votos para o PT. No lugar do projeto de governo, enxerga um projeto de poder

Renata Camargo

O presidente Lula quer sair do governo com um certificado ISO-15.000 na área social. Para cumprir a meta, anunciada na semana passada durante a reunião de balanço de ações sociais do governo com 14 ministros, Lula terá primeiro que se explicar. Ele é acusado de usar seu principal programa social, o Bolsa Família, como “manancial de votos”.


As acusações formam feitas pelo ex-coordenador de mobilização social do programa Fome Zero – a principal plataforma eleitoral de Lula no primeiro mandato –, e amigo pessoal do presidente, Frei Betto, que avalia que nesses sete anos de governo, o PT mudou os rumos de sua política e deixou de lado um projeto inicial de governo, para se dedicar a um “projeto de poder”.


“É um governo que lamentavelmente na sua trajetória mudou a rota. Deixou de lado um projeto de Brasil, por um projeto de poder, a ponto de fazer hoje uma coligação de 14 a 16 partidos em função de um horizonte de poder e não um horizonte de Brasil”, defendeu Frei Betto em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, durante do Fórum Social Mundial realizado no final de janeiro em Belém (PA).


O frei dominicano – que deixou o governo Lula em 2004, por não concordar com os rumos da política petista na época – afirma que o PT, ao manter o benefício do Bolsa Família por tempo indeterminado, garante a fidelidade dos mais pobres que retribuem o benefício por meio do voto. “Não sou contra o Bolsa Família, mas ele é incompleto, imperfeito, insuficiente e assistencialista. Perdeu-se o caráter emancipatório para o caráter compensatório, em função de um projeto político, que não é a emancipação brasileira, mas a permanência no poder, na medida em que esses beneficiários do Bolsa Família trazem em contrapartida votos”, acusou.


O Bolsa Família é um programa de transferência de renda, criado para apoiar famílias pobres e garantir a elas, em especial, o direito à alimentação. No início do governo Lula, o programa fazia parte do Fome Zero – programa criado para acabar com a fome no Brasil, do qual estavam atrelados cerca de 60 programas sociais. Em 2004, o Fome Zero foi extinto enquanto programa e o Bolsa Família passou a ser prioridade do governo. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 11 milhões de famílias são beneficiadas pelo Bolsa Família. Dessas, mais de dois milhões passam fome. A maioria dos beneficiados é dos estados da Bahia e de Minas Gerais. O preço da bolsa varia de R$ 20 a R$ 182 e depende do número de crianças por família e da renda mensal familiar.


Receio


Na entrevista exclusiva, Frei Betto faz ainda avaliações sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e defende ainda que, apesar das críticas ao governo Lula, é preciso manter a esquerda no poder. Ele afirma que a candidata escolhida pelo presidente para concorrer nas eleições de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é “muito competente”, mas que não foi uma escolha do partido e sim do Lula. Ao site, o teólogo elogiou a política do governo para amenizar os efeitos da crise econômica mundial, mas se disse receoso sobre as conseqüências que dela no país. “Tenho a impressão que nós vamos enfrentar tardiamente as conseqüências dessa crise, principalmente no aumento do desemprego. Infelizmente, com todas as conquistas e pontos positivos do governo Lula, não se investiu no mercado interno”, considerou. Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, nasceu no ano de 1944, em Belo Horizonte. Ligado à esquerda, foi preso político durante a ditadura militar, acusado de apoiar guerrilheiros como Carlos Marighella.


Betto estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia, entrando para o convento dos dominicanos em 1965. Em toda a sua trajetória, a política e a religião sempre estiveram ligadas, sendo ele um dos defensores ferrenhos da teologia da libertação.


Leia a seguir a íntegra da entrevista exclusiva com Frei Betto.


Congresso em Foco – Na época em que o senhor coordenava o programa Fome Zero, o contexto da economia brasileira era outro. No início de seu governo, o presidente Lula estava preocupado em aumentar o PIB e provar que daria conta de melhorar os índices econômicos do país. Agora o governo, apesar da crise, está em uma situação economicamente mais estável. Lula, inclusive, esbanja altos índices de popularidade.


Em relação às questões sociais, houve também um amadurecimento do governo?


Frei Betto – Na verdade, o governo Lula estabeleceu uma série de programas sociais que estavam atrelados ao Fome Zero. Depois de dois anos essa marca foi, a meu ver, irresponsavelmente, mudada para o Bolsa Família. O Bolsa Família era um dos 60 programas do leque Fome Zero. Quando nós elaboramos o Fome Zero, a proposta era que cada família permanecesse na dependência do governo federal, no máximo, por dois anos. Fim dos dois anos, a família teria condições de produzir a sua própria renda. Era um programa emancipatório. Aí, alguns setores do governo descobriram que o Bolsa Família era um grande manancial de votos. Ou seja, melhor manter as famílias dependentes permanentemente do governo, que elas vão retribuir em votos. Daí se matou o Fome Zero e se valorizou o Bolsa Família, que eu não sou contra, mas é incompleto, imperfeito, insuficiente e assistencialista. Perdeu-se o caráter emancipatório para o caráter compensatório, em função de um projeto político, que não é a emancipação brasileira. Mas é a permanência no poder, na medida em que esses beneficiários do Bolsa Família trazem em contrapartida votos.


Quais as avaliações que podem ser feitas desses quase sete anos de governo Lula?


É um governo que lamentavelmente na sua trajetória mudou a rota. Deixou de lado um projeto de Brasil, por um projeto de poder. A ponto de fazer hoje uma coligação de 14 a 16 partidos em função de um horizonte de poder e não um horizonte de Brasil. Sabendo que a maioria desses partidos historicamente sempre foram contra as propostas do PT e não tem nenhuma afinidade com aquilo que o PT, durante 20 anos, definiu como prioridade para o Brasil. Como por exemplo, a reforma agrária que até hoje não foi feita.


Como o senhor avalia o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um dos carros-chefes do governo Lula e, certamente, da campanha da ministra Dilma Rousseff à presidência?


O PAC peca por dois fatores: um porque o governo deveria primeiro desentravar a burocracia federal que existe para a realização de obras públicas. O processo de licitação, de implementação, tudo isso é muito complicado. E segundo, o PAC não é feito de uma maneira que privilegia as áreas mais pobres do país. São grandes obras de energia e etc, importantes para o Brasil. Mas eu acho que um PAC verdadeiramente correspondente às necessidades brasileiras, ele deveria priorizar educação, produção para o mercado interno, transporte. Nós temos um sistema absolutamente precário de transporte, e ao mesmo tempo, eu volto a dizer a reforma agrária.


No seu ponto de vista, o Lula que se despede do governo no próximo ano é uma pessoa ideologicamente diferente da que entrou em 2003?


Eu não entro nisso de falar da pessoa. Até porque sou amigo do presidente Lula. Mas eu diria que o projeto do PT no governo em 2002 é muito diferente do projeto que o governo do PT atual tem.


Em relação à sucessão presidencial, o senhor acha que a esquerda deve se manter no poder ou é saudável uma alternância com a direita?


Tem que se manter. É claro! [risos] Espero que o mínimo que foi conseguido, não seja perdido. Agora vamos ver como é que isso passa, porque as eleições em São Paulo mostraram que o presidente Lula não transfere facilmente o seu prestígio. Então isso é uma incógnita até agora. Vamos esperar para ver. Mas eu sempre digo, apesar das críticas que eu tenho ao governo Lula, Lula é melhor para o Brasil e para a América Latina do que qualquer outro político brasileiro hoje. Agora qual é a capacidade que ele vai ter de fazer um sucessor ou uma sucessora, eu não tenho bola de cristal para isso.


Sobre a sucessão, o que o senhor avalia da ministra Dilma Rousseff?


Eu acho a Dilma uma pessoa muito competente, uma pessoa que pode dar continuidade [ao projeto do Lula]. Sem dúvida nenhuma entre ela e um candidato do PSDB, eu votarei nela. Agora eu lamento que seja uma candidata do Lula e não uma candidata do PT. Queria que viesse uma candidata do partido.


O ministro da Justiça, Tarso Genro, seria esse candidato do partido?


Sem dúvida nenhuma. Como o ministro Patrus [Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome] também. E outros, como o [ministro da Educação] Fernando Haddad, que é altamente competente. Ele tem feito o impossível na educação sem o suficiente apoio.


Em relação à crise econômica mundial, qual a sua avaliação sobre a política do anticrise do governo Lula?


O governo Lula, primeiro, foi muito sábio do ponto de vista da política econômica. Ele conseguiu controlar a inflação, conseguiu segurar de certa maneira as especulações e, ao mesmo tempo, tem procurado fazer políticas sociais para melhorar a qualidade de vida e o poder aquisitivo das classes mais pobres, principalmente, por meio do salário mínimo e do programa Bolsa Família. Agora a minha pergunta hoje é: será que isso é suficiente segurança para resistir ao que vem aí? Tenho impressão que nós vamos enfrentar tardiamente as conseqüências dessa crise, principalmente no aumento do desemprego.


Nesse caso, qual deve ser a postura das centrais sindicais e dos trabalhadores?


Quando eu vejo centrais sindicais irresponsavelmente propondo redução de salário sem redução de hora do trabalho, isso me preocupa muito. Isso é cortar direitos sociais que derivaram de anos e anos de lutas. Lutas muito fortes para conquistar oito horas de trabalho e uma série de direitos. E essas centrais, infelizmente são poucas, agora querem abrir mão, quando os empresários não estão dispostos a abrir mão da margem de lucro. O correto seria o seguinte: nós abrimos mão do salário, mas vocês abrem mão do lucro. Aí sim teríamos uma relação, entre parênteses, eqüitativas. Mas, na realidade, isso não acontece. E por isso que eu não concordo de maneira alguma em abrir mão de salário. Salário é sagrado. O trabalhador brasileiro é muito mal pago. Sabemos que de 190 milhões de brasileiros, pelo menos 115 milhões ganham menos de três salários mínimos. Nós somos efetivamente uma nação de pobres, com ilhas de grande ostentação e fortuna.


O senhor parece receoso em relação a essa crise...


Eu estou. Porque eu acho que nós somos uma economia muito vulnerável. Nós dependemos muito da injeção do capital estrangeiro e esse capital está saindo do Brasil, por isso que a Bolsa de 70 chegou a 38 pontos. Isso reflete que nós ficamos desancorados. Infelizmente com todas as conquistas e pontos positivos do governo Lula, não se investiu no mercado interno. Um exemplo disso é a produção de alimentos. Os nossos alimentos são muito mais voltados para a exportação, do que para o mercado interno. Então você tem uma quantidade imensa de grãos produzidos no Brasil que são colocados nos navios para ir para a China, para a Índia, Europa, Estados Unidos, mas não são colocados a preços acessíveis no mercado interno.

Ainda é carnaval...


Charge Aroeira

Nivel civilizatório. O trânsito brasileiro é a guerra de todos contra todos. Nada mais.

26/02/2009 10h29
Curitiba: Garoto é arremessado de carro após freada (0:28)
Segundo testemunhas, o pai do garoto dirigia em alta velocidade. Mais informações em UOL Notícias http://noticias.uol.com.br/

Do Blog de Orlando Tambosi, com anotações minhas em azul...

Por que Deus seria reprovado pelo CNPq

Recebi do amigo Renê Müller (danke) e passo adiante. Com o currículo que tem, Deus certamente seria reprovado pelo CNPq, pelas seguintes razões:
1. Só tem uma publicação;
2. Esta publicação não foi escrita em inglês, e sim em hebraico (mesmo que tenha sido traduzida para vários idiomas);
3. A referida publicação não contém referências bibliográficas;
4. Não tem publicações em revistas indexadas, ou comissão editorial, ou ainda com parcerias;
5. Há quem duvide que sua publicação tenha sido escrita por ele mesmo. Em um exame rápido, nota-se a mão de, pelo menos, 11 colaboradores;
6. Talvez tenha criado o mundo. Mas o que tem feito, ou publicado, desde então?
7. Dedicou pouco tempo ao trabalho (apenas 6 dias seguidos);
8. Poucos colaboradores Seus são conhecidos;
9. A comunidade científica tem muita dificuldade em reproduzir seus resultados;
10. Seu principal colaborador caiu em desgraça ao desejar iniciar uma linha de pesquisa própria;
11. Nunca pediu autorização aos Comitês de Ética para trabalhar com seres humanos;
12. Quando os seus resultados não foram satisfatórios, afogou a população;
13. Se alguém não se comporta como havia predito, elimina-o da amostra;
14. Dá poucas aulas e o aluno, para ser aprovado, tem que ler apenas seu livro, caracterizando endogenia de idéias; (Neste item, Ele seria aprovado pelos assessores Ad hoc do CNPq e de outras agências nacionais e internacionais. Os tais assessores existem justamente para garantir a endogenia, para expulsar toda e qualquer diferença de pensamento, notemos a facilidade que tem os pesquisadores ligados às seitas, os quais citam os livros dos proprietários das seitas, copiam servilmente as "idéias"daqueles donos do espaço acadêmico).
15. Segundo parece Seu Filho é que ministra Suas aulas;(ainda aqui, basta perguntar quantos donos das seitas acadêmica ministram aulas e quanto se arrimam em bajuladores para tal mister).
16. Atua com nepotismo, fazendo com que tratem Seu Filho como se fora Ele mesmo;(o mesmo, um seguidor do proprietário da seita recebe recursos de pesquisa, etc. porque usa o Santo nome do patrono, e não é em vão...).
17. Ainda que Seu programa básico de curso tenha apenas dez pontos, a maior parte dos Seus alunos é reprovada;
18. Alem de suas horas de orientação serem pouco freqüentes, apenas atende Seus alunos no cume de uma montanha;
19. Expulsou os Seus dois primeiros orientados por aprenderem muito;
20. Não teve aulas e nem fez mestrado com PhDeuses;
21. Não defendeu teses de doutorado ou Livre Docência;
22. Não se submeteu a uma banca de doutos titulares;
23. Não fez proficiência em inglês;
24. Não existe comprovação de participação Sua em bancas examinadoras e de publicação de artigos no exterior...

Autor Anônimo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Agora, que os demitidos da Embraer votaram em Luis Inácio, é mais do que certo. Merecem.


25/02/2009 - 18h32

Lula quer apoio da Embraer a demitidos, mas não pede revisão dos cortes

Piero Locatelli
Do UOL Notícias
Em Brasília
O presidente Lula se reuniu hoje com o presidente da Embraer, Frederico Curado, para discutir a demissão de mais de 4.000 funcionários anunciada pela empresa na semana passada.

Segundo o Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, o presidente fez um apelo para a empresa fazer o possível para melhorar a situação dos empregados demitidos. Lula, porém, não pediu para a empresa rever as demissões. "O presidente não pediu porque entendeu perfeitamente [a explicação de Curado]", disse o ministro. O presidente da Embraer apresentou detalhes das operações da empresa para justificar as demissões ao presidente Lula. Curato disse que o motivo das reduções na demanda está fora do Brasil. Segundo ele, está nos países desenvolvidos, principal mercado da empresa.

"A Embraer tem todo o apoio necessário do governo federal. O problema não é do governo brasileiro, não é do Brasil", disse Curado. Segundo ele, não há como a empresa readmitir empregados enquanto não houver aumento da demanda.

MAIS ECONOMIA







Miguel Jorge falou que o governo não deve agir diretamente para conter as demissões, pois não pode dar tratamento diferenciado a uma empresa. "O governo não tem o que fazer... só se o governo comprar aviões, mas o governo não compra aviões", disse ele.

O governo vai manter a linha de crédito do BNDES para a compra de aviões. A linha é destinada a outras empresas, mas beneficia diretamente a Embraer.

Além de Lula, Jorge e Curado, estiveram presentes na reunião o ex-presidente da Embraer, Maurício Botelho, e o atual vice-presidente, Horácio Forjaz. Também participaram dela, os ministro Guido Mantega (Fazenda), Dilma Roussef (Casa Civil) e representantes do BNDES.

Se você acredita em Holocausto, aqui está o meu argumento, o mesmo dos nazistas.

Entrevista sobre a política nacional. UOL TV

21/02/2009 - 07h00
Romano: “Na política, sensação é de Carnaval o ano inteiro”

Resposta a José Dirceu (2)


Resposta a José Dirceu (2)

Roberto Romano

Discutamos o Congresso Nacional em alto nível. Nele, temos amostra fiel dos políticos brasileiros. Ninguém mais indicado para dizer do que o presidente do TSE, o ministro Ayres Brito, o qual decidirá, com seus pares, o processo do “mensalão”: “Há políticos que fazem de sua caneta um pé de cabra”. O juiz não indica o número dos que usam tal engenhoca: 300, como falou alguém, ou mais? Brito explicita: “Há muitos políticos que fazem de tudo para chegar às maiores alturas para fazer as maiores baixezas”. (Ag. Estado, 4/10/2008). Com a impunidade garantida pelo privilégio de foro, o par altura-baixeza flui sem peias.

Adianta o ministro: a corrupção “abate de uma só cajadada” as bases constitucionais da ética e da eficiência exigidos na república. E afirma que o caixa dois é o câncer das campanhas políticas. Se tivesse dito que “alguns”, ou “certos”, políticos usam canetas como pé de cabra, seria árduo invocar tais juízos. Mas o qualificativo “muitos” nos lábios do juiz prudente não permite hesitar. O ex-Chefe da Casa Civil diria que o ministro alardeia mentiras, deita “falação”? Jamais. Mesmo porque ele será julgado pelo autor da fórmula.

Dirceu quer, de maneira grotesca, inverter os papéis. Explicações são devidas por ele e outros cassados por falta de decoro. Retorno ao Congresso. Na ciência e tecnologia basta lembrar o corte de 1,1 bilhão de reais, valor 10% maior do que a receita da Fapesp, agência líder no financiamento de pesquisa. A medida recebeu ataques da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Mas não apenas cientistas se ergueram contra o ato. Sérgio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, taxou de irresponsável o sumiço de 18% em sua pasta. O relator (do PT), segundo o ministro, mostrou “falta de responsabilidade com o futuro do Brasil”. Leia, Dirceu, o Jornal da Ciência (22/1/2009) e o boletim da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. Feita a proeza, surge a busca de remédios para os danos causados à pesquisa. O Congresso, nessa matéria, não merece elogios.

Ao contrário de me atribuir a pecha de mentiroso - ataque imprudente à honra de um professor titular, cargo obtido por concurso público, com mais de 30 anos de serviço, provas rigorosas de ilibada reputação profissional - fosse Dirceu aos laboratórios, a testemunhos e dados. Dei a resposta no diapasão usado por ele: à sua grosseria de ex-onipotente, acirrada pelo nervosismo pré-julgamento, apenas insanos responderiam com puras análises lógicas. O primeiro vitupério do seu blog, sem ter ele sido mencionado por mim ao Globo, evidencia o nível próprio aos desabridos.

Sobre segurança Dirceu também me acusou, sem provas, de mentiroso. O Estado deve proteger a vida. No Brasil, para cada agente público de segurança há três privados. Temos 1,7 milhão de vigilantes contra 602 mil policiais civis, militares, federais e bombeiros (fonte: Polícia Federal). Entre 2003 e 2006 a segurança pública aumentou 5%, a particular 40%. O Congresso corrige a falha? Vejamos. Em 2008 T. Genro previa corte de 140 milhões para 2009, no maior programa público de segurança. O corte “no Congresso foi bem maior, chegou a cerca de R$ 250 milhões” (UOL,19/01/09). O estímulo a policiais será de 472 milhões, após o corte no Congresso “de aproximadamente R$ 148 milhões” (Contas Abertas, 16/2/2009). Alguns parlamentares querem mudar o quadro, debalde. Sobre o tema, leia Dirceu, Controle Judicial da Segurança Pública, livro de Valter Foleto Santin.

Dirceu confunde Parlamento e facções corruptas que arruinam a instituição. Mentira grossa é aceitar verbas indenizatórias escondidas, receber auxílio paletó e sinuosas verbas de gabinete, fruir do privilégio de foro sem o qual políticos improbos estariam presos, louvar um Congresso que se identifica aos Sarney, Renan e Collor, aos castelos escondidos do fisco. Faça Dirceu o que quiser da ética, hoje bandeira rota de seu partido, suplique votos dos deputados para sua anistia no Congresso, mas não brinque, para tal fim, com a honra profissional alheia. A resposta será pronta.

Do blog Pérolas, de Alvaro Caputo.

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O Globo, 21/2/2009, Cartas do leitor.

Um conhecido meu, nordestino modesto, casou-se há dois anos. Levou a esposa para ver sua família e, chegando lá, constatou que os irmãos não faziam nada. Sempre na casa da mãe. A mãe disse: “Eles não têm emprego”. Os irmãos completaram: “Para que trabalhar? Temos bolsas.” Outro nordestino, depois de anos, resolveu ir à terra. Foi ver o antigo patrão que o ajudara tanto. Viu o homem carregando os caixotes para os caminhões e perguntou: “Cadê os homens?” EIe respondeu: “Estão nos botequins, têm bolsa. Para que trabalhar?” O mal que o PT está fazendo ao Brasil é incomensurável. O PT tinha e tem nomes bons, porém, não os aproveita. A nação está sendo administrada por gente de baixíssima intelectualidade. Se a nossa civilização fosse a lnca, essa gente do PT já estaria fora há muito tempo. Os incas não entendiam existir a ociosidade.

EUZEBIO SIMÕES TORRES (por e-mail, 21/2), Rio

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Turma do Bolsa Família foge da ‘profissionalização’

O governo lançou no ano passado um programa que tinha a aparência de porta. Uma porta de saída para a clientela do Bolsa Família.

A idéia era oferecer cursos profissionalizantes para os brasileiros pobres. Conforme noticiado aqui, chegou-se mesmo a firmar uma parceria com a iniciativa privada.

Pretendia-se reservar 45% dos empregos criados em obras do PAC para os pobres pendurados no cadastro do Bolso Família.

Idealizaram-se cursos para profissões como: pintor, azulejista, encanador, carpinteiro, mestre-de-obras, desenhista, eletricista, tratorista, gesseiro, etc.

Tomada pelo que estava escrito no papel, a iniciativa parecia condenada ao êxito. Vista pelo resultado, tornou-se um fiasco.

O plano subiu no telhado por duas razões: foi atropelado pela crise global e, mais grave, fenece por falta de interesse dos candidatos a emprego.

Deve-se ao repórter Roldão Arruda a revelação: das 370 mil pessoas selecionadas pelo governo como alunos portenciais dos cursos, só 18,5 mil (5%) demonstraram interesse.

Por que? Na opinião do governo, as pessoas receiam que, matriculando-se nos cursos profissionalizantes, perderão o capilé do Bolsa Família.

De nada adiantou o governo assegurar que ninguém seria desligado do programa senão depois que ficasse caracterizada a efetiva inserção no mercado de trabalho.

Consolida-se a impressão de que será mais difícil do que se imaginava retirar do Bolsa Família o caráter meramente assistencialista.

Blog do Josias na Folha Online

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What one person receives without working for, another person must work for without receiving

"You cannot legislate the poor into freedom by legislating the wealthy out of freedom. What one person receives without working for, another person must work for without receiving. The government cannot give to anybody anything that the government does not first take from somebody else. When half of the people get the idea that they do not have to work because the other half is going to take care of them, and when the other half gets the idea that it does no good to work because somebody else is going to get what they work for, that my dear friend, is about the end of any nation. You cannot multiply wealth by dividing it."

Dr. Adrian Rogers, citado em email que recebi de um amigo

No Blog Prosa e Política, Adriana Vandoni.

25/02/2009 às 10:40:00h
Como mutante

(Adriana Vandoni) Jarbas Vasconcelos (PMDB), Fernando Gabeira (PV) e Gustavo Fruet (PSDB), estão traçando a constituição de um grupo suprapartidário anticorrupção. “Essa reunião não pode ser confundida como o embrião de um novo partido. Isso pode até surgir mais à frente, não nessa fase...”, disse Vasconcelos. O grupo já conta com 30 parlamentares.

Gente, animei!, será que alguém do estado de Mato Grosso se dispõe a enfrentar essa luta suprapartidária? Eu estou dentro e coloco o blog à disposição. Mas deixo claro que para que eu faça parte desse movimento em meu estado, não vale a presença de apoiadores de políticos com mais de cem processos na Justiça, ou daqueles mutantes genéticos, que apesar de possuírem herança genética honesta, por obra talvez da natureza política, sofreram transformações que os converteram em seres mutantes, muito embora ainda carreguem em seus discursos suas origens cromossomiais.

Blog do Noblat

Deu em O Globo

O massacre da Embraer foi morte anunciada

De Elio Gaspari:

Há uma semana, diante da notícia do massacre da Embraer, no qual foram destruídos quatro mil empregos, Lula indignou-se. Segundo a narrativa de sindicalistas que estavam com ele, Nosso Guia teria dito: "É um absurdo que uma empresa que recebeu recursos do BNDES ao longo dos últimos anos, ao primeiro sinal de problemas, promova este enorme corte, sem uma única conversa com alguém do governo, sem nos procurar."

De duas uma: Lula está fazendo teatro (a melhor hipótese) ou disse a verdade, revelando que não tem ideia do que acontece no país e no seu governo. Pior: seus ministros do Trabalho, do Desenvolvimento e da Fazenda também não.

A informação de que a Embraer pretendia demitir quatro mil funcionários era pública desde dezembro do ano passado. Foi revelada pelo repórter Julio Ottoboni, referindo-se a um boletim interno da empresa. Ottoboni informou o tamanho da carnificina, "quatro mil funcionários", e a época, o início de 2009. Lula e seus ministros podem dizer que não leem jornal, mas a informação constou da sinopse que a Radiobrás organiza diariamente.

Os sindicalistas de São José dos Campos sabiam do plano da Embraer e dizem que tentaram negociar com a empresa mecanismos semelhantes aos que têm protegido milhares de empregos. José Lopes Feijoó, da executiva da CUT, contou que a Embraer chegou a marcar um encontro com o ministro Guido Mantega, mas não apareceu. Discutiriam a qualidade dos sambas-enredo das escolas?

Quem diz que foi surpreendido ofende quem lhes dá crédito. Com o tempo vai-se saber quem conversou com quem. Por enquanto, fica a possibilidade de ter havido um acordo tácito: a Embraer faz o massacre, eu digo que não sabia, falo mal de seus diretores durante uma semana e depois vamos às práticas de sempre.

Que práticas? Desde o tempo dos generais a Embraer é uma queridinha do palácio. Se o presidente precisa de um cenário para bombar os avanços tecnológicos de seu governo, marca um evento em São José dos Campos e aparece na foto ao lado de aviões, robôs e máquinas fantásticas. Quando o tucanato precisou bombar sua publicidade, os marqueteiros selecionaram um plantel de bem-sucedidos para ilustrar anúncios pelo Brasil afora. Na lista, o presidente da Embraer.

A intimidade do Planalto com a Embraer chegou ao apogeu em 2004, quando Nosso Guia encomendou o AeroLula à empresa europeia Airbus, ao preço de US$ 56,7 milhões. Presidindo um país onde funcionava a quarta maior fábrica de aviões do mundo, teria sido razoável encaminhar o pedido à Embraer. Empregaria 400 pessoas durante seis meses. Segundo o Planalto, o Airbus era essencial porque sua autonomia permitia voos diretos até Paris ou Nova York.

Considerando que esses trajetos não são frequentes, ficava pelo menos a dúvida. Ela foi desfeita pela Embraer, que se apressou em respaldar a decisão, informando que não produzia o tipo de avião pedido, nem pretendia fazê-lo nos próximos cinco anos. Caso raro de empresa amparando uma preferência pelo concorrente.

George Bush e Henry Paulson, seu secretário do Tesouro, fizeram muitas besteiras, mas nunca lhes passou pela cabeça armar um jogo ao fim do qual pudessem dizer que não sabiam que o banco Lehman Brothers estava quebrado.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Blog de Josias de Souza

25/02/2009

Jarbas prepara discurso sobre 'corrupção na política'

Fábio Pozzebom/ABr

Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) parece mesmo decidido a tornar-se um personagem incômodo no Congresso.

Para evitar que o alarido das baterias amorteça as declarações que sacudiram Brasília na fase pré-carnavalesca, o senador decidiu subir à tribuna do Senado.

Prepara um discurso azedo. Pretende detalhar as perversões que desvirtuam a ação dos partidos políticos. Práticas que arranhou em entrevista veiculada há dez dias.

Para Jarbas, não se deve permitir que o Carnaval funcione como anestésico contra um debate que considera “urgente e inevitável”.

O senador trata a corrupção como “um tumor”, que precisa ser “lancetado”. No discurso, pretende ultrapassar as fronteiras do PMDB.

Vai mencionar, por exemplo, um flagelo que infelicita os governos estaduais e também o federal: o assédio dos partidos às arcas do Estado.

“Por que determinados partidos procuram governadores e presidentes da República para pedir espaço em diretorias financeiras de estatais?”, pergunta Jarbas.

“Qual é a explicação lógica, a justificativa racional para que um partido como PMDB reivindique o comando e diretorias financeiras de uma estatal como Furnas?”

A resposta às questões que o senador vai levantar, por óbvia, é conhecida até dos mármores que forram o prédio do Senado.

Os políticos acercam-se dos cofres das estatais para desviar verbas públicas. Em português claro: para roubar.

Jarbas conhece o problema de perto. Conta que, à época em que governou Pernambuco, legendas que o apoiavam apresentaram demandas do gênero.

Diz ter resistido: “Jamais admiti entregar estatal a partido político. Minas escolhas sempre recaíram sobre nomes técnicos”.

Dirá no discurso que o Congresso deveria aprovar uma lei que impusesse pela força o que muitos governantes deixam de fazer por bom senso.

“Deveríamos ter uma norma consagrando o entendimento de que diretoria financeira de estatal –pequena, média ou grande— nunca pode ir para partido político”.

Acusado pelo PMDB de produzir acusações “genéricas”, Jarbas dá de ombros. Diz que não é “auditor”. Acrescenta:

“Não estou atrás de nomes para dar. Meu interesse é o de combater práticas danosas, extirpar do meio político os usos e os costumes perniciosos”.

Afora o discurso, o senador articula com os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) a constituição de um grupo suparpartidário anticorrupção.

Conforme noticiado aqui, a trinca organiza para a semana que vem um encontro no qual a ação do grupo será esboçada.

Mal acomodado nos quadros do PMDB, Jarbas vai ao encontro com uma preocupação:

“Essa reunião não pode ser confundida como o embrião de um novo partido. Isso pode até surgir mais à frente, não nessa fase...”

“...Agora, todo o nosso esforço deve se voltar para o combate à corrupção e às práticas políticas nocivas...”

“...É preciso desnudar diante dos olhos da nação esse esquema nefasto dos partidos para alcançar os cofres do Estado”.

Diferenças entre os maroleiros e os governantes efetivos.

"OBAMA: Now, if we're honest with ourselves, we'll admit that for too long we have not always met these responsibilities, as a government or as a people. I say this not to lay blame or to look backwards, but because it is only by understanding how we arrived at this moment that we'll be able to lift ourselves out of this predicament."

PROCUREM NO BRASIL (NO CONGRESSO, NO EXECUTIVO PRINCIPALMENTE), FRASES COMO A CITADA ACIMA E DITAS ONTEM DIANTE DOS PARLAMENTARES NORTE-AMERICANOS. AQUI, SÓ EXISTEM, COMO SABEMOS DESDE LONGA DATA, COITADINHOS E TRIUNFANTES. É A DIFERENÇA ENTRE UMA REPÚBLICA E UMA...
RR

Numa república verdadeira em crise...enquanto em certa "república"o presidente fala em marolinha.

THE NEW YORK TIMES. 25/02/2009

Obama Assures Nation: ‘We Will Rebuild’

He Calls for an Ambitious Agenda, With Eye on Deficit

President Obama asked both houses of Congress to quickly address energy, education and health care.

News Analysis
In Time of Crisis, Urging Bold Action and Big Ideas

The president sought to convince anxious Americans why now is the right time for expanding aspirations.

First Lady’s Guests Reflect Themes of the Speech