quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Número atual da Revista Comciencia, do Labjor Unicamp, debate sobre o Ensino Religioso.

http://www.comciencia.br/comciencia/

Reportagem

Acordo com Vaticano reacende polêmica sobre ensino religioso
Por Fernanda Vasconcelos e Renata Rossi

Nas últimas semanas, o Brasil tem vivido intensas discussões acerca de um acordo entre o Brasil e a Santa Sé (PDC n° 1.736/09), relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil. Um dos pontos do debate é o ensino religioso nas escolas públicas. Embora o artigo 11 do acordo fale em liberdade religiosa e em diversidade cultural, além de lembrar que o ensino religioso é facultativo, o fato de ter sido assinado pelo governo brasileiro e pela Igreja Católica reacendeu as discussões sobre o Estado laico, que é independente de toda e qualquer confissão religiosa. O ato bilateral foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 26 de agosto e segue para votação no Senado.

Para Roseli Fischmann, professora dos Programas de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), e coordenadora do grupo de trabalho “Estado Laico”, o acordo é inconstitucional. “O artigo 19 da Constituição Federal veda a União, Estados, Municípios e Distrito Federal estabelecer aliança com igrejas ou seus representantes, e o acordo, mesmo sendo de tipo bilateral, internacional, incide nessa proibição”, justifica. Roberto Romano, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acredita que a liberdade religiosa e a paz pública são ameaçadas pelo acordo. No cenário nacional, ela seria um agravante à intolerância: “O Brasil, até hoje, apesar das lutas em surdina entre as denominações cristãs – e da intolerância de todas elas em relação aos cultos africanos, espíritas, budistas –, não tinha uma querela aberta, como a causada pelo acordo”, diz Romano.

Já o arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, no artigo “ Acordo e laicidade ”, publicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirma que o acordo consolida posições já estabelecidas e “nada tem a ver com entendimentos que apontam privilégios para uma determinada confissão religiosa em detrimento de outras”. Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo (“Um acordo comum”, 15/08/2009), Bonifácio de Andrada, professor de direito constitucional e deputado federal (PSDB-MG), defende a aprovação. “Acordos desse tipo são comuns mundialmente, sobretudo no Ocidente, para garantir ao povo o direito às suas crenças. O Estado democrático é laico, mas a nação é religiosa”, afirma. Andrada defende que o Estatuto constitui “porta aberta” para que aconteçam no Brasil outros acordos, com diversos credos.

Também no dia 26 agosto, a Câmara aprovou a chamada “ Lei Geral das Religiões” (PL nº 5.598/09), que estenderia às demais religiões as oportunidades dadas pelo acordo à Igreja Católica. O texto do projeto, que segue para votação no Senado, é semelhante ao do Estatuto e utiliza o termo “instituições religiosas” em lugar de “Igreja Católica”.

O acordo e o ensino religioso

O ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental é estabelecido pela Constituição (art. 210) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O artigo 11 do Estatuto da Igreja Católica no Brasil reafirma o direito à liberdade religiosa, o respeito à diversidade cultural e o caráter facultativo da disciplina, mencionando “o ensino religioso católico e de outras confissões religiosas”. No entanto, o artigo 33 da LDB estabelece que cabe aos sistemas de ensino regulamentar os procedimentos para definição de conteúdos e que, para isso, os estabelecimentos “ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas”.

Para Fischmann, o artigo 11 do Estatuto é duplamente inconstitucional. “Tanto por ser parte de um acordo que, em si, fere a Constituição, quanto por contrariar a redação que é dada a essa matéria, tanto na Constituição Federal quanto na LDB”, explica. O advogado Salomão Ximenes, assessor da ONG Ação Educativa, interpreta o acordo como um retrocesso quanto à definição de ensino religioso presente na LDB, que ao delegar aos sistemas locais de ensino a tarefa de definir os conteúdos da disciplina, proibiria o proselitismo (esforço de conversão a uma doutrina).

No artigo “Estado laico e ensino religioso”, o cardeal Odilo Pedro Scherer, da CNBB, argumenta: “Fica muito claro que o ensino religioso previsto no acordo não é imposto aos estudantes, mas é de matrícula facultativa; não é só católico nem é discriminatório, mas plural e respeitoso da diversidade cultural e religiosa do Brasil; grupos religiosos não católicos poderão oferecer sua própria proposta de ensino religioso”. George Augusto Niaradi, professor de direito e presidente da Comissão de Comércio Exterior e Relações Internacionais da OAB-SP, também defende o acordo. Em entrevista ao Jornal da CBN (28/08/2009), Niaradi afirmou que o texto não privilegia o ensino da religião católica nas escolas públicas, na medida em que deixa claro que a disciplina é facultativa.

Na interpretação de Afonso Soares, professor de ensino religioso da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o acordo propõe explicitamente um ensino confessional. Soares afirma que não há como oferecer, em todas as escolas, docentes para todas as religiões e que nem a Igreja Católica tem quadros suficientes para atender a todo o país. “ Mas algumas de suas principais rivais, entre as igrejas neopentecostais, estão muito bem preparadas para enviar um exército de missionários a todos os estabelecimentos de ensino. O resultado disso, no médio e longo prazo, será tudo, menos um maior espírito de diálogo entre as religiões”, completa. Por outro lado, o bispo Dom Fillipo Santoro, no artigo “ O ensino religioso no acordo entre Santa Sé e Estado brasileiro ” (CNBB), argumenta que “o ensino religioso não deve ser entendido como alusivo a uma religião genérica, a-confessional, indefinida, já que tal ‘religião' não existe. Seria pura abstração mental, sem correspondência na realidade da vida e da sociedade humana”.

Já a antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), avalia que, no que se refere à questão do ensino religioso nas escolas públicas, há um risco claro de que o acordo reforce distorções em relação à liberdade religiosa. “É preciso garantir que a diversidade religiosa, cultural e social será representada no ensino religioso. Certamente, nesse marco ético, a religião católica será representada, uma vez que possui um importante papel na consolidação e formação da sociedade brasileira. Mas isso não deve ser garantido por um acordo internacional, e sim por princípios éticos, pedagógicos e de justiça sobre o conteúdo do ensino religioso em um Estado laico”, defende.

Laicidade

De acordo com a Constituição, o Estado laico é aquele que, respeitosamente, não interfere nos assuntos religiosos e não estabelece relações de dependência ou aliança com cultos religiosos, igrejas ou seus representantes, nem cria distinções entre brasileiros ou preferências entre si. Para Ximenes, da Ação Educativa, Estado laico e escola pública universal, inclusiva e democrática são, historicamente, conquistas associadas e interdependentes.

Roberto Romano, da Unicamp, acredita que a laicidade do Estado está ameaçada. “Não é justo, correto, republicano ou democrático que cidadãos, cuja vida religiosa nada tem a ver com o catolicismo ou o protestantismo em suas várias denominações, paguem impostos enquanto suas doutrinas não são propagadas pelos mesmos instrumentos oficiais, agora fornecidos a alguns coletivos religiosos, tendo em vista a ordem prosélita”, argumenta o professor.

Na sala de aula

A questão do ensino religioso, além de acender polêmicas, ainda traz muitas dúvidas. Um ponto a ser esclarecido é a diferenciação entre ensino religioso e ensino catequético. O primeiro diz respeito à formação das crianças para o respeito aos valores, às culturas e à diversidade religiosa; o segundo, implica o ensino de determinada religião. A primeira modalidade é de responsabilidade do Ministério da Educação e dos governos, pois se trata de uma disciplina assegurada pela LDB. Já o ensino catequético é de responsabilidade dos representantes das diversas doutrinas.

É compreensível que o ensino catequético faça parte do currículo de uma instituição particular assumidamente confessional. Se os pais optam por uma escola desse tipo, estão cientes da formação que o filho irá receber lá. Entretanto, na escola pública não é tão simples, pois, antes de tudo, é preciso respeitar a diversidade religiosa.

“O ensino religioso confessional na escola pública implicaria em ter à disposição professores capacitados para quaisquer religiões que, porventura, os pais escolhessem para seus filhos. Parece óbvio que, na prática, isso redundaria em privilégios para a Igreja Católica e algumas igrejas evangélicas mais organizadas. É difícil supor que haveria, por exemplo, professores qualificados para lecionar umbanda, candomblé, santo Daime ou xintoísmo em todas as escolas”, explica Soares, da PUC-SP.

Atualmente, o Brasil conta com três modalidades de ensino religioso. A confessional, vinculada especificamente a uma religião; a interconfessional, que resulta de um acordo de determinadas matrizes religiosas (as cristãs, por exemplo); e por fim, a supraconfessional, voltada ao ensino de sociologia, história e antropologia das religiões, com o objetivo de abordar a disciplina sob o aspecto científico do fenômeno religioso e não das doutrinas em si.

Ximenes, da Ação Educativa, aponta inconstitucionalidade nas duas primeiras modalidades, pois, de acordo com a lei, a disciplina ministrada em escolas públicas não pode estar vinculada a uma confissão religiosa específica ou ainda ficar dependente de um acordo entre diversas denominações, “o que nunca chegará a respeitar o princípio da igualdade, pois não há unidade possível quando se fala de direito à liberdade de crença, culto e religião”. A terceira modalidade seria fruto de uma tentativa de justificar a possibilidade de manutenção do ensino religioso em uma escola pública que deve ser laica.

“Persistem, ao menos, dois problemas: por mais que seja possível abordar religião sob o enfoque das ciências, isso, evidentemente, é objeto de estudos superiores ou, no mínimo, de disciplinas já presentes no ensino médio, não havendo necessidade, para tratá-las, de uma disciplina própria. É importante lembrar que as crianças, objeto do ensino religioso, têm idade entre 6 e 14 anos. Quando estudamos as propostas curriculares que se autodenominam não-confessionais ou supraconfessionais, quase invariavelmente percebemos que elas acabam caindo em dogmas de determinadas raízes religiosas”, argumenta Ximenes. Além disso, nas séries iniciais do ensino fundamental – do 1° ao 5° ano – não há organização por disciplinas, o que resulta em todas as aulas ministradas pelo mesmo professor, inclusive o ensino religioso. Portanto, nesses casos, não se respeita a facultatividade da disciplina.

Para garantir a constitucionalidade do ensino religioso, seria possível então pensar em uma disciplina que abarcasse diversas religiões para, assim, respeitar a diversidade? Segundo alguns especialistas, essa alternativa também seria inviável. Roseli Fischmann, da USP, acredita que reunir várias religiões em uma só disciplina seria um fracasso em vários sentidos: “Como conteúdo religioso, é uma impossibilidade; como postura ética, é um equívoco, porque homogeneíza o que não pode ser homogeneizado, sob pena de violar a liberdade de consciência, de crença e de culto; como proposta escolar, pode facilmente se transformar em engodo e imposição, por incidir nas possibilidades de cada pessoa, de conseguir ensinar apenas o que é de sua própria vivência, e nada mais”, avalia.

O papel do ensino religioso

A escola é o lugar onde se formam os cidadãos. É nesse espaço que consolida o poder do diálogo e do respeito à diversidade, ferramentas básicas para a vida em sociedade. Qual é o papel do ensino religioso dentro desse universo? Para Matilde Tiemi Makiyama, pedagoga com especialização em ensino religioso pela PUC-SP e diretora da Escola Caritas-SP, o ensino religioso tem como objetivo o resgate da própria razão de ser do homem. “A sala de aula se torna um espaço privilegiado de reflexão, na busca de respostas para as questões existenciais e na compreensão do transcendente”, afirma. Segundo a pedagoga, entre os aspectos essenciais que orientam a ação pedagógica da disciplina, estão a dimensão dos valores humanos, a cultura da paz e da solidariedade. A escola que Makiyama dirige é confessional, seguidora da doutrina católica, e tem aulas de ensino religioso semanais, obrigatórias para todos os alunos, de todos os credos, inclusive com avaliação.

No que se refere às escolas públicas, no entanto, o professor Afonso Soares, da PUC-SP, alerta para um detalhe importante: não há no Brasil aprovação para licenciatura em ciências da religião, apenas para cursos de especialização. “Vivemos a contradição de ter, obrigatoriamente, de oferecer a disciplina em todas as escolas públicas, sem profissionais qualificados para lecionar o tema”, avalia.

O ensino e a legislação vigente

A LDB estabelece a oferta obrigatória, com matrícula facultativa, da disciplina de ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental. D eve ser assegurado que o estudante, seus pais ou responsáveis sejam consultados previamente sobre a intenção de matricular. Entretanto, são comuns as situações em que as escolas ou redes de ensino agem de forma contrária, matriculando todas as crianças e somente excluindo aquelas que manifestem expressamente a intenção de não frequentar a disciplina.

A antropóloga da UnB, Debora Diniz, que coordena o estudo “O ensino religioso nas escolas públicas brasileiras: qual pluralismo?”, explica que para definir o caráter facultativo, é estabelecido o critério das 800 horas de carga anual exigidas pelo MEC para o ensino regular. Se a disciplina é de matrícula facultativa, deve ser oferecida além das 800 horas. A determinação de alguns estados para que a disciplina faça parte da grade curricular reforçaria a hipótese de que o caráter facultativo não esteja sendo respeitado. “A estratégia mais comum é incluir o ensino religioso no meio da grade de aulas, o que dificulta o exercício da facultatividade pelo estudante”, acrescenta Diniz.

No que se refere ao caráter confessional, a antropóloga explica que seu estudo busca os marcos legais ou normativos de cada estado brasileiro para entender como o ensino é regulado. “Há estados em que ele é confessional no marco legal. Como é o caso do Rio Janeiro, objeto de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental no Supremo Tribunal Federal, que contesta sua constitucionalidade”, afirma Diniz. Ela acrescenta que há uma grande variação nesse cenário, que oscila entre a confessionalidade e a pluriconfessionalidade.

A antropóloga chama atenção para o fato de o MEC não regular conteúdo, material didático e critérios de habilitação de professores para a disciplina. “Esse vácuo normativo e de monitoramento acaba por abrir espaço para uma série de interpretações sobre qual deve ser o conteúdo do ensino religioso”, avalia. Visto que a disciplina está em um marco constitucional, Diniz afirma que não apenas a liberdade religiosa, mas principalmente o direito à igual representação da riqueza social devem ser atendidos. E completa: “Acredito que nosso objetivo político e pedagógico seja garantir que o MEC participará ativamente da definição dos conteúdos e critérios de habilitação de professores para o provimento do ensino religioso”.

No It's abouth Nothing ...Seria bom nos preparar para a visita do ditador do Irã. Sem mais.

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Enviar para amigos Comentar Brasil e Irã buscam aumentar cooperação política e econômica

EFE - Agência EFE

O ministro iraniano de Assuntos Exteriores Manouchehr Mottaki disse que Irã e Brasil podem desempenhar "um papel importante na nova ordem mundial" através de sua "cooperação na cena internacional", após reunião com o vice-ministro brasileiro Roberto Jaguaribe Gomes de Mattos, que faz visita oficial ao Irã.
Durante o encontro, Mottaki e Jaguaribe revisaram a conjuntura internacional, a situação regional e o desenvolvimento das relações bilaterais entre os dois países. "As posturas de Teerã e Brasília frequentemente são muito similares", disse Mottaki à agência oficial de notícias Irna.
"Irã e Brasil podem desempenhar papéis muito importantes, cooperando no desarmamento nuclear global ou na cena internacional. Existe um bom horizonte de cooperação econômica, especialmente no comércio e no setor energético, que pode ser um bom investimento para contratos conjuntos em outros países", reiterou Mottaki. Em entrevista à Irna, o representante brasileiro assinalou que essa sintonia deve se fortalecer no futuro, através de contatos diretos entre os dois países. "Uma delegação de alto nível visitará em breve o Irã para supervisionar os campos apropriados, a fim de impulsionar a colaboração", disse Jaguaribe.
O responsável brasileiro reafirmou que o Brasil apóia o direito de Irã ao uso pacífico da energia nuclear e que seu país acredita que mais sanções internacionais não são a solução.

A política externa adotada pelo Itamaraty, orientada pelo manual petista, faz o Brasil se aliar e apoiar o que existe de pior no mundo. Lula e seu governo se aliam a escória mundial em acordos financeiros sempre danosos para o país. Ahmadinhejad e o Irã são o próximo problema sério que mundo deverá enfrentar e parece que a sempre atrasada América Latina escolheu ficar ao lado do Irã.

Liberation. Mas o que é mais um processo, para quem leva o mensalão facilmente?

Rafale au Brésil : le choix est-il vraiment fait ?

Un communiqué du ministre brésilien de la Défense, Nelson Jobim, est venu jeter le trouble aujourd'hui après l'annonce lundi du choix en faveur du Rafale. "Le processus de sélection du projet FX-2, mené par le commandement de l'Armée de l'Air, n'est pas encore terminé. Des négociations, au cours desquelles seront approfondies, et éventuellement redéfinies, les propositions présentées, se poursuivront avec les trois participants", affirme le ministre. FX-2 est le nom brésilien du programme de futur avion de combat.

Faut-il y voir une remise en cause des déclarations du président Lula ? Pas vraiment. Voici pourquoi : le gouvernement brésilien veut éviter que des concurrents malheureux de la France (Boeing ou Saab), ou des groupes de pression brésiliens, ne déposent une plainte contre la décision des autorités brésiliennes. Celles-ci s'étaient en effet engagées dans un processus qui devait aboutir à un choix, formulé par la Force aérienne brésilienne, le 23 octobre prochain. Or, ce calendrier a été bousculé par le président Lula (et son ministre de la défense) lors de la visite de Nicolas Sarkozy. Pour ne pas prêter le flanc à un procès, les processus de sélection continue donc officiellement sur le plan adminstratif, même si la décision politique est prise. En tout état de cause, la décision finale ne relevait pas de l'Armée de l'Air brésilienne, mais bien des autorités élues du pays. Cette affaire révèle également l'existence de tensions entre le commandement de l'Armée de l'air et les autorités politiques. Dassault s'attend d'ailleurs à des discussions difficiles avec les aviateurs brésiliens.

On peut retrouver ici l'émission C'dans l'air sur France 5 de ce soir sur les exportations d'armement, à laquelle j'étais invité.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Enviado por Alvaro Caputo...


Too late for Obama to turn it around?

Plus: The left's visionaries lost their bearings on drugs -- but the GOP is led by losers

By Camille Paglia


Sept. 9, 2009 | What a difference a month makes! When my last controversialcolumn posted on Salon in the second week of August, most Democrats seemed frozen in suspended animation, not daring to criticize the Obama administration's bungling of healthcare reform lest it give aid and comfort to the GOP. Well, that ice dam sure broke with a roar. Dissident Democrats found their voices, and by late August even the liberal lemmings of the mainstream media, from CBS to CNN, had drastically altered their tone of reportage, from priggish disdain of the town hall insurgency to frank admission of serious problems in the healthcare bills as well as of Obama's declining national support.

But this tonic dose of truth-telling may be too little too late. As an Obama supporter and contributor, I am outraged at the slowness with which the standing army of Democratic consultants and commentators publicly expressed discontent with the administration's strategic missteps this year. I suspect there had been private grumbling all along, but the media warhorses failed to speak out when they should have -- from week one after the inauguration, when Obama went flat as a rug in letting Congress pass that obscenely bloated stimulus package. Had more Democrats protested, the administration would have felt less arrogantly emboldened to jam through a cap-and-trade bill whose costs have made it virtually impossible for an alarmed public to accept the gargantuan expenses of national healthcare reform. (Who is naive enough to believe that Obama's plan would be deficit-neutral? Or that major cuts could be achieved without drastic rationing?)

By foolishly trying to reduce all objections to healthcare reform to the malevolence of obstructionist Republicans, Democrats have managed to destroy the national coalition that elected Obama and that is unlikely to be repaired. If Obama fails to win reelection, let the blame be first laid at the door of Speaker of the House Nancy Pelosi, who at a pivotal point threw gasoline on the flames by comparing angry American citizens to Nazis. It is theoretically possible that Obama could turn the situation around with a strong speech on healthcare to Congress this week, but after a summer of grisly hemorrhaging, too much damage has been done. At this point, Democrats' main hope for the 2012 presidential election is that Republicans nominate another hopelessly feeble candidate. Given the GOP's facility for shooting itself in the foot, that may well happen.

This column has been calling for heads to roll at the White House from the get-go. Thankfully, they do seem to be falling faster -- as witness the middle-of-the-night bum's rush given to "green jobs" czar Van Jones last week -- but there's a long way to go. An example of the provincial amateurism of current White House operations was the way the president's innocuous back-to-school pep talk got sandbagged by imbecilic support materials soliciting students to write fantasy letters to "help" the president (a coercive directive quickly withdrawn under pressure). Even worse, the entire project was stupidly scheduled to conflict with the busy opening days of class this week, when harried teachers already have their hands full. Comically, some major school districts, including New York City, were not even open yet. And this is the gang who wants to revamp national healthcare?

Why did it take so long for Democrats to realize that this year's tea party and town hall uprisings were a genuine barometer of widespread public discontent and not simply a staged scenario by kooks and conspirators? First of all, too many political analysts still think that network and cable TV chat shows are the central forums of national debate. But the truly transformative political energy is coming from talk radio and the Web -- both of which Democrat-sponsored proposals have threatened to stifle, in defiance of freedom of speech guarantees in the Bill of Rights. I rarely watch TV anymore except for cooking shows, history and science documentaries, old movies and football. Hence I was blissfully free from the retching overkill that followed the deaths of Michael Jackson and Ted Kennedy -- I never saw a single minute of any of it. It was on talk radio, which I have resumed monitoring around the clock because of the healthcare fiasco, that I heard the passionate voices of callers coming directly from the town hall meetings. Hence I was alerted to the depth and intensity of national sentiment long before others who were simply watching staged, manipulated TV shows.


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Why has the Democratic Party become so arrogantly detached from ordinary Americans? Though they claim to speak for the poor and dispossessed, Democrats have increasingly become the party of an upper-middle-class professional elite, top-heavy with journalists, academics and lawyers (one reason for the hypocritical absence of tort reform in the healthcare bills). Weirdly, given their worship of highly individualistic, secularized self-actualization, such professionals are as a whole amazingly credulous these days about big-government solutions to every social problem. They see no danger in expanding government authority and intrusive, wasteful bureaucracy. This is, I submit, a stunning turn away from the anti-authority and anti-establishment principles of authentic 1960s leftism.

How has "liberty" become the inspirational code word of conservatives rather than liberals? (A prominent example is radio host Mark Levin's book "Liberty and Tyranny: A Conservative Manifesto," which was No. 1 on the New York Times bestseller list for nearly three months without receiving major reviews, including in the Times.) I always thought that the Democratic Party is the freedom party -- but I must be living in the nostalgic past. Remember Bob Dylan's 1964 song "Chimes of Freedom," made famous by the Byrds? And here's Richie Havens electrifying the audience at Woodstock with"Freedom! Freedom!" Even Linda Ronstadt, in the 1967 song "A Different Drum," with the Stone Ponys, provided a soaring motto for that decade: "All I'm saying is I'm not ready/ For any person, place or thing/ To try and pull the reins in on me."

But affluent middle-class Democrats now seem to be complacently servile toward authority and automatically believe everything party leaders tell them. Why? Is it because the new professional class is a glossy product of generically institutionalized learning? Independent thought and logical analysis of argument are no longer taught. Elite education in the U.S. has become a frenetic assembly line of competitive college application to schools where ideological brainwashing is so pandemic that it's invisible. The top schools, from the Ivy League on down, promote "critical thinking," which sounds good but is in fact just a style of rote regurgitation of hackneyed approved terms ("racism, sexism, homophobia") when confronted with any social issue. The Democratic brain has been marinating so long in those clichés that it's positively pickled.


Throughout this fractious summer, I was dismayed not just at the self-defeating silence of Democrats at the gaping holes or evasions in the healthcare bills but also at the fogginess or insipidity of articles and Op-Eds about the controversy emanating from liberal mainstream media and Web sources. By a proportion of something like 10-to-1, negative articles by conservatives were vastly more detailed, specific and practical about the proposals than were supportive articles by Democrats, which often made gestures rather than arguments and brimmed with emotion and sneers. There was a glaring inability in most Democratic commentary to think ahead and forecast what would or could be the actual snarled consequences -- in terms of delays, denial of services, errors, miscommunications and gross invasions of privacy -- of a massive single-payer overhaul of the healthcare system in a nation as large and populous as ours. It was as if Democrats live in a utopian dream world, divorced from the daily demands and realities of organization and management.

But dreaming in the 1960s and '70s had a spiritual dimension that is long gone in our crassly materialistic and status-driven time. Here's a gorgeous example: Bob Welch's song "Hypnotized." which appears on Fleetwood Mac's 1973 album "Mystery to Me." (The contemplative young man in this recent video is not Welch.) It's a peyote dream inspired by Carlos Castaneda's fictionalized books: "They say there's a place down in Mexico/ Where a man can fly over mountains and hills/ And he don't need an airplane or some kind of engine/ And he never will." This exhilarating shamanistic vision (wonderfully enhanced by Christine McVie's hymnlike backing vocal) captures the truth-seeking pilgrimages of my generation but also demonstrates the dangerous veering away from mundane social responsibilities. If the left is an incoherent shambles in the U.S., it's partly because the visionaries lost their bearings on drugs, and only the myopic apparatchiks and feather-preening bourgeois liberals are left. (I addressed the drugs cataclysm in "Cults and Cosmic Consciousness: Religious Vision in the American 1960s" in the Winter 2003 issue of Arion.)

Having said all that about the failures of my own party, I am not about to let Republicans off the hook. What a backbiting mess the GOP is! It lacks even one credible voice of traditional moral values on the national stage and is addicted to sonorous pieties of pharisaical emptiness. Republican politicians sermonize about the sanctity of marriage while racking up divorces and sexual escapades by the truckload. They assail government overreach and yet support interference in women's control of their own bodies. Advanced whack-a-mole is clearly needed for that yammering smarty-pants Newt Gingrich, who is always so very, very pleased with himself but has yet to produce a single enduring thought. The still inexplicably revered George W. Bush ballooned our national deficits like a drunken sailor and clumsily exacerbated the illegal immigration debate. And bizarrely, the hallucinatory Dick Cheney, a fake-testosterone addict who spooked Bush into a pointless war, continues to be lauded as presidential material.


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Which brings us to Afghanistan: Let's get the hell out! While I vociferously opposed the incursion into Iraq, I was always strongly in favor of bombing the mountains of Afghanistan to smithereens in our search for Osama bin Laden and al-Qaida training camps. But committing our land forces to a long, open-ended mission to reshape the political future of that country has been a fool's errand from the start. Every invader has been frustrated and eventually defeated by that maze-like mountain terrain, from Alexander the Great to the Soviet Union. In a larger sense, outsiders will never be able to fix the fate of the roiling peoples of the Near East and Greater Middle East, who have been disputing territorial borderlines and slaughtering each other for 5,000 years. There is too much lingering ethnic and sectarian acrimony for a tranquil solution to be possible for generations to come. The presence of Western military forces merely inflames and prolongs the process and creates new militias of patriotic young radicals who hate us and want to take the war into our own cities. The technological West is too infatuated with easy fixes. But tribally based peoples think in terms of centuries and millennia. They know how to wait us out. Our presence in Afghanistan is not worth the price of any more American lives or treasure.

In response to persistent queries, I must repeat: No, I do not have a Facebook page, nor am I a "friend" on anyone else's Facebook. Nor do I Twitter. This Salon column is my sole Web presence. Whatever doppelgänger Camille Paglias are tripping the light fantastic out there (as in the haunted bus-station episode of "The Twilight Zone"), they aren't me!

Camille Paglia's column appears on the second Wednesday of each month. Every third column is devoted to reader letters. Please send questions for her next letters column to this mailbox. Your name and town will be published unless you request anonymity.

Um francês, cioso do dinheiro "deles" (da França) faz contas e cobra. Já no Brasil, a turma do beija a mão do rei bate palmas, sem fazer conta alguma

Corentin79

Quelqu'un peu m'expliquer une telle différence de prix?? Les journeaux répercutent souvent sans analyse une première information par exemple donnée par une agence.

Le prix de 48 millions d'euros pièce correspond au prix d'un Rafale sec sans TVA.

C'est peut etre le prix Rafale unitaire vendu aux Brésiliens (selon une information locale) donc le meme prix hors taxe que pour l'armée de l'air. Ou simplement un journaliste a multiplié le prix HT connu par le nombre d'appareils.

Mais ensuite il faut rajouter le prix des rechanges et ca peut facilement etre 20 millions d'euros par appareil pour un stock initial, les équipements de maintenance (outillage, banc de test, machines spéciales etc...), les simulateurs, les coûts de formation en France des pilotes et mécaniciens, les armements (facilement 10 millions d'euros par appareil), les coûts des modifications pour répondre aux spécifications Brésiliennes (de la R&D), et le prix facturé des transferts de technologie, plus le bénéfice Dassault.

Sachant que le Rafale nous a couté plus de 10 milliards d'euros actuels en developpement, il est clair qu'on ne va pas donner gratuitement la technologie qu'on a payé.

Si on facture par exemple 1,8 milliards les transferts de technologie sur 36 appareils ca fait 50 millions par appareil.

On a probablement facturé un prix de l'ordre du coût R&D francais hors taxe par appareil au titre des transferts.

Liberation. Nada como ouvir a voz de quem não é palanqueiro. 6 mil empregos na França, é bom, não é mesmo?

Rafale au Brésil : "6000 emplois en France", selon le directeur général international de Dassault

Images Eric Trappier, directeur général international de Dassault, est au coeur des négociations pour la vente de Rafale au Brésil. Il a bien voulu répondre à nos questions.

Où en est-on vraiment aujourd'hui ?

Factuellement, il y a la déclaration commune des présidents français et brésiliens qui annonce que le choix du Brésil se porte sur le Rafale. C'est donc la fin du processus de compétition [avec le F-18 américain et le Gripen suédois]. Maintenant, il faut négocier les termes précis du contrat.

Cela va durer longtemps ?

D'expérience, c'est assez long, même dans le cadre d'un accord de gré à gré. Il faut discuter les clauses techniques, le financement, les contreparties, etc. On peut tabler sur six à neuf mois.

Depuis combien de temps discutez vous avec les Brésiliens ?

Huit ans. Nous leur avons d'abord proposé le Mirage 2000 et ils en ont acheté quelques uns en seconde main. Puis lorsque les discussions se sont réouvertes, nous avons présenté le Rafale. Entre-temps, Dassault est devenu actionnaire [minoritaire] d'Embraer. Ce qui a fait la différence, c'est l'engagement du président de la République dans cette affaire, qui a créé une véritable "war room", avec l'amiral Guillaud, son chef d'état-major particulier, les grands services de l'Etat et les industriels.

Le Rafale que les Brésiliens veulent acheter est-il le même que celui en service dans l'armée de l'Air ?

On part de l'avion français, puis on prend en compte les désideratas de nos clients, comme on le fait avec les Emirats arabes unis. Les Brésiliens souhaitent par exemple intégrer certains équipements à bord de l'avion. Nous le ferons en partenariat avec eux.

De quel type d'avion les Brésiliens ont-ils besoin ?

Un appareil polyvalent et le Rafale l'est. Ils souhaitaient un bimoteur, car le Brésil est un immense pays avec des territoires déserts. En cas de panne d'un réacteur, l'avion peut quand même rentrer sans que le pilote soit obligé de s'éjecter au dessus de l'Amazonie. Le domaine air-air avec la police du ciel, la sécurité de l'espace aérien intéresse beaucoup les Brésiliens, ainsi que le domaine air-mer.

Les Rafale pour le Brésil seront-ils intégralement construit là-bas ?

Nous avons fait une offre d'implanter une chaîne de montage au Brésil. Du côté français, il n'y a pas de restrictions en matière de transfert de technologie ou de fabrications. Embraer est un industriel majeur et il y a également de nombreuses PME dans l'aéronautique. Le choix final incombe aux Brésiliens. Quelle part voudront-ils construire dans leur pays ? C'est ce qui va désormais se discuter. Car construire un avion et toutes ses pièces nécessite des investissements lourds. Les industriels brésiliens vont examiner avec nous cette question, en fonction de leurs plans de charge, dans un partenariat intelligent.

N'est-ce pas une forme de délocalisation ?

Tout ne sera pas fabriqué là-bas. On estime que ce contrat représente 6000 emplois en France, pas seulement chez Dassault, mais également chez Safran, Thalès et dans les PME. Au Brésil, on parle de 3000 emplois. Si la France n'avait pas remporté ce contrat, il y aurait eu des emplois créés au Brésil par nos concurrents, mais aucun en France ! Pas de contrat, égal zéro emploi.

Quel est le montant de ce contrat ?

De l'ordre de cinq milliards d'euros.

Le Brésil pourra-t-il exporter des Rafale ?

Nous leur avons en effet proposé une clause de commercialisation pour l'Amérique latine. Le Brésil est une puissance régionale.

Trente-six Rafale, ce n'est qu'un premier lot ?

La Force aérienne brésilienne parle un appel d'offres pour trois fois 36 Rafale, soit 108 au total.

En échange, la France va acheter des KC-390 au Brésil. De quoi s'agit-il ? Quelle sera l'implication de Dassault ?

Le KC-390 d'Embraer est un futur avion de transport militaire tactique, qui pourrait être le successeur du Hercules C-130 américain. Il faut bien comprendre que ce qui lie la France et le Brésil est un partenariat stratégique. Il faut qu'il y ait un équilibre des intérêts, que les choses fonctionnent dans les deux sens. Dassault a proposé ses services au Brésil. L'industrie française a tout intérêt à s'embarquer dans ce programme sur le long terme.

No Blog de Marta Bellini, a melhoria da inculta e bela.

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Ser ou não ser

Grata pelo envio, Professor!

CONCORDÂNCIA DO VERBO SER

José Augusto Carvalho, Professor Dr da Universidade Federal do Espírito Santo.

Na concordância do verbo ser devemos considerar basicamente a seguinte hierarquia: a) o pronome pessoal prevalece sobre qualquer classe de palavra; b) o substantivo referente a pessoas, próprio ou comum, prevalece sobre os outros; c) o plural prevalece sobre o singular e sobre os seguintes pronomes sujeitos: quem, tudo, isto, isso, aquilo, o. Se, contudo, houver dois pronomes pessoais, o pronome sujeito predomina na concordância (Ex.: “Você não é eu, e eu não sou você”.). Eis alguns exemplos que ilustram a hierarquia acima: Os donos da fazenda somos nós. Minha filha é os meus mimos. Esta menina é as esperanças da escola. Chico Anísio é os personagens dele. O Brasil são os brasileiros. O telhado eram palhas secas.
Obs.: Se o predicativo for parte do corpo, também é possível fazer a concordância com ele: Maria é dois olhinhos azuis. Maria são dois olhinhos azuis.
Se o sujeito for o pronome quem, a concordância se fará com o predicativo, conforme vimos: Quem são os interessados no negócio?
Se o predicativo forem as expressões pouco, muito, bastante, demais, dando idéia de quantidade, a concordância se fará no singular Ex: Um é pouco, dois é bom, três é demais. Dez reais é pouco para comprar uma casa. Cinquenta quilômetros é muito para uma maratona. Três colheres de sopa já é bastante para matar a fome dele.
Obs.: Com o adjetivo suficiente funcionando como predicativo, o verbo poderá ir para o singular ou para o plural, dependendo da flexão desse adjetivo. Ex;: Cem reais é suficiente para o que ele quer comprar. Três livros são suficientes para meu lazer de uma semana.
O verbo ser relacionado a expressões ou a idéias de tempo, distância e medida concorda com o numeral: É uma hora. Daqui até minha casa são vinte quilômetros.
Na acepção de tempo, aparecendo as expressões perto de, cerca de, pode-se usar o singular ou o plural. Ex.: Era perto de duas horas. Eram cerca de duas horas. Nas datas, a concordância deve fazer-se com o numeral se a palavra dia não estiver expressa (há um equívoco oriundo de uma lição do livro de 1961, Manual de Expressão Oral e Escrita, de Mattoso Câmara Júnior, renegada por ele mesmo, posteriormente, na segunda edição, mas generalizada entre gramáticos que pressupõem indevidamente a elipse da palavra dia e admitem a concordância tanto no singular quanto no plural): Hoje é dia 15. Hoje são 15. (É incorreto, portanto, dizer-se “Hoje é 15”.Cf. BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37.ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999, p. 558)
A expressão de realce é que é invariável se os elementos que a formam estão juntos; se estiverem separados, a concordância se fará normalmente, segundo as regras gramaticais. Ex.: “As rosas é que são belas./ Os espinhos é que picam. / Mas são as rosas que caem./ São os espinhos que ficam.”
Com títulos articulados ou nomes de países com artigo, a concordância do verbo ser se faz com o artigo. Admite-se, segundo Evanildo Bechara (Moderna gramática portuguesa. 37.ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999. p. 564-5), a concordância com o predicativo no singular só com títulos. Ex.: Os Lusíadas são (é) um belo poema. Os Estados Unidos são um país poderoso. Se o verbo do predicado não for o verbo ser, a concordância se fará obrigatoriamente com o artigo dos títulos: Os Sertões contam (plural) o episódio histórico de Canudos.

E por falar em RIDÍCULO, mas pago com nosso dinheiro, a última da Senatriz catarinense.

São Paulo, quarta-feira, 09 de setembro de 2009



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Senado gastou R$ 70 mil em curso de Ideli em 3 países

Senadora e assessor fizeram treinamento de empresa fundada no Brasil por filiado ao PT

"Grandes executivos" são os principais clientes do evento, diz representante no país; etapas foram no México, na Argentina e na Espanha


ADRIANO CEOLIN
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Senado gastou pelo menos R$ 70 mil para a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e um assessor participarem de um curso voltado para a capacitação de executivos realizado em três etapas, no México, na Argentina e na Espanha, entre abril de 2007 e janeiro de 2008.

Chamado "The Art of Business Coaching", o evento foi promovido pela empresa Newfield Consulting, cujo fundador no Brasil é Luiz Sérgio Gomes da Silva, ex-funcionário do Palácio do Planalto e ex-assessor da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e filiado ao PT.
Luiz Sérgio afirmou que o curso é mais voltado para executivos de empresas privadas, com técnicas e estratégias para capacitá-los a liderar equipes. "O principal cliente nosso é o gerente da grande empresa privada, em nível nacional e internacional. São os grandes executivos", disse.

Atual líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti foi acompanhada no curso pelo assessor Paulo André Argenta. Os dados das viagens constam na Tomada de Contas do Senado de 2008 enviada ao TCU (Tribunal de Contas da União).

Para os dois participarem do curso, o Senado desembolsou R$ 35.530 com as inscrições. Com diárias, a senadora gastou R$ 11.837,40 nas cidades onde o curso ocorreu: Cidade do México, Buenos Aires e Sevilha.

Além de participar das três etapas do curso com Ideli, o assessor Argenta fez mais três viagens sozinho para Buenos Aires, São Paulo e Florianópolis, entre julho e novembro de 2007. Recebeu R$ 15.208 para pagamento de diárias.

Argenta disse que ele e Ideli também tiveram as passagens aéreas pagas pelo Senado. A Folha fez uma estimativa e os dois teriam gasto, em valores atualizados, ao menos R$ 7.500 para comprar os bilhetes.

Em requerimento de 18 de abril de 2007, Ideli solicitou autorização para viajar e participar do curso no exterior. No documento, a senadora refere-se ao curso como "uma missão".

"Venho solicitar, nos termos do inciso 2, do artigo 40 do Regimento Interno do Senado Federal, que seja concedida licença para desempenhar a referida missão", diz o requerimento.

Junto com o documento, ela anexou uma carta da empresa Newfield Consulting escrita em espanhol. O texto diz que se trata de "uma empresa de consultoria e formação gerencial orientada a facilitar processos de mudança dentro das organizações e transformar os atuais modelos de gestão para possibilitar superiores níveis de produtividade e rentabilidade".

Fundador da Newfield no Brasil e filiado ao PT, o psicólogo Luiz Sérgio Gomes da Silva teve um cargo de assessor no Palácio do Planalto, na Secretaria de Relações Institucionais. Entre 2003 e 2005, auxiliou primeiro Tarso Genro e depois Jaques Wagner. Entre os clientes da Newfield no Brasil, estão três órgãos do governo do Estado da Bahia para o qual Wagner foi eleito em 2006.

BLOG FILOSOFIX

http://www.linternaute.com/cinema/image_diaporama/540/2001-l-odyssee-de-l-espace-26669.jpg
PARABÉNS, RAMIRO. SEU BLOG DEIXOU A INFÂNCIA, CAMINHA NO ESPAÇO MULTICOLORIDO DA WEB. SUCESSO ! UM ABRAÇO DE NOSSA PARTE.

Marta Bellini...

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Dizes-me com quem andas...

Do TOINHO DA PASSIRA

Devido às más companhias, Lula cai nas pesquisas
Segundo os pesquisadores, por abraçar causas impopulares, como Sarney e de não cuidar com seriedade da gripe suína, Lula despencou nos índices de popularidade e aprovação do governo
Fotomontagem Toinho de Passira Diz-me com quem andas...
Fontes: Agência Brasil, O Globo


A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje, pode ser atribuída a uma combinação de fatores políticos e de gestão.
Mostra que a popularidade recorde de Lula não é invulnerável, principalmente quando ele se alia a causas impopulares, como a defesa que fez do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Tem amigo bandido quem pode.
A pesquisa apontou que a aprovação ao governo caiu de 69,8% em maio para 65,4%, o menor patamar desde setembro de 2008 (68,8%). E a aprovação do desempenho pessoal de Lula recuou de 81,5% para 76,8%. Fica claro que a população está muito mais atenta à gestão de Lula, principalmente nas questões que afetam seu dia a dia, do que o Palácio do Planalto imagina. A questão da gripe suína deixou isso claro, com a desaprovação da população sobre a condução que o governo deu ao assunto. Em números absolutos, o vírus H1N1 matou mais gente no Brasil, que é o último de uma lista de 40 países que reforçaram seus estoques com o medicamento Tamiflu.Pela pesquisa, embora a maioria (51,5%) dos entrevistados ache que o governo está fazendo o que pode, uma parcela elevada (41,4%) acredita que as ações governamentais para reduzir a pandemia estão inadequadas. O diretor do Instituto Sensus que conduziu a pesquisa, Ricardo Guedes, citou as denúncias como uma das causas para o recuo de popularidade de Lula. Guedes argumentou que Lula abraçou a causa de Sarney, mudando seu discurso habitual ao chamar " crises institucionais para si". Registrou-se também o efeito Lina e Dilma [a contradição entre as afirmações da ex-secretária da Receita Lina Vieira e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff sobre um suposto encontro secreto das duas], o que comprova que o povo acredita da funcionaria, não acredita em Dilma e reprova Lula por proteger a Ministra.
Não é lindo?!

Correio Popular de Campinas, 09/09/2009

Publicada em 9/9/2009


Imortais de fancaria

Roberto Romano

Um livro do Padre Dinouart tem nome estratégico: Arte de silenciar (L´Art de se taire, de 1771, reeditado em 1987). O nome interessa porque o mundo não está salvo do palavrório. O bom padre afirma ser necessária “uma reforma geral da escrita, a começar com a busca exata e severa, como a feita quando se trata de exterminar de um país os envenenadores ou banir quem trabalha pela corrupção das moedas”. O processo inflacionário se inicia no dinheiro e chega à escritura. O palavroso também é moedeiro falso. Hamlet caçoa dos amontoados discursivos que embalam os tolos (“Palavras, palavras, palavras...”) e até hoje não descobrimos a cura que nos livraria da logorreia dos que exibem o título meio sério meio caricato de acadêmicos (pedantes, na fala de Rabelais). Luciano de Samosata, no conto satírico Lexifanes, exibe certo bocó de mola que engole palavras preciosas e tem a alma congestionada. Um piedoso lhe prescreve purgante para se livrar da garrulice.

Na França, após séculos de sátira dirigida contra as vaidades dos “grandes”, sempre precedidos pelos aduladores, o ridículo mata. No Brasil ele engorda e fornece fama de intelectual aos magnatas. Os donos do poder nem precisam garatujar livros. Basta o dinheiro, o mando político não raro conquistado pelo voto de cabresto. “Bico de pena”, tal é a única semelhança entre os oligarcas e o processo da escrita. Uma academia de letras deveria, em princípio, acolher letrados e, dentre eles, os mais finos, cujas obras reunissem os sabores do espírito. Em Campinas, por exemplo, temos artistas soberbos como Eustáquio Gomes. A entrada normal naquele ambiente seria dos melhores vinhos e iguarias anímicas. Segundo Agripino Grieco, no entanto, nossa Academia é sodalício em decadência, “em que a sucessão dos defuntos se opera pela admissão de novos defuntos, e dela só poderá sair perfeito um tratado sobre arte culinária”. No Brasil, o prato acadêmico costumeiro é linguiça e champanhe, coronelismo tosco e verniz urbano.

A entrada de certos indivíduos em Academias precisa ser analisada com matizes. O escolhido nem sempre tem a culpa total pelo fato. Ele é vaidoso, claro. E poderoso, claro. E tolo, claro. E ignorante escrivalhão, claro. Ele é ridículo, evidente. Getúlio Vargas, embora ostentasse os defeitos acima, fez alguma coisa para industrializar o país, abriu trilhas para a modernidade. Talvez este ponto esmaeça a nódoa de sua ditadura sanguinária, próxima do modelo fascista. Mas hoje temos um dono do Maranhão cuja escrita é rasa, quebrada, mole e sem nervos. Ele foi presidente e terminou o mandato (não seu, de outro) com o mais acelerado ritmo inflacionário da história pátria, o centrão (é dando que se recebe...) e outras coisas mais. Sua autoridade foi reduzida a zero, insultado por Lula e Collor, os dois amigos de hoje.

É considerável a fila dos autoritários admitidos na Academia: Lira Tavares, Getúlio, Sarney, “imortais” cujo único mérito é a têmpera ditatorial (Lira, Chefe da Junta Militar em 1969, Vargas ditador em 1941, quando escolhido para a ABL, Sarney que serviu sem interrupções o governo militar). Collor se proclamaria ditador, mas foi traído pela tolice excessiva da sua República das Alagoas.

Os pretensos acadêmicos podem ser vistos de muitos modos, todos hilariantes, desde que esqueçamos a tragédia que impuseram à sociedade. Abjetos são os que neles votam com servilismo. Vale para os beneficiados pelos bajuladores o mote medieval: Rex illiteratus est quasi asinus coronatus. A próxima vaga na Academia Brasileira de Letras, todos sabemos, será do poderoso que hoje reza em companhia de uma Bispa e de seu marido Apóstolo, presos nos EUA por uso indevido do Livro dos livros. Dentro da sua Bíblia se escondia boa soma de dinheiro desviado do fisco. Modo brasileiro de usar a literatura, digno das práticas usadas para escolher os nossos acadêmicos. Amém.

Blog nos Dias de Hoje...a censura.


http://nosdiasdehojeno.blogspot.com/

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Jung, Billy Wilder e o jornalismo brasileiro


Reprodução

Jung denominou "sincronicidade" fatos que têm relação entre si no que diz respeito aos seus significados. Pois bem, terça-feira, 8 de setembro de 2009, foi o segundo dia do Ciclo Folha de Cinema e Jornalismo. O Filme? "A Montanha dos Sete Abutres", clássico de Billy Wilder de 1951, estrelado por Kirk Douglas.


O evento inclui a exibição gratuita de um filme sobre jornalismo seguida de um debate com a presença de importantes jornalistas. O tema da conversa de 8 de setembro? "Manipulação". Para falar sobre o assunto estava lá no Espaço Unibanco de São Paulo o João Batista Natali, ex-repórter especial da Folha de S. Paulo.

Vi o filme, mas declinei do bate-papo.

Como, mesmo morto, Jung não falha, no mesmo dia, recebi de um amigo o link de um documentário inglês em formato de curta-metragem (8 minutos) sobre o jornalismo realizado na Braziland.

Encerro meu post por aqui e vou tomar um chá.... Quem quiser saber mais, basta "seguir o coelho"....

Link do documentário postado no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=R4oKrj1R91g

Ciclo Folha de Jornalismo e Cinema:
http://catracalivre.folha.uol.com.br/2009/08/ciclo-folha-cinema-e-jornalismo/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pois é...

08/09/2009 - 11h22

Aprovação do governo Lula oscila quatro pontos para baixo, diz pesquisa

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A avaliação do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou negativamente em setembro deste ano, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. A aprovação da população brasileira ao governo do presidente Lula caiu de 69,8% em maio de 2009 para 65,4% em setembro. Já a avaliação positiva do presidente caiu de 81,5% em maio para 76,8% em setembro.

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, avalia que Lula e o governo tiveram queda na sua avaliação positiva em consequência de três fatores: o discurso do presidente de assumir as crises que atingem o país, aliado à crise que atingiu a Receita Federal e a percepção dos brasileiros em relação à ineficácia da saúde pública --especialmente após o surto de gripe suína.

Heloísa Helena e Palocci lideram rejeição de eleitores; Aécio tem menor índice
Serra lidera disputa à Presidência e abre vantagem sobre Dilma, diz pesquisa
Trabalho escravo é flagrado em obra do PAC
Brasil sobe oito posições no ranking de competitividade e fica em 56º

"Acredito que a queda é uma conjunção de três fatores, especialmente a postura política de comunicação do presidente Lula, com o discurso de linguagem de comunicação distante da população. Também há o efeito Lina Vieira [ex-secretária da Receita] e Dilma Rousseff [ministra da Casa Civil], onde temos pauta continuamente negativa, e a percepção da saúde", afirmou Guedes.

Em março deste ano, o governo Lula registrou a primeira queda em sua popularidade desde setembro do ano passado, quando a gestão do petista vinha registrando sucessivos recordes positivos. Em maio, a popularidade do governo voltou a crescer, mas caiu novamente este mês. Em setembro do ano passado, Lula teve avaliação pessoal considerada como positiva por 77,7% da população, enquanto o governo também foi avaliado positivamente por 68,8% dos brasileiros.

Entre os eleitores que avaliam negativamente o governo federal, o índice subiu de 5,8% em maio para 7,2% em setembro. Já os eleitores que avaliam o governo como regular somam 23,9% em maio contra 26,6% em setembro deste ano.

A avaliação negativa do presidente Lula também caiu em setembro, de acordo com a pesquisa. Segundo a CNT/Sensus, 18,7% dos brasileiros desaprovam o petista. Em maio, o índice negativo de Lula era de 15,7%. Outros 4,6% não responderam à pergunta em relação ao desempenho do presidente Lula.

Histórico

Até janeiro deste ano, os índices de popularidade de Lula foram superiores às avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003 --o ano em que foi empossado no cargo-- quando obteve 83,6% de aprovação.

O cenário mudou em março, de acordo com a CNT/Sensus, em consequência da crise econômica internacional. Os patamares positivos de avaliação do governo e do presidente voltaram a subir em maio, mas agora caíram novamente.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.

No It's abouth Nothing ...

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Brasil gasta mais que países ricos para conter crise econômica

O Brasil gastou 5,6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em incentivos fiscais para tentar tirar a economia da crise, segundo informações da edição desta terça-feira do jornal Estado de S.Paulo.. Os dados integram relatório divulgado pela Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) que levantou tudo o que foi gasto ou prometido pelos governos desde o início da crise.
Os gastos do Brasil estão acima da média dos países emergentes, que usaram 4,7% dos seus PIBs em medida de resgate. Nos países ricos o gasto chegou a 3.7%, relata o jornal. Nos Estados Unidos, a taxa chegou a 5,5%.
A ONU espera uma contração do PIB brasileiro em 0,8% em 2009, conforme relatou o Estado, mas o presidente do Banco Central Henrique Meirelles acredita que o PIB deve fechar o ano no país com taxa positiva. A ONU espera uma queda de 2,5% na média dos PIBs mundiais. O resultado do relatório alerta que os sinais positivos registrados recentemente não significam uma superação da crise ou uma solução dos problemas que a causaram.
O autor do estudo, Detlef Kotte, disse ao jornal que os pacotes foram e continuam sendo necessários para compensar as perdas geradas pela crise, pois a pobreza teria aumentado no País sem essas medidas.

A verdade sempre aparece apesar de todo esforço do governo em vender o país das maravilhas e mentiras como "saímos maiores do que entramos na crise", a mentira começa por afirmar que saímos da crise.

Uma lição política: a maioria pode ser assassina.

É por motivos assim que eu sempre repito: o totalitarismo nunca existiu na efetividade. Totalitarismo supõe plena junção entre sociedade e Estado, impedindo imaginar sequer movimentos de resistência no interior das duas instituições. Existiu resistência até mesmo na Alemanha, na Itália, na URSS e satélites. Isto não atenua os crimes dos regimes nazi-fascistas, comunistas e quejandos. A imensa maioria dos que aderiram é ainda mais culpada, porque teve diante de seus olhos o exemplo dos que se levantaram contra a tirania. Quem deseja entender o processo de adesão aos mais fortes do momento, os ditadores com mente totalitária, leia ao mesmo tempo um ensaio luminoso de Sartre (não sou dos que jogam no lixo tudo o que um filósofo brilhante escreveu, só porque suas posições negam o que penso) intitulado "O que é um colaborador ?". E na outra mão, leiam o livro de Eric Voegelin, Hitler e os Alemães. Trata-se de leitura instrutiva, em tempos de adesão em massa a tiranetes, no Brasil, na America do Sul, no Oriente Médio, no mundo. O ditador do Irã virá ao Brasil. Para saber se alguém é amigo da liberdade, ou se é um colaborador de fascismo, basta saber se vai às ruas protestar contra a visita, a ser feita a convite do candidato a Papa Doc brasileiro.
RR


São Paulo, terça-feira, 08 de setembro de 2009





Alemanha perdoa hoje "traidores" do nazismo

Câmara Baixa do Parlamento vota projeto para invalidar sentença contra 30 mil soldados da Segunda Guerra Mundial

Reparação é simbólica, já que parentes não serão indenizados; 64 anos após fim do conflito, tema ainda é sensível no país europeu


DA ENVIADA A BASILEIA (SUÍÇA)

O austríaco Johann Lukaschitz tinha 24 anos quando a guilhotina cortou-lhe o pescoço. Antes, passara semanas com os pés e as mãos acorrentados, o que lhe rendera uma inflamação nas articulações e o levara à enfermaria, em dias descritos por seu vizinho de cama como "contemplativos". Era o início de 1944, e a deserção das forças de Adolf Hitler, que já estavam perdendo a Segunda Guerra Mundial, era rapidamente punida.
O crime que levou Lukaschitz à guilhotina, num episódio narrado ao semanário alemão "Der Spiegel" por seu companheiro de enfermaria, foi o mesmo pelo qual 30 mil soldados foram condenados -dos quais estima-se que mais de 20 mil tenham sido mortos.
Hoje a Câmara Baixa do Parlamento alemão vota para reparar esse capítulo histórico, comumente esquecido por vencedores e perdedores, e invalidar a sentença dos chamados "traidores do nazismo".
Para ser condenado por "traição", bastava levantar dúvidas, mesmo que na esfera privada, sobre a vitória de Hitler -o que, na visão dos juízes da época, baixava o moral das tropas e punha o país em risco. Prestar qualquer tipo de assistência a judeus também era crime. Para efeito comparativo, o historiador Friedemann Bedürftig, citado pela agência de notícias Efe, lembra que na Primeira Guerra Mundial "apenas" 148 pessoas foram condenadas à morte por traição.
O tema toca em um assunto que, mesmo passados 64 anos do fim da guerra, ainda é sensível na Alemanha.

Trâmite demorado
A proposta originalmente foi feita em 2006 pelo deputado Jan Korte, 31, do partido A Esquerda (Die Linke). Mas demorou para ganhar apoio da coalizão governista, composta pelos democrata-cristãos da chanceler (premiê) Angela Merkel (direita) e pelos social-democratas (centro-esquerda), e chegou a provocar controvérsias entre os partidos e até entre os historiadores por eles ouvidos, que trocaram acusações.
No fim, depois de um debate acalorado também na mídia alemã, o projeto teve adesão plena. "Não há nenhum caso documentado em que os supostos traidores tenham causado mal a terceiros", declarou à Efe a deputada social-democrata Christiane Lambrecht.
Uma das bases do projeto é o livro "O Último Tabu", dos historiadores Wolfram Wette, especialista em história militar, e Detlef Vogel, que pesquisaram minuciosamente 33 casos e concluíram que a maior parte dos condenados agiu motivada por questões éticas.
Johann Lukaschitz, por exemplo, foi acusado de "deixar de relatar o planejamento de um ato de traição": ele recusou-se a entrar em um conselho dentro de sua unidade que aspirava contra o regime, mas tampouco delatou os colegas.
Para Lambrecht, a votação de hoje trata-se apenas de uma reparação "simbólica", já que as famílias dos mortos (na maioria, militares de baixo escalão) não foram nem serão, se aprovada a lei, indenizadas.
(LUCIANA COELHO)

O capitalismo ao modo brasileiro, e com apoio estatal.

São Paulo, terça-feira, 08 de setembro de 2009



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Trabalho escravo é flagrado em obra do PAC

Fiscais resgatam 98 trabalhadores em construção de usina no interior de Goiás

Em instalações sem cama nem banheiro, funcionários trabalhavam em troca de comida, acumulavam dívidas e não recebiam salários


EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Fiscais do governo federal e do Ministério Público do Trabalho encontraram e resgataram 98 trabalhadores em regime análogo à escravidão numa obra que integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no sul de Goiás.
A partir de uma denúncia, a ação de procuradores e de auditores do Ministério do Trabalho numa usina hidrelétrica começou no início da semana passada e somente foi concluída na madrugada de anteontem, quando os trabalhadores foram indenizados e puderam retornar às suas casas.
A construção da usina Salto do Rio Verdinho é de responsabilidade da Votorantim Energia, braço do Grupo Votorantim, e tem o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que no final do ano passado injetou cerca de R$ 250 milhões na sua implantação.
Planalto e PT apostam no PAC como uma vitrine da candidatura petista para a sucessão de Lula no ano que vem. Na semana passada, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata petista a presidente, aproveitou um evento sobre saneamento para, em discurso, falar das preocupações sociais e ambientais do programa. Ela chegou a compará-lo ao Bolsa Família.
O PAC, porém, é um motivo de reservas a Dilma por parte de movimentos sociais e de ambientalistas, caso do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens). Eles avaliam que o programa prioriza a geração de emprego e o crescimento da economia sem levar em conta as condições socioambientais.
Procurada ontem, a Casa Civil não se manifestou sobre o flagrante da fiscalização.

Sem salário e banheiro
O resgate na usina ocorreu nos limites dos municípios de Caçu e Itarumã (a cerca de 370 km de Goiânia). Sem salários e instalados em alojamentos precários (sem cama e banheiro), os trabalhadores atuavam no desmate e na limpeza de uma antiga fazenda que será usada como reservatório de água, assim que as comportas da usina forem abertas.
A contratação deles ocorreu por meio de "gatos" (como são chamados os aliciadores de mão-de-obra degradante) ligados a uma empresa terceirizada que já atuava na obra quando o Grupo Votorantim assumiu o projeto, em 2007 -a obra começou em 2005.
Um desses "gatos" oferecia alimentos aos trabalhadores, mas, como esses não recebiam salários e estavam sem dinheiro, eram obrigados a acumular dívidas em troca da comida -uma forma de mantê-los sob "escravidão", já que não podiam sair sem quitar as contas.
Contratada para a limpeza do terreno, a empresa (Construtora Lima e Cerávolo, com sede no sul do Piauí) foi buscar os trabalhadores no interior de Mato Grosso e de Minas. Desde que chegaram, a partir de maio, não receberam salários.
Diante do flagrante, o Grupo Votorantim assumiu as dívidas com os 98 trabalhadores e com outros 30, da região, que souberam da ação e aproveitaram para cobrar dívidas anteriores. O grupo desembolsou R$ 420 mil com as rescisões, alugou ônibus para o transporte deles a MT e MG e decidiu rescindir o contrato com a empresa.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O espetáculo da selvageria, que lucra com o sofrimento de animais é nauseante.

Por: oam
Rodeios, sem rodeios...

04/09/2009 01h05 (2min31s)

Nota: 3

Em tempos de picaretas, ditos bispas e bispos, em todas as religiões oficiais e não oficiais, é bom lembrar um evangélico de verdade, um grande homem.

http://www.riocomgentileza.com.br/


Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

A imagem de um profeta

© Foto de Fernando Rabelo. O Profeta Gentileza conversando com cadetes da Escola Naval, antes do desfile militar de Sete de Setembro, Rio de janeiro, 1990.
(Clique na imagem para ampliar)

O Profeta Gentileza foi uma figura folclórica do Rio de Janeiro. Ele foi fotografado num momento descontraído em 1990, numa conversa com cadetes da Escola Naval, antes do desfile militar de Sete de Setembro. Dizia o profeta: “amor palavra que liberta” e “gentileza gera gentileza”, em versos escritos em 56 pilastras sob os viadutos da Avenida Brasil, na região portuária da cidade. Gentileza faleceu em 1996.

No It's abouth Nothing ...

Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

A volta do idiota...

'O capitalismo é mau', diz novo filme de Michael Moore



Reuters

VENEZA - O capitalismo é mau. Esta é a conclusão do último filme do documentarista norte-americano Michael Moore, "Capitalismo: Uma história de amor", que estreou no Festival de Veneza neste domingo.

Combinando a sua marca humorística com histórias individuais trágicas, cenas de arquivo e montagens publicitárias, o documentarista de 55 anos lança um ataque ao sistema capitalista, argumentando que ele beneficia os ricos e condena milhões à pobreza.
Os vilões na cabeça de Michael Moore são os grandes bancos e os fundos de hedge que apostaram o dinheiro de investidores em derivativos complexos, que na verdade pertencem ao ambiente de um cassino. Enquanto isso, grandes empresas estão se preparando para demitir milhares de funcionários apesar dos lucros recordes.
O cineasta também ataca a inconfortável relação de proximidade entre banqueiros, políticos e oficiais do Tesouro norte-americano, dando a entender que a regulação foi alterada a favor de poucos em Wall Street ao invés de muitos.

Michael Moore entrevista padres que acreditam que o capitalismo é o anti-Cristo, porque ele falhou em proteger os pobres e encoraja a ganância.
"Essencialmente temos uma lei que diz que apostar é ilegal, mas nós permitimos Wall Street fazer isso e eles jogaram com o dinheiro das pessoas, levando-o para as áreas mais loucas de derivativos", disse Michael Moore a uma platéia, em Veneza.
"Eles precisam mais do que só regulação. Nós precisamos nos estruturarmos de uma maneira diferente para criar finanças e dinheiro, sustentar empregos, negócios, etc, para manter uma economia saudável funcionando".
"O capitalismo é mau, e você não pode regular a maldade", conclui o documentário de duas horas. "Você deve eliminá-lo e substituí-lo por algo que é bom para todas as pessoas, e este algo é democracia".

Não poderia esperar outra coisa de Michael Moore. Sempre que pode utiliza de sua desonestidade e manipulação em seus filminhos de propaganda que ele mesmo intitula de documentários. Moore é o maior embusteiro de Hollywood e velho conhecido da crítica, seus filmes sempre são seguidos de críticas que desmascaram os dados falsos e manipuladores utilizados pelo “shockumentarist” como é devidamente chamado pelos norte-americanos.
Moore sempre se utiliza de três princípios em seus filmes: manipulação de dados, narrativa débil que beira o infantil e críticas pueris que lembram redações de colegiais alienados protestando contra qualquer coisa (seu público majoritário é composto por colegiais alienados), seus comentários possuem a profundidade de um pires e não resistem a uma observação lógica.
Mas as ‘qualidades’ de Michael Moore não param por ai, ele é um notório hipócrita. Isto não é notado apenas em seus documentários, mas em suas entrevistas, livros e no seu próprio programa que durou duas temporadas na TV americana. Moore é mestre em atacar aquilo que ele usufrui.
“Capitalismo: Uma história de amor" vem para se juntar à galeria de embustes como: “Bowling Columbine”, “Fahrenheit 9/11” e “SICKO”.
Moore tem o seu público fiel, politicamente-corretos hipócritas (não é a toa que ele vive nas campanhas do partido democrata), idiotas antiamericanos e antissemitas. No Brasil ele é cultuado por jovens e tem seus embustes como tema de aulas, até mesmo em universidades.
Logo veremos Lula falando deste filme, afinal é cara dele, ou melhor, Michael Moore é a cara de Lula, deveria ser chamado para dirigir os programas de Dilma para 2010, pois em uma coisa todos eles combinam: fazem da mentira o seu meio de vida.