terça-feira, 26 de abril de 2011

Gazeta do Povo, 24/04/2011

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Triste tradição

Políticos confundem o público e o privado

Publicado em 24/04/2011 | Caroline Olinda

Pode parecer óbvio que usar um carro oficial para ir a um compromisso particular não é correto, assim como nomear um filho para o cargo de assessor parlamentar ou usar a verba de transporte aéreo para pagar a viagem de férias da família. Mas situações como essas, em que o público e o privado se misturam, são comuns no país. Entranhado na nossa sociedade, o chamado patrimonialismo é uma característica da política brasileira que tem origem na colonização, foi reforçado durante o reinado e persiste até hoje.

Essa cultura ajuda a explicar diversos escândalos políticos recentes. Como o caso da ex-chefe da Casa Civil Erenice Guerra, que perdeu o cargo no ano passado depois da revelação de que o filho, Israel Guerra, usaria a influência da mãe no Palácio do Planalto para intermediar negócios de empresas privadas com o governo federal.

O nepotismo é outro sintoma dessa confusão entre público e privado que os nossos políticos fazem. A situação do Paraná ainda mostra que esse problema não tem relação com corrente política ou partido e atinge a todos. Eleito com o discurso de ser o contraponto do ex-governador Roberto Requião (PMDB), o tucano Beto Richa manteve a mesma prática do peemedebista e nomeou parentes para cargos em seu governo – a mulher, Fernanda Richa, foi para a Secretaria de Família e Assistência Social e o irmão, Pepe Richa, é secretário de Infraestrutura e Logística.

A resistência dos políticos em prestar contas à população do que fazem com o dinheiro público é mais uma mostra desse problema na cultura política brasileira. Graças à pressão de setores da sociedade, a resistência à transparência tem sido derrubada, aos poucos. Mas ainda é comum encontrar deputados que ficam até mesmo ofendidos quando são questionados sobre o uso que fazem da verba de ressarcimento ou ministros que não gostam de explicar o motivo de gastos realizados com cartões corporativos.

“Avançamos a passos lentos nessa questão. Mas ainda há muitos problemas [relacionados à confusão entre público e privado], como a falta de transparência e o nepotismo”, comenta o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As duas ditaduras enfrentadas pelo país no século 20 são apontadas pelo professor Roberto Romano, do Depar­­­tamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), como fatores recentes que ajudaram a manter o patrimonialismo na política do Brasil.

Patrimonialismo

O professor explica, no entanto, que essa característica brasileira tem origem ainda no período colonial, quando o mundo vivia o período absolutista e a prática patrimonialista se firmou. As revoluções antiabsolutistas, no entanto, não foram acompanhadas pelo Brasil. “Dom João VI chegou com a ideia de instalar aqui nos trópicos um estado antir­revolucionário”, comenta Ro­­mano, que resume: “A nossa história política é absolutista”.

Além dos fatores históricos, a dificuldade para superar essa característica também passa por limitações de líderes políticos atuais. “A nossa sociedade foi construída assim e nossas lideranças são incapazes de defender o discurso liberal [marcado pela impessoalidade e busca da maior eficiência]. Não porque teriam problemas com o eleitorado em geral, mas porque encontrariam dificuldades com suas bases de apoio”, comenta o cientista social Alberto Carlos de Almeida, autor do livro A Cabeça do Brasileiro.

Na obra, Almeida constata que o brasileiro médio é favorável ao patrimonialismo e isso está relacionado também ao nível de escolaridade de cada um. Pelas pesquisas do autor, a tolerância à prática é maior entre os que passaram menos tempo na escola. Isso não significa, porém, que não existe espaço para o discurso e a prática contraria, acredita Almeida. Para ele, um político que se der conta disso poderá conseguir muitos apoios. “Mas no atual cenário político, não há ninguém que sinalize nesse sentido”, comenta.

Interatividade

Quais são os piores exemplos de confusão entre público e privado na política?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Marta Bellini...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Deus lhe pague!







dEUs LhE PAgUE, cHICO bUarQUE.......


Soube por minha colega de trabalho, P., que duas alunas de minha *%$#@&** foram "vistas" em um corredor. Uma delas (de um certo curso ou curço?) foi convidada a sair do estágio em um laboratório. Homofobia? Homofobia? Homofobia? Homofobia? Homofobia? Homofobia? .....


Creio que sim. Lá na %$#@*&¨¨¨*** vivi um surto machista. Não que eu creia em machos, mas que eles existem, existem.


Deus lhe pague é o jeito. Deus lhe pague por existir homofóbicos. Deus lhe pague por existir machistas. Deus lhe pague porque seu chefe desliga o telefone na sua cara. Por esconder informações. Ai, Deus nos pague.

O Estado de São Paulo 24/04/2011

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Acusado em escândalo vira assessor da Receita

Ronaldo Medina é apontado pelo Ministério Público como um dos responsáveis por norma que facilitou importação de máquinas de jogos

24 de abril de 2011 | 0h 00

David Friedlander - O Estado de S.Paulo

O novo secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, nomeou para sua assessoria pessoal um colega que responde a processo por supostos atos de improbidade administrativa, num caso que foi escândalo anos atrás. Ronaldo Medina é apontado pelo Ministério Público (MP) como um dos responsáveis por uma norma técnica supostamente destinada a facilitar a importação de máquinas de jogos de azar, que é proibida no País.

Receita Federal/Divulgação
Receita Federal/Divulgação
Investigação. Norma enquadrava máquina de jogo na mesma categoria de computadores

Medina foi nomeado para a assessoria de Carlos Alberto Barreto no dia 25 de março. Ex-secretário da Fazenda do Distrito Federal no governo de José Roberto Arruda, ele já tinha ocupado outros cargos de destaque no Fisco.

Agora, será um dos homens de confiança do secretário da Receita e terá contato com as discussões mais importantes do País em matéria tributária. "Esse processo do Ministério Público contra mim é um erro", diz Medina.

O secretário da Receita respondeu, por meio de nota, que as investigações internas não encontraram "motivação suficiente" para arrolar Medina e que, apesar da acusação do MP, não seria justo impedir sua nomeação "pois deve prevalecer a presunção de inocência até que ocorra a manifestação final do mérito na esfera judicial".

Norma viciada. No centro da confusão está a Solução de Consulta 9 (SC 9) - norma técnica produzida na área então chefiada por Medina, no final de 2002.

Segundo o MP, essa norma enquadrava máquinas de jogos - como videopôquer e videobingo - na mesma categoria dos computadores, para fim de importação. Teria sido feita sob medida para empresários do ramo de jogos, que a usaram na tentativa de liberar máquinas apreendidas no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. A tentativa falhou porque fiscais do Rio não aceitaram o teor da SC 9 e o caso virou escândalo.

Acusados de produzir uma norma viciada, quatro funcionários da Receita, entre eles Medina, respondem a processo na 7.ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal. Um deles já foi demitido da Receita. E a SC 9 acabou sendo revogada, mas só depois que o episódio veio a público, pela imprensa.

"Associação criminosa". Segundo o Ministério Público, além de aprovar a SC 9 quando era coordenador-geral do Sistema Aduaneiro, Medina teria ignorado quatro avisos diferentes de que a norma era irregular.

"O ato administrativo ilegal foi editado com o nítido apoio dos auditores réus e contou com a cobertura do coordenador-geral aduaneiro, Ronaldo Lázaro Medina, cuja atuação decisiva contribuiu para viabilizar o propósito ilícito da associação criminosa", afirma a acusação das procuradoras da República Valquíria Quixadá e Raquel Branquinho.

"Não tive participação na edição dessa norma. Ela foi aprovada por outra funcionária que tinha delegação para isso", afirma Medina. Sobre sua assinatura junto à norma publicada no Diário Oficial da União, Medina diz: "É o sistema eletrônico. Ele coloca automaticamente o nome da pessoa que coordena a área". Medina também nega ter ignorado avisos de que a SC 9 estaria viciada.

"Não tratei a coisa levianamente como estão dizendo", afirma Ronaldo Medina. "Eu estudei, me aprofundei e conclui que a norma estava certa. Aquilo é computador, uma máquina de processamento de dados. Quem determina como será usada é o ser humano."

Para Roberto Romano, professor de Política e Ética da Unicamp, dar ou não um cargo estratégico para um servidor nessa situação não é uma decisão fácil.

"Ao mesmo tempo em que não se pode cortar a carreira de uma pessoa em razão de um processo em andamento, essa questão não é apenas jurídica, é também uma questão de prudência", diz o professor. "É uma situação difícil."

PARA ENTENDER

Norma permitia importação de máquina ilegal

A Solução Consulta 9 (SC 9) foi produzida dentro da Receita Federal com base numa fraude. A consulta havia sido feita em nome da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot), mas a assinatura do presidente da entidade era falsa. De acordo com as investigações, a verdadeira interessada era a International Gaming Technology (IGT), dona das máquinas presas no aeroporto do Rio.

Para o Ministério Público Federal, a SC 9 teria sido produto de um conluio entre funcionários da Receita Federal e empresários do ramo de jogos, que queriam importar equipamento proibido.
O objetivo da SC 9 teria sido abrir uma brecha para que essas máquinas entrassem no País. A tentativa foi frustrada, segundo o raciocínio do MPF, porque em fevereiro de 2003 auditores fiscais do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro barraram a entrada de dez máquinas de jogos trazidas dos Estados Unidos. Para tentar liberar as máquinas, a IGT apresentou a tal SC 9.

De acordo com a investigação do MPF, havia a intenção de importar 3,6 mil máquinas, caso as primeiras unidades não tivessem ficado apreendidas na alfândega.

Uol notícias.

25/04/2011 - 01h00

Wikileaks divulga documentos secretos sobre abusos em prisão de Guantánamo

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Atualizado às 03h30.

O site Wikileaks divulgou na noite de domingo uma série de documentos secretos do Pentágono que revelam que o governo dos Estados Unidos usou a prisão de Guantánamo ilegalmente para obter informação de seus reclusos, independentemente do fato de serem suspeitos ou não.

As milhares de páginas dos mais de 700 documentos do Pentágono divulgados revelam que ao menos 150 dos presos em Guantánamo eram afegãos e paquistaneses inocentes, incluindo motoristas, agricultores e cozinheiros, que foram detidos durante operações de inteligência em zonas de guerra.

Muitos destes permaneceram presos durante anos devido a confusões de identidade ou simplesmente por terem estado no lugar errado na hora errada.

De acordo com os documentos vazados, os EUA criaram na prisão de Guantánamo "um sistema policial e penal sem garantias no qual só importavam duas questões: quanta informação se obteria dos presos, embora fossem inocentes, e se podiam ser perigosos no futuro".

Os documentos revelam também que 130 dos 172 prisioneiros que deixaram a base de Guantánamo eram considerados "de alto risco" e uma suposta ameaça para os Estados Unidos e seus aliados.

No entanto, foram libertados sem terem sido reabilitados ou com a supervisão necessária.

Inclusive, um terço dos 600 detidos sob a presidência de George W. Bush, vários dos quais foram transferidos a países aliados, também eram catalogados como "de alto risco" antes de serem postos em liberdade ou entregues a outros governos.

O governo do presidente Barack Obama, que deixou sem um prazo definido sua promessa de fechar a prisão de Guantánamo, qualificou como infeliz a revelação dos documentos secretos e defendeu seus esforços e de seus antecessores por "atuar com cuidado extremo e diligência" na transferência de presos.


domingo, 24 de abril de 2011

Marta Bellini...

domingo, 24 de abril de 2011

O que faz falta, Zeca Afonso





Se o fascista conspira na sombra

O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta

O que faz falta

O que faz falta é dar poder a malta

It´s about nothing.

domingo, 24 de abril de 2011

Pervertion of the political correctness and the hipocrisy of the multiculturalism



Já havia escrito sobre este assunto antes, mas com a iminente estréia do filme e a repercussao (aqui nos Estados Unidos) me vi obrigado a levantar de minha cripita novamente, pois ao contrário explodiria caso nao colocasse minhas idéias para fora.

Antes de começar qualquer argumento, preciso fazer uma introducao para dizer como isto me afeta de diversas formas. Como a maioria dos garotos que tiveram sua infancia da década de 1980 um de meus principais "brinquedos" foram as histórias em quadrinhos. Sempre fui um fa da Marvel Comics em especial de alguns heróis como: Homem Aranha, Thor, Homem de Ferro, Capitao América (especialmente quando juntos formavam os Vingadores) e o Demolidor. Sempre considerei as histórias em quadrinhos e seus heróis a mitologia do século XX. Heróis em quadrinhos estimulavam o que existia de melhor nas pessoas: coragem, honra, altruísmo, bravura e justica. Igualmente sempre fui entusiasta de mitologias antigas, desde a clássica grega até as mitologias celta, escandinava e oriental como a japonesa. A minha mitologia preferida sempre foi a escandinava. Portanto este assunto que vou abordar novamente me afeta em mais dois aspectos além do que vou expor a seguir: como fa da mitologia nórdica e como fa de quadrinhos de um dos meus heróis preferidos.

O filme Thor estreou nesta última sexta-feira nos Estados Unidos, sob uma onda e protestos e polemicas que se arrastam desde o meio de 2010 quando parte do elenco já havia sido escolhido. O motivo foi a escolha do ator para interpetrar Heimdall (o deus guardiao da ponte Bifrost que liga a morada dos deuses Asgard a Terra - Midgard, nao bastando Heimdall é descrito na mitologia como o mais branco de todos os deuses). O diretor irlandes Kenneth Branagh escolheu o DJ Idris Elba que é negro para o papel. Branagh é famoso por fazer este tipo de coisa, na producao que dirigiu da peca Hamlet (que se passa na Dinamarca) escolheu um ator negro para viver o papel principal, a priori parece que o diretor irlandes gosta de criar polemicas para esconder sua mediocridade como diretor. Nao é necessário dizer que a controvérsia ganhou o mundo anglo-saxao e muitos protestos foram gerados, afinal nem nos quadrinhos da Marvel - adapatdos da lenda - Heimdall jamais foi apresentado como negro, mas como um deus branco de cabelos e barbas ruivas. O protesto dos fas era exatamente o seguinte: deixem a lenda e a historia como sao, afinal quem vai ao cinema (que hoje reflete a geracao CTRL+C e CTRL +V adaptando filmes dos anos 80 e velhos heróis em quadrinhos que já passam dos 50 anos de idade) quer ver os quadrinhos e as lendas do modo como sao. Mas o politicamente correto e a tara doutrinataria de Hollywood nao dao trégua, mesmo quando adaptam algo que já faz parte da cultura ocidental.

Vários grupos norte-americanos e europues (experimente ler páginas escandinvas a respeito do filme) incitaram um boicote ao filme, protamente foram acusados de racistas pela left wing americana e pelos multiculturalistas e politicamente corretos. O filme, pelo trailer que vi (pois nao pretendo assistir) além de Heimdall negro, possui asiaticos em Asgard, além do mais Thor fora reduzido a um mané com um martelo, desferindo golpes marciais ao melhor estilo Matrix e ajudado por bondosos terráqueos, pois se porta como um neandertal retardado. Sua namorada terráquea nos quadrinhos, Jane Foster, passou de uma enfermeira para uma cientista, afinal Hollywood e a Disney nao permitem que mulheres possuam papeis e trabalhos irrelevantes.

As discussões ganharam cores de embate político: os liberais da esquerda americana e os movimentos negros defenderam o Heimdall negro com unhas e dentes e liberaram um bestiário incrível de argumentos idiotas contra quem apenas queria ver a coerencia mitologica e da Marvel respeitadas. O próprio DJ convertido em ator Idris Elba se pronunciou do alto de sua sabedoria na polemica dizendo "A história é sobre um cara que voa com um martelo ao estalar de um dedo e a cor de minha pele está errada?" Creio que nao seja necessário muitos argumentos, o tal DJ conhece como poucos a mitologia e o quadrinho, ou seja, sequer se deu o trabalho de ler uma história em quadrinhos de Thor ou ao menos pesquisar na Wikipedia sobre o tema do filme em que iria atuar. Idris está abaixo da média de qualquer pré-adolescente ocidental. O papel tinha sido oferecido a Will Smith e outro ator negro que recusaram prontamente o papel sendo que Smith perguntou se aquilo se tratava de alguma piada.

O que há por trás disto

Há um claro movimento perpretado por revisionistas historicos ligados a grupos que pregam freneticamente a nova religiao da esquerda liberal o multiculturalismo e o politicamente correto. Estes tarados ideologicos não deixam nada passar por seu crivo, por exemplo, no outro filme que estreará neste ano - Capitao América - que parece ser mais serio e mais fiel aos quadrinhos há um anacronismo típico uma oficial militar do exército americano atira no escudo de Capitao América afim de treiná-lo, o único problema é que isto é ambientado em 1940, na época da Segunda Guerra Mundial, onde não existiam militares do sexo feminino. A Disney está na vanguarda desta porcaria e como ela detém os direitos dos heroís da Marvel, mais coisas deste calibre acontecerao. O Heimdall negro me cheira, além de clara provocao barata, mais uma tentativa de testar ate onde eles podem ir. O filme todo depoe contra a mitologia e o quadrinho, o Heimdall negro é o simbolo disto, mas Thor ser retratado como um idiota é mais um recado destes afirmando que as raizes culturias e mitologicas europeiais, em especial as anglo-saxonicas, sao indignas e devem ser ridicularizadas, mesmo que aspectos multiculturais e politicamente corretos infectem a obra. Poderia citar uma gama de filmes que sao deformados em nome desta fé. Aliás o único filme que escapou destas distorcoes foi a trilogia de Senhor dos Aneis, gracas ao fidelismo a obra defendido por Peter Jackson, mas Hollywood nao se perdoa por isto, tanto que Peter Jackson já sofre nas gravacoes de O Hobbit ao ter recusado uma figurante mulata no filme ao afirmar que ela não preenchia o fenótipo das histórias de Tolkien. A mulher entrou com processo, mobilizou a patrulha, mas nao teve sucesso Jackson nao se rendeu, ao contrario, teve apoio total de sua equipe e elenco nesta luta, o estudio chegou a fazer pressao mas desistiu com a ameaca do elenco e da producao em se demitir caso qualquer alteracao fosse imposta. Ante a um prejuízo financeiro de milhoes de dólares nao há patrulha ou ideologia que resista.

O que vemos é um massacre continuo de mentes perturbadas que tem prazer em perverter e deturpar qualquer coisa em nome de suas taras ideologicas. Os racistas sao os idiotas que pensam na provocacao e polemica barata de colocar um negro como um deus nórdico. A propósito, um novo filme de Cleopátra será gravado (de novo CTRL+C CTRL+V, sendo que nao faz um mes que a atriz que imortalizou o papel no cinema faleceu) e os grupos de pressao de movimentos negros, bem como seus aliados liberais de esquerda, já protestam contra Angelina Jolie como Cleopátra, curioso em dois aspectos: primeiro porque alegam erroneamente que Cleopatra era negra, pouco provavel pois a rainha egípcia descendia de gregos e mesmo que eles estivessem corretos, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Em Thor e tantas outras obras nao houve esta comocao quando bizarrices sao cometidas em nome da correcao politica e do multiculturalismo, mas quando acreditam que estao sendo vitimas a horda se levanta.
Vou boicotar este filme na condicao de fa do Thor mitologico e do Thor dos quadrinhos, nao apenas pelo Heimdall negro e pelo asiatico em Asgard, mas por retratar o deus do trovao como um idiota. By the way, racista é o senhor Kenneth Branagh, o senhor Idril Elba (além de racista mostrou toda a sua ignorancia em relacao a mitologia e a cultura pop nesta era de conhecimento express a um clique), os executivos da Disney e a legiao de idiotas que defende este tipo de babaquice.

Marta Bellini. Invertamos: äi esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um...Brasil!!

domingo, 24 de abril de 2011

Como no Brasil ... tudo a direita

Até tu, Fefé Rodrigues...


Por Joana Lopes, Portugal Blog Entre as brumas da memória, aqui



O Miguel Serras Pereira diz que Ferro Rodrigues meteu a lógica na gaveta. Está bem visto e eu explico por outras palavras.


Em entrevista à RTP, ontem à noite (eu ouvi), o trunfo do PS na lista de candidatos por Lisboa defendeu que se impõe uma maioria forte no Parlamento, impossível de concretizar por um acordo político à esquerda, porque «aquilo que os partidos de extrema-esquerda fizeram durante este ano e meio foi colaborarem com a direita em relação à queda do governo PS».


Em forma de silogismo, já que Lógica é comigo:


- O PS tem de fazer acordos para uma maioria no Parlamento, à esquerda ou à direita

- Não pode fazê-los com a esquerda porque esta se aliou à direita


- Logo, terá de aliar-se à direita.


Quem teme que Ferro Rodrigues roube votos à esquerda da esquerda talvez possa preocupar-se com outros perigos. Ontem (e não só…), pareceu bem firme naquilo ao que vem, nestes primeiros dias do resto da sua vida.

P.S. - Para evitar falsos argumentos que já me chegaram no Facebook: o que estava em questão, na conversa, eram acordos PÓS-eleitorais e, que eu saiba, a esquerda da esquerda vai a votos.

O comunismo libertário...

"Nós produzimos os eletrônicos mais luxuosos, mas não os consumimos", diz Ri. Parabéns, Ri ! Você descobriu a essência de O Capital de Karl Marx, mas você não sabe, nem os seus donos marxistas/leninistas/stalinistas/ maoístas/burocratas ricos que podem comprar quantos I Pad quiserem, comprar em super mercados especiais para os dirigentes do Partido, comprar terras no Brasil, etc etc etc. Que tal conversar com os nossos amados amigos do PC do B? Eles também estão comprando bastante, pois subiram muito com o governo companheiro. Boa Páscoa para eles, os afortunados da ideologia. Como disse a profa. Maria Sylvia Carvalho Franco, a ideologia emburrece. Emburrece os militantes que sacrificam sua vida em prol de líderes que sobem na escala social. Ao ponto de renegar na prática o que seus dirigidos berram na praça. Enfim... RR
São Paulo, domingo, 24 de abril de 2011



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Na China, iPad sai de complexo semimilitar

Funcionários da maior unidade da Foxconn relatam broncas humilhantes, falta de privacidade e longas horas extras

Empresa que planeja megainvestimento no Brasil instalou grades em janelas depois de uma onda de suicídios

FABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL A SHENZHEN (CHINA)

Ya li -pressão, em mandarim- é a palavra mais repetida por trabalhadores e ex-trabalhadores para descrever os dois complexos da Foxconn em Shenzhen, por onde circulam diariamente cerca de 400 mil funcionários distribuídos nas linhas de produção de iPhone, iPad e outros produtos eletrônicos.

Sem a autorização para entrar, a reportagem da Folha circulou por dois dias pelos arredores da maior fábrica da Foxconn no mundo, aberta em 1996 no distrito de Bao An, periferia de Shenzhen.

Em escala, o complexo é o exemplo mais próximo da "cidade do futuro" para 100 mil funcionários que a empresa estuda construir no Brasil, segundo anúncio feito na recente visita da presidente Dilma Rousseff à China.

Os relatos, porém, não soam nada modernos: cobranças dos chefes por meio de humilhantes broncas públicas, longas horas extras, falta de privacidade e de lazer nos dormitórios e baixos salários são parte da rotina.

Um quarto pode acomodar até oito pessoas. A divisão dos edifícios é por gênero, e visitas estão proibidas.

"A organização é semimilitar", conta o engenheiro de computação Ri Qian (os nomes usados nesta reportagem são fictícios), 24, contatado pela reportagem por meio de uma comunidade on-line de funcionários da Foxconn. "O que importa é qualidade, velocidade, eficiência e flexibilidade."

Há quatro anos na Foxconn, Ri, 25, trabalha dez horas diárias, seis dias por semana, em troca de um salário de R$ 1.083 e seguro-saúde. Para economizar, vive nos dormitórios, onde divide o quarto com um colega. Na Apple, um profissional com a mesma formação recebe, em média, R$ 13 mil mensais.

GRADES NAS JANELAS

"Nós produzimos os eletrônicos mais luxuosos, mas não os consumimos", diz Ri, em conversa num café da cidade. Ele quer comprar um iPad numa futura promoção da Foxconn para funcionários, com desconto de 12%.

A seu lado, o também engenheiro Liu Hsieh, 26, diz que os que mais sofrem com a pressão são os operários mais jovens, menos educados e longe da família. Os 14 trabalhadores que se mataram em 2010, provocando críticas contra a empresa, tinham esse perfil, diz Liu.

A onda de suicídios fez a Foxconn instalar grades nas janelas e redes sob os dormitórios para evitar mais mortes e dar aumentos de até 60% aos operários -o salário inicial hoje é de R$ 433.

A empresa de origem taiwanesa também está transferindo parte de sua produção para províncias com mão de obra mais barata. Até 200 mil empregos devem mudar de lugar nos próximos anos.

Shenzhen talvez seja o maior exemplo do milagre chinês das últimas décadas. A região se dedicava à pesca e tinha só 300 mil habitantes em 1980, quando o líder comunista Deng Xiaoping criou ali a primeira zona franca do país, no começo da transição ao capitalismo.

Hoje com 13 milhões de habitantes, Shenzhen tem o quarto maior aeroporto do país, Bolsa, metrô (22 km em operação e 99 km em construção) e dezenas de empresas de alta tecnologia, entre as quais Huawei, IBM e ZTE.

sábado, 23 de abril de 2011

Para você (e família) também, Roque!


Jornal do Commercio - Pinga Fogo.

“Não há relação que dure sem reciprocidade”

Publicado em 14/04/2011, Às 3:00

FALA, LEITOR!
Artigo

* Evandro Martins Neto

O PSDB surgiu dum processo dissidente desgastante junto ao PMDB, face a debates constitucionais, programáticos e organizativos durante os anos 1980. Só para ilustrar, estava no DNA tucano a defesa do parlamentarism, gradativamente esquecido pelas gerações políticas subsequentes. Como um partido surgido num contexto dissidente, o PSDB não contava com o enraizamento social nato ao PT.

Logo, a busca pelas camadas populares se daria de forma muito mais difícil, requerendo das lideranças partidárias um esforço que deveria reunir fundamentos típicos de qualquer organização em busca de novos mercados, isto é, inovação e criatividade.

Entretanto, o PSDB estava no lugar e na hora certos quando da transição gerencial de Collor de Melo para Itamar Franco. FHC, enquanto ministro fazendário, soube colher os bônus de um equilibrado programa de estabilização, chegando à Presidência.

Os tucanos, ao chegarem ao poder pelas vias do sucesso do Plano Real, conquistaram suas colônias férteis, não carecendo mais de qualquer inovação na busca pela sobrevivência. Logo, o partido entrou numa zona de conforto perigosa. Enquanto isso, o PT fazia suas reformas organizacionais, modernizando-se e inovando, ou seja, se enraizando por setores esquecidos. O PSDB cada vez mais assumia feições de um partido liberal nos moldes do Conservador de Thatcher, Já o PT, rumava ao centro, tornando-se mais social democrata do que os próprios tucanos.

Outra dificuldade enfrentada pelo próprio PSDB diz respeito aos meandros internos da organização. O loteamento de alguns “diretórios burocráticos” (nas palavras de FHC) entre líderes desconectados das origens tucanas, de natureza ruralista, oligárquica em essência, contribui para o empobrecimento do debate programático partidário e o afugentamento dos formadores de opinião e das massas urbanas, desejosas de participação, base de qualquer democracia. Em São Paulo, berço tucano, cujo diretório é mais aberto ao debate, onde as lideranças conservam conexão com o passado partidário, o PSDB mostra uma longevidade não observada em outros entes federativos.

Enfim, o PSDB realmente carece de uma reestruturação. Porém, esta não se dará ao largo das bases, amparada exclusivamente em marketing. Pois se assim for, o resultado será o seguinte: uma captação de setores proeminentes e das massas urbanas identificados com as velhas bandeiras tucanas, esbarrando em seguida num muro colossal dominado por uma autocracia organizativa que não pretende ceder, sequer um milímetro, em prol da oxigenação organizativa, uma vez que estes profissionais da política alocam interesses que vão além da virtude democrática.

Mas não fujamos das palavras de FHC. Pois os apontamentos do ex-presidente miram erroneamente para determinados setores. Partidos como o PSDB, detentores de um capital eleitoral acima dos 40 milhões de votos, não podem se comportar como um “partido de notáveis” ou catch all. Muito pelo contrário. Exceto se o próprio PSDB abdicar da polarização com o PT e assumir uma feição federalista, isto é, de disputas regionalizadas, abandonando a arena nacional pelas arenas estaduais e municipais, como fez o PMDB após 1989.

Por fim, me chama a atenção, FHC demonizar os chamados diretórios burocráticos em favor de uma participação massiva dos líderes em terrenos virtuais, como as redes sociais. Porém, mais uma vez o sociólogo peca. Pois a participação nos chamados “diretórios burocráticos” por parte dos mais variados setores sociais é uma forma de desburocratizar os mesmos diretórios. Salvo se o ex-presidente enxerga as classes média e popular somente como clientes a serem conquistados, unicamente capazes de dar seus votos. Se esta visão elitista e excludente não for revista, o PSDB irá replicar o que acontece com tantos outros partidos. Veja o exemplo do PV. Os verdes são capazes de jogar pelo ralo o expoente Marina Silva apenas para não dividir a milionária estrutura partidária, diga-se, financiada com recursos públicos (Fundo Partidário).

Mudança não se faz apenas com retórica. Ou se rompe com as mazelas do atraso, algo realmente doloroso, ou mantém-se um discurso vago, atrativo aos alienados. Mas até estes esbarraram no muro da autocracia partidária. Não há relação que dure sem reciprocidade. E é isto que os líderes organizativos de hoje exigem das classes urbanas, ou seja, apoio incondicional sem direito a participação, sem direito a vez e voz. Uma forma de dar uma guinada nesse gerenciamento partidário autocrático é torná-los juridicamente entidades de direito público, ao invés de privado. Somado a um conselho externo fiscalizador, dando transparência às ações administrativas partidárias. Essas reformas não seriam determinantes na mudança de imagem que os partidos gozam, mas seria um passo importante.

*Prof. Evandro Martins Neto é fundador da Politik Consultoria e leitor da Pinga-Fogo

Notem a chamada desta "notícia" : nem um pio sobre os ladrões da Bolsa de N.York, etc. Com o "suposto" (covarde) o termo "calote" exibe a Folha.

São Paulo, sábado, 23 de abril de 2011



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Rebelde, Islândia dá calote e ganha fãs

País decide não compensar investidores britânicos e holandeses que perderam dinheiro após a crise de 2008

Pequena ilha do norte europeu adota caminho diverso do traçado por outras nações em crise, como Portugal e Grécia

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

A fria e comportada Islândia virou agora exemplo de rebeldia na Europa.
O país, que quebrou com a crise de 2008, resolveu lidar com as dificuldades econômicas de uma maneira bastante diferente de Portugal, Grécia ou Irlanda.
Em vez de pedir ajuda para rolar sua dívida e aceitar pacotes de austeridade impostos pelos credores, simplesmente optou, no último dia 9, por um calote bilionário.
Conquistou, assim, a simpatia de políticos europeus que acreditam que os cortes de gastos impostos aos países em apuros só vão piorar as taxas já elevadas de desemprego e comprometer os serviços públicos.
A socióloga portuguesa e deputada do Parlamento Europeu Marisa Matias, por exemplo, disse que "[querem] que famílias paguem por erros de bancos. Os islandeses não entendem assim".
Essa também é a opinião da sua colega eurodeputada Eva Joly (França). "Ninguém debateu se os pagadores de impostos devem resgatar instituições financeiras", escreveu no britânico "Guardian". "Espero que o espírito de luta dos islandeses se espalhe."
Esse "espírito" foi manifestado em um referendo no começo do mês, quando 60% dos islandeses votaram "não" ao pagamento de US$ 5,3 bilhões (R$ 8,3 bilhões) a Holanda e Reino Unido.
Foi o valor perdido por investidores dos dois países que aplicaram no fundo "Icesave", gerido pelo banco privado islandês Landsbanki.
Os executivos da instituição colocaram o dinheiro dos seus clientes em fundos que se revelaram, durante a crise de 2008, podres.
Os governos do Reino Unido e da Holanda acharam por bem restituir as quantias perdidas aos seus cidadãos e mandaram a conta aos islandeses. Como o país tem apenas 320 mil habitantes, a "dolorosa" ficaria em mais de R$ 25 mil por cabeça.

EXEMPLO ARGENTINO
Os dois países credores vão tentar fazer a Islândia pagar com processos em tribunais europeus.
É difícil prever exatamente quais serão as consequências do calote para a economia islandesa, mas é provável que o país passe a ter grande dificuldade para conseguir crédito.
Além disso, sua entrada na União Europeia deve ser atravancada em represália, limitando acesso a mercados.
A Folha conversou com o conselheiro econômico do governo da Islândia Michael Hudson, professor da Universidade do Missouri (EUA).
Ele duvida que o calote trará consequências graves para a Islândia. Cita a Argentina, que em 2002 deu um calote na sua dívida externa e conseguiu reestruturá-la.
Para Hudson, os problemas que a Argentina enfrenta não têm a ver com a decisão de não pagar credores.
"O país conseguiu apenas não ser roubado pelos credores estrangeiros, mas manteve seus próprios latifundiários, banqueiros e donos de monopólios", disse.

Jornal do Commercio (Recfe), 15/04/2011. Pinga Fogo, sobre a inexistente classe média.

“Artigo de FHC serve até ao PT”

Publicado em 14/04/2011, Às 12:08

Artigo

*Roberto Romano

Sigamos o raciocínio de FHC, um brilhante pensador e hábil político. Eu diria, em primeiro lugar, que o ex-presidente pode receber o epíteto dirigido pelo filósofo Spinoza a Maquiavel: “homem prudentíssimo”. Em toda sua carreira política, ele raramente deu um passo em falso, salvo, talvez, quando esteve prestes a aceitar um cargo no Ministério Collor. Foi dissuadido por Mário Covas. Seria desastroso para sua atuação nacional entrar, mesmo que na qualidade de “notável” (outros entraram), num governo problemático em todos os sentidos. Fora a tentação momentânea, ele sempre calculou seus passos, sendo mestre na arte de agir no tempo certo (recomendação milenar da filosofia política, louvada por Maquiavel), no tempo designado pelos gregos como Kayrós, o tempo da prudência: nem muito antes, nem muito depois.

O texto saída na Revista Interesse Nacional traz aquela marca: surge no tempo certo, quando o governo Dilma ensaia seus primeiros passos, o ex-presidente Luis Inácio da Silva está silente, a oposição se encontra desarticulada nos planos material e espiritual. FHC retoma, no seu intróito, outro tempo certo da política, quando o poder autoritário começava a mostrar sua desarticulação, mas ainda era forte o suficiente para manter projetos de permanência, com o uso de concessões e reformas. Naquele tempo certo, FHC escreveu um artigo, recorda ele, defendendo as oposições. Tratava-se de opor ao mando instalado em Brasília, um novo horizonte político cujo foco principal seria uma nova ordem democrática. Para muitos brasileiros, o texto de então, escrito por FHC, era utopia simples. Os fatos e as ações mostraram que ele estava certo. A síntese de tal peça teatral é feita com maestria pelo ex-presidente no seu texto de agora.

O que ele não diz, no entanto, é que no Brasil, dadas as marcas do Estado, a excessiva centralização do poder no âmbito federal e, alí, no Executivo, é proibido manter qualquer oposição real. Quem desafia tal verdade fica longe dos palácios e dos cofres públicos. E não foi diferente durante os dois governos chefiados por ele. Um teórico, seu amigo, chegou a escrever textos em jornais defendendo a distribuição desigual de recursos, dada a preferência popular pelos governantes. E não foi outra a política conduzida pelos seus ministros: a preferência, para a distribuição de verbas, era dada à base de apoio no Congresso (e seus beneficiários nos Estados, Prefeituras, etc). Não se trata de vezo tucano na administração: a prática vem desde o Império, passando pela Velha República, pelas duas ditaduras, pelo populismo, etc. São as condições objetivas que determinam a estrutura estatal brasileira, e que dobraram também as línguas voluntariosas e demagógicas do petismo. Deixemos o efetivo, e sigamos com a análise de FHC.

Para fazer oposição, diz ele ao fazer um jogo feliz de palavra, é preciso ter posição. Entendamos a polissemia do termo: posição doutrinária, posição física, para não falar em posição corporal, postura digna. Espinhas dobradas levemente. Ainda são dobradas e não marcam nenhuma oposição real, firme, leal para com os eleitores e para com os vencedores. As oposições de hoje, no Brasil, dobram levemente a espinha. Mas dobram-na e não mostram ser capazes de inspirar respeito geral.

Ainda no campo das formas objetivas, FHC deixa de lado sua brilhante força analítica e penetra, sem muita desenvoltura, no campo do ataque partidário. Ele critica o lulo-petismo, existiria, de fato, outro petismo? As demais tendências de esquerda no PT são apenas seitas, sem maior relevância social ou política de aderir à ordem econômica mundial. Mas os tucanos a ela aderiram antes. O máximo que FHC pode afirmar, agora, é que o petismo assumiu a forma tucana de pensar e praticar a macro economia, numa espécie de plágio político sem peias. No setor econômico, de fato, não se estabeleceu nenhuma ruptura entre os dois governos, o tucano e o petista. E tal fato explica a oposição “soft” que o mesmo FHC constata em seu texto: fazer oposição na política econômica seria, para a antiga base aliada de FHC, dar um tiro nos próprios pés. Como não existe política (social, educacional, de segurança , etc) desvinculada do patamar econômico, a suposta oposição não poderia mesmo ser exercida.

FHC, homem prudentíssimo, lembra aos seus pares que é preciso prudência diante do governo Dilma. Sua recusa do oportunismo também é louvável. Mas ele efetua, no passo, uma análise demasiado rápido da esquerda, tanto no PT quanto no PSDB, no debate sobre as privatizações. Na verdade, ele mesmo, quando na presidência, e seus ministros enfrentaram fortes oposições para afirmar sua plataforma econômica e de passagem de empresas estatais para as mãos privadas. Não é possível apagar a resistência de Mário Covas, um dos maiores nomes do PSDB, à política de privatizações encetada pelo governo nacional tucano. O caso Banespa não pode ser silenciado com o uso de frases brilhantes. Em outro ângulo, o Proer suscita, até hoje, muitas dúvidas relevantes.

FHC tem máxima razão ao lembrar as bolsas, criticadas pelos petistas no governo tucano e depois usadas por eles sem retenção na caça aos votos. Mas este é um detalhe que, embora relevante, não dá conta de toda a estratégia que estabeleceu o elo entre petismo e setores “negativamente privilegiados”, para falar com Max Weber, autor muito presente nos textos de FHC.

Um dos pontos mais prudentes e sábios do artigo encontra-se na recomendação de auto-crítica tucana e oposicionista para os dias de hoje, após três derrotas nas campanhas presidenciais. Mas para que fosse real a auto-crítica, seria preciso que ela abarcasse os costumes dos tucanos. Raros dentre eles (não raro pelas suas origens acadêmicas ou pelo antigo autoritarismo da esquerda) não esbanjam antipatia no trato com “as pessoas comuns”. É difícil encontrar um tucano (e o problema aumenta quando se percebe o topo da pirâmide partidária) capaz de manter um diálogo com oponentes ou simpatizantes. O tom imperativo ou de zombaria impera nas alocuções daquela agremiação. Ali não se pratica o debate, mas o jogo das ordens: quem não obedece ou é iletrado, segundo os cheios de luzes científicas, ou inimigo a receber desqualificação. O problema não ocorre apenas a partir do cenáculo tucano: ele vem da modernidade, quando os intelectuais assumiram o papel de “condutores espirituais do povo inculto” (leia-a, entre muitos, os livros de Pierre Benichou, sobre os intelectuais e o autoritarismo dos tempos modernos) que não merece respeito.

A prática de ignorar ou desprezar críticas do “povão” não é própria apenas dos grandes nomes acadêmicos do tucanato. Estrelas menos brilhantes nos campi ou fora dele apresentam tal marca. Ora, como disse um dia, com plena razão, o filósofo Gérard Lebrun, “não é de prestígio acadêmico que padecem os intelectuais e seus partidos, mas de votos”. E com posturas imperiais, os votos rareiam. E não existe marketing político que possa remediar esta atitude e hábito. Não se pede que engenheiros, médicos, advogados, filósofos e sociólogos tucanos mergulhem na demagogia vulgar. O que se sugere é que eles descubram, afinal, que a democracia política é feita de empatia e persuasão. É diferente liderar subordinados em laboratórios e bibliotecas, e liderar massas.

Lance menos louvável, no excelente texto de FHC, é sua caracterização dos petistas como “camaleões” que assumiram, plagiando-a, a plataforma tucana para a macro-economia e para a administração. Se existe arte da política, aprendemos com Plutarco e Maquiavel, ela consiste na oportuna mudança de cores, na arte do cameleão. Apenas os petistas a usam? Não. Os tucanos, os demos, os que hoje dançam com Gilberto Kassab, e toda a política mundial e brasileira é camaleônica. E não se conhece outra forma possível de agir politicamente, pois a política, disse um dia o Chanceler Bismarck, “é a arte do possível”. E o enunciado do alemão de ferro foi muito usado por FHC em toda a sua carreira. Ao entrar nesta seara, o autor do artigo arrisca muito, pois além de escancarar aos governados um segredo da política, dá oportunidade para os contra-ataques em pontos vulneráveis de sua grei.

Chego ao ponto alto do texto apresentado pelo ex-presidente. Trata-se da excelente análise do Congresso que se vende por lentilhas com as medidas provisórias e outros servilismos diante do Executivo. Aqui é meu sentimento: está a maior contribuição do artigo para a inteligência da crise estatal brasileira. Sem Congresso autônomo diante da Presidência não existe possibilidade alguma de oposição. Tal linha de raciocínio ajudaria, se mais desenvolvida, a encontrar saídas inovadoras para a estagnação política, ou melhor, para a corrupção política em nosso País. Infelizmente, o truque da “governabilidade”, indicado por FHC, não é posse exclusiva do petismo. Ele vem de longa data na república dominada pela Chefia do Estado com seus cofres, impostos e Forças Armadas. Para não falar na benevolência de muitos juízes (do mais baixo ao mais elevado escalão do Judiciário) diante dos governantes e governos, em detrimento dos governados. Basta recordar os prejuízos trazidos para os cidadãos pelos “planos econômicos”, verdadeiros golpes silenciosos de Estado (leia-se Gabriel Naudé, nas Considerações Políticas sobre os golpes de Estado, livro antigo, de 1640, mas atualíssimo, sobretudo no Brasil).

Com a perda do Congresso enquanto poder autônomo diante do Executivo, vem o crescente enfraquecimento dos Estados e de seus dirigentes. Sem Senado que represente as unidades da Federação (e não as oligarquias regionais) não existe oposição digna do nome. E temos a “cordialidade” dos governadores tucanos diante da Presidência. Outra vez, FHC, o professor, tem nota dez em teoria do Estado nacional. A nota no setor prático, não segue a do scholar. Finalmente passo ao trecho que está causando maior celeuma entre jornalistas, tucanos e petistas: o “povão”. Já mencionei a necessária mudança de mentalidade que permitiria aos tucanos conquistar as pessoas “comuns”: menos arrogância na exibição de saberes e poderes, maior abertura ao diálogo e simpatia no trato público (FHC é exceção no seu partido, pois soube conter, em momentos cruciais, este vezo intelectual). O trecho que gerou tanto alarido deve ser cotejado com o início do artigo: a oposição, é a tese geral, deve ter posição (doutrinária), posição física (conquistar espaços no país inteiro) e posição ética (postura).

Sem doutrina própria, passível de ser transformada em propaganda, e sem lugar social, não existe plano possível de estratégias e táticas para a conquista (ou reconquista) do poder. Esta verdade geral, que não pode ser negada por ninguém, encontra um obstáculo efetivo: o partido tucano congrega, com seus poucos aliados, generais sem exército. E pouco tem sido feito para expandir a agremiação entre jovens e militantes de sua base. Eles precisam encontrar um lugar social onde ocorreria o início de sua retomada do mando estatal. Aquele terreno deve ser livre do controle absoluto dos adversários. O controle relativo pode ser revertido, e ninguém sabe dizer, com segurança, se o controle petista do “povão” é absoluto, basta notar as procelas que se avizinham dos palácios, como a inflação, a insegurança, etc.

Entramos na famigerada “classe média”. FHC perdeu a oportunidade, brilhante sociólogo que é, de mais concretamente definir a referida classe. Este conceito é pouco rigoroso em termos científicos. Ele é mais fruto da propaganda petista e, antes dela, da tucana. Propaganda aliás acolhida sem muito espírito crítico pela mídia nacional e estrangeira. Para dizer que um setor social é “médio” deve-se compará-lo ao superior (em economia, poder político, etc) e ao inferior. Ora, comparado ao superior, cujos ganhos encontram-se entre os mais iníquos do planeta dada a concentração da renda nacional, e ao inferior (ainda um enorme cinturão de pobreza), a suposta “classe média” não é média, mas pobre. Aqui, um erro de perspectiva pode ocorrer nos projetos tucanos, ou seja, o de confundir este setor pobre (nada médio) com as classes médias urbanas já estabelecidas (conservadoras, preconceituosas, adeptas de programas à direita e, não raro, proto-fascistas).

Este setor pode ser reconquistado pelos Demo e similares, ou mesmo pelo petismo se este último empregar a língua daqueles setores. O que não tem sido obstáculo em determinados petismos: basta recordar as campanhas de Genoino para o governo paulista, quando a fala petista de propaganda emulava o malufismo repressor com promessas de aumentar o poder de fogo da polícia contra os “bandidos”, etc.

É mais do que excelente a crítica de FHC aos marqueteiros políticos. Talvez aí exista uma saída realista para as oposições. Basta lembrar o fiasco da última campanha serrista à presidência: elogios ao presidente Luis Inácio da Silva e a promessa de que o candidato da oposição iria continuar o excelente trabalho do petista. Propaganda deve ser coerente com os alvos próprios da oposição, e deve contar com espaço físico conquistado antes das eleições, mesmo que tal espaço seja reduzido. Confiar integralmente uma campanha ao marketing é irrealismo político.

Um ponto que merece livro inteiro de FHC, é a natureza do capitalismo “monopolista” e “burocrático” capitaneado pelo lulo-petismo. O professor FHC nos deve uma crítica aprofundada sobre o aumento de impostos. A lição, no entanto, servirá para todos os governantes brasileiros, tanto os que estão em exercício quanto aos da atual oposição. Os “remédios” usados por eles, invariavelmente, é aumentar a carga tributária, direta ou indiretamente, veja-se a recente gula do IOF e dos juros nos cartões de crédito. O contribuinte (o termo é ridículo, porque contribuição aqui é imposta e extorquida do cidadão) é sempre o prejudicado. E isto não é populismo, é apenas uma exigência básica da democracia moderna. Mas o Brasil já é moderno? Talvez, pelas vias mais obscuras. O teórico FHC contribuiu, decisivamente, para iluminar este lado do atraso nacional.

Last but not least, excelente análise de FHC sobre a reforma política e sobre a lista fechada. Só esta passagem valeu todo o texto, e poderia ser ampliada para esclarecer o debate público, com muito proveito. Em suma: o artigo é uma peça excelente de análise que pode servir até mesmo para os petistas. Mas ela corre o risco de submergir sob o escarcéu gerado ao redor de um detalhe apenas: o relativo ao “povão”. Como proposta, ele abre caminhos para a oposição e para o governo, desde que o alvo seja a edificação de uma sociedade justa e de um Estado democrático. Vozes como a do ex-presidente mostram que, sim, existe vida inteligente no planeta Brasil. Não é preciso concordar com ele, mas é mister ouví-lo.

*Roberto Romano é professor de Ética e Filosofia da Universidade de Campinas, São Paulo, e gentil colaborador da Pinga-Fogo.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Cara Marta Bellini: e os pais? Assistem tudo calados? E a imprensa? O professorado novo modelo, deveria ser combatido por quem de direito...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

E a corrupção vai longe.... e tão perto.

Enviado por CREMILDA TEIXEIRA, São Paulo
Imagem: Roque Sponholz



Secretário da E.E.Lucas Rochel Rasquinho na zona sul de São Paulo, perdeu o cargo e a casa por cumprir a lei.


Ele era agente de organização escolar. Como tinha uma conduta exemplar, escrevia bem e era muito dedicado, a diretora que queria moralizar a escola, o contratou como Secretário. Ser casado fez com que ele fosse escolhido também para caseiro. Ele trabalhava na secretaria e morava com sua familia na casa do caseiro da escola. Tudo ia bem, sua esposa ajudava a cuidar da escola .

A ordem da diretora era dar falta para professor que faltasse, o que era justo e o secretario atendia.

A diretora deu uma boa limpada na escola. Colocou portão e tudo parecia bem.

As maioria das professoras não gostava. Estavam acostumadas fazer o que queriam, e não queriam nada, na verdade. Essa diretora veio substituir uma outra exonerada por corrupção e por deixar a escola e a casa do caseiro ao Deus dará. As professoras não gostaram da mudança e nem das normas novas. Começaram a se rebelar, se declarar em estado de greve. Chamaram a Apeoesp e fizeram manifestação em frente da escola, colocando a diretora para fora.Para tirar a diretora mandaram para a Cogesp um documento denunciando que a diretora.


- aliciava menores, os convidando para longas e suspeitas conversas a portas fechadas na sua sala.
- mantinha tráfico de drogas, recebendo comissão dos traficantes que vendiam droga livremente dentro da escola.
- levava merenda e material da escola para casa.
- pagava propina para o Dirigente da Sul 3 mante-la no cargo.


Essa diretora foi afastada e transferida, perdeu o cargo de diretora e foi dar aula em outra escola.Parecia óbvio que era uma manobra da Banda Podre para se livrar da diretora enérgica. Uma manobra que deu certo para o lado mais negro da nossa escola. Se a diretora fosse mesmo tudo que foi denunciado, ela deveria ir para a cadeia e não para outra escola.Ficou claro que nem a Cogesp acreditou nas denúncias mas não teve coragem de peitar a Banda Podre nem a Apeoesp.

Depois de algum tempo o Secretário da Escola, foi demitido pela nova direção e pela banda podre que passou a dominar a escola. O secretário da E.Estadual Lucas Rochel Rasquinho, zona sul de SPaulo, perdeu o cargo e a casa onde morava.


Ele foi transferido para outra escola e mora de favor na casa da sogra. Um caso típico de inversão de valores. Pagou por ser honesto e trabalhar direito, coisa muito comum em escola pública. O educador sério que tem a exata noçao da sua funçao na formação do cidadão, também não tem espaço na escola pública.

A escola na prova do Idesp, teve nota 1,04 . Nesse mar de lama até que um é muito.

As noticias chegam que venderam o fogão e um armário da escola a preço de banana.

Depois do que já aprontaram nessa E.E.Lucas Rochel Rasquinho, tudo que vieram a aprontar a gente acredita, com a triste certeza que elas também não só acreditam com apostam na impunidade.
Esse é o retrato da nossa escola pública, falida moralmente.
Uma escola onde se pune severamente o bom funcionário…

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CREMILDA,


As instituições públicas atuam como os políticos agem na política. Não vêem, não falam, não corrigem. Acobertam. E NEM FICAM VERMELHOS DE VERGONHA.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

É isso aí, cumpanherada. Voti sempre nieu! Num priciso di livro, num sô dotô, e sô pupular, tenho pudê. E o Brasiu iguar que ném.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmcW6HVzpwQQypJbcjnH4TVENx3ewDSYjUx0-9A3aGE5t1ggVpNJxieNG47DC_emVuWyvnMMQOjZrXua5nLVDKcoXATNShAOx66C6MwDXCnPmR2sjxF5FrI0g24IXUazhPbvb7NiRsLDvE/s1600/lula-pt.jpg

21/04/2011 - 17h09

Pesquisa sobre população com diploma universitário deixa o Brasil em último lugar entre os emergentes

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília
  • Carlos Cecconello/Folhapress

    11% dos brasileiros com idade entre 25 e 64 anos têm ensino superior

Para concorrer em pé de igualdade com as potenciais mundiais, o Brasil terá que fazer um grande esforço para aumentar o percentual da população com formação acadêmica superior. Levantamento feito pelo especialista em análise de dados educacionais Ernesto Faria, a partir de relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), coloca o Brasil no último lugar em um grupo de 36 países ao avaliar o percentual de graduados na população de 25 a 64 anos.

Os números se referem a 2008 e indicam que apenas 11% dos brasileiros nessa faixa etária têm diploma universitário. Entre os países da OCDE, a média (28%) é mais do que o dobro da brasileira. O Chile, por exemplo, tem 24%, e a Rússia, 54%. O secretário de Ensino Superior do MEC (Ministério da Educação), Luiz Cláudio Costa, disse que já houve uma evolução dessa taxa desde 2008 e destacou que o número anual de formandos triplicou no país na ultima década.

“Como saímos de um patamar muito baixo, a nossa evolução, apesar de ser significativa, ainda está distante da meta que um país como o nosso precisa ter”, avalia. Para Costa, esse cenário é fruto de um gargalo que existe entre os ensinos médio e o superior. A inclusão dos jovens na escola cresceu, mas não foi acompanhada pelo aumento de vagas nas universidades, especialmente as públicas. “ Isso [acabar com o gargalo] se faz com ampliação de vagas e nós começamos a acabar com esse funil que existia”, afirmou ele.

Costa lembra que o próximo PNE (Plano Nacional de Educação) estabelece como meta chegar a 33% da população de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior até 2020. Segundo ele, esse patamar está, atualmente, próximo de 17%. Para isso será preciso ampliar os atuais programas de acesso ao ensino superior, como o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), que aumentou o número de vagas nessas instituições, o Prouni (Programa Universidade para Todos), que oferece aos alunos de baixa renda bolsas de estudo em instituições de ensino privadas e o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), que permite aos estudantes financiar as mensalidades do curso e só começar a quitar a dívida depois da formatura.

“O importante é que o ensino superior, hoje, está na agenda do brasileiro, das famílias de todas as classes. Antes, isso se restringia a poucos. Observamos que as pessoas desejam e sabem que o ensino superior está ao seu alcance por diversos mecanismos", disse o secretário.

Os números da OCDE mostram que, na maioria dos países, é entre os jovens de 25 a 34 anos que se verifica os maiores percentuais de pessoas com formação superior. Na Coreia do Sul, por exemplo, 58% da população nessa faixa etária concluiu pelo menos um curso universitário, enquanto entre os mais velhos, de 55 a 64 anos, esse patamar cai para 12%. No Brasil, quase não há variação entre as diferentes faixas etárias.

O diagnóstico da pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo) e especialista no tema Elizabeth Balbachevsky é que essa situação é reflexo dos resultados ruins do ensino médio. Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio. A maioria ou ainda não saiu do ensino fundamental ou abandonou os estudos. “Ao contrário desses países emergentes, a população jovem que consegue terminar o ensino médio no Brasil [e que teria condições de avançar para o ensino superior] é muito pequena”.

Como 75% das vagas em cursos superiores estão nas instituições privadas, Elizabeth defende que a questão financeira ainda influencia o acesso. “Na China, as vagas do ensino superior são todas particulares. Na Rússia, uma parte importante das matrículas é paga, mas esses países desenvolveram um esquema sofisticado de financiamento e apoio ao estudante. O modelo de ensinos superior público e gratuito para todos, independentemente das condições da família, é um modelo que tem se mostrado inviável em muitos países”, comparou ela.

A defasagem em relação outros países é um indicador de que os programas de inclusão terão que ser ampliados. Segundo Costa, ainda há espaço – e demanda – para esse crescimento. Na última edição do ProUni, por exemplo, 1 milhão de candidatos se inscreveram para disputar as 123 mil bolsas ofertadas. Elizabeth sugere que os critérios de renda para participação no programa sejam menos limitadores, para incluir outros segmentos da sociedade.

“Os dados mostram que vamos ter que ser muito mais ágeis, como estamos sendo, fazer esse movimento com muita rapidez porque, infelizmente, nós perdemos quase um século de investimento em educação. A história nos mostra que a Europa e outras nações como os Estados Unidos e, mais recentemente, os países asiáticos avançaram porque apostaram decididamente na educação. O Brasil decidiu isso nos últimos anos e agora trabalha para saldar essa dívida”, disse a pesquisadora.

Excelente, como sempre, Roque. Mas permita discordar: nós carregamos a cruz (o PT) com o peso enorme do Messias tagarela. Não é verdade?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Marta Bellini.

Dor

Palavras negras, por Maria João freitas, Blog A namorada de Wittengesntein aqui


Há palavras que nos provocam nódoas negras. Não importa o cuidado com que nos vamos desviando delas no nosso discurso e no nosso percurso; elas aparecem a qualquer momento, lembrando um pesado móvel de cantos bicudos que mudou de lugar sem fazer barulho. E como se não bastasse essas palavras serem dolorosas só por existirem, o factor surpresa ainda coloca um acento agudo na dor.
Do Blog de Joana Lopes, Portugal Entre as brumas da memória aqui



Na excelente série de televisão “Os Sopranos”, há um episódio em que o mafioso Tony Soprano conta a um jogador de pouca importância por que razão o deixou jogar e perder em grandes apostas. "Eu sabia que você nunca poderia pagar, mas a sua mulher tinha uma loja de artigos desportivos", explica ele depois de tirar a loja dos seus activos e deixando-a falir.


“Os Sopranos” estão disponíveis em português. Os telespectadores vão neles descobrir mais sobre o seu destino do que através da maioria dos meios de comunicação social. Portugal é a mais recente economia a cair nas garras da Comissão Europeia e, possivelmente, do FMI. É um abraço de mafioso, como os cidadãos irlandeses e gregos podem testemunhar.»


Ler o resto em The Guardian.