segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Artigo interessante de um ex-orientando meu. Merece leitura.

 Disponível em: 



redalyc.uaemex.mx/redalyc/.../193514385008.pdf -

Sistema de Informação Científica
Rede de Revistas Científicas da América Latina o Caribe, a Espanha e Portugal
Reinaldo da Silva, Sidney

A EDUCAÇÃO FRENTE ÀS TENDÊNCIAS LIBERAL E COMUNITARISTA DA
DEMOCRACIA

Linhas Críticas, vol. 15, núm. 28, enero-junio, 2009, pp. 153-169
Universidade de Brasília
Brasilia, Brasil

Como citar este artigo Número completo Mais informações do artigo Site da revista
Linhas Críticas
ISSN (Versão impressa): 1516-4896
rvlinhas@unb.br
Universidade de Brasília
Brasil
www.redalyc.org
Projeto acadêmico não lucrativo, desenvolvido pela iniciativa Acesso Aberto

Sidney Reinaldo da Silva *

RESUMO
O objetivo deste texto é contrapor modelos de democracia para investigar a gestão da educação, discutindo o potencial heurístico desses modelos na compreensão dos desafios da administração democrática do ensino e da forma como as políticas educacionais são concebidas e implementadas
na escola pública. São abordadas a concepção contratualista ou liberal da democracia e a sua concepção comunitarista ou participativa. Mostra-se que essas concepções, por mais que se contraponham, se entrecruzam e precisam uma da outra para se autodefinirem, fazendo parte de uma mesma família ético-política. A despeito de sua crítica ao individualismo e à lógica do contrato  social como base para a democracia, a concepção comunitarista não é incompatível com as exigências capitalistas, permitindo a esse sistema se rearticular politicamente a partir de novas bases éticas.

Palavras-chave: Modelos ético-políticos. Democracia. Gestão da educação.
Linhas Críticas, Brasília, v. 15, n. 28, p. 153-169, jan./jun. 2009


Portal R7 e Home page da Unicamp. Terrorismo do bem...barrigona prejudica a ereção...

Barriga de chope pode indicar doenças e problemas de ereção. Veja como acabar com ela

Má alimentação e sedentarismo são os maiores culpados. Previna-se com dicas de exercícios
Camila Neumam, do R7
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A famosa “barriga de chope”, antes cultuada por alguns homens, passa a ser cada vez menos bem-vinda por eles. Isso porque o atual padrão de “macho desejável” nunca foi tão sarado. Haja vista os galãs cada vez mais fortes e de barriga tanquinho.




De acordo com uma pesquisa britânica, quatro em cada cinco homens se dizem insatisfeitos com o seu corpo, principalmente com a barriga. Ainda segundo a pesquisa, 35% deles trocariam um ano de vida para chegar a uma boa forma física.

No Brasil não há uma pesquisa a respeito, mas segundo os especialistas consultados pelo R7, os brasileiros também vêm demonstrando preocupação com o abdome proeminente.

De acordo com a endocrinologista Vivian Estefan, do hospital Edmundo Vasconcelos, de São Paulo, o homem tem de saber que já tem uma predisposição a acumular gordura na barriga com o passar dos anos, deixando o corpo com um formato de maçã – barriga redonda, mas braços e pernas finas. Diferente da mulher, cuja gordura se espalha pelo corpo.

- [O homem] vai gastando menos calorias com os anos porque o metabolismo fica mais lento. Paralelamente ficam mais sedentários, preguiçosos e cometendo mais erros alimentares.

Apesar de essa barriga a mais não ser causada necessariamente pelo chope tomado com os amigos, como já foi apontado em estudo, o álcool é sim um vilão para quem quer perder peso, avisa a endocrinologista.

Ela faz uma conta para se ter a real dimensão disso. Enquanto um grama de gordura tem nove calorias, 1 g de álcool tem sete. Isto é, junte a porção de queijo provolone empanado – grande fonte de gordura – com os vários copos de chope?

- As células dessa região [abdome] vão aumentando de tamanho e acumulando gordura porque o número de células gordurosas nessa região já é muito grande. E quanto mais você ingere calorias, mais vão se acumulando em forma de gordura. 

Dupla do bem: alimentação e exercícios 

A boa notícia é que fazer uma reeducação alimentar e começar a praticar exercícios ajudam a diminuí-la e evitar que ela fique pior, explica o diretor associado da Faculdade de Educação Física da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Miguel de Arruda.

- Conjugar exercícios aeróbios como ciclismo, caminhada, ou corrida com musculação fortalece o corpo e o abdômen. Mas o efeito é muito baixo se fizer só abdominal. Tem que conjugá-lo com exercícios de sobrecarga, de baixa intensidade e alta duração, por pelo menos 30 minutos por dia.

Arruda diferencia a barriga proeminente em dois padrões: a flácida (mais fácil de ser eliminada) e a rígida (muito mais difícil, senão impossível de ser extraída somente com malhação.) Isso porque quem chegou ao ponto da barriga dura, tende a ser sedentário e já ter um acúmulo de gordura muito grande instalado há tempos na região abdominal.

Aliar os exercícios com uma dieta com menos gordura, álcool e doces e mais proteínas, verduras, legumes e cereais integrais ajuda nesses casos, ensina a endocrinologista.

Vivian dá exemplos bem comuns na dieta brasileira.

- O queijo amarelo, o presunto e o salame, por exemplo, são fontes de proteína, mas têm muita gordura. Melhor trocar pelo peito de peru. Da mesma forma com as carnes. Na picanha você está ingerindo proteína, mas muita gordura saturada também. Melhor trocar por um filé mignon, coxão mole, ou preferir carnes brancas, como frango ou peixe, menos gordurosas.

Vale, então, retirar a gordura da picanha antes de comer? Ela explica:

- Só se for antes de cozinhar. Depois não adianta porque ela já foi cozida com a gordura que penetra na fibra da carne. 

Barrigão pode trazer problemas de ereção 

O tamanho da circunferência da barriga pode indicar maior chance de ter doenças como diabetes, pressão e colesterol altos, esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), podendo culminar em cirrose e em um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Há ainda um risco maior de ter dificuldades de ereção por causa de problemas vasculares decorrentes da obesidade, segundo o urologista Celso Gromatzky, membro do Núcleo de Urologia do Hospital Sírio-Libanês.

- Esse aumento de gordura nas vísceras está relacionado aos diabetes e à hipertensão que são os grandes vilões da função eretiva do pênis. Quando você pega um paciente com a circunferência abdominal aumentada, ele tem uma probabilidade de ter uma ou mais dessas doenças e até todas em conjunto.
06/05/2011

Você sabe os mitos e verdade sobre as “gordurinhas”?


Os exercícios abdominais diminuem a gordura da barriga?

E depois os governos petistas ficam "ofendidos"quando são chamados de estalinistas e adeptos da pseudologia...


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'Profissionais cumpriram seu papel', diz Segurança sobre show de Rita Lee

Em comunicado, órgão lamentou o ocorrido e disse que não houve motivo para a cantora agredir os policiais

30 de janeiro de 2012 | 11h 10

Solange Spigliatti - estadão.com.br

Rita Lee teria feito apologia ao crime, segundo a polícia - Ernesto Rodrigues/ AE
Ernesto Rodrigues/ AE
Rita Lee teria feito apologia ao crime, segundo a polícia
São Paulo, 30 - A Secretaria de Segurança de Sergipe divulgou nota neste domingo, 29, sobre o episódio envolvendo a cantora Rita Lee, no último sábado, 28, na praia de Atalaia Nova, município de Barra dos Coqueiros. A cantora Rita Lee, de 64 anos, foi detida por xingar policiais militares durante show na cidade. Ela foi solta pouco depois.

Durante o show, Rita Lee viu policiais militares revistando pessoas que estariam fumando maconha na plateia. A partir daí, Rita teria começado a agredir verbalmente soldados e oficiais usando termos como "cachorros" e "filhos da p...".

Na nota, a Secretaria afirma que não foi registrada nenhuma ação dos policiais militares presentes na festa que justificasse os insultos proferidos pela cantora Rita Lee durante sua apresentação e que a polícia "agiu com sensatez ao não interromper a apresentação da cantora".



Abaixo a íntegra da nota:


1 - Um evento da dimensão do Verão Sergipe, em que ela se apresentou, gratuito e que atrai dezenas de milhares de pessoas, depende diretamente da Polícia Militar para que a segurança de quem participa da festa seja garantida. O comando da PM cumpriu seu papel com louvor, tanto é que o número de ocorrências nos dois primeiros dias do evento foi considerado muito baixo, e a instituição tem o reconhecimento do Governo pelos bons serviços prestados.

2 - Não foi registrada nenhuma ação dos policiais militares presentes na festa que justificasse os insultos proferidos pela cantora Rita Lee durante sua apresentação. Os profissionais da segurança pública cumpriram com seu papel, inclusive na escolta da artista em seu trajeto do hotel em que estava hospedada até o local do show, atendendo a uma solicitação da produção de Rita Lee.

3 - A Polícia Militar agiu com sensatez ao não interromper a apresentação de Rita Lee no momento em que foi insultada e desafiada pela artista, afinal, outra reação poderia provocar manifestações violentas na plateia, atrapalhando o clima de paz e tranquilidade registrado até então no evento.

4 - O Governo de Sergipe lamenta que em seu último show da carreira, como ela mesma anunciou, a cantora Rita Lee tenha provocado um mal-estar com uma instituição como a Polícia Militar de Sergipe, que ali estava presente para zelar pela segurança do público, dos profissionais envolvidos no evento e da própria Rita Lee.

The Washington Post, um jornal fiável, ao contrário de boa parte dos nossos jornais. Basta ver a manchete da Folha, hoje. Kassab é aprovado por 20% da população, não é REPROVADO por 80 %...Notícia norte-americana a ser lida com a máxima atenção. Se os canalhas fazem o que é dito na reportagem, e fazem nos EUA, o que farão aqui? Alerta total...


FDA staffers sue agency over surveillance of personal e-mail




The Food and Drug Administration secretly monitored the personal e-mail of a group of its own scientists and doctors after they warned Congress that the agency was approving medical devices that they believed posed unacceptable risks to patients, government documents show.

The surveillance — detailed in e-mails and memos unearthed by six of the scientists and doctors, who filed a lawsuit against the FDA in U.S. District Court in Washington last week — took place over two years as the plaintiffs accessed their personal Gmail accounts from government computers.

(FDA) - The startup screen on FDA computers warns employees, “you have no reasonable expectation of privacy,” including any communication accessed or sent from the machine. This specific message has appeared since at least December 2010. The screenshot and other materials were compiled by Kohn, Kohn and Colapinto, the law firm representing the whistleblowers, on behalf of the National Whistleblower Center, as part of the lawsuit against the agency.
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Read selected documents compiled as part of the lawsuit against the FDA for monitoring personal communications on work computers.
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Read selected documents compiled as part of the lawsuit against the FDA for monitoring personal communications on work computers.



Information garnered this way eventually contributed to the harassment or dismissal of all six of the FDA employees, the suit alleges. All had worked in an office responsible for reviewing devices for cancer screening and other purposes.

Copies of the e-mails show that, starting in January 2009, the FDA intercepted communications with congressional staffers and draft versions of whistleblower complaints complete with editing notes in the margins. The agency also took electronic snapshots of the computer desktops of the FDA employees and reviewed documents they saved on the hard drives of their government computers.

FDA computers post a warning, visible when users log on, that they should have “no reasonable expectation of privacy” in any data passing through or stored on the system, and that the government may intercept any such data at any time for any lawful government purpose.

But in the suit, the doctors and scientists say the government violated their constitutional privacy rights by gazing into personal e-mail accounts for the purpose of monitoring activity that they say was lawful.

“Who would have thought that they would have the nerve to be monitoring my communications to Congress?” said Robert C. Smith, one of the plaintiffs in the suit, a former radiology professor at Yale and Cornell universities who worked as a device reviewer at the FDA until his contract was not renewed in July 2010. “How dare they?”

An FDA spokeswoman, Erica Jefferson, said the agency does not comment on litigation.

But according to FDA internal documents that the scientists and doctors obtained under the Freedom of Information Act, the agency told the Department of Health and Human Services’ inspector general that they had improperly disclosed confidential business information about the devices. The agency requested that an investigation be opened in May 2010.

The scientists and doctors denied sharing information improperly. The HHS inspector general’s office, which oversees FDA operations, declined to pursue an investigation, finding no evidence of criminal conduct. It also said that the doctors and scientists had a legal right to air their concerns to Congress or journalists.

FDA officials sought a second time that year to initiate action against the scientists and doctors. “We have obtained new information confirming the existence of information disclosures that undermine the integrity and mission of the FDA and, we believe, may be prohibited by law,” wrote Jeffrey Shuren, director of the FDA’s Center for Devices and Radiological Health, on June 28, 2010.



The inspector general, after consulting with federal prosecutors, declined the second request, as well.
Michael Sussmann, a former federal prosecutor who is now a partner at the Perkins Coie law firm, said the FDA’s warning on its computers gave the agency latitude to conduct extensive monitoring. “Anything on this agency’s network is fair game by use of this banner, as long as they’re lawfully targeting their employee.”

(FDA) - The startup screen on FDA computers warns employees, “you have no reasonable expectation of privacy,” including any communication accessed or sent from the machine. This specific message has appeared since at least December 2010. The screenshot and other materials were compiled by Kohn, Kohn and Colapinto, the law firm representing the whistleblowers, on behalf of the National Whistleblower Center, as part of the lawsuit against the agency.

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Read selected documents compiled as part of the lawsuit against the FDA for monitoring personal communications on work computers.
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Read selected documents compiled as part of the lawsuit against the FDA for monitoring personal communications on work computers.



Yet the case sheds light on the lengths to which a federal agency will go to monitor employees. At issue, experts say, is whether the purpose of the monitoring was legal and what level of monitoring on government computers is reasonable at a time when technology increasingly blurs the lines between work and home.

“The FDA has a huge responsibility to protect public health and safety,” Sen. Charles E. Grassley (R-Iowa) said in a statement last week. “It’s hard to see how managers apparently thought it was a good use of time to shadow agency scientists and monitor their e-mail accounts for legally protected communications with Congress.”

Concerns about devices
 
The FDA scientists and doctors, all of whom worked for the agency’s Office of Device Evaluation, said they first made internal complaints beginning in 2007 that the agency had approved or was on the verge of approving at least a dozen radiological devices whose effectiveness was not proven and that posed risks to millions of patients. Frustrated, they also brought their concerns to Congress, the White House and the HHS inspector general.

Three of the devices risked missing signs of breast cancer, the scientists and doctors warned, according to documents and interviews. Another risked falsely diagnosing osteoporosis, leading to unnecessary treatments; one ultrasound device could malfunction while monitoring pregnant women in labor, risking harm to the fetus; and several devices for colon cancer screening used such heavy doses of radiation that they risked causing cancer in otherwise healthy people, the FDA scientists and doctors said.

They also had expressed concern about a computer-aided imaging device that searched for signs of breast cancer. Three times, a team of experts, including Smith, recommended against approval, and middle managers agreed in each case, he said. After the third rejection, a senior manager approved the device in 2008, he said.

Most of the devices the scientists and doctors questioned have received approvals only in the past two years, making it difficult to evaluate whether the fears that the FDA scientists and doctors expressed were valid.

But the concerns were not isolated. In 2009 and 2011, the Government Accountability Office, Congress’s auditing arm, warned that some risky medical devices win approval through a process that is insufficiently stringent. The Institute of Medicine concluded in a major study last year that the FDA process for approving medical devices needed to be revised and based on “sound science.”

Though the FDA declined to comment for this story, agency officials last year dismissed an analysis by the Archives of Internal Medicine claiming that unsafe medical devices were rushed to market, saying a relatively small number were recalled between 2005 and 2009. An FDA spokeswoman also said last year the agency had made changes to make the review process safer.

Snapshots of desktops
 
After President Obama’s election, the FDA scientists and doctors wrote to his transition team in 2009, alleging corruption at the agency and warning about risks posed by the breast-cancer screening device.

After they sent the letter, which they shared with members of Congress, several news organizations reported on the concerns. In some of those reports, FDA officials said they were addressing the issues.

Within days after the news reports appeared, the president of the company that made the device, Ken Ferry of iCAD Inc., based in Nashua, N.H., wrote a letter to the FDA alleging that confidential business information had been leaked. Ferry declined to comment for this story.

Using automated software, the agency began taking snapshots of the scientists’ computer screens showing documents as they were being backed up and e-mails being moved from one file to another, the FDA documents show. The agency created a file, “FDA 9,” to store e-mails and documents gathered from nine scientists and doctors who originally had complained. (Three of them are not involved in the lawsuit filed last week.)

The first documented FDA interception was of an e-mail dated Jan. 29, 2009, shortly after the letter from Ferry. In it, device reviewer Paul T. Hardy asked a congressional aide, Joanne Royce, for assurances that “it is not a crime to provide information to the Congress about potential misconduct by another Agency employee.”

Royce replied: “[Y]ou and your colleagues have committed no crime. . . . you guys didn’t even provide confidential business information to Congress.”

Hardy, who is among the six employees who filed the suit, was fired in November after a negative performance review; an internal FDA letter obtained in separate litigation quoted managers saying they did not “trust” him. Of the other five scientists and doctors, the suit says two did not have their contracts renewed, two suffered harassment and werepassed over for promotions, and one was fired.

More national security coverage:



"Unhappy events abroad have retaught us two simple truths about the liberty 
of a democratic people. . . . The first truth is that the liberty of a democracy is not 
safe if the people tolerate the growth of private power to a point where it becomes 
stronger than their democratic state itself. That, in its essence, is fascism — 
ownership of a government by an individual, by a group, or by any other controlling 
private power." Message from The President of the United States, Transmitting Recom- 
mendations Relative to the Strengthening and Enforcement of Anti-Trust Laws, 
Senate Document 173, 75th Congress, 3d Session.(citado por Brady. 
Trata-se, nada mais nada menos, que a apropriação do presidente dos 
EUA de uma verdade política já posta no Leviatã de Hobbes, 
Quem quiser, compare). 

Robert A. Brady, Business as a system of power.

Uma leitura essencial para entender os nossos tempos. O livro é de 1943, o autor mostra o potencial fascista da economia mundial. Dá para compreender a causa dos renascimentos fascistas de hoje, sobretudo na imprensa que prega a repressão como lenitivo para os males sociais. Me impressiona, a cada instante, as manifestações fascistas que recebem audiência entusiástica dos não democratas e o silêncio dos oportunistas. Vivemos em clima de Mephisto, antes da hora. Quem puder e desejar, leia as páginas lúcidas de Robert A. Brady : Business as a sytem of power (New York, Morningside Heights, Columbia University Press). Ele também é autor do livro, essencial para quem é honesto intelectualmente, sobre o nazismo : The Spirit and Structure of German Fascism (New York, Viking, 1937; Lyle Stuart (1971). Vale a pena ler também seu livro intitulado Organization, Automation, and Society: The Scientific Revolution in Industry (Berkeley, University of California Press, 1961). Enfim, ao contrário dos iletrados de esquerda e direita, vale sempre a pena ler. E pensar. 


http://www.archive.org/stream/businessassystem00bradrich/businessassystem00bradrich_djvu.txt

Porque vale a pena conversar com jornalistas sérios, logo de manhã : existem ouvintes sérios, logo de manhã. Estes são alguns comentários à entrevista que dei a Alexandre Machado, no programa matinal dirigido por ele na Rádio Cultura de São Paulo, sobre o judiciário do Brasil.

  • Em primeiro lugar, um bom retorno ao Alexandre, no comando do "Começando o Dia".
    Gostei muito da conversa com o Prof. Romano; em primeiro lugar pela importância do tema: debater, pensar a questão da ética, é algo essencial para os nossos dias. Mas, também por trazer à luz um fato que, muitas vezes, parece passar desapercebido: o conceito do que é ou não legal. Vemos, diariamente, desmandos e arbitrariedades sendo justificadas sob o argumento de que são coisas que estão de acordo com a lei. Mas, que lei? Debatiaa, aprovada e posta em prática por quem? Por aqueles que são diretamente beneficiados por ela? E a sociedade, a maior parte interessada, que, nos dias de hoje, não se sente, e na verdade, não é representada de forma autêntica, nas Casas que foram criadas para esta finalidade? Se a lei não é concebida de acordo com bases legítimas ela não pode ser usada como justificativa ou abrigo para atos flagrantemente iníquos.
    · Comentar · sábado às 06:21 ·

      • Começando o Dia com Alexandre Machado É isso mesmo Alfredo; você tem razão mas é ainda pior . Quando se fala não haver ilegalidade o que os espertos estão dizendo é que sua conduta está de acordo com normas e regulamentos que nem lei são. É o caso das chamadas vantagens que os juízes recebem. São decisões internas . Não são leis . Mas , pelo menos estamos acordando para essas coisas. Obrigado por seu comentário, Alexandre
        há 17 horas
      • Alfredo Santos Junior Obroigado pela resposta, Alexandre. Espero que continuemos a ter em programas como o "Começando", um espaço para debater estas questões. E como você disse no programa: pelo menos é mais um lugar para reclamar, que não seja com o Bispo. Grande abraço.
        há 16 horas · 1
  • Sol


    já não tenho nem verdades
    e nem mentiras pra contar
    ...Ver mais
    umpoetavagabundo.blogspot.com
  • Boa tarde Alexandre Machado!!!
    Ouço sempre seu programa e quero desde já parabenizá-lo. Gostaria de saber se é possível eu ouvir novamente a entrevista de hoje (27/01/2012) que o senhor fez com o professor a respeito do Judiciário?!
    Muito obrigado pela atenção e tudo de bom a você sempre!!!
    · Comentar · sexta às 12:46 ·

    • Ricardo Parra curtiu isto.
      • Começando o Dia com Alexandre Machado Olá Gabriel,

        Deixamos de disponibilizar nosso conteúdo devido a problemas técnicos. Assim que essa situação for resolvida, voltaremos a publicar as entrevistas, inclusive as pendentes.

        Att
        Equipe Começando o Dia
        há 22 minutos
  • Caro Alexandre Machado,hoje 27/jan na entrevista com prof Roberto Romano, ele citou dois livros a respeito do sentimento de ser deus de algumas pessoas, principamente togados, como não consegui anotar, peço o favor de fornecer-me os nomes desses livros, grato
    Swami G. Teixeira
    · Comentar · sexta às 05:52 ·

    • Roberto Otaviano curtiu isto.
      • Começando o Dia com Alexandre Machado
        Olá Swami,

        Os livros citados pelo professor Roberto Romando foram:

        - "O Caso Schreber", de Sigmund Freud. Ed: Cia das Letras;

        - "Massa e Poder", de Elias Canetti. Ed: Cia das Letras.

        Agradecemos o contato.

        Att.

A marolinha, ou de como perder o rumo, acreditando em Lula e João Santana. É a economia, estúpido!


ESTADÃO PME » Informação » notícias

Economia| 30 de janeiro de 2012 | 8h 45

Inadimplência das empresas sobe 19% em 2011; pequeno deve redobrar a atenção com a economia

Caso a crise piore e chegue com força ao País, pequenos empreendimentos podem ter dificuldade em tomar dinheiro emprestado
ESTADÃO PME

Thiago Teixeira/AE
Thiago Teixeira/AE
Roberto lidou bem coma crise de 2008. Leia o que ele fez
 A inadimplência das empresas cresceu 19% no ano passado, informa relatório divulgado na manhã desta segunda-feira (dia 30) pela Serasa Experian. Trata-se do maior 'calote' em dois anos, mesmo assim, a alta foi inferior a observada em 2009 (25,1%). Naquele ano, os negócios sofreram diretamente os impactos da crise mundial após a quebra de diversos bancos nos Estados Unidos.

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Segundo os economistas da Serasa Experian, em 2011 as empresas passaram por vários fatores que afetaram seu fluxo de caixa e, dessa forma, o desempenho desses empreendimentos ficou prejudicado. Entre eles, está o aumento da inflação, que pressionou os custos do empresário, os juros elevados - eles começaram a cair apenas no finalzinho do ano - e   queda da atividade econômica de maneira geral.

Cuidados dos pequenos empresários
Economistas consultados pelo Estadão PME acreditam que a inadimplência e o endividamento devem diminuir neste ano. Mas esse cenário pode mudar para pior caso os problemas enfrentados pela Europa se intensifiquem com a quebra de instituições financeiras, como ocorreu em 2008.

Vale lembrar que a perspectiva de redução da inadimplência, ocorre, sobretudo, por causa da alta de 14% no salário mínimo – saltou de R$ 545 para R$ 622 – associada aos baixos índices de desemprego e a perspectiva de queda da inflação.

O dinheiro extra deve ajudar o consumidor a quitar suas dívidas. “Ao contrário do ano passado, o salário mínimo teve aumento real, o que melhora o poder de compra do consumidor”, explica o economista da consultoria LCA, Wermeson França. Segundo os especialistas, a inadimplência deve permanecer estável no primeiro trimestre do ano-novo e entrar em trajetória de queda a partir do segundo.

Mesmo assim, o empresário deve redobrar os cuidados com o caixa da empresa. Isso porque o acesso ao crédito tende a ficar mais difícil caso persista a crise na Europa. “Podemos ter a repetição de 2008, quando grandes empresas que se financiavam no exterior buscaram dinheiro no mercado doméstico e, para financiá-las, os bancos reduziram o crédito para pequenas e microempresas”, lembra Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Leia o que os pequenos fizeram para superar dificuldades
Roberto Miranda sabe bem como a falta de dinheiro pode impactar negativamente um negócio. Empreendedor desde os 17 anos, ele abriu em 20o1 uma escola de educação corporativa. Tudo ia muito bem e Miranda até tomou empréstimo para financiar a expansão da empresa. Com a crise de 2008, entretanto, ele acabou se endividando.

Sem reservas no caixa, o empresário viu sua dívida crescer e a empresa encolher. A solução foi trocar o espaço de mil metros quadrados, onde ficava a escola, por um modesto escritório de 33 m². Para aumentar o caixa, o empresário decidiu criar novos cursos e também passou a usar salas alugadas para a realização das aulas. “Transformei despesas fixas em variáveis”, explica.

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Em um ano, Miranda conseguiu quitar as dívidas e hoje a escola voltou a ter sede própria, retomando assim o caminho do crescimento. “Agora prefiro negociar diretamente com os meus fornecedores”, afirma o empreendedor paulistano.

Quando comprou uma empresa especializada em terceirização de mão de obra com 30 anos de atuação no mercado, o administrador Leonardo Silva Leandro acreditava investir em um negócio comprovadamente sólido. Mas ele acabou surpreendido com a falta de controle financeiro do empreendimento, o que gerava inúmeros prejuízos e, dessa maneira, impedia a expansão pretendida por Silva. “Descobri que o pagamento de um contrato cobria os prejuízos do outro, as dívidas eram uma verdadeira bola de neve e o faturamento real da empresa era de apenas R$ 13 mil por mês”, relembra o empresário.

Silva Leandro, que não tinha experiência anterior como empreendedor, precisou apostar em seu talento como administrador. Mas ele também tomou decisões difíceis para garantir a sobrevivência da empresa. Sem crédito no mercado devido às dívidas, primeiro, Silva cortou custos e boa parte das posições de trabalho. De 60 funcionários, a empresa passou a contar com apenas oito pessoas.

Os preços dos serviços prestados pelo negócio foram recalculados e contratos deficitários, rescindidos. “Ficou claro que os antigos proprietários não conheciam a operação, caso contrário, enxergariam os problemas”, acredita Silva. O fato de a empresa atuar no mercado durante tanto tempo também ajudou o Empreendedor a conquistar credibilidade. Por isso, Silva fechou contrato com grandes parceiros, elevando assim o faturamento mensal para R$ 180 mil.

O bom momento permitiu ao negócio voltar a contratar – atualmente, 70 funcionários fazem parte da operação. “É essencial ter controle do fluxo de caixa e planejamento financeiro para superar as adversidades”, garante Silva.

The New York/Folha de São Paulo. Entende agora o sentido da frase : "é a economia, estúpido !"? Pois é... e dá-lhe a "luta contra o imperialismo"dos chineses, aqui representados pelos mini realistas do PC do B.

Aonde foram os empregos do iPhone

Donald Chan/Reuters
Em feira de empregos no ano passado, a Foxconn Technology, que monta iPhones na China, foi inundada de candidaturas.
Em feira de empregos no ano passado, a Foxconn Technology, que monta iPhones na China, foi inundada de candidaturas.
Por CHARLES DUHIGG e KEITH BRADSHER
 
Não faz muito tempo, a Apple se gabava de seus produtos serem fabricados nos Estados Unidos. Hoje quase todos os 70 milhões de iPhones, 30 milhões de iPads e 59 milhões de outros produtos que a Apple vendeu no ano passado foram montados em outros países. 

Em um jantar na Califórnia em fevereiro do ano passado, o presidente Obama perguntou a Steven P. Jobs, da Apple, por que esses empregos não poderiam voltar para os EUA. "Esses empregos não vão retornar", Jobs teria respondido. 

Não é apenas uma questão de os salários fora dos Estados Unidos serem mais baixos. Os executivos da Apple acreditam que a enorme escala das fábricas no exterior, além da flexibilidade, diligência e habilidade industrial dos operários estrangeiros, já superaram tanto suas contrapartes americanas que "made in the USA" deixou de ser uma opção viável para a maioria dos produtos da Apple. 

Um ex-executivo descreveu como a Apple pediu para uma fábrica chinesa modificar a produção do iPhone semanas antes de o aparelho chegar às lojas. A Apple tinha modificado a tela do iPhone no último minuto, exigindo uma revisão geral na linha de montagem. Novas telas começaram a chegar na fábrica à meia-noite. 

Um chefe de seção acordou 8.000 operários nos alojamentos da companhia, de acordo com o executivo. Cada operário recebeu uma bolacha e uma xícara de chá e, meia hora depois, iniciou um turno de trabalho de 12 horas, encaixando telas de vidro em molduras chanfradas. 

"Não existe fábrica americana capaz de fazer algo semelhante", disse o executivo. 

A Apple emprega 43 mil pessoas nos Estados Unidos e 20 mil em outros países. Muito mais pessoas trabalham para as empresas para as quais a Apple terceiriza funções: outras 700 mil pessoas trabalham como engenheiras e na fabricação e montagem de iPads, iPhones e de outros produtos da Apple. Mas quase todas elas trabalham para empresas com sede na Ásia, Europa e outros lugares, em plantas das quais todas as companhias de eletrônicos dependem para fabricar seus produtos. 

"A Apple é um exemplo da razão pela qual é tão difícil gerar empregos para a classe média nos EUA hoje", disse Jared Bernstein, que até 2011 era assessor econômico da Casa Branca. "Se ela representa o pico mais alto do capitalismo, precisamos nos preocupar." 

Histórias semelhantes poderiam ser contadas sobre outras companhias nos Estados Unidos, Europa e outras regiões. A terceirização tornou-se comum em centenas de setores, incluindo a contabilidade, os serviços jurídicos, o setor dos bancos, têxteis e farmacêuticos. Mas, embora a Apple esteja longe de estar isolada nesta tendência, ela oferece uma visão da razão pela qual o sucesso de algumas grandes empresas não vem se traduzindo em número expressivo de empregos no país de origem dessas companhias. 

"Antigamente as empresas sentiam a obrigação moral de apoiar os trabalhadores americanos, mesmo quando isso não era a opção financeira mais acertada", comentou Betsey Stevenson, que até setembro passado foi economista do Departamento do Trabalho dos EUA. "Isso deixou de existir. Os lucros e a eficiência falam mais alto que a generosidade." 

Executivos da Apple dizem que o sucesso da empresa beneficiou a economia americana, por empoderar empreendedores e gerar empregos. "Não temos a obrigação de resolver os problemas dos EUA", disse um executivo da Apple. "Nossa única obrigação é criar o melhor produto possível." 

Conseguindo os empregos
 
Alguns anos depois de a Apple ter começado a produzir o Macintosh, em 1983, Steve Jobs afirmou que este era "uma máquina fabricada na América". Mas, em 2004, quase todas as operações da Apple eram feitas fora do país. 

A Ásia era atraente porque sua mão de obra semiqualificada era barata. Mas não foi isso que levou a Apple a apostar na Ásia. 

O foco sobre a Ásia "deveu-se a duas coisas", disse um ex-executivo da Apple. As fábricas na Ásia "conseguem aumentar ou diminuir a escala de produção em menos tempo" e "as cadeias de fornecimento asiáticas já superaram o que existe nos Estados Unidos". 

Essas vantagens ficaram evidentes em 2007, assim que Jobs, insatisfeito com o fato de as telas de plástico do iPhone ficarem riscadas, exigiu telas de vidro. 

Os fabricantes de celulares vinham evitando usar vidro, havia anos, porque o vidro requer grande precisão no corte e moagem, algo extremamente difícil de conseguir. A Apple já tinha escolhido uma companhia americana, a Corning Inc., para manufaturar vidro reforçado. Mas para descobrir uma maneira de recortar as chapas de vidro em milhões de telas de iPhones seria preciso encontrar uma planta de corte de vidro desocupada, centenas de chapas de vidro para usar em experimentos e um Exército de engenheiros de nível médio. 

Então uma fábrica chinesa se candidatou a fazer o trabalho. 

Quando uma equipe da Apple visitou a fábrica chinesa, seus proprietários já estavam construindo uma nova ala, "caso vocês nos dêem o contrato", disse o gerente. O governo chinês tinha concordado em subsidiar custos de muitas indústrias, incluindo os dessa fábrica de corte de vidro. Ela tinha um galpão cheio de amostras de vidro disponíveis gratuitamente para a Apple. Os donos disponibilizaram engenheiros a custo quase zero. Eles já tinham construído até dormitórios no local. 

A fábrica chinesa ficou com o contrato. 

Vantagens chinesas
 
A oito horas de carro da fábrica de vidro fica um complexo, conhecido como Foxconn City, onde o iPhone é montado. O lugar tem 230 mil empregados, muitos dos quais trabalham seis dias por semana, 12 horas por dia. Mais de um quarto da força de trabalho da Foxconn vive em alojamentos coletivos da empresa, e muitos operários recebem menos de US$ 17 por dia. 

Em meados de 2007, segundo o ex-executivo da Apple, depois de os engenheiros da Apple terem aperfeiçoado um método de corte de vidro reforçado para que ele pudesse ser usado na tela do iPhone, os primeiros caminhões carregados com o vidro chegaram à Foxconn City no meio da noite. Foi quando os gerentes acordaram milhares de operários para que montassem os celulares. 

Em comunicado à imprensa, a Foxconn Technology contestou o relato do ex-executivo e escreveu que um turno que começasse à meia-noite seria impossível, "porque temos regulamentos rígidos relativos aos horários de trabalho de nossos funcionários". A Foxconn disse que os turnos começam ou às 7h ou às 19h e que os empregados são avisados com pelo menos 12 horas de antecedência sobre quaisquer mudanças na programação. Empregados da Foxconn contestaram essa declaração. 

A Foxconn possui dezenas de fábrica na Ásia, no leste da Europa, no México e no Brasil. Ela monta estimados 40% dos eletrônicos para consumidores de todo o mundo, e tem clientes como as gigantes Amazon, Dell, Hewlett-Packard, Motorola, Nintendo, Nokia, Samsung e Sony. 

Os executivos da Apple tinham estimado que precisariam de cerca de 8.700 engenheiros industriais para o projeto do iPhone. Os analistas da empresa tinham previsto levar até nove meses para encontrar tantos engenheiros nos EUA. Na China, levou 15 dias. 

Vários analistas estimam que, se fossem pagos salários americanos, o custo de cada iPhone aumentaria em US$ 65. Mas fabricar o iPhone no país exigiria muito mais que apenas a contratação de americanos: exigiria transformar as economias nacional e global. Os executivos da Apple acreditam que os EUA não possuem as fábricas e os operários que seriam necessários. 

Empregos para a classe média minguam
 
Eric Saragoza entrou na unidade manufatureira da Apple em Elk Grove, Califórnia, pela primeira vez em 1995, e a fábrica perto de Sacramento empregava mais de 1.500 trabalhadores. Saragoza, que é engenheiro, integrou uma equipe de elite de diagnóstico. Seu salário subiu para US$ 50 mil ao ano. 

Alguns anos depois de Saragoza começar no emprego, seus patrões explicaram que o custo de fabricação de um computador de US$ 1.500 em Elk Grove era de US$ 22 por aparelho. Em Cingapura, era de US$ 6. Em Taiwan, US$ 4,85. 

Algumas das tarefas realizadas em Elk Grove foram transferidas para o exterior. Depois disso, foi a vez de Saragoza. Um dia em 2002, depois de concluir seu turno, ele foi convocado para uma salinha, demitido e escoltado para fora do prédio da empresa. 

Depois de alguns meses, procurando trabalho para sustentar sua família de sete pessoas, Saragoza começou a se desesperar. Então aceitou um emprego para verificar iPhones e iPads devolvidos. Por US$ 10 a hora, sem benefícios, esfregava milhares de telas de vidro. Depois de dois meses ele se demitiu. O salário era tão baixo que valia mais procurar outros empregos. 

Uma noite, enquanto Saragoza enviava currículos on-line, do outro lado do mundo uma mulher chegava ao escritório. A funcionária, Lina Lin, é gerente de projeto em Shenzhen, China, da PCH International, que tem contratos com a Apple para produzir acessórios, como os estojos que protegem as telas de vidro do iPad. 

Lin ganha um pouco menos do que a Apple pagava a Saragoza. Todos os meses ela e seu marido colocam um quarto de seus salários no banco. "Empregos não faltam em Shenzhen", disse Lin. 

Segundo economistas, uma economia em dificuldade pode ser transformada por fatos inesperados. Por exemplo, a última vez em que analistas arrancaram seus cabelos por causa do desemprego nos EUA foi nos anos 1980 e a internet mal existia. O que ainda não se sabe é se os EUA serão capazes de aproveitar as inovações do futuro para gerar milhões de empregos.

Marta Bellini: Witman me faz recordar o pungente livro de E. de Fontenay, Le silence des bêtes. Os bichos calam, mas os humanos berram, e quando submetidos, murmuram. Os tons mostram sua ferocidade e covardia. É um bicho singular. E Goethe: "o deus minúsculo do mundo usa a razão, para ser mais bestial dos que as feras". E dá-lhe Auschwitz, Gulag, Eldorado dos Carajás, Celso Daniel, Toninho do PT, Pinheirinhos...

domingo, 29 de janeiro de 2012




Creio que poderia transformar-me e viver com os animais. Eles são tão calmos e donos de si,
Detenho-me para contemplá-los sem parar.
Não se atarantam nem se queixam da própria sorte,
Não passam noites em claro, remoendo suas culpas,
Nem me aborrecem falando de suas obrigações para com Deus.
Nenhum deles se mostra insatisfeito, nenhum deles se acha dominado pela mania de possuir coisas.
Nenhum deles fica de joelhos diante do outro, nem diante da recordação de outros da mesma espécie que viveram há milhares de anos.
Nenhum deles é respeitável ou desgraçado em todo o amplo mundo.

Walt Whitman


Band.com.br


Atualizado em domingo, 29 de janeiro de 2012 - 09h08

DEM deve perder mais espaço este ano

Para cientistas políticos, partido perderá ainda mais espaço nas eleições municipais de 2012. PSD ganhará com a mudança
As eleições municipais deste ano deverão consolidar as alterações no quadro político iniciadas em 2011, com a fundação do PSD. E o maior prejudicado será o DEM, que perderá ainda mais espaço. A previsão foi feita por analistas políticos ouvidos pelo Portal da Band.


Surgido das cinzas do PFL, o DEM sempre se posicionou como um dos principais partidos da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e, atualmente, de Dilma Rousseff. No entanto, o partido se enfraqueceu após o surgimento do PSD, criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pois muitas lideranças políticas acabaram migrando para a nova legenda.

“O DEM não irá desaparecer, mas vai continuar declinando. Houve uma grande saída de vereadores, prefeitos e deputados do partido”, avalia Maria do Socorro Souza Braga, cientista política da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Para ela, o DEM deve se fragilizar ainda mais nas eleições municipais. “O eleitor vota no candidato e não no partido. Por isso, as lideranças que deixaram o partido devem continuar recebendo votos, desta vez para o PSD”, explica.

A mesma análise foi feita pelo professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade de Campinas), Roberto Romano. Segundo ele, o partido ainda conta com algumas lideranças de expressão, como o senador goiano Demóstenes Torres, mas a perda de força política é nítida.

“O DEM está em franca desidratação e esse movimento deve continuar, porque as bases oligárquicas estão desaparecendo”, explica. “O partido perdeu grandes lideranças como Antônio Carlos Magalhães e não viu surgirem nomes à altura”. 

Para Romano, o enfraquecimento da oposição nos últimos anos é a causa direta desta desidratação. “O Kassab foi muito hábil ao conseguir atrair náufragos do DEM”. Ainda segundo ele, o PSDB também deve perder espaço importante. “O partido se dividiu na briga entre Serra e Aécio. E esta briga ajudou na formação do PSD, que deve enfraquecer ainda mais os tucanos”.

Superpartido

A professora Maria do Socorro diz que o PSD pode se consolidar como uma grande força nas eleições municipais deste ano. E uma das vantagens da legenda, segundo ela, é não ter uma posição ideológica definida. “Ao se apresentar como um partido que não é de direita, nem de esquerda nem de centro, ele se credencia para arregimentar descontentes”.

Por isso, ela acredita que o PSD pode criar uma estrutura partidária forte como outra grande legenda: o PMDB. “É possível. Basta que as grandes lideranças trabalhem para trazer novos quadros”.

Para Romano, o PSD pode crescer mais, mas ainda é cedo para saber se ganhará os contornos atuais do PMDB. “O problema é que os políticos que foram para lá levam todos os defeitos dos antigos partidos”, explica. “O Kassab consegue coordenar estes políticos agora por causa das eleições. Mas depois pode dar errado, porque os interesses estão muito conflitantes”.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Enviado pelo amigo Alvaro Caputo, WSJ

No Need to Panic About Global Warming


Editor's Note: The following has been signed by the 16 scientists listed at the end of the article:
A candidate for public office in any contemporary democracy may have to consider what, if anything, to do about "global warming." Candidates should understand that the oft-repeated claim that nearly all scientists demand that something dramatic be done to stop global warming is not true. In fact, a large and growing number of distinguished scientists and engineers do not agree that drastic actions on global warming are needed.
In September, Nobel Prize-winning physicist Ivar Giaever, a supporter of President Obama in the last election, publicly resigned from the American Physical Society (APS) with a letter that begins: "I did not renew [my membership] because I cannot live with the [APS policy] statement: 'The evidence is incontrovertible: Global warming is occurring. If no mitigating actions are taken, significant disruptions in the Earth's physical and ecological systems, social systems, security and human health are likely to occur. We must reduce emissions of greenhouse gases beginning now.' In the APS it is OK to discuss whether the mass of the proton changes over time and how a multi-universe behaves, but the evidence of global warming is incontrovertible?"
In spite of a multidecade international campaign to enforce the message that increasing amounts of the "pollutant" carbon dioxide will destroy civilization, large numbers of scientists, many very prominent, share the opinions of Dr. Giaever. And the number of scientific "heretics" is growing with each passing year. The reason is a collection of stubborn scientific facts.
Perhaps the most inconvenient fact is the lack of global warming for well over 10 years now. This is known to the warming establishment, as one can see from the 2009 "Climategate" email of climate scientist Kevin Trenberth: "The fact is that we can't account for the lack of warming at the moment and it is a travesty that we can't." But the warming is only missing if one believes computer models where so-called feedbacks involving water vapor and clouds greatly amplify the small effect of CO2.
The lack of warming for more than a decade—indeed, the smaller-than-predicted warming over the 22 years since the U.N.'s Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) began issuing projections—suggests that computer models have greatly exaggerated how much warming additional CO2 can cause. Faced with this embarrassment, those promoting alarm have shifted their drumbeat from warming to weather extremes, to enable anything unusual that happens in our chaotic climate to be ascribed to CO2.
The fact is that CO2 is not a pollutant. CO2 is a colorless and odorless gas, exhaled at high concentrations by each of us, and a key component of the biosphere's life cycle. Plants do so much better with more CO2 that greenhouse operators often increase the CO2 concentrations by factors of three or four to get better growth. This is no surprise since plants and animals evolved when CO2 concentrations were about 10 times larger than they are today. Better plant varieties, chemical fertilizers and agricultural management contributed to the great increase in agricultural yields of the past century, but part of the increase almost certainly came from additional CO2 in the atmosphere.
Corbis
Although the number of publicly dissenting scientists is growing, many young scientists furtively say that while they also have serious doubts about the global-warming message, they are afraid to speak up for fear of not being promoted—or worse. They have good reason to worry. In 2003, Dr. Chris de Freitas, the editor of the journal Climate Research, dared to publish a peer-reviewed article with the politically incorrect (but factually correct) conclusion that the recent warming is not unusual in the context of climate changes over the past thousand years. The international warming establishment quickly mounted a determined campaign to have Dr. de Freitas removed from his editorial job and fired from his university position. Fortunately, Dr. de Freitas was able to keep his university job.
This is not the way science is supposed to work, but we have seen it before—for example, in the frightening period when Trofim Lysenko hijacked biology in the Soviet Union. Soviet biologists who revealed that they believed in genes, which Lysenko maintained were a bourgeois fiction, were fired from their jobs. Many were sent to the gulag and some were condemned to death.
Why is there so much passion about global warming, and why has the issue become so vexing that the American Physical Society, from which Dr. Giaever resigned a few months ago, refused the seemingly reasonable request by many of its members to remove the word "incontrovertible" from its description of a scientific issue? There are several reasons, but a good place to start is the old question "cui bono?" Or the modern update, "Follow the money."
Alarmism over climate is of great benefit to many, providing government funding for academic research and a reason for government bureaucracies to grow. Alarmism also offers an excuse for governments to raise taxes, taxpayer-funded subsidies for businesses that understand how to work the political system, and a lure for big donations to charitable foundations promising to save the planet. Lysenko and his team lived very well, and they fiercely defended their dogma and the privileges it brought them.
Speaking for many scientists and engineers who have looked carefully and independently at the science of climate, we have a message to any candidate for public office: There is no compelling scientific argument for drastic action to "decarbonize" the world's economy. Even if one accepts the inflated climate forecasts of the IPCC, aggressive greenhouse-gas control policies are not justified economically.

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Princeton physics professor William Happer on why a large number of scientists don't believe that carbon dioxide is causing global warming.
A recent study of a wide variety of policy options by Yale economist William Nordhaus showed that nearly the highest benefit-to-cost ratio is achieved for a policy that allows 50 more years of economic growth unimpeded by greenhouse gas controls. This would be especially beneficial to the less-developed parts of the world that would like to share some of the same advantages of material well-being, health and life expectancy that the fully developed parts of the world enjoy now. Many other policy responses would have a negative return on investment. And it is likely that more CO2 and the modest warming that may come with it will be an overall benefit to the planet.
If elected officials feel compelled to "do something" about climate, we recommend supporting the excellent scientists who are increasing our understanding of climate with well-designed instruments on satellites, in the oceans and on land, and in the analysis of observational data. The better we understand climate, the better we can cope with its ever-changing nature, which has complicated human life throughout history. However, much of the huge private and government investment in climate is badly in need of critical review.
Every candidate should support rational measures to protect and improve our environment, but it makes no sense at all to back expensive programs that divert resources from real needs and are based on alarming but untenable claims of "incontrovertible" evidence.
Claude Allegre, former director of the Institute for the Study of the Earth, University of Paris; J. Scott Armstrong, cofounder of the Journal of Forecasting and the International Journal of Forecasting; Jan Breslow, head of the Laboratory of Biochemical Genetics and Metabolism, Rockefeller University; Roger Cohen, fellow, American Physical Society; Edward David, member, National Academy of Engineering and National Academy of Sciences; William Happer, professor of physics, Princeton; Michael Kelly, professor of technology, University of Cambridge, U.K.; William Kininmonth, former head of climate research at the Australian Bureau of Meteorology; Richard Lindzen, professor of atmospheric sciences, MIT; James McGrath, professor of chemistry, Virginia Technical University; Rodney Nichols, former president and CEO of the New York Academy of Sciences; Burt Rutan, aerospace engineer, designer of Voyager and SpaceShipOne; Harrison H. Schmitt, Apollo 17 astronaut and former U.S. senator; Nir Shaviv, professor of astrophysics, Hebrew University, Jerusalem; Henk Tennekes, former director, Royal Dutch Meteorological Service; Antonio Zichichi, president of the World Federation of Scientists, Geneva.