terça-feira, 6 de julho de 2010
Porque caminhamos a passos largos rumo ao abismo
Estava lendo o jornal o Globo e entrei em uma matéria interessante, pois bem mais interessante que a matéria foi constatar comentários iluminados como o escolhido pós a matéria que ilustra bem outros do mesmo nível.
Muitas vezes chego a indagar porque as coisas vão mal no Brasil, mas comentários como este sempre auxilia a responder a pergunta. A educação é ruim, muito ruim e a qualidade média dos jovens de hoje não ajuda muito, pois não aprendem sequer o mínimo, realizam seus trabalhos copiando textos da internet e passam o resto do tempo em sites inúteis de relacionamento escrevendo errado, já li (inúmeras vezes) coisas como “você tá mim chamando de...” e daí para pior. Por isto que temos um presidente que se encosta em qualquer porcaria de ditador do mundo e seu candidata e seu partido apresentam dois programas de governo sem que nenhum ônus por estas atitudes recaiam sobre eles. Além da ignorância temos uma soberba e uma arrogância tremenda permeando as pessoas hoje. Basta notar como a boa educação não existe mais, pessoas se atiram sobre outras andando em calçadas, não desviam mais, jogam seus carros sobre outros carros e pedestres, pois estão lidando com inferiores em suas cabeças. Há uma recusa em aprender algo porque há uma crença de já saber tudo.
Comentários como o selecionado no final deste post já formam um padrão na internet. Reitero mais uma vez, algum departamento sério de uma grande universidade deveria fazer um estudo da sociedade e da mente do brasileiro com base do que há na internet seria um retrato aproximado de como anda o conhecimento e o pensamento de nossa sociedade.
Publicada em 05/07/2010 às 15h37m
A agência espacial europeia divulgou nesta segunda-feira a primeira imagem do cosmos feita pelo telescópio espacial Planck, na qual é possível ver a "luz mais antiga" do universo.
A luz - chamada de radiação cósmica de fundo de micro-ondas - é associada ao chamado big bang, a grande explosão na qual os cientistas acreditam que o universo foi criado, há cerca de 14 bilhões de anos.
A parte central da foto é dominada por grandes porções da nossa galáxia, a Via Láctea. A linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia.
É nessa região que se formam hoje a maioria das estrelas da Via Láctea, mas como a foto registra apenas luz com comprimentos de onda longos (invisíveis ao olho humano), o que vemos na realidade não são estrelas, e sim o material do qual elas são feitas, poeira e gás.
Mas a foto também mostra, em magenta e amarelo, a radiação cósmica de fundo de micro-ondas.
Formada 380 mil anos após o Big Bang, essa radiação de calor só pôde circular pelo espaço quando um resfriamento no Universo pós-Big Bang permitiu a formação de átomos de hidrogênio.
Os cientistas dizem que, antes desse estágio, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam "fundidas". O Universo, seria, então, opaco.
Rascunho
Os instrumentos do Planck podem detectar variações de temperatura nessa radiação antiga que auxiliam a compreensão da estrutura do Universo no momento de sua formação e que são uma espécie de rascunho de tudo o que se sucedeu depois.
Foram necessários mais de seis meses para que o telescópio espacial conseguisse montar o mapa.
O Planck, lançado ao espaço em maio do ano passado, já está montando uma segunda versão do mapa. A idéia é que ele faça pelo menos quatro versões.
Os cientistas vão precisar de tempo para analisar todas as informações e avaliar suas implicações. A divulgação formal de imagens completas da radiação cósmica de fundo e de análises científicas sobre elas não deve acontecer antes do fim de 2012.
Segundo os pesquisadores, as informações coletadas constituem um banco de dados extraordinário, que os ajudará a compreender melhor como o Universo adquiriu a aparência que tem hoje.
"É uma foto espetacular, uma coisa linda", disse à BBC Jan Tauber, um dos cientistas da missão Planck.
Douglas Cesar Cenezes -
06/07/2010 - 12h 21m
“Fui até chamado de inguinorante,
exponho a minha opinião acerca deste assunto, não critico outtros estudos voltados para a tecnologia, mas reforço que os investimentos nesse determinado tipo de estudo é puro disperdício de dinheiro. não é preciso ser um génio para saber no que há de mais importante para gastar anos e anos de estudos e obter resultados bem mais interessantes para a sociedade e o mundo. aos incomodados continuem estudando as estrelinhas.”
