quarta-feira, 8 de abril de 2009

A sombra dos uniformes marrons, ou verdes para combinar com Anauê?

Como postei recentemente, leio um livro excelente sobre as relações perigosas entre Carl Schmitt e a esquerda, sobretudo a extrema. A recaída no puro fascismo é tendência muito conhecida no setor. É o que se passa, no meu entender, quando a imaculada esquerda (será assim tão alva?) se une a repressores notórios, cuja própria linguagem traz as marcas do pior autoritarismo reacionário (sim, a palavra é esta, apenas esta). Enfim, os fascismos ressuscitam, em lugares previsíveis. Recomendo, pois, com insistência, a leitura do livro de Müller.
RR


Heloísa e Protógenes juntos em ato do PSOL contra o desemprego e a corrupção PDF Imprimir E-mail
Política
Fundação Lauro Campos
Sáb, 04 de abril de 2009 10:35


PSol

Foto de Jackson Anastacio

A Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi o palco de um grande ato realizado pelo PSOL na quinta-feira, 2 de abril. O ato, que reuniu cerca de mil e quinhentas pessoas, foi convocado para apresentar publicamente as posições do PSOL para combater a crise econômica, de forma a que os trabalhadores e o povo não paguem pela crise, e também para avançar na luta contra a corrupção e as oligarquias que governam nosso país desde sempre. Foram apresentadas propostas do partido contra o desemprego ─ por exemplo, o congelamento das demissões e a estatização das empresas que recebem dinheiro público e demitem ─ e contra a corrupção, como o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais, a revogabilidade dos mandatos e o fim do sigilo fiscal e bancário dos políticos e agentes públicos.


A presidente nacional do PSOL, ex-senadora Heloisa Helena, foi uma das presenças mais esperadas no ato, além do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, um dos símbolos atuais da luta contra a corrupção, que foi aclamado como o “delegado do povo” . Também foi marcante a presença do ex-senador amapaense João Capiberibe, referência nacional e internacional na luta em defesa da Amazônia e da luta contra a oligarquia dos Sarney no Amapá. Estiveram presentes também os deputados federais do PSOL, Luciana Genro (RS), Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ) e vários vereadores do partido. A Conlutas, com um representante dos metalúrgicos de São José dos Campos, base onde se localiza a Embraer, que está em luta contra as 4,2 mil demissões, também falou no ato, assim como o companheiro Ciro Garcia, representando o PSTU. O deputado estadual do PDT/RJ, Paulo Ramos, também compareceu para homenagear o PSOL e comunicar que a Assembléia Legislativa do RJ vai conceder a Protógenes a medalha Tiradentes.


O ato do PSOL foi uma vitória da esquerda e das forças progressistas e populares, uma sinalização clara de que se constrói no país uma alternativa política pela esquerda. Foi um passo fundamental que deverá ser seguido por novas iniciativas políticas que busquem credenciar o PSOL como parte da reorganização da luta popular e pelo socialismo.