quarta-feira, 4 de março de 2009

Collor, Calheiros e quejandos. O PT não tem nada a ver com o assunto? Tem sim!

Seja notada a ameaça de Collor ao PAC, ao PT, à Sra. Dilma, a mãe do Pac. "Eu peço ao senador Mercadante que meça suas palavras. É claro que eu sou um aliado do presidente Lula. O PAC é muito importante e eu pretendo conversar com empresários, a ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil e responsável pela gestão do programa) e integrantes de todos os setores". É isso aí, Mercadante. "Alianças espúrias" levaram Collor à base aliada de apoio ao dono do PT. Cala a boca mais enfático, desconheço. E vejamos os frutos da República das Alagoas. RR


O Estado de São Paulo

Collor derrota PT, fica com comissão de infraestrutura do Senado

REUTERS


BRASÍLIA - O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) foi eleito na quarta-feira presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, derrotando a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) por 13 a 10.

A eleição dividiu a base aliada no Senado. Collor recebeu o apoio do PMDB depois que seu partido aderiu em fevereiro à candidatura de José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado.

Tradicionalmente, os cargos no Legislativo são divididos entre os partidos de acordo com o tamanho das bancadas. Por essa lógica, o PT teria direito a indicar o presidente do colegiado.

A comissão é considerada estratégica pelo governo, pois por ela passarão todos os projetos relacionados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e à exploração do petróleo localizado na camada pré-sal.

"O senador Collor deve a sua eleição a uma aliança espúria que contraria o princípio da democracia que é a proporcionalidade", criticou a jornalistas o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP).

Collor rebateu: "Eu peço ao senador Mercadante que meça suas palavras. É claro que eu sou um aliado do presidente Lula. O PAC é muito importante e eu pretendo conversar com empresários, a ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil e responsável pela gestão do programa) e integrantes de todos os setores".

Ex-presidente da República (1990-1992), Collor deixou o cargo devido a um escândalo de corrupção e teve seus direitos políticos cassados por oito anos. Perguntado por jornalistas se a eleição para comandar uma das mais importantes comissões do Senado representa uma volta por cima em sua carreira política, o senador desconversou.

"Não. É a volta com os pés no chão", respondeu.